Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
Comunidade do SteamTwitterCanal no YouTubeRSS

20 de outubro de 2018

Eu Vi: Defiance (Série Completa)

Defiance

Quem diria que meses depois de ter visto e analisado o episódio-piloto e até meses depois de ter me despedido do MMO, eu não apenas ainda estaria atado ao universo de Defiance como também completaria as três temporadas da série? Ainda mais considerando que a última série que vi de ponta a ponta foi a inesquecível Lost, temos aqui um acontecimento singular.

Não que Defiance, a série, tenha uma qualidade excepcional. Tenho certeza de que há produtos melhores no mercado. Mas minha quase obsessão pelo jogo me levou à série, um episódio levou a outro, uma temporada emendou na próxima e quando dei por mim estava conectado com aqueles personagens, seus dramas e suas falhas, suas vitórias e, principalmente, suas quedas.

A princípio, Defiance parece uma série de ficção-científica, com diversas raças alienígenas, espaçonaves aqui e ali, armas que disparam feixes de plasma e até um monstro em CGI ocasional, quando o orçamento permite. Analisando com uma lupa, o que temos é um faroeste: a velha saga de uma cidade pequena lutando para manter seu povo unido contra ameaças externas, com ruas empoeiradas, pobreza, homens embrutecidos, xerifes de gatilho rápido e mulheres sedutoras. Não é a primeira vez que autores misturam gêneros, mas em Defiance essa combinação funciona a contento, quando seus roteiristas não estão tentando reinventar a pólvora.

Nolan e IrisaEm contrapartida, analisando com um microscópio, Defiance é extremamente similar a esse novo estilo de série que vem sendo feito na última década. A despeito de todo o cenário, a despeito de todos os elementos exóticos que possam porventura temperar a narrativa, o que vale mesmo são as interações entre os personagens, suas histórias individuais, suas traições, seus erros, seus posicionamentos, seus defeitos e qualidades se chocando nas pequenas coisas.

É algo que vi em Lost, The Walking Dead e todas as outras séries das quais vi somente pedaços: sua similaridade com as telenovelas, sua estrutura criada para que a gente se importe com as pessoas e não com seu universo, quase como uma fórmula que você pode transportar para uma cidadezinha assolada por zumbis, uma cidadezinha envolta por uma cúpula, uma cidadezinha nos confins do espaço, uma cidadezinha visitada por extraterrestres... e talvez seja melhor assim. Há muitos exemplos de séries que se perderam em suas próprias mitologias, negligenciaram o elemento humano e terminaram afundando ou sem respostas para tantas perguntas que levantaram.

E Defiance se perdeu no caminho, certamente. A mudança de tom entre a primeira e a segunda temporada é gritante. Se a primeira temporada foi marcada por um padrão de "problema da semana" com uma leve insinuação de trama maior subjacente, a segunda temporada mergulha de cabeça em um grande arco hiperbólico ao mesmo tempo que joga fora a atmosfera de esperança e triunfo sobre as adversidades em troca de uma perspectiva cínica e beirando o depressivo para tudo e para todos. Os vilões se tornam mais vilanescos, os mocinhos se afundam em vícios e dúvidas, o niilismo impera. Uma nova guinada na terceira temporada abre com a morte de nada mais nada menos que três personagens marcantes e a introdução não de um, mas de dois arcos maiores simultâneos, ambos aparentemente tirados da cartola. Felizmente, a decisão dos roteiristas de reduzirem o elenco e dobrarem os desafios parece acertada porque a série ganha ritmo acelerado e foco nos sobreviventes, embora a resolução dos dois arcos seja apressada.

