Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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4 de julho de 2015

Minecraft: Story Mode Não é Bem o Que Eu Esperava…

Conforme noticiado no Código Fonte, saiu hoje o trailer de Minecraft: Story Mode:

O primeiro trailer oficial com o enredo de Minecraft: Story Mode foi revelado hoje cedo durante a Minecon que acontece em Londres.

(…)

O jogo seguirá a fórmula de episódios lançados gradativamente, como os outros títulos desenvolvidos pela Telltale Games. Em Minecraft: Story Mode, o jogador controla Jesse, um habitante do mundo de Minecraft dublado pelo ator Patton Oswalt.

Jesse e seu grupo de amigos devem encontrar a lendária Order of Stone, um grupo de aventureiros do passado, para restaurar a paz ameaçada por um terrível mal novamente libertado. Como é comum nos jogos da desenvolvedora, o jogador será confrontado com decisões difíceis que irão moldar o andamento da história e sua conclusão.

O trailer, propriamente dito:

Quando o jogo foi anunciado pela primeira vez, eu entusiasticamente escrevi que "2015 pra mim agora é hype". O trailer joga um grande balde de água fria em minha expectativa.

Admiro o trabalho da Telltale, ainda que só os conheça através da franquia The Walking Dead, falha que pretendo corrigir um dia. E admiro demais o que a Mojang idealizou com Minecraft. A união destes dois poderia ser um sonho realizado.

Entretanto, percebo agora que a Telltale aparentemente optou por usar o universo de Minecraft e não a mecânica de Minecraft em sua empreitada. Sendo que o primeiro está carregado de potencial, mas que só é plenamente preenchido pelo segundo. A Mojang deliberadamente oferece pouca profundidade em sua caracterização, em sua construção de atmosfera, para que o jogador preencha esse vazio com suas próprias experiências. Em outras palavras: o universo de Minecraft não é rico. Ignorar a liberdade oferecida de interação é um equívoco.

Analisar um jogo apenas por seu trailer pode se revelar um equívoco. Mas, até o lançamento, puxei o freio do trem do hype e apenas observo agora. Daqui de onde estou, Minecraft: Story Mode lembra um grande vídeo de fã, quando, na verdade, o poder de Minecraft não está em assistir, mas em fazer.

Ouvindo: Garbage - It's All Over But The Crying

3 de julho de 2015

Promoção O Último a Sair… Apague a Luz!

desura

Em 5 de Junho, eu noticiei a possibilidade da loja virtual Desura fechar:

De acordo com o site Rock Paper Shotgun, especializado em jogos de PC, a Bad Juju Games, proprietária da loja Desura desde o ano passado, abriu um processo de falência. O futuro do Desura ainda é incerto. A recomendação é que seus usuários baixem agora seus jogos cadastrados no sistema e façam um backup.

O Desura é uma das mais conhecidas lojas focadas em títulos de desenvolvedores de jogos independentes. Fundada pela Linden Labs, criadora também do Second Life, o Desura foi vendido em Novembro de 2014 para a Bad Juju Games. Desde a aquisição, tem sido constantes as reclamações de desenvolvedores sobre atrasos nos pagamentos.

Na semana passada, a Bad Juju Games respondeu publicamente sobre a questão dos atrasos e atribuiu o problema à falta de um sistema automatizado de pagamentos. Na data, a empresa de comprometeu a colocar os atrasados em dia manualmente. Agora, uma semana depois, a empresa abre falência.

Desde então, não houve nenhum comunicado oficial. Total silêncio.

Para piorar o prognóstico do Desura, o Indie Royale, um site irmão do Desura que vendia bundles de jogos independentes e também pertencia à Bad Juju Games, encerrou suas atividades sem aviso. Há duas semanas que nenhum pacote novo aparece para vender, em um site que costumava vender dois por semana, às vezes três. O operador do Twitter do Indie Royale informou que perdeu o acesso à sua conta de e-mail e não obteve qualquer resposta dos patrões. No começo de Julho, o pobre coitado fechou a conta do Twitter por iniciativa própria e comunicou que estava indo trabalhar no rival Bundle Stars.

Enfim, os sinais indicam que o Desura tem pouco tempo de vida. Como todos os jogos vendidos lá são livres de DRM, seus usuários deveriam baixar seus jogos e fazer cópias de segurança porque o futuro da loja é incerto.

"Fala da Promoção, caramba!"

Tenho aqui comigo desde um certo tempo algumas chaves de títulos e bundles inteiros disponíveis no Desura. Sempre que fiz promoções, dei preferência a chaves de ativação no Steam ou no Origin, dada a popularidade destes serviços.

Mas estas chaves não podem morrer na minha mão. Por isso estou realizando uma promoção às pressas para que que estes jogos encontrem seus destinos e sejam salvos o mais rápido possível.

Frozen Synapse

Graças à solidariedade de Taís Fantoni e Robson Arruda, doadores originais dos jogos, irei sortear quatro jogos e quatro pacotes de jogos completos. Meu sincero obrigado, em nome dos leitores do Retina Desgastada!

Para participar, você precisa ir para a página da Promoção O Último a Sair… Apague a Luz e seguir as instruções. O sorteio será realizado no dia 10 de Julho (sim, é relâmpago!) seguindo as orientações dos Deuses Randômicos. Ao contrário das promoções anteriores, você pode concorrer a quantos jogos quiser! Nenhum jogo pode ficar para trás.

