Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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29 de agosto de 2016

Jogando: Warhammer 40,000 Kill Team

Pai e Filho

Depois do fiasco de Fire Warrior, eu precisava de mais Warhammer 40K na minha vida. A sede ainda não havia sido saciada e, em nome do Imperador, mais sangue teria que ser derramado nessa tela.

Nesse quesito, com todo o respeito aos honoráveis Tau e seu Bem Maior, nada substitui os Space Marines e suas eternas bravatas, sua brutalidade blindada, sua espada-serra, suas metrancas e seu espírito de camaradagem. Consegui encontrar tudo isso em Warhammer 40,000: Kill Team, um jogo com muitos defeitos, mas também com muitas qualidades.

No jogo, você sozinho (ou com um camarada em cooperativo local) invade uma nave colossal tomada pelos Orks que emergiu do Warp e está indo em direção a um dos planetas do Império em uma cutscene que estabelece bem o tom do que virá a seguir. Essa nave não pode chegar ao seu destino, custe o que custar. E o que vai custar aqui são cinco níveis lotados de inimigos e muita, muita carnificina. A história começa e termina na abertura e você sequer tem um nome ou voz. Um servo do Imperador não precisa dessas coisas, apenas ordens e alvos e é isso que você irá receber ao longo da jogabilidade.

Techmarine

Inicialmente, me aventurei nessa sozinho, conduzindo um Techmarine com a habilidade de plantar torres automáticas. O jogo não é difícil, mas também não é fácil. Há powerups espalhados em áreas estratégicas, é possível desbloquear bônus fixos para seu personagem e a munição é infinita e nunca interrompe o tiroteio para recarregar. Mas o inimigo surge em hordas constantes e sem temor, incluindo Orks com equipamento especial e uma raça surpresa que pode fazer o coração de muitos gelar...

Mas tinha muito "Kill" nesse jogo e pouco "Team", até meu filho me ver jogando e se interessar em participar. O título oferece suporte a um segundo jogador, na mesma tela, bastava plugar um controle. Foi quando eu lembrei que eu tinha não um, mas dois controles genéricos de PlayStation guardados acumulando poeira de uma velha fase com emuladores...

Levamos uma hora para configurar os controles. Descobri que a Microsoft odeia os controles da concorrência. Um controle para Xbox? Basta conectar e o Windows reconhece no mesmo instante. Um controle do PlayStation? Você irá cruzar o Inferno e sacrificar parte de sua sanidade permanentemente. E para quê? Tudo para convencer o Windows de que aquele controle, na verdade, é um controle do Xbox...

Mas uma hora depois de constante frustração, os Espíritos da Máquina ouviram nossas preces e nos concederam essa dádiva: meu filho, um Space Marine, lutando ao meu lado em nome do Imperador. O deleite de participar de batalhas furiosas em tão boa companhia não tem igual.

Infelizmente, o tal controle genérico de PlayStation, que o Windows acreditava ser um do Xbox, não permitia mirar uma arma de fogo. Não que isso impedisse meu filho de escolher um Librarian e exterminar a escória mutante com a serra de sua espada e poderosas explosões psíquicas, enquanto eu seguia com meu Techmarine, plantando torres e oferecendo o suporte necessário.

Kill Them All

Kill Team tem graves problemas de câmera: em duas ocasiões o ângulo de visão era tão ruim para qualquer um de nós movimentar o personagem que a única alternativa era reiniciar um checkpoint para resetar o bug. E, na batalha final, o último chefe não fez a parte dele e não desbloqueou a fase seguinte da batalha, com ele travado em uma área do mapa e nós na outra.

Entretanto, a heresia definitiva do jogo é ser curto, exageradamente curto. São apenas cinco níveis de campanha, dos quais dois joguei sozinho e três com meu filho. Em duas horas e meia, no máximo três, é possível concluir o "enredo". Teoricamente, você pode repetir cada um dos níveis com diferentes personagens, mas não é a mesma coisa que um jogo maior. Você também vai desbloqueando arenas para um modo de sobrevivência contra hordas infinitas, mas é muito chato, limitado a uma única tela.

Mas valeu a pena. Ao final da missão, minha alma estava exultante: havia apresentado meu filho a uma faceta de Warhammer 40K, havia descoberto um companheiro de batalha e havia ressuscitado meu controle encaixotado.

Um universo acabara de se abrir diante de nós. Obrigado, Imperador.

Boss

SEGA - Billy’s Courage (Billy Hatcher and the Giant Egg)

The Ultimate Promo 5

Depois de um longo e involuntário hiato, nada melhor do que voltar com presentes... por isso, o blog está pela quinta vez com 50(!) jogos para sortear entre os leitores!

É a The Ultimate Promo 5 do Retina Desgastada.

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Essa promoção, assim como todas as anteriores, não seria possível sem a solidariedade de alguns leitores que cederam chaves de ativação e jogos para distribuição. É a comunidade ajudando a comunidade a desfrutar de jogos. Meus agradecimentos mais sinceros vão para esses camaradas: Daniel Puia, Diego Augusto, Johnny C, Kim Dracula, Menegroth Susej, Taís Fantoni, The Jobs (sim, aquele Jobs...) e Thiago Costa.

Entre as opções temos títulos consagrados como The Walking Dead e Dead Space, lado a lado com pérolas escondidas como Risen e Killing Floor. Como nas promoções mais recentes, você terá até cinco chances de ganhar. Ao se cadastrar, escolha até 5 títulos diferentes. Dependendo da sua sorte, você poderá levar um deles, dois deles, três deles, quatro deles ou até mesmo os cinco que escolheu! Ou nenhum, a vida é dura, quem sabe na próxima? 

Já tem um bom tempo que não temos problemas, mas meu bolso pediu para avisar mais uma vez: em caso de problema na ativação (ocorreu em menos de 5% dos casos), o ganhador deverá escolher um outro jogo entre uma seleção sugerida por mim entre aqueles que ainda estão no estoque. Ninguém vai ficar sem jogo e eu não vou ficar mais duro do que já estou.  

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O sorteio será realizado no dia 30 de Setembro seguindo as orientações dos Deuses da Aleatoriedade, na véspera do início de mais um Outubro do Horror.