Ao longo de 39 episódios vi muitos personagens evoluírem em grande estilo. Ironicamente, Nolan e Irisa, os dois protagonistas do episódio piloto e que aparecem no jogo, são eclipsados pelo núcleo da família Tarr, que nascem como vilões e crescem de tal forma ao longo das temporadas que você se vê obrigado a torcer por eles e pela possibilidade de uma redenção. A atriz Jaime Murray brilha no papel de Stahma Tarr, matriarca da família e dona de uma ambiguidade deliciosa que permanece intrigante e sutil quase até seus últimos minutos em cena. No polo oposto, Tony Curran empresta a Datak Tarr, dublê de marido e psicopata, uma interpretação vigorosa e assustadora, sem perder o charme, e ganha de presente o protagonismo do melhor episódio de toda a série, quando conhecemos sua infância, sua juventude e seu hilário momento de glória no presente. Outro destaque fica nas mãos de Trenna Keating, interprete da Doutora Yewll, o clichê ambulante do médico mal-humorado, mas que ainda consegue arrancar risos, ternura e horror de acordo com o momento.

NUP_167371_0072.JPG

Os cinco minutos que sucedem essa cena conseguem ao mesmo tempo serem épicos e cômicos, o que se encaixa como uma luva no personagem.

A trilha sonora é digna de nota. Não apenas sua música-tema e as outras faixas instrumentais são um excelente trabalho de Bear McCreary, como também a série apresenta uma magnífica seleção de músicas dos anos 80 e 90 (ou reinterpretações destas), escolhidas a dedo para se adequar a determinadas cenas em alguns episódios.

Defiance, de forma sorrateira mas indelével, entrou agora na minha bagagem cultural. Havia muitos pontos que poderiam ser melhores, inclusive sua alardeada integração com o jogo e um final poético, mas sem sentido. Ainda assim, valeu a jornada e o arco de Saint Louis irá brilhar ainda por um longo tempo em minhas memórias.

Ouvindo: Therapy - Enjoy the Struggle

18 de outubro de 2018

Enviando um SOS

sos

Era uma tragédia mais ou menos anunciada, mas os desenvolvedores da Outpost Games confirmaram o inevitável: SOS será desligado permanentemente a partir de 12 de Novembro.

O jogo que foi concebido inicialmente com uma premissa que o destacava na multidão e poderia ter sido o pioneiro de um novo subgênero acabou amargando o desinteresse dos jogadores. A mistura de reality show com gerenciamento de confiança, traições pelas costas e a sobrevivência do mais forte em uma ilha paradisíaca pegava a fórmula e a atmosfera de No Limite e levava às últimas consequências em um mata-mata que só se tornava ainda mais vibrante com o acréscimo de criaturas medonhas e uma infecção contagiosa.

Mas, lamentavelmente, SOS estava muito fora da curva para seu próprio bem.

Nesse momento, a Outpost Games resolveu dar o tiro no pé definitivo: converter seu jogo singular em mais um Battle Royale e, quem sabe, atrair novos jogadores e suas carteiras. Apesar de se tornar um título relativamente sólido dentro do gênero que varreu a indústria, SOS acabou sofrendo duras críticas dos fãs antigos, que se sentiram abandonados, e dos jogadores que deveria ter atraído, ironicamente por não trazer nenhuma novidade ao cenário pelo valor que cobrava. Sem jogadores, um título multiplayer não sobrevive.

Tardiamente a desenvolvedora resolveu adotar o modelo F2P, oferecendo o jogo gratuitamente e tentando sobreviver de microtransações cosméticas, jogando para o alto de vez qualquer sombra de controle artístico, atmosfera ou mesmo bom senso. Os jogadores vieram aos borbotões e logo partiram novamente, seja de volta aos líderes do mercado, seja em busca de outras praias igualmente gratuitas.

O ocaso de SOS estava completo.

Depois de rodar o jogo no limite do aceitável, retornei a ele recentemente, já com muito mais memória RAM do que antes e com uma placa de vídeo vastamente superior. Surpreendi-me ao perceber que SOS tampouco era o SOS que me consagrou duas vitórias inéditas em Battle Royale, sofrendo uma nova mutação em sua versão gratuita. O tenso jogo de gato e rato que havia antes, onde uma partida poderia se estender por 15 ou mais minutos de uma frenética caçada por armas melhores e esconderijos adequados, havia sido trocado por uma profusão de caixas de itens por todos os lados, um mapa que encolhe em velocidade vertiginosa e um mata-mata sem tática ou malícia entre personagens com skins estranhas. Nem mesmo o conceito do gênero havia sido poupado pela Outpost Games em sua luta desesperada para não tombar: o que se via ali era na verdade um deathmatch tradicional, exceto que, quando você morre, você não ressuscita imediatamente para manter o ritmo e a adrenalina, mas aguarda outra oportunidade em um lobby. Depois de duas partidas, entendi o sentimento dos fãs da versão "clássica": o jogo que eu conhecia estava morto.

