Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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6 de janeiro de 2018

2017 acabou

Olho para trás e vejo um dos piores e mais tensos anos de minha vida, seja no aspecto financeiro ou emocional. Como se viver onze meses no limite do pessimismo não fosse uma jornada desagradável o suficiente, Dezembro ainda me acerta com a perda de meu pai, uma dor que demorará muito tempo para cicatrizar, se é que irá. Não tenho nem mesmo forças para entrar em detalhes. Talvez um dia, talvez nunca.

goatFelizmente, no mundo dos jogos, não poderia ter sido um ano mais interessante. Não que possa funcionar como compensação, mas é o tema do blog, afinal. Juntei-me ao time de analistas do Gamerview e tive acesso gratuito a lançamentos dos mais diversos matizes, saí da minha zona de conforto, comunguei com iguais. Desta parceria, saiu meu jogo do ano, de onde menos esperava.

Ao longo do ano, em ordem cronológica, experimentei através do Gamerview Diluvion, Stories UntoldHollow Knight, Kona, Strafe, The Long Journey Home, Regalia: Of Men and Monarchs, The Walking Dead: A New Frontier, Micro Machines World Series, Solstice Chronicles: MIA, Planetoid Pioneers, Tacoma, Distrust, Tooth and Tail, Bloody Zombies, Ruiner, Mushroom Wars 2, High Hell, A Nova Califórnia e They Are Billions.

Por minha conta, enveredei por Batman: Arkham Origins, Silent Hill 4: The Room, Far Cry (desculpa, @RaptorHawk), Deadlight, Dr. Langeskov, The Tiger, and The Terribly Cursed Emerald: A Whirlwind Heist, Far Cry 2 (valeu, @RaptorHawk!), Two Worlds, Kraven Manor, Jurassic Park The Game e Warhammer End Times - Vermintide (análise definitiva pendente, mas você pode conferir minha impressão do Free Weekend de anos atrás), além de Paladins, que também merece uma análise final.

Ao meu lado, meu filho quebrava as fronteiras entre "jogos do pai" e "jogos do filho", se aventurando cada vez mais por títulos que supostamente eram meus, testando gêneros que não conhecia e obtendo sucesso em jogos que descartava. Isso explica a redução de jogos "infantis" em sua lista desse ano: Foul Play, LEGO Jurassic World, Minecraft (outra vez), Goat Simulator no cooperativo, Trine 3, Morphopolis, The Dweller, Pokémon Uranium e The Expendabros.

Juntando tudo, em 2017 alcançamos um total de 40 jogos experimentados, um bom aumento em relação aos 34 do ano anterior, influenciado pela redução das horas dedicadas a Overwatch e pela aliança com o Gamerview.

Os Melhores de 2017

tacoma

Para quem não sabe, o blog não é focado em lançamentos, seja por não ter dinheiro para comprar os jogos mais recentes, seja por não ter máquina para os jogos mais recentes, então a lista sempre foi sobre os jogos jogados no ano, não os lançados. Mas, da mesma forma que aconteceu com Overwatch no ano passado (e com Portal 2...), novamente, o pódio foi ocupado com um lançamento do ano.

Aos dez anos de idade e com um gosto progressivamente mais sofisticado, acho esquisito continuar chamando as escolhas do meu filho de "Melhor Jogo Infantil", então, doravante teremos as categorias Troféu Filho de Peixe para o melhor que ele jogou e Mais Tosco do Ano, pegando emprestado um termo que ele usa sempre.

  • Melhor Jogo: Tacoma
  • Maior Surpresa: Two Worlds
  • Maior Decepção: Silent Hill 4: The Room
  • Pior Jogo: Micro Machines World Series
  • Troféu Filho de Peixe: Goat Simulator
  • Mais Tosco do Ano: Morphopolis

(recapitulando os anos anteriores: 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016)

Mas 2017 foi um ano tão miserável para mim que até no mundo dos jogos ele encontrou uma forma de me afrontar: em Janeiro escrevi que minhas maiores esperanças eram um bom Mass Effect: Andromeda e um Fallout 4 barato, além de Half-Life 3. Andromeda dispensa explicações, Fallout 4 segue caro e Half-Life 3 virou fanfic.

Para 2018, nada espero. Desde que seja um bom ano.

Ouvindo: Bauhaus - In Fear of Fear
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2 comentários:

Breno Simonetti disse...

Meus pesames pela sua perda, Aquino.
Que 2018 seja um ano de virada. Forte abraço!

Luiz Antônio disse...

Meus pêsames Aquino.
Perdi meu pai no início da minha adolescência e, mesmo depois de mais de 3 décadas passadas, a falta que sinto dele ainda é grande. Mas... Para mim, os filhos foram e são a verdadeira compensação por essa perda. Tento repassar a eles o mesmo amor e companheirismo que recebi de meu pai e também tento não cometer os mesmos erros que ele cometeu e vejo neles uma continuação, em 2ª geração, do que ele foi enquanto estava vivo, mesmo que seja numa proporção bem pequena.

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