Para participar, você precisa ir para a página da The Ultimate Promo 5 e seguir as instruções. Imagino que a esta altura do campeonato você já saiba como funciona. Qualquer dúvida, deixa nos comentários.

The Smashing Pumpkins - Inkless

14 de agosto de 2016

Quarentena - Fase II

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ATUALIZAÇÃO (22/08): A quarentena do blog será oficialmente suspensa em 29/08. Prepare-se.

Conforme já expliquei anteriormente, por motivos de força maior o blog está em quarentena até o final de Agosto, com esporádicas (ou não) quebras de protocolo. Até lá, estarei publicando links diários interessantes.

Para fins de preservação, repito também os links já publicados:

  1. Ainda sobre a polêmica de No Man's Sky... o Mais um Blog de Games traduziu uma postagem do Kotaku que tenta jogar uma nova luz sobre o jogo.
  2. Como 11 profissionais da indústria dos jogos entraram para o ramo: de roteiristas a animadores, passando pelos responsáveis de artes conceituais e designers, o Kotaku foi atrás para conhecer como, afinal, eles passaram a criar jogos. 
  3. Call of Duty e a Activision estão ajudando veteranos de guerras reais: a iniciativa busca um reposicionamento no mercado de trabalho, após uma temporada de serviço. Mais de 20 mil combatentes conseguiram emprego desde 2009, graças à ajuda do jogo e da produtora.
  4. Virginia parece Twin Peaks: É um jogo de investigação em uma versão alternativa (e surreal) do estado americano do mesmo nome, tem ângulos de visão de cinema, atmosfera de série e jeitão de David Lynch.
  5. Máquinas de refrigerante em jogos eletrônicos: dezenas delas, talvez centenas e alguém foi lá e catalogou (e continua catalogando...).
  6. The Last of Us no PC! É um sonho antigo virando realidade, ainda que seja pelo caminho do streaming, ainda que não tenha previsão de ficar disponível no Brasil. Mas é um passo para uma tecnologia capaz de unir todas as plataformas em uma.
  7. Tamanho é documento? Shamus Young retoma uma discussão que começou lá na época do Fuel e reacende a polêmica com No Man's Sky 
  8. Kotaku foi atrás e perguntou: quem são essas pessoas que sobem torrents de jogos? Se você respondeu que isso é coisa de gente antissocial que mora em um porão na casa dos pais ricos, é melhor ler essa matéria.
  9. Os jogadores invisíveis: O colunista Ben Kuchera escreve um texto interessantes sobre eu e você e revela que nós não somos os verdadeiros gamers e que vivemos em um redoma que não é a realidade da indústria.
  10. Ultimate Apocalypse Mod: para quem acha que tem poucas raças disponíveis e pouca carnificina em Dawn of War: Soulstorm, esse mod criado pela comunidade vai saciar essa sede de sangue aí. Tem novas raças, novos poderes, novas unidades e explosões colossais.
  11. Qual é o ponto de vista de caminhoneiros de verdade sobre a série Truck Simulator? O Rock Paper Shotgun foi investigar e descobriu que muitos são fãs do jogo. Eles apontam falhas no realismo, mas aprovam o bom trabalho.
  12. Orwell é um jogo sobre espionagem governamental e um jogo perigosamente próximo da realidade, onde o jogador é encarregado de monitorar as atividades de pessoas aparentemente normais e denunciá-las ao Estado como suspeitas. Ou será tudo verdade?
  13. Lucius Demake: o jogo que coloca você no papel do filho do Diabo pode não ter saído como eu esperava, mas assim mesmo ganhou uma continuação e agora tem um demake! Os próprios desenvolvedores criaram uma versão do jogo como se ele tivesse saído com tecnologia dos anos 80!
  14. Torus Trooper é acelerado, frenético e gratuito: e também é um jogo freeware bem antigo, mas que nunca recomendei no blog. Vale a conferida... se ainda rodar em sistemas mais modernos.
  15. Conheça o espaço de trabalho de 22 desenvolvedores de jogos diferentes: para quem curte esse tipo de curiosidade ou quer apenas buscar uma boa inspiração para seu próprio "cantinho". O Manual do Usuário também tem uma seção dedicada a Mesas de Trabalho de profissionais de várias áreas.
  16. Novas imagens mostram que o remake de Outcast está indo muito bem: o que não só me deixa mais tranquilo de saber que o jogo vai sair mesmo como ainda está ficando bem bonito. Juntando a ótima história e atmosfera do Outcast original com gráficos de ponta (e sem bugs), é compra certa.
  17. Pesquisa comprova que jogos eletrônicos melhoram o aprendizado: é sempre bom desconfiar se esses estudos sabem a diferença entre causalidade e correlação, mas este aqui serve de contraponto àquele velho preconceito de que jogos emburrecem ou deixam as pessoas violentas...
  18. Overloadr foi atrás da história perdida da Brasoft: essa é uma matéria de Maio do ano passado, mas que só consegui ler agora. Mas vale a conferida pelo resgate de um dos mais importantes capítulos da história dos jogos no Brasil.
  19. Brasileiro desvenda mistério em Tíbia que já durava nove anos... mas não conta para ninguém. Conheça a estranha história de uma obsessão em alcançar o nível 999 no MMORPG.
  20. Overwatch Remix: não é a primeira versão "dançante" da música tema, mas certamente uma das melhores, feita pelo pessoal do Gamechops e sincronizando clipes do jogo com o ritmo da batida.
  21. A indústria de jogos na Argentina: nossos hermanos latinos tiveram um começo promissor nos anos 90 com um jogo polêmico, sofreram um baque na década seguinte e agora se preparam para se reerguer, com o terceiro maior mercado da América Latina para jogos eletrônicos.
  22. Para a Lua... em HD: um dos mais belos jogos já criados, To The Moon vai ganhar uma versão em HD para dispositivos móveis. Não estranharia se esse remaster também fosse lançado para o PC ou até mesmo para os consoles. Uma ótima oportunidade para conhecer ou revisitar o jogo.
  23. Run Freak Run: webcomic com começo, meio e (algo raro) fim sobre uma Espanha de uma Realidade Alternativa povoada por criaturas sobrenaturais, intriga e freiras assassinas.
  24. Artes conceituais de Deus Ex: Mankind Divided: veja como ficaram algumas cidades dos dias atuais no nem tão distante futuro de 2029. Tem Rio de Janeiro, Sydney, Paris, Berlim e mais.
  25. A história da Shiny Entertainment: como a excentricidade colocou a empresa entre as mais queridas desenvolvedoras dos anos 90, mas também ajudou a afundá-la. Mas a turma ainda tem vontade de se juntar para mais um Earthworm Jim.
  26. O maior jogador do mundo descobre que o Beta Test de um novo jogo... é real: com essa premissa absurda, atores de filme B e muita falta de talento, parece que temos agora o filme que irá nos fazer esquecer de Gamer...
  27. Desenvolvedores de Hellblade estão usando "Cinematografia em Tempo Real": com tecnologia, é possível passar direto da captura de movimentos para o CGI. Confira o vídeo, dica do @RaptorHawk.
  28. Existe uma ligação muito misteriosa entre pelo menos 15 jogos independentes: quem conseguiria coordenar um enigma desse tamanho? Para quê? O que significa o "Olho"? Por que os pedaços do mapa me parecem familiares?
  29. Entrevista com o responsável pela conta do Twitter... do Sonic: como um fã da velha guarda do ouriço azul da Sega transformou uma mídia social corporativa em um simpático fenômeno de popularidade.
  30. Jogos levam a culpa de novo por massacre: transmissão televisiva das finais de campeonato de Counter-Strike foram canceladas na Alemanha, em virtude do preconceito.
  31. Jogador de futebol profissional larga tudo... para virar jogador de FIFA profissional e YouTuber.
  32. Arcane Dimensions: mod revisita o Quake original e acrescenta novos mapas, novos inimigos e novas funcionalidades sem perder aquele charme old school do clássico.
  33. Passado, Presente e Futuro dos RPGs: os lendários Brian Fargo (Wasteland, Fallout), Josh Sawyer (New Vegas, Pillars of Eternity) e Gordon Walton (Ultima Online, Star Wars: TOR) em uma longa, longa entrevista sobre o tema.
  34. Game Over: estúdio de publicidade recria clássicos do fliperama usando stop-motion.
  35. Em Caso de Emergência, Solte o Raptor: provavelmente o melhor título de jogo em anos e uma premissa bastante interessante, um cruzamento inusitado de Goat Simulator e Parque dos Dinossauros.
Benjamin Briggs - Benji Needs A Lawyer