Ouvindo: Corvus Corax - Dulcissima

17 de outubro de 2018

O Novo Veneno do Cogumelo

creaks-02

A Amanita é uma desenvolvedora que frequenta as páginas desse blog graças ao seu estilo peculiar que flerta com o psicodélico e quebra os limites do adventure. Entre Samorost 2 (e o primeiro), Machinarium, Botanicula e Chuchel, quase todos os títulos das loucas mentes checas já passaram por aqui, apenas Samorost 3 escapando (por enquanto).

Entretanto, desde Chuchel, o pequeno estúdio independente parece disposto a romper seu nicho e explorar novas possibilidades. Isso era perceptível na forte campanha de marketing das aventuras do carismático e brigão bicho (?) peludo, na sua jogabilidade mais suave e no tom leve de seu universo, mais palatável para quem não está acostumado às insanidades de seus jogos anteriores.

Desta vez, a Amanita abre as portas de vez e se expande, usando uma nova equipe formada exclusivamente para assumir a produção de Creaks, um adventure que parece não seguir os paradigmas do point and click e buscar mecânicas mais diretas para seus desafios, se aproximando dos jogos de plataforma. Sua atmosfera mantém a estranheza de seus trabalhos anteriores, mas algo me diz que a empresa também está buscando uma aproximação com o suspense, algo que seus fundadores já haviam prometido anteriormente em entrevista. Se não é o survival horror que minha mente delirante jura já ter lido que seria produzido pela Amanita, pode sinalizar uma jornada bem mais macabra que outras obras. Seu anúncio oficial saindo em pleno Outubro pode ser outro indicador...

De um jeito de outro, para a luz ou para as trevas, teremos uma nova produção assinada pela Amanita em 2019. E isso sempre é uma garantia de uma viagem inesquecível

.
Ouvindo: Capital Inicial - Desdemona

15 de outubro de 2018

Analisando: Silent Hill 2

Segunda-feira, nova análise em vídeo no canal:

O que James viu no espelho? O que ele queria ter visto? Subjetividade é a regra do jogo e ao longo da partida encontraremos outros quatro personagens, outras quatro perspectivas do sofrimento auto-infligido. 

Texto originalmente publicado em: http://blog.retinadesgastada.com.br/2010/10/juiz-de-si-mesmo.html

Ouvindo: To Die For - Kissing the Flamest

12 de outubro de 2018

Jogando: Conan Exiles (Primeiras Impressões)

ConanSaiba, ó príncipe, que este escriba com que falas cultiva de longas eras um fascínio inexplicado pelo mundo selvagem do bárbaro Cimério conhecido como Conan. Um guerreiro de terras distantes, de coração frio mas sujeito a crises de melancolia, selvagem mas dotado de um rígido código de honra. Rei. Conquistador. Pirata. Ladrão. Aventureiro.

Meu primeiro contato com a maior criação de Robert E. Howard se perde nas brumas da memória. Minha lembrança mais antiga remonta a um sítio remoto, luzes de lampião e uma edição abandonada por mãos desconhecidas, encontrada entre livros antigos. Até então, evitava as aventuras do bárbaro, assombrado pelas possibilidades de violência, seu imaginário tão distante de minhas sensibilidades acostumado com histórias de super-heróis de trajes coloridos ou os horizontes infinitos da ficção-científica. Em minha concepção pré-juvenil, Conan e suas aventuras em preto e branco estavam no mesmo fosso comum dos gibis de faroeste ou fotonovelas, uma sub-literatura inadequada para um projeto de intelectual.

