Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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16 de novembro de 2017

Não Fui Eu Que Joguei: The Expendabros

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Quando escrevi sobre Expendabros quatro anos atrás, nunca imaginei que o jogo iria cair tão bem no gosto do meu filho. Primeiro porque seus gráficos são de uma época que ele não viveu, segundo porque o jogo é sobre grandes astros do cinema de ação que ele também não conheceu. Mas quando o título é divertido e frenético, anacronismos não querem dizer nada e o preço de Expendabros foi simplesmente irresistível para eu testar seu apelo junto ao garoto.

Para quem não conhece, o jogo gratuito foi desenvolvido a partir de um acordo de cavalheiros entre os criadores de Broforce e os produtores do filme Os Mercenários 3. Os primeiros criariam o jogo sem cobrar nada enquanto os últimos cederiam os personagens que aparecem no filme, os dois lados lucrariam com a propaganda gerada e os jogadores tem mais é que agradecer.

O resultado é um título que mistura violência cartunesca, testosterona digital, humor negro e a dose certa de desafio para não ser frustrante. Não me pergunte do enredo porque eu desconfio que não haja muita preocupação com isso: um mercenário foi capturado por um vilão e seus camaradas vão matar meio mundo para resgatar o parça e dar o troco no vilão. No meio do caminho, há serras gigantes, mísseis, cenário que pode ser destruído, barris que explodem, bandeiras norte-americanas, paraquedistas, campos minados, músculos saltando para fora da camisa e uma boa seleção de personagens com habilidades diferentes.

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Expendabros pode ser jogado por até quatro pessoas localmente e eu tive o prazer de participar de uma sessão ao lado do meu filho, ele avançando loucamente a matando geral e eu cautelosamente morrendo lá atrás. Felizmente, o jogo permite que você troque de personagem aleatoriamente ao longo do mapa, libertando outros mercenários, e só fecha a partida se morrerem todos os jogadores ao mesmo tempo.

Ao contrário de certos títulos de plataforma, aqui a liberdade de ação é total: você pode ir por cima no mapa, pelo meio, por baixo, ou até mesmo cavar seu próprio túnel através do solo destrutível e evitando boa parte dos perigos (e da matança desenfreada). A mecânica do jogo foi pensada para esse caos: um tiro perdido pode detonar um tanque de combustível que irá explodir e alterar radicalmente o mapa, provocando reações em cadeia, como uma serra se desprendendo do teto e percorrendo o mapa cortando todos os infelizes em seu trajeto. Em outras palavras, embora os mapas não sejam gerados randomicamente, nunca dá para atravessar o mesmo nível da mesma forma duas vezes.

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A princípio, achei que meu filho não fosse dar conta do recado, mas claramente subestimei seus reflexos e sua persistência. Ele não apenas chegou ao final (duas vezes), como ainda continuou jogando, mesmo depois disso, por pura diversão. Deve ser o tal do replay value que eu ouço por aí, um outro anacronismo que minha vida corrida de adulto já não me permite mais entender.

Expendabros vai abrir espaço na Área de Trabalho para Broforce, alvo de uma bem-vinda promoção justamente nessa semana, e já estou ansioso para entrar nessa batalha ao lado do meu parceiro mirim, mesmo sabendo que o sidekick serei eu.

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Ouvindo: Stevie Ray Vaughan & Double Trouble - Slide Thing

15 de novembro de 2017

Overwatch: Origins

A Blizzcon veio e foi e eu tinha uma expectativa de ver um anúncio de um modo campanha ou um derivado single-player de Overwatch, motivado por alguns rumores vagos que circularam por aí.

Não aconteceu.

Mas a Blizzard brindou os fãs do jogo de tiro com um novo mapa, uma nova personagem e um magnífico curta de animação de Reinhardt.

A esta altura de Novembro, tudo isso já é notícia velha, mas nem todo mundo teve a oportunidade de ver outra pérola escondida na apresentação da empresa em sua convenção anual: raras e longas filmagens do desenvolvimento de Overwatch. São cenas de mapas inacabados, testes de personagens e comentários de seus criadores sobre algumas decisões tomadas durante esse período, um item de colecionador para fãs e algumas importantes lições para quem também sonha ou já está com a mão na massa produzindo seus próprios jogos.