13 de agosto de 2016

(não) Jogando: Warhammer 40,000: Fire Warrior

Tau_Fire_Warriors_Battle

Você precisa entender duas coisas.

Primeiro, até onde eu sei, Warhammer 40,000: Fire Warrior é o único FPS ambientado no brutal universo espacial do 40º milênio.

Segundo, e eu tenho total certeza disso, Warhammer 40,000: Fire Warrior é o único FPS em todas as galáxias a colocar os Tau como personagens principais.

Depois de minha passagem por Dawn of War: SoulStorm, eu queria conhecer mais sobre o Bem Maior, a cultura guerreira-mas-pacifista dos Tau, seu armamento, suas unidades, sua luta para sobreviver em uma realidade castigada pela brutalidade.

E falhei miseravelmente.

Porque você precisa entender uma terceira coisa:  Warhammer 40,000: Fire Warrior é ruim de doer.

Batismo de Fogo

Fire Warrior - CoverVou poupá-lo da ladainha da dificuldade para instalar o jogo no Windows 10 ou como eu quase desisti e deveria ter interpretado isso como um sinal profético. Oficialmente, o jogo não vende mais em lugar nenhum, então precisei mergulhar em uma certa baía pirata para conseguir minha cópia.

No jogo, você controla um soldado do vasto Império Tau, recém-saído do treinamento que precisa passar pelo seu batismo de fogo: resgatar um Ethereal, um dos líderes espirituais da raça, capturado pelos execráveis humanos. O jogo promete colocar você, um reles Fire Warrior, frente a frente com Astartes e até mesmo forças do Caos em uma jornada profunda no lore de Warhammer 40K.

De boas intenções, o Warp está cheio e, de fato, a modesta desenvolvedora Kuju Entertainment até tenta. No primeiro nível, somos jogados no meio de uma série de trincheiras, castigadas por fogo de artilharia, com a Guarda Imperial patrulhando, carcaças flamejantes de Leman Russ espalhadas, é o sonho dourado de um fã da franquia, como se eu tivesse encolhido e entrado em uma batalha de Dawn of War.

Mas a ilusão se desfaz no primeiro tiro: o icônico rifle de pulso dos Fire Warior dispara um monte de bolinhas de energia que se espalham para todos os lados menos para o centro da mira e fazem o mesmo dano de bolas de gude arremessadas com a força do braço. Infelizmente, esse mesmo rifle será o seu companheiro eterno do início ao fim do jogo. O título permite que você carregue no máximo duas armas. A primeira é obrigatoriamente o rifle de bolinhas. A segunda você pode escolher entre o que encontra, dificultando muito suas escolhas táticas: se você levar uma arma de sniper, vai ficar limitado ao rifle de bolinhas; se você levar uma shotgun (a pior shotgun da história dos FPS), vai ficar limitado ao rifle de bolinhas. Mas Fire Warrior, o jogo, compensa esse desequilíbrio para você: todas as armas que poderiam cumprir a mesma função básica do rifle de bolinhas são tão ruins quanto.

A Kuju pegou muitas ideias de Halo e colocou no universo de Warhammer 40K, o que funciona muito bem no papel, mas na hora de implementar não deu certo. Você não é um Spartan. Você é um Fire Warrior. Seu escudo de energia descarrega em segundos, sua espada faz pouco dano, seu lançamento de granada também deixa a desejar. As tais trincheiras são uma desculpa para criar um mapa pobre visualmente, seus companheiros de combate tem uma AI tão limitada que nunca matam ninguém, só estão ali para aumentar a "imersão". O controle do mouse é estranho, a mira se move mais devagar que o mouse. A movimentação é estranha.

Ainda assim, eu continuava. Por quê? Porque Warhammer 40,000: Fire Warrior é o único FPS ambientado no brutal universo espacial do 40º milênio. Porque Warhammer 40,000: Fire Warrior é o único FPS em todas as galáxias a colocar os Tau como personagens principais.

Mas...

Os bugs.

