Não. Sério. Olhe para trás: tivemos uma das mais acirradas e complexas eleições que tenho lembranças. Para muitos, o próximo governo promete. Para outros tantos, o próximo governo promete também, mas não no bom sentido. Além disso, tivemos outras tragédias, da destruição do Museu Nacional no Rio de Janeiro a uma merecida derrota na Copa do Mundo.
Mas... e os jogos? E minha vida pessoal? Foi um bom ano, não um excelente ano, mas definitivamente um bom ano. Aprendi a relaxar mais enquanto tudo pega fogo, mas planos para o futuro estão em andamento nesse exato momento.
Minha parceria com o Gamerview segue firme e, graças a ela, não apenas consegui uma placa de vídeo melhor por cortesia da Nvidia, como também tive a oportunidade de conhecer diversos títulos: Forged Battalion, Staxel, Into the Breach, Earthworms, Chuchel, Solo, Genetic Disaster, SOS, Azure Saga: Pathfinder, FAR: Lone Sails, Shape of the World, Battle of Kings, Trago, Graveball, ZIQ, No Man's Sky, We Happy Few, Depraved, Breathedge, The Gardens Between, Thronebreaker: The Witcher Tales, Fluffy Horde, LEGO DC Super-Villains, Kursk, TSIOQUE, GRIS, Rapture Rejects e The Spy Who Shrunk Me.
Por minha conta e risco, passei por Warhammer End Times - Vermintide, Light of the Darkness (alpha), Fallout New Vegas, Small Radios Big Televisions, The Amazing Spider-Man, A Story About My Uncle, Fortnite, RAGE, Geneforge 1, Zeno Clash 2, Radical Heights + Warhammer 40,000: Eternal Crusade + Age of Conan + Lord of the Rings Online, Defiance, Deathspank, 35MM, Betrayer, This Strange Realm of Mine, DEFCON, Shadowrun Returns, Nether, The Temple of Elemental Evil + Planescape Torment + The Elder Scrolls: Oblivion + Of Orcs and Men + Lichdom Battlemage e Afterfall: InSanity.
Meu filho desabrochou para ser um jogador independente, testando e completando seus próprios jogos sem minha intervenção ou se aventurando por títulos que supostamente seriam apenas meus. Perdi a conta do que ele testou sozinho, até por não ter o que escrever sobre os jogos. Entretanto, jornadas cooperativas de tela dividida se tornaram a diversão do ano: Lego Marvel's Avengers, Broforce, Lego Star Wars The Complete Saga, Human Fall Flat, Rocketbirds: Hardboiled Chicken, Awesomenauts, Contagion, A Hat in Time e X-Men Legends II: Rise of Apocalypse.
Juntando tudo, em 2018 atinge a marca impressionante de 65 títulos experimentados. Mesmo desconsiderando as duas maratonas de testes no meio do caminho, onde jogos foram avaliados e descartados com cerca de uma hora de jogabilidade, ainda assim é um resultado fenomenal em um ano em que resolvi ficar menos nervoso com compromissos. Principalmente se colocarmos na equação as 73 horas dedicadas a Defiance e as inacreditáveis 178 horas (e contando) em Conan Exiles, que nem foi concluído para entrar nessa lista. É o novo recorde histórico no blog.
Esse ano que passou também foi caracterizado por um experimento: alavancar o canal no YouTube. Por alguns meses não apenas mantive a constância de manter uma periodicidade de vídeo às segundas, quartas e sextas, como também realizei séries completas de jogos e me arrisquei em conteúdo narrado, com análises em vídeo. Deu certo? Estatisticamente, não. Mas Retina Desgastada não é feito de estatísticas e o canal seguirá como um complemento forte do blog no ano que vem. Então, coloque na conta desses 65 jogos testados o conteúdo dos quatro jogos do Cine Meia-Noite, que foi gravado em vídeo, mas não escrito.
Para 2019, espero dosar melhor a relação tempo x stress.
Os Melhores de 2018
Embora o blog tampouco siga tendências ou eu tenha o que pode ser chamado de gosto popular, se não me falha a memória, essa é a primeira vez que meu Jogo do Ano é polêmico. Para muitos, We Happy Few é um desastre, um título catastrófico que desperdiça seu potencial. Para mim, segue uma obra prima inesquecível.
- Melhor Jogo: We Happy Few
- Maior Surpresa: Zeno Clash 2
- Maior Decepção: The Amazing Spider-Man
- Pior Jogo: Graveball
- Melhor Título Cooperativo: Broforce
(recapitulando os anos anteriores: 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017)
Esse também foi o ano em que o blog completou dez anos! Nada mal para um projeto que nasceu como uma forma de aproveitar o tempo ocioso no escritório, entre uma demanda e outra.
Para 2019, ficaria imensamente feliz se a novela em que se transformou o último capítulo de The Walking Dead tivesse uma conclusão à altura da saga de Clementine. Também fico na torcida por uma leva ainda melhor de surpresas e jogos independentes para o próximo ano e, finalmente, um PC para meu filho porque eu quero muito lutar ao lado do Doomfist dele.

4 Comentários
Olha, só discordo aí do melhor jogo, mas tá valendo...rsrsrsrs ;)
Um grande abraço, e um 2019 repleto de paz e bons jogos pra você!
um dia eu volto a me empolgar com jogo...
Btw, seriously? We happy few? Gotta see the review!