Estava enganado.

Naquelas tardes modorrentas ou diante das trevas que me contemplavam das janelas do casarão quase assustador, combati Pictos, humanos que cruzaram o limiar da selvageria plena para devorar o tênue tecido de civilidade que ousava se erguer em suas fronteiras. Quis Crom que aquele que talvez tenha sido meu batizado de sangue na Era Hiboriana seja até hoje uma das melhores e mais brutais histórias do Cimério, tentando deter uma invasão picta com um final trágico. Aquela "sub-literatura" sem cores e de papel de baixa qualidade era uma das narrativas mais intensas que havia vislumbrado até então.

Estava convertido.

Lenta, mas incansavelmente, comprei todas as edições de A Espada Selvagem de Conan, algumas por preços altos em lojas de colecionadores. Acompanhei suas sagas, batalhei ao seu lado, até mesmo nas histórias ruins, até mesmo nas histórias escritas com preguiça ou coloridas em formatinho. Li vários dos contos originais de Howard e, obviamente, tornei-me fã dos filmes clássicos também. O tempo, a falta de espaço e a queda abrupta de qualidade no material publicado me levaram a me desfazer da coleção, mas guardei na memória a lâmina afiada de seu universo.

Piedosa Mitra!

Conan - The Cimmerian

Lamentavelmente, nunca havia conseguido conciliar minha paixão pela Era Hiboriana com o mundo dos jogos eletrônicos. Uma tentativa frustrada de jogar o ancestral Conan - The Cimmerian aqui, uma experiência desoladora com a câmera de Conan (2004) ali e minha jornada parecia fadada ao fracasso. Uma rápida passagem pelo MMO Age of Conan também resultou em descontentamento. As impressões iniciais de diversos veículos de mídia sobre Conan Exiles desanimavam.

Estava condenado.

Impulsionado pela curiosidade, comprei um Humble Monthly que trazia o jogo de sobrevivência inspirado no mundo do bárbaro (e A Hat in Time, para meu filho, maior fator para a compra, para ser honesto). Temendo uma nova decepção, fui adiando o dia de testar Conan Exiles. E, mais uma vez, estava enganado.

Conan Exiles 01

Conan Exiles é uma segunda investida da experiente Funcom na Era Hiboriana, desta vez acompanhando a caravana dos títulos de sobrevivência mundo-cão contemporâneos. Se a tendência era permitir que os jogadores se matassem uns aos outros em selvagens demonstrações de violência, a realidade de Conan parecia o cenário perfeito. Entretanto, a desenvolvedora perdeu o momento, a indústria de jogos e boa parte de seus jogadores foram seduzidos por um novo sub-gênero e Conan Exiles ameaçava ser sacrificado em uma pira impiedosa. A praga de bugs durante o Acesso Antecipado vaticinava um destino desagradável para a empreitada.

Mas os Deuses são caprichosos. A Funcom usou da sabedoria e da experiência adquirida para injetar fartas doses de mecânicas sólidas no jogo, capazes de atrair os fãs de títulos de sobrevivência e não somente aqueles interessados em resolver suas desavenças no fio da espada. Contrariando minhas expectativas, Conan Exiles é um título cativante em seu modo solitário, trazendo um mapa habilmente construído para capturar um Explorador como eu e gráficos deslumbrantes. Pisei uma única vez em um servidor PvE, fujo como um Aquiloniano perseguido por Pictos dos servidores PvP e construo, pedra a pedra, galho a galho, cadáver a cadáver, minha pequena colônia nessa terra selvagem chamada Modo Solo.

Conan Exiles 02

Na qualidade de um exilado, de diferentes partes do continente, você foi capturado e banido por forças misteriosas mas poderosas, largado para a morte. Na cena inicial, ninguém menos que Conan, o bárbaro, o resgata da crucificação e o manda seguir sua vida, para nunca mais aparecer na história. A ligação entre o jogo e o mundo concebido por Robert E. Howard é menor do que eu desejaria, onde exploramos uma região que não pode ser situada geograficamente em nenhum canto da Hibória e, até agora, sem a aparição de nenhuma criatura ou ameaça retirada de suas páginas.