Em uma das ocasiões, o meu personagem ficou preso em uma área do cenário e não saía de jeito nenhum, entre dois blocos do piso. Tive que usar granadas para morrer e voltar ao checkpoint anterior, que era mais longe do que eu esperava. Em outras ocasiões, o jogo simplesmente fechava, me obrigando a rejogar o mesmo nível de novo, já que os checkpoints só são válidos dentro da mesma sessão.

Por fim, já na prisão onde supostamente o Ethereal estaria preso, depois de ter passado por batalhas desesperadoras contra legiões de soldados da Guarda Imperial usando meu rifle de bolinhas, o jogo travou no elevador. Tentei de novo, passou. Outra batalha de vida ou morte, avança um pouco. Travou.

Recomeça o nível. Travou.

Iluminado pelo tal Bem Maior, tive a epifania: "desinstale, humano". Sem encontrar um único Astartes pelo caminho, tendo matado apenas os mesmos três tipos de inimigos. Mas já não era mais possível continuar. Já não era mais necessário continuar.

O Ethereal estava dentro de mim o tempo todo, o tormento foi aprender essa lição. Estou livre.

Screenshot

Ouvindo: Muzzarelasa - Damn Diarrhea

24 de julho de 2016

Quarentena

Ontem publiquei uma postagem após uma semana de hiato. Uma postagem que na verdade foi a sucessora de outra que também cobriu um hiato de uma semana. O que está acontecendo com o Retina Desgastada?

Com o blog não está acontecendo nada, ele vai bem obrigado, rumo aos dez anos (ou mais) de existência. Mas, no corrente momento assumi um projeto que consome muito mais tempo do que eu imaginava, um projeto que já estava anunciado com antecedência e tem prazo para terminar. Inicialmente, acreditei que seria possível manter uma rotina de produção no Retina Desgastada concomitante com o trabalho (que não tem nada a ver com jogos ou com wallpapers...).

Agora, está claro que não está funcionando e não seria justo manter um ritmo de postagens semanais sem prestar esclarecimentos.

Então, as atividades do blog estão temporariamente suspensas até o final de Agosto, mais tardar início de Setembro. É possivelmente a maior interrupção nesses 8 anos desde sua criação, mas também é possível que o silêncio seja quebrado se aparecer um tempo até lá.

Boletins de Emergência

outcast-second-contact

Enquanto decidia sobre a melhor forma de dar essa notícia desagradável para quem visita o Retina Desgastada diariamente em busca de novidades (sim, você, eu vejo nas estatísticas), acabei tendo uma ideia mais interessante do que simplesmente sumir por 40 dias.

Então, até o retorno oficial do blog, publicarei todo dia um link (relacionado a jogos ou não) que seja interessante, os Boletins de Emergência.

Continue visitando. Você será informado.

ATUALIZAÇÃO (29/07): Resolvi colocar o link mais recente no topo, para facilitar quem vai mesmo ficar conferindo todos os dias. E acrescentei uma imagem, que irá mudar de acordo com o link mais recente.

ATUALIZAÇÃO (14/08): Sobrou um tempo para escrever sobre um jogo, mas a quarentena continua...

  1. Novas imagens mostram que o remake de Outcast está indo muito bem: o que não só me deixa mais tranquilo de saber que o jogo vai sair mesmo como ainda está ficando bem bonito. Juntando a ótima história e atmosfera do Outcast original com gráficos de ponta (e sem bugs), é compra certa.
  2. Pesquisa comprova que jogos eletrônicos melhoram o aprendizado: é sempre bom desconfiar se esses estudos sabem a diferença entre causalidade e correlação, mas este aqui serve de contraponto àquele velho preconceito de que jogos emburrecem ou deixam as pessoas violentas...
  3. Overloadr foi atrás da história perdida da Brasoft: essa é uma matéria de Maio do ano passado, mas que só consegui ler agora. Mas vale a conferida pelo resgate de um dos mais importantes capítulos da história dos jogos no Brasil.
  4. Brasileiro desvenda mistério em Tíbia que já durava nove anos... mas não conta para ninguém. Conheça a estranha história de uma obsessão em alcançar o nível 999 no MMORPG.
  5. Overwatch Remix: não é a primeira versão "dançante" da música tema, mas certamente uma das melhores, feita pelo pessoal do Gamechops e sincronizando clipes do jogo com o ritmo da batida.
  6. A indústria de jogos na Argentina: nossos hermanos latinos tiveram um começo promissor nos anos 90 com um jogo polêmico, sofreram um baque na década seguinte e agora se preparam para se reerguer, com o terceiro maior mercado da América Latina para jogos eletrônicos.
  7. Para a Lua... em HD: um dos mais belos jogos já criados, To The Moon vai ganhar uma versão em HD para dispositivos móveis. Não estranharia se esse remaster também fosse lançado para o PC ou até mesmo para os consoles. Uma ótima oportunidade para conhecer ou revisitar o jogo.
  8. Run Freak Run: webcomic com começo, meio e (algo raro) fim sobre uma Espanha de uma Realidade Alternativa povoada por criaturas sobrenaturais, intriga e freiras assassinas.
  9. Artes conceituais de Deus Ex: Mankind Divided: veja como ficaram algumas cidades dos dias atuais no nem tão distante futuro de 2029. Tem Rio de Janeiro, Sydney, Paris, Berlim e mais.
  10. A história da Shiny Entertainment: como a excentricidade colocou a empresa entre as mais queridas desenvolvedoras dos anos 90, mas também ajudou a afundá-la. Mas a turma ainda tem vontade de se juntar para mais um Earthworm Jim.
  11. O maior jogador do mundo descobre que o Beta Test de um novo jogo... é real: com essa premissa absurda, atores de filme B e muita falta de talento, parece que temos agora o filme que irá nos fazer esquecer de Gamer...
  12. Desenvolvedores de Hellblade estão usando "Cinematografia em Tempo Real": com tecnologia, é possível passar direto da captura de movimentos para o CGI. Confira o vídeo, dica do @RaptorHawk.
  13. Existe uma ligação muito misteriosa entre pelo menos 15 jogos independentes: quem conseguiria coordenar um enigma desse tamanho? Para quê? O que significa o "Olho"? Por que os pedaços do mapa me parecem familiares?
  14. Entrevista com o responsável pela conta do Twitter... do Sonic: como um fã da velha guarda do ouriço azul da Sega transformou uma mídia social corporativa em um simpático fenômeno de popularidade.
  15. Jogos levam a culpa de novo por massacre: transmissão televisiva das finais de campeonato de Counter-Strike foram canceladas na Alemanha, em virtude do preconceito.
  16. Jogador de futebol profissional larga tudo... para virar jogador de FIFA profissional e YouTuber.
  17. Arcane Dimensions: mod revisita o Quake original e acrescenta novos mapas, novos inimigos e novas funcionalidades sem perder aquele charme old school do clássico.
  18. Passado, Presente e Futuro dos RPGs: os lendários Brian Fargo (Wasteland, Fallout), Josh Sawyer (New Vegas, Pillars of Eternity) e Gordon Walton (Ultima Online, Star Wars: TOR) em uma longa, longa entrevista sobre o tema.
  19. Game Over: estúdio de publicidade recria clássicos do fliperama usando stop-motion.
  20. Em Caso de Emergência, Solte o Raptor: provavelmente o melhor título de jogo em anos e uma premissa bastante interessante, um cruzamento inusitado de Goat Simulator e Parque dos Dinossauros.
Ouvindo: Ryo Yamazaki - Seiken Densetsu 2 Medley