Ouvindo: Neil Young - Scenery

9 de novembro de 2017

(não) Jogando: Pokémon Uranium

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Pokémon Uranium certamente é mais conhecido do que efetivamente jogado, desde que chamou a atenção da Nintendo, que barrou a distribuição do jogo feito por fãs. São duas injustiças aí: a primeira é a gigante japonesa ter se posicionado contra um título gratuito, uma homenagem desenvolvida para uma plataforma na qual os personagens nunca estiveram e nunca estarão presentes.

A segunda injustiça é o fato de você não estar jogando Pokémon Uranium agora.

Criado apenas por dois fãs (um brasileiro e um americano), usando a mesma ferramenta utilizada por todos os fan games de Pokémon (incluindo o já analisado aqui Pokémon Island), Pokémon Uranium consegue injetar personalidade e desafio na medida certa em uma comunidade que costuma apenas caminhar sobre os passos já dados pelos orientais.

A fórmula é a mesma de Pokémon Island e possivelmente inúmeros jogos, incluindo os oficiais: você cria seu personagem, escolhe seu Pokémon inicial e é solto no mundo, enfrentando um número esmagador de batalhas quase repetitivas, enquanto aumenta o nível de suas criaturas em busca da vitória nas mais complexas batalhas de ginásio. Não sou um profundo conhecedor dos jogos de Pokémon (esse é o segundo), mas tudo indica que é o arroz com feijão que os fãs adoram, não se mexe em time que está ganhando e a profundidade do jogo brota mesmo é da dança dos números e das infinitas combinações de ataque e defesa.

Mas Pokémon Uranium inova ao introduzir criaturas que não fazem parte do cânone, mas se mesclam perfeitamente com a vasta fauna/flora do universo Pokémon, a ponto de eu precisar consultar a Wiki oficial para descobrir que esse ou aquele não existe em nenhum outro lugar além do mundo de Pokémon Uranium. Há as criaturas radioativas, que nada mais são que troca de palheta e poderes de monstrinhos já conhecidos, mas há também uma boa quantidade de seres totalmente inéditos e profissionalmente ilustrados.

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Mas a criação desses dois fãs não se contenta com esse feito e também insere algo que fez muita falta em Pokémon Island: enredo. Há uma história pregressa do personagem principal que será mencionada ao longo de sua jornada, uma morte traumática que abrirá portas para grandes mistérios, uma divertida rivalidade com um vizinho arrogante e eventos programados que irão alterar o mapa e adicionar uma boa dose de perigo ao jogo. Até mesmo as missões secundárias são bem pensadas, caindo de cabeça no lado non sense dos desenhos animados, com super-heróis, clãs de ninja, robôs alienígenas e outras bizarrices.

Cada vila e região transborda atmosfera, o que é surpreendente considerando a limitação gráfica com que seus criadores trabalharam e seu suposto amadorismo. Jogando Pokémon Uranium é possível entender por que a Nintendo se incomodou com essa produção e deixou todos os outros fan games com o mesmo tema incólumes durante todos esses anos.

Pé Na Estrada

Instalei o jogo pensando no meu filho, é claro, embora eu mesmo tenha acompanhado bem de perto o que se transformou em uma febre para ele em 2016. Buscava orientá-lo nas artes da estratégia e traduzia os textos dos diálogos, mas as decisões importantes, como a composição de seu time, ficavam a critério dele. Logo, ele entendeu como funcionavam as batalhas e me tornei apenas um intérprete.

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(nas madrugadas, perambulava pelos arbustos, desafinado Pokémons selvagens e subindo os níveis das criaturas dele)

Vi com orgulho ele conquistar sua primeira insígnia de ginásio totalmente sozinho e me senti como a mãe do Ash torcendo pro guri.

Por ser um jogo leve, foi instalado no netbook da mãe e levado em viagens. Foram dias de glória na virada do ano, passeando durante o dia e jogando Pokémon Uranium no quarto de hotel. Logo estávamos jogando no ônibus de viagem, no táxi entre cidades, onde sobrassem vinte minutos livres. Viajávamos em dois mundos.