Ainda assim, a Funcom foi certeira em capturar algo muito mais difícil do que citar nomes, lugares e monstros: a atmosfera de selvageria. Aqui, as batalhas são brutais e sangrentas, a lei do mais forte impera entre os exilados, as feras atacam sem piedade, a noite é densa como poucas vezes vista em um jogo eletrônico e ruínas misteriosas evocam a sensação de horrores perdidos. Mesmo sem uma locação específica, sinto-me transportado de volta para a margem daquele mesmo rio dos anos finais da infância, com os gritos dos Pictos ecoando nas trevas, a luz do lampião dançando com as sombras e minha sobrevivência equilibrada entre a lâmina de minha espada e a minha sagacidade.

Conan Exiles 03

Conan Exiles falha em ser o jogo definitivo da Era Hiboriana por não trazer uma história central que possa ser acompanhada. Muitas vezes, me flagrei desejando missões, NPCs para conversar, conspirações, cultos profanos, cidades pulsando de lascívia e perigo, casas para furtar. Mas, relembro que essa não é a proposta da Funcom: é um jogo de sobrevivência, na tradição de Minecraft, Ark, Subnautica... o objetivo é permanecer vivo e, mais do que isso, clamar um pedaço de terra inóspita para chamar de seu e submetê-lo a sua vontade, com construções que também tornarão mais suaves as necessidades básicas. A saga, essa você monta em sua cabeça, da forma como desejar, sem limitações, criando objetivos pessoais que podem levar à morte ou ao triunfo.

Com trinta horas já acumuladas nesse pedaço selvagem da Hibória, não vejo nem de longe o final dessa jornada. A Funcom soltou essa semana uma atualização colossal que permite a criação de animais selvagens. Com um crocodilo, um rinoceronte, uma pantera negra e uma hiena se desenvolvendo em meu curral, talvez me torne um senhor das feras. Ainda há tanto nesse mapa para ser desbravado. Será uma longa caminhada, mas não podia esperar menos de algo cujos primeiros passos foram dados décadas atrás.

Conan Exiles 04
Ouvindo: Agent Orange - Wouldn't Last a Day

10 de outubro de 2018

O Exército de Sete Nações

"Seven Nation Army" é o clássico absoluto do insano Jack White e nada que ele faça ou fez conseguirá superar a exuberância simples mas épica da canção. E, claro, como todas as faixas que atingiram um status similar nessa era pós-moderna, foi executada à exaustão, absorvida, remixada, regurgitada, adaptada, vendida para comercial de tudo quanto é produto e drenada de toda sua agressividade ou mesmo energia após repetidos abusos.

Entretanto, aqui estou eu, com a inglória tarefa de fazer você escutar novamente "Seven Nation Army".

Calma, não vá embora. A música aparece aqui recriada utilizando somente sons extraídos de Battlefield V, um jogo que nem foi lançado ainda. O resultado, esse magnífico trabalho de edição de som e vídeo, bem, ele não pode ser contido, nem pelo exército de sete nações:

Essa versão inusitada pode ser baixada gratuitamente no Soundcloud. Seu criador, UMadBroYolo, tem também uma playlist no YouTube com outras recriações (incluindo "Seven Nation Army" em Battlefield 1).

Ouvindo: My Life With The Thrill Kill Kult - The Days Of Swine And Roses

8 de outubro de 2018

Analisando: Amnesia - The Dark Descent

Segunda-feira, nova análise em vídeo no canal:

Como disse Nietzsche, "aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você".

Texto originalmente publicado em: http://blog.retinadesgastada.com.br/2011/03/jogando-amnesia-dark-descent-conclusao.html

Ouvindo: The Rolling Stones - Look What the Cat Dragged in

Retina Desgastada

Blog criado e mantido por C. Aquino | Seja um patrono!

We Happy Few