23 de julho de 2016

16 Jogos Gratuitos de PC que Você Deveria Conhecer

(publicado originalmente no Código Fonte - com comentários adicionais aqui em itálico)

Evolve se juntou à lista de jogos de PC nos quais você não precisa pagar nada para se divertir. Mas ele não está sozinho.

Na verdade, procurando bem, é possível ter uma excelente seleção de jogos para a plataforma onde o jogador só paga se quiser ou não paga nem um tostão, mesmo querendo! E não estamos falando "daqueles" títulos malandros que são "gratuitos" por fora, mas estão lotados de microtransações por dentro…

Conheça agora uma grande lista de 16 jogos gratuitos que você deveria conhecer:

1) Team Fortress 2

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Possivelmente o título mais conhecido da lista, a grande aposta da Valve no mercado de free-to-play que prolongou sua vida útil ao sair de um modelo de pagamento para um sistema baseado inteiramente em microtransações cosméticas que não afetam a jogabilidade. A aposta deu certo, Team Fortress 2 continuou imensamente popular e lucrativo e inspirou uma geração de jogos similares, incluindo o sucesso do momento, Overwatch. Mas o original ainda está funcionando, ainda tem uma comunidade ativa de jogadores e continua divertido.

Por incrível que pareça, nunca joguei Team Fortress 2. O grupo do Retina Desgastada chegou a promover uma partida anos atrás, mas na hora combinada não pude participar, devido a outros compromissos... dizem que foi divertido.

Baixe agora!

2) Warframe

warframe-13 

Nem tudo dentro desse jogo é gratuito e algumas funcionalidades tentam o jogador a investir um pouco de dinheiro para avançar, mas Warframe conquistou uma legião de fãs mesmo assim por seu ritmo frenético e seu universo deslumbrante. Afinal, não são muitos jogos que colocam você como um ninja espacial entre uma batalha eterna de facções, com gráficos de ponta e muitas, muitas opções de evolução e customização.

Minha experiência com Warframe foi extremamente curta, com uma placa de vídeo inadequada e uma resposta do mouse pavorosa. O que foi uma pena, porque parecia ser um título bem divertido e complexo.  Aparentemente, é possível enterrar centenas de horas nele com facilidade, o que me deixa apreensivo em arriscar um retorno...

Baixe agora!

3) Spooky’s Jump Scare Mansion

spooky-houseEm uma primeira olhada é fácil descartar esse jogo por alguns elementos supostamente infantis e seus gráficos de dez anos atrás. Mas esse jogo independente criado por apenas dois sujeitos esconde uma experiência de horror única que irá atormentar o jogador por muito tempo e desafiá-lo a chegar até o final com os nervos intactos: 1000 salas randômicas em uma mansão assombrada, com pesadelos incompreensíveis e um senso de humor mórbido.

MEDO!

Baixe agora!

4) Tribes: Ascend

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Um dos mais antigos jogos da lista, o FPS multiplayer foi um dos primeiros a trazer jetpacks e transformar as tradicionais batalhas horizontais em conflitos verticais de tirar o fôlego. Até Setembro do ano passado, Tribes: Ascend estava relativamente abandonado, depois de anos de atividade, mas a criadora Hi-Rez lançou uma atualização com novidades para as partidas e os jogadores voltaram. Vale a conferida para conhecer um título que também influenciou uma geração de desenvolvedores.

Nunca tive a oportunidade de jogá-lo, até por ser estritamente multiplayer competitivo, uma combinação de palavras proibida para mim até Overwatch quebrar o tabu em definitivo. Merece uma chance um dia. Se ainda tiver gente jogando até lá... De qualquer forma, a série tem um legado histórico de introduzir combates verticais na fórmula, que não pode ser ignorado.

Baixe agora!

5) Path of Exile

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Esse RPG de ação tem tudo que um Diablo tem e mais um pouco, menos uma coisa: o preço. Criado por fãs e para fãs, com qualidade de grande produção, Path of Exile turbina a velha fórmula: masmorras randomizadas, monstros grotescos, batalhas tensas e muito, muito loot para evoluir e customizar seu personagem. O destaque do jogo vai justamente para essa última parte, onde ele traz uma árvore de habilidades de uma complexidade poucas vezes vista no cenário, para que seu herói seja exatamente do jeito que você deseja que ele seja.

Minha experiência com Path of Exile não foi como eu esperava, mas, se você curte a mecânica infinita de Diablo, com a vantagem de não precisar pagar nada, não tem erro. E, visualmente falando, o jogo não deixa nada a desejar a seu rival mais famoso (e caro).

Baixe agora!

6) Dota 2

dota-2

Por ser um dos pilares da ascensão do e-sports e da fundação do gênero MOBA, é fácil esquecer que Dota 2 é gratuito. Outra grande aposta da Valve, que acabou se tornando de longe o jogo mais jogado de seu portfólio. Com uma vasta seleção de personagens para escolher, com diferentes táticas e interações com sua equipe, é um título difícil de dominar, mas extremamente viciante e que movimenta uma indústria que vale milhões de dólares.