A febre continuou por meses e de todas as insígnias possíveis de ginásio, ele não conquistou somente uma, a da fatídica vila do gelo.

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Cadê o Hexa?

A essa altura, ele jogava muito mais sem minha companhia do que comigo ao seu lado e foi cometendo pequenos deslizes. Escolhia Pokémons pela simpatia, não pelos poderes ou seu papel no time. Colocava apenas seu Pokémon favorito na frente de todas as batalhas (seu inicial, o agora evoluído, elegante e totalmente não-canônico Metalynx). Não grindou como eu vivia dizendo para fazer (e, vamos combinar, grindar é chato).

O resultado é que ele tinha um campeão muito acima do nível da região e todos os demais abaixo do nível das criaturas do ginásio. Como a Seleção Brasileira, construiu seu time escorado no talento de um único craque, o que, como já vimos nas últimas Copas, é o caminho para a derrota. Por mais poderoso que Metalynx fosse, ele tombava contra criaturas contra as quais não era efetivo ou era enfraquecido a conta gotas, diante da barragem de luta após luta. Caindo Metalynx, o time vinha logo depois.

"Você vai ter que evoluir o resto do time", foi o que eu disse para ele quando me trouxe o problema e eu vi sua composição. Mas os arredores da vila envolviam os puzzles de escorregar no gelo, até mesmo para passear sem preocupação e combater Pokémons selvagens. As criaturas ao redor eram impiedosas contra seu time de nível inferior e ele precisava retornar constantemente para o Centro Pokémon para curar todos, encarar de novo os puzzles, travar mais batalhas.

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Como toda criança de dez anos que se preze, perdeu o interesse no jogo que amou durante quase um ano, tendo chegado tão próximo da vitória. E Pokémon é um gênero brutal: você não joga, você esquece como jogar, você é derrotado, o interesse se esvai mais ainda. Meses se passaram e Pokémon Uranium permaneceu intocado, vítima de sua terceira injustiça.

Até que ele me pediu para remover o jogo. Fiquei curioso em saber como terminaria a trama, tentei grindar eu mesmo, mas... há outros títulos instalados, o grind é implacável. Pokémon Uranium terá que sair.

Curiosamente, perguntei a ele que tipo de jogo deveria substituir Pokémon Uranium no PC. Ele nem hesitou: "outro jogo de Pokémon". Vai ser difícil encontrar outro à altura do trabalho e da dedicação depositados nesse aqui, mas cumprirei minha missão: temos que pegar todos.

Ouvindo: Megadeth - She-Wolf

7 de novembro de 2017

Venda de Garagem II

Há mais de um ano, anunciei aqui alguns itens (revistas, VHS e livros) que vieram da mudança e estavam ocupando espaço aqui na nova casa. Surpreendentemente, apesar de eles estarem permanentemente anunciados no Mercado Livre, a maioria deles continua encalhada, preenchendo um armário que poderia ser usado para guardar outras coisas. E dinheiro extra é sempre bom.

Então, volto a publicar aqui a lista de coisas que estou vendendo, alguns abaixo do custo, outros com frete grátis:

Revista Liga Da Justiça #1 (1989) - Frete Grátis Revista Liga Da Justiça #1 (1989) - Frete Grátis R$18
Revista Margarida #1 Revista Margarida #1 R$20
Guerra Nas Estrelas - Uma Nova Esperança (VHS) Guerra Nas Estrelas - Uma Nova Esperança (VHS) R$30
X-Men 2099 #1 - Frete Grátis X-Men 2099 #1 - Frete Grátis R$20
Revista Batman - Vigilantes De Gotham Número Zero Revista Batman - Vigilantes De Gotham Número Zero R$18
Coleção Vertigo 1-11 Coleção Vertigo 1-11 R$150
Homem-Aranha 2099 #1 Homem-Aranha 2099 #1 R$15
Batman - Cacofonia Batman - Cacofonia R$20
Revista Força Psi #1 - Frete Grátis Revista Força Psi #1 - Frete Grátis R$20
Sniper One: On Scope And Under Siege With A Sniper Team Sniper One: On Scope And Under Siege With A Sniper Team R$50
Revista Super-Homem Número Zero Revista Super-Homem Número Zero R$15
Revista Conan O Bárbaro #1 Revista Conan O Bárbaro #1 R$20
Os Cavaleiros Fantasmas De Espora De Ouro Os Cavaleiros Fantasmas De Espora De Ouro R$15
Ao Vivo Do Campo De Batalha - Peter Arnett Ao Vivo Do Campo De Batalha - Peter Arnett R$25
Guerra Nas Estrelas - O Império Contra-ataca (VHS) Guerra Nas Estrelas - O Império Contra-ataca (VHS) R$30
Revista DC 2000 #1 - Frete Grátis Revista DC 2000 #1 - Frete Grátis R$16
Super-Homem Versus Aliens (em 3 Edições) Super-Homem Versus Aliens (em 3 Edições) R$20
Revista Shazam Número Zero Revista Shazam Número Zero R$15
Superman 70 Anos #3 - Superman Vs Luthor Superman 70 Anos #3 - Superman Vs Luthor R$30
Batman #1 (a Queda Do Morcego) Batman #1 (a Queda Do Morcego) R$20
Homem-Aranha Potestade Homem-Aranha Potestade R$30
Superboy #1 (1994) Superboy #1 (1994) R$15
Revista Marvel Force #1 - Frete Grátis Revista Marvel Force #1 - Frete Grátis R$15
Universo DC - Decisões Universo DC - Decisões R$18
The Imago Sequence And Other Stories The Imago Sequence And Other Stories R$35
Revista Superman & Batman #50 Revista Superman & Batman #50 R$5
Sérgio Aragonés Destroi A DC Sérgio Aragonés Destroi A DC R$15
Starman - Minissérie Completa Em 4 Edições Starman - Minissérie Completa Em 4 Edições R$16
Batman - Preto & Branco (4 Volumes - Completa) Batman - Preto & Branco (4 Volumes - Completa) R$40
Pollyanna - Eleanor H. Porter (lacrado) Pollyanna - Eleanor H. Porter (lacrado) R$15
Minissérie Marvel Completa - Código De Honra Minissérie Marvel Completa - Código De Honra R$20
Sergio Aragonés - Dia De Los Muertos Sergio Aragonés - Dia De Los Muertos R$10
Halo Graphic Novel Halo Graphic Novel R$30
Sérgio Aragonés Massacra A Marvel Sérgio Aragonés Massacra A Marvel R$15
Ernest Hemingway - O Velho E O Mar Ernest Hemingway - O Velho E O Mar R$15
Superman - O Último Filho Da Terra (2 Volumes) Superman - O Último Filho Da Terra (2 Volumes) R$20
Homem-Animal - Nascido Para Ser Selvagem (2 Volumes) Homem-Animal - Nascido Para Ser Selvagem (2 Volumes) R$15
SJA - Trio Profano (saga Completa Em 2 Volumes) SJA - Trio Profano (saga Completa Em 2 Volumes) R$20
Hitman - Um Caixão Cheio De Dólares Hitman - Um Caixão Cheio De Dólares R$10
Hermann Hesse - Narrativas Hermann Hesse - Narrativas R$15
Superman - A Última Esperança De Krypton Superman - A Última Esperança De Krypton R$12
Theodore Sturgeon - Além Do Humano Theodore Sturgeon - Além Do Humano R$20
LJA - Involução LJA - Involução R$10
Superman - A Última Chama Superman - A Última Chama R$15
Wolverine - Ilha X Wolverine - Ilha X R$6
Emergência: A Serviço Da Vida (minissérie Completa) Emergência: A Serviço Da Vida (minissérie Completa) R$30
Starman - Minissérie Completa Em 4 Edições Starman - Minissérie Completa Em 4 Edições R$25
The Dreaming - O Garoto Perdido (série Completa - 4 Volumes) The Dreaming - O Garoto Perdido (série Completa - 4 Volumes) R$40
Revista Superamigos #1 Revista Superamigos #1 R$18
Revista Liga Da Justiça E Batman #1 Revista Liga Da Justiça E Batman #1 R$10
Patrulha Do Destino Patrulha Do Destino R$8
Ouvindo: Iron Maiden - The Fugitive

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