Reza a lenda que eu acabei de inventar que toda vez que um novo jogador entra para Dota 2, Half-Life 3 atrasa mais um dia e Gabe Newell fica mais rico. Infelizmente, o jogo é também conhecido por uma comunidade extremamente tóxica e hostil com iniciantes, principalmente mulheres. A Valve vem tentado reverter essa má-fama, mas o progresso é lento. Entre por sua conta e risco.

Baixe agora!

7) League of Legends

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Não dá para falar de Dota 2 sem mencionar seu principal rival: League of Legends. Também gratuito, também popular e também complexo. Não cabe aqui dizer qual deles é o melhor: ambos disputam ferrenhamente a coroa do gênero, com pouca diferença nesse ou naquele aspecto. Na dúvida, experimente os dois, afinal, não terá custo algum no seu bolso. Ou escolha aquele que seus amigos estão jogando e mergulhe de cabeça.

A guerra entre os dois maiores MOBAs é histórica: ambos disputam o trono de popularidade e também o trono de hostilidade para iniciantes. Mais uma vez, entre por sua conta e risco.

Baixe agora!

8) Heroes of the Storm 

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Já que estamos falando de MOBAs, a gigante Blizzard não poderia ficar de fora da competição. A investida da desenvolvedora no gênero chama-se Heroes of the Storm e reúne os principais personagens de todas as suas franquias. O jogo tem a vantagem de oferecer uma curva de aprendizado mais suave e uma comunidade menos hostil com novatos, além da familiaridade com os ícones de outros títulos da empresa, mas vem sendo acusado de apresentar menos desafio, o que dificultaria sua aceitação no mercado de e-sports.

Muitas empresas tentaram capitalizar em cima da cornucópia financeira dos MOBAs e, durante um período, praticamente todas as empresas tinham um jogo do gênero tentando disputar um lugar ao Sol. A imensa maioria fracassou, mas a Blizzard conseguiu provar que décadas de experiência contam para alguma coisa e é a mais certa candidata à vaga de terceiro lugar no ranking do gênero.

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9) Hearthstone

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Uma vez que a Blizzard não coloca todos os ovos em uma só cesta, a empresa também apostou nesse jogo eletrônico de cartas colecionáveis gratuito, inspirado em Magic the Gathering, Pokémon e outros do mundo real e construído em cima da popularidade do universo de Warcraft. A popularidade do jogo e sua complexidade vem crescendo a cada nova expansão e desenvolvedora pode se gabar de ter alavancado um gênero que lutava para crescer.

Eu não pego um jogo de cartas desde o saudoso Magic the Gathering da Microprose. Desde então, muitos vieram disputar o mercado, inclusive novas encarnações do mesmo Magic the Gathering. Mas precisou aparecer a Blizzard para sacudir o cenário e mostrar que o gênero vai bem, obrigado.

Baixe agora!

10) StarCraft Arcade

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A terceira aposta da Blizzard no mercado de jogos gratuitos pega carona na franquia StarCraft. Os jogos da série continuam pagos, mas a empresa lançou uma Starter Edition de StarCraft II que não apenas permite jogar alguns níveis do jogo como também é a base para o chamado StarCraft Arcade. Nessa modalidade, o jogador pode experimentar uma infinidade de mapas e outros modos de jogo criados pela comunidade de fãs ou pela própria desenvolvedora, garantindo diversão estratégica gratuita por um longo, longo tempo.

Outra confissão: nunca joguei StarCraft pra valer. Desisti no primeiro mapa do primeiro jogo e voltei para o meu Age of Empires. Nos anos 90, os RTS eram todos muito parecidos e minha paciência muito limitada. Agora a franquia é um colosso, mas eu descobri Warhammer 40K e continuo não simpatizando com StarCraft...

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11) World of Warships

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Já fizemos uma análise completa deste simulador de batalhas navais e um resumo seria de que ele vale a pena. Com uma ampla seleção de embarcações que se adequam ao seu estilo de jogo e uma curva de aprendizado muito tranquila, é o tipo de jogo que você pode instalar e já sair em combate em alguns minutos, com espaço para se aperfeiçoar no futuro. Se navios de guerra não são a sua praia, a mesma desenvolvedora também tem World of Tanks e World of Warplanes, que seguem uma linha similar, com confrontos terrestres e aéreos.

Um título que eu comecei a jogar meio que por obrigação profissional, mas acabei curtindo. É diferente de praticamente quase tudo que eu já tenha jogado, com sua física é dinâmicas próprias, mas não deixa de ser instigante.

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12) Marvel Heroes 2016 

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Trazendo o nome de David Brevik, o criador do Diablo original, liderando o projeto, esse MMO oficial do universo Marvel tem tudo o que um fã dos quadrinhos pode desejar. São dezenas de personagens que podem ser colecionados e jogados, em diversos cenários e aventuras, em batalhas titânicas contra inimigos clássicos. As atualizações constantes e novos heróis e vilões são adicionados para acompanhar o sucesso dos personagens nos cinemas e na televisão.

Minha experiência com esse MMO foi, no mínimo, desastrosa. Mas também aconteceu há mais de três anos atrás e parece que o jogo evoluiu muito desde então. Na falta de um novo Marvel Ultimate Alliance, é o que temos no mercado para jogar com um amplo espectro de personagens e é de graça, pelo menos.

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13) Star Wars: The Old Republic

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Já os fãs de Star Wars não ficam na mão: o ambicioso MMO The Old Republic traz a assinatura de qualidade da desenvolvedora Bioware e revisita o universo da Velha República, milhares de anos antes da época dos filmes, em uma era onde Siths e Jedis disputavam a supremacia da Galáxia. Considerado um MMO com bastante ênfase na história, o jogo tem tudo para agradar os fãs da franquia espacial, explorando seus mitos e oferecendo diversos planetas e customizações para os jogadores.

Outro MMO, outra experiência frustrante. É o mais perto que jamais teremos de um terceiro Knights of the Old Republic e um genuíno esforço da Bioware de criar um MMO com um enredo minimamente interessante, infelizmente duas qualidades que ficaram marginalizadas pelo grinding, pelas mecânicas desgastantes do gênero e por bugs, muitos bugs. De positivo, o jogo continua sendo expandido e sua história agora é colossal, o que talvez justifique um futuro retorno meu.

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14) Star Trek Online

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Quem prefere Star Trek não está abandonado no cenário dos MMOs e está, na verdade, muito bem representado com esse jogo. O título está em constante atualização, mesmo anos depois do seu lançamento e recentemente ganhou uma nova expansão focada em viagens temporais e no visual da série clássica, para saudosista nenhum botar defeito. Além das missões oficiais, o jogo ainda conta com uma ferramenta para a própria comunidade criar suas histórias e aventuras e compartilhar entre si, mantendo acessa a chama e indo onde nenhum MMO jamais esteve.

Minha experiência com esse jogo nem rendeu uma postagem: pouco menos de duas horas que gastei mais olhando para planilhas e estatísticas do que efetivamente avançando algum enredo. O combate espacial é interessante, mas o corpo a corpo, nem tanto.

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15) The Lord of the Rings Online

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Para quem prefere o universo de fantasia criado por Tolkien, The Lord of the Rings Online é a opção. Lançado inicialmente como um jogo pago, ele ganhou uma nova vida ao se tornar gratuito para todos, embora haja algumas pequenas restrições e as expansões continuem pagas. Elogiado pelos fãs dos livros e da franquia cinematográfica, o jogo consegue capturar a magia original, com suas raças, seus lugares lendários e sua mitologia, aliando a tudo isso uma jogabilidade sólida.

Um MMO elogiado que não tive a chance de testar. Apesar de ter adorado a trilogia cinematográfica (e os livros), a indústria dos jogos ainda está me devendo uma experiência à altura. Não que eu tenha procurado com fervor... apenas um RTS insosso passou pelas minhas mãos.

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16) Guild Wars 2

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Um dos raros MMOs que não cobravam mensalidade, apenas o preço do jogo, Guild Wars 2 tornou-se completamente gratuito no ano passado, depois de vender 5 milhões de unidades. A expansão Heart of Thorns ainda é paga, mas o jogo base apresenta um vasto mapa com um mundo único, de raças exóticas, intrigas, horrores extra-dimensionais e muita, muita coisa para ser feita sem que o jogador precise colocar a mão na carteira.

O que mais eu posso dizer além de que Guild Wars 2 foi um dos melhores MMORPGs que já experimentei? Meu conhecimento no gênero não é muito amplo, mas não há nada no mercado sequer parecido com o produto da Arenanet: um título que beneficia tanto o jogador casual quanto o mais hardcore, que agrada quem busca uma boa história ou quem só deseja se perder por aí, com gráficos impressionantes, um mundo único que não é uma cópia de Tolkien e uma trilha sonora soberba. Indispensável, mesmo para quem nunca jogou um MMO antes.

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Ouvindo: Wumpscut - Loyal To My Hate (Yendri Remix)

16 de julho de 2016

Jogando: Soulstorm

TauWarhammer 40,000: a Humanidade se espalha por bilhões de planetas em um raio de 50 mil anos-luz da Terra. Seu governo é uma tirania brutal que controla com mão de ferro, burocracia, fanatismo religioso e violência cada um de seus habitantes. As alternativas para tal regime? A carnificina perpetrada pelos Orks sem nenhuma explicação, o genocídio arrogante oferecido pelos Eldar, o terror e a insanidade propagados pelos devotos dos demónios do Caos, a morte limpa e irrevogável perpetrada pelos silenciosos e implacáveis Nekrons.

Ou a paz e a harmonia em nome de O Bem Maior, sugeridos pelos Tau.

Boa parte da literatura e do lore do jogo de tabuleiro criados pela Games Workshop nos distantes anos 80 é focado na glorificação aparente dos Space Marines, a epítome militar do Império dos Homens, herdeiros genéticos do Imperador-Deus, bastiões da honra, da devoção, da bravata e das frases de efeito. Lendo nas entrelinhas, é possível perceber entretanto que há algo muito errado na forma como esse universo funciona e que a raça humana perdeu a compaixão, assim como a civilidade em prol da sobrevivência cega e da teocracia em nome de uma divindade involuntária.

No contraponto do palco de horrores criado anteriormente, a Games Workshop introduziu bem depois o Império Tau, um coletivo de raças unidas em torno de uma filosofia comum de prosperidade, aliança e respeito mútuos. É explicitado em alguns livros que os Tau são o que a raça humana seria se não tivesse sucumbido ao medo e ao ódio.

O que me leva a Soulstorm.

Derrotando os Eldars

"Pelo Bem Maior!"

O quarto e último jogo com a marca e o motor gráfico do primeiro Dawn of War é basicamente uma reedição de Dark Crusade. Se antes, tínhamos 7 raças disputando a superfície de um planeta ao mesmo tempo, em combates de 1x1 (com uma fantástica exceção), agora temos 9 raças disputando quatro planetas e três luas em combates de 1x1 (sem exceção alguma, lamentavelmente).  As mecânicas do jogo são rigorosamente idênticas, com batalha após batalha, sem história alguma além das cutscenes no ataque a cada Fortaleza de raça. É um pouco cansativo, principalmente se você estiver vindo de uma maratona da série.

Planetas

Soulstorm já mostra o desgaste da fórmula (ou do jogador), agravado por um mapa de batalha bem menos interessante que o mapa de Dark Crusade. A adição de duas raças novas, as ainda mais fanáticas Sisters of Battle e os corruptos Dark Eldar não mudam nada no front. Na verdade, esses últimos são muito fáceis de vencer, ao contrário das primeiras, que provaram ser um osso mais duro de roer do que os famosos Space Marines, talvez por serem as "protagonistas" deste quarto jogo.

Tentei iniciar o jogo controlando as "Mana das Treta", mas me decepcionei imensamente ao perceber que elas são essencialmente os Space Marines com outras texturas e atributos artificialmente turbinados. Na primeira batalha contra a Guarda Imperial, já desanimei e reiniciei a campanha. Tentei jogar com os Nekrons, meus favoritos de Dark Crusade. Mas percebi que seriam muitas horas utilizando as mesmas táticas que já tinha feito três anos antes e um jogo, que já parecia repetitivo, ficaria insuportável.

Courage and HonourExperimentei os Tau. Simultaneamente, estava lendo Courage and Honour, do segundo Omnibus dos Ultramarines, que retrata justamente uma invasão dos Tau a um planeta protegido pelos protagonistas. Consegui mergulhar na forma de pensar dos alienígenas e suas unidades de combate e fui abrindo caminho no jogo.

O livro é trágico. As vozes da razão e da sensatez perecem sem se conseguir fazer ouvir e a xenofobia determina o embate entre os dois povos. Mesmo a inevitável vitória humana ao final do livro é uma vitória pífia, conquistada ardilosamente e que significará um pesado fardo para a população do planeta. Não há espaço para a esperança no mundo de Warhammer 40K e os Space Marines partem para outra "missão de paz"...

No jogo, O Bem Maior é espalhado sob meu comando debaixo de laser, míssil e bombardeio nuclear. Claro que os Tau não conquistam nada na base da diplomacia. E os Kroot, uma das raças que compõem seu coletivo, se alimentam da carcaça dos inimigos abatidos para ficarem mais fortes. E o Ethereal, o líder espiritual de voz mansa, é justamente a unidade que convoca o bombardeio orbital.

A guerra é eterna, mas minha jornada pelo primeiro Dawn of War finalmente acabou. Não com a qualidade do primeiro ou a brutalidade de Winter Assault, mas com eficiência militar, disparos precisos e uma luta desesperada contra as Sisters of Battle ao final.

Que venham outros jogos.

Tau - Fire Warriors

Ouvindo: Plastique Noir - Those Who Walk By The Night (angels & cenobites remix by Synthetik Form)

9 de julho de 2016

Passarela da Moda

É uma regra secreta do mundo do entretenimento: se alguma especialidade de um profissional está sendo mostrada, está sendo mostrada errada. É válida para a representação de como funciona um hacking em filmes e jogos e qualquer um que já abriu um Photoshop na vida enlouquece quando vê "especialistas" na televisão ampliando um JPEG estourado e descobrindo pistas de um crime. Até soldados do mundo real torcem os narizes para como sua classe é representada em jogos...

Então, por que seria diferente em relação à moda?

Você pode ter ficado embasbacado com o visual desse ou daquele personagem de um jogo, mas a grande verdade é que gente que trabalha com moda diariamente tem motivos para rir. O Kotaku reuniu cinco editoras de moda para avaliar se está tudo combinando mesmo no vestuário de gente que você juraria que estava arrasando. Só que não.

lightning

Lightning, de diversos Final Fantasy XIII, definitivamente entende de moda, certo? Afinal, ela mesmo já foi protagonista de uma campanha da Louis Vuiton no mundo real! Mas... a opinião das especialistas é outra:

"Curti o bronzeado e a veste creme, mas não a coisa da bolsa. Isso é uma tendência? As pessoas fazem bolsas de perna? Eu realmente não queria uma."

"Os olhos dela estão me dizendo que ela parece desconfortável. Ela come muito? Se for o caso, um cinto de cintura alta é tortura."

"Eu estou exausta. O sábio conselho de Coco Chanel - 'antes de sair de casa, olhe no espelho e remova uma coisa' - realmente viria a calhar aqui."

Olhando bem, a bolsa na perna da heroína lembra bem uma pochete. Das imensas.

chloe

Chloe, do jogo muderninho Life is Strange, pode parecer "radical" ou "irada" para um olhar desatento, mas as especialistas percebem que não é bem assim, apesar de ela ter ganhado muitos elogios:

"Sua roupa me confunde. Um gorro E uma camiseta me dizem que ela não consegue se decidir se está frio ou calor."

"Ela tem uma caveira na sua tatuagem, na sua blusa e então (para uma explicação extra) a palavra 'caveira' na sua blusa."

Talvez, talvez os desenvolvedores tenham investido demais na redundância para tornar Chloe uma personagem badass. Ou talvez os jovens se vistam assim hoje em dia nas high-schools americanas. Não tenho como saber.

adam

Adam Jensen, o protagonista dos jogos recentes da franquia Deus Ex, pode ser do futuro, mas seu visual tampouco cativou as especialistas:

"Ele parece uma versão menos atraente de Neo, de The Matrix."

"Tira esse capote de couro enorme, parceiro. 3/10"

"Isso é o que aconteceria se Neo e Wolverine tivesse um filho."

Em minha ingenuidade, eu realmente acreditava que Adam fosse estiloso...

aiden 

Aiden, do primeiro Watch Dogs, foi um acerto da Ubisoft, na opinião das consultoras de moda. Pena que o jogo não teve a mesma aceitação dos jogadores, mas a desenvolvedora em breve terá outra chance. Mas sem o Aiden!

"Debaixo daquele velho jaquetão, Aiden parece o tipo de cara que você gostaria de levar para casa e apresentar para a mamãe."

"Esse cara não é muito diferente de alguém que vive em Nova York agora. Eu realmente meio que curto esse estilo das ruas".

"Do ponto de vista do estilo ele é um 'não', mas do ângulo do sex appeal ele é um 'SIM'."

Tenho minhas sérias dúvidas se as especialistas mantiveram o profissionalismo nessa avaliação ou se perderam a linha com a imagem de um cara de quem só é possível ver os olhos!

Lógico que o Kotaku tinha que terminar a brincadeira (depois de passar por Samus Aran, Ciri e até Tingle, entre outros) com ninguém menos que a polêmica Quiet, de Metal Gear Solid: The Phantom Pain...

quiet

"Desculpa, isso é uma 'roupa'? Eu não acho que ela tenha terminado de se vestir."

"MAS QUE DIABOS É ISSO!?"

"Eu estou sem palavras. Não, apenas não. Tudo nesse conjunto é não. 0/10"

"Você sabe o que realmente está derrubando ela aqui? Seu cabelo engordurado. Garota, tome uma chuveirada."

Mesmo em um caso tão gritante de roupa equivocada, é sempre bom ter um olhar profissional para te mostrar que você não reparou que até o cabelo da personagem não estão lá muito bom.

Mas é aquela máxima: basicamente tudo que é exibido em obras de ficção não foi pesquisado ou foi mal pesquisado e envergonharia um profissional do ramo. Em algum lugar desse planeta há um encanador furioso gritando contra Mario que não é assim que se desentope um cano.

Ouvindo: Nirvana - Territorial Pissings (live at Reading)

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