Desta vez também temos uma regra nova. Como houve problemas com algumas chaves na promoção anterior e eu acabei pagando do próprio bolso por alguns jogos, a partir de agora, em caso de problema na ativação (ocorreu em menos de 10% dos casos), o ganhador deverá escolher um outro jogo entre uma seleção sugerida por mim entre aqueles que ainda estão no estoque. Ninguém vai ficar sem jogo e eu não vou ficar mais duro do que já estou.

Lembrando que esta promoção irá durar uma semana na esperança de que o Desura permaneça funcionando durante este período! Em caso de encerramento da loja virtual, a promoção fica lamentavelmente cancelada.

Ouvindo: Nine Inch Nails - Wish (Remixed By J.G. Thirlwell)

2 de julho de 2015

Espaço Gótico

ELEX

Espaço. A fronteira final.

Depois de ter criado toda uma carreira explorando os universo de fantasia com as franquias Gothic e Risen, a Piranha Bytes se prepara para lançar seu primeiro RPG de ficção-científica: ELEX.

A produção será fruto de uma parceria entre a desenvolvedora alemã e a produtora Nordic Games e só deverá ser lançada entre 2016 e 2017. Como manda o figurino, o jogo sairá para PC e para consoles. E, como manda o figurino, o press-release diz que esse será o "projeto mais ambicioso até hoje" das duas empresas.

ELEX aparentemente é uma sigla para Eclectic, Lavish, Exhilarating, Xenial (traduzindo: "Eclético, Elaborado, Esfuziante, Hospitaleiro). Sinceramente, espero que seja apenas uma brincadeira do anúncio oficial e não o significado verdadeiro, porque ficou ridículo.

A seu favor, ELEX traz a expertise da Piranha Bytes, que, a julgar pelas críticas, perdeu um pouco seu rumo com Risen 2 e 3, mas ainda carrega o manto sagrado dos dois primeiros Gothic. E o primeiro Risen é 9/10, segundo minha opinião. A seu favor, ELEX também traz uma descrição que cai como uma luva para a atmosfera que a desenvolvedora sempre injetou em seus títulos: "um RPG de ação ambientado em um novo mundo pós-apocalíptico de ciência fantástica que colocará o jogador em um gigantesco e contínuo mundo repleto de personagens originais, criaturas mutantes, profundas escolhas morais e ação poderosa".

A Piranha Byte sempre se destacou por oferecer uma visão nada adocicada de seus universos, com escolhas ambíguas e personagens sujos e pouco nobres tentando sobreviver cercados de perigos ainda maiores. A empresa ainda tem minha confiança. Mais RPGs de ficção-científica são sempre bem-vindos.

ELEX irá aparecer pela primeira vez já agora na Gamescon 2015, quando novos detalhes serão revelados.

Minha aposta? O protagonista não tem nome, naufragou em um planeta inóspito e precisa conquistar a confiança das diferentes e opostas facções que controlam o lugar, enquanto uma ameaça aterradora maquina nas sombras para destruir todo mundo. É a velha fórmula da Piranha Bytes. E eu gosto.

Ouvindo: MegaDriver - Doom

1 de julho de 2015

Silêncio Desconfortável

Às vezes, uma imagem vale por mil palavras!

Silêncio

Ouvindo: Nine Inch Nails - Terrible Lie (sympathetic mix)

28 de junho de 2015

O Profeta de Cthulhu

Sandy PetersenDesde o começo de Junho, Carl Sanford Joslyn Petersen ou apenas Sandy Petersen como é mais conhecido, está de volta para os braços de Cthulhu para espalhar seu evangelho. É bem provável que você não conheça seu nome, mas sem seu trabalho talvez a obra de Lovecraft e os deuses sombrios da aurora dos tempos permanecessem esquecidos como uma bizarrice febril de um punhado de escritores.

E Doom e Quake certamente seriam títulos bem diferentes.

Durante sua adolescência nos anos 70 ele esbarrou em um livro antigo, uma edição empoeirada das Forças Armadas de uma compilação de histórias do mestre do horror H.P. Lovecraft. Como o misterioso livro foi parar na biblioteca de seu pai ou porque motivos as Forças Armadas distribuiriam tal literatura para seus soldados durante a Segunda Guerra são desígnios que não nos cabem conhecer. Mas quis o destino que o jovem Petersen carregasse aquela marca para sempre. Anos depois descobriria o RPG, quando Dungeons and Dragons explodiu na América.

Sandy Petersen conciliaria suas duas paixões na Chaosium, onde viria a trabalhar como escritor e criador do agora mítico RPG Call of Cthulhu. A editora já tinha reservado os direitos de adaptação de Lovecraft, mas sua tentativa anterior havia sido um desastre. Petersen, agora com 26 anos, enviou uma carta desejando escrever um suplemento para o RPG de Fantasia Runequest, uma aventura com fortes inspirações dos Mitos de Cthulhu. As estrelas se alinharam: a Chaosium entregou o trabalho para Petersen.

CoCO resultado foi um RPG sem concorrentes: uma aventura de horror e insanidade que era impossível vencer e revelava para jogadores do mundo todo o estranho mundo criado por H.P. Lovecraft. Seus monstros não podiam ser derrotados. Os personagens controlados não evoluíam, pelo contrário, quanto mais a trama e os confrontos avançavam, mais próximos da loucura final eles ficavam. Foi um sucesso de nicho que permaneceu sendo editado e reeditado por 34 anos.

Há quem diga que Call of Cthulhu reacendeu o interesse pela obra de Lovecraft em uma época em que sua popularidade já havia se esvanecido. Há quem diga que sem Call of Cthulhu não haveria a White Wolf e, consequentemente, Vampire ou Werewolf.

Depois de uma passagem imperceptível na Microprose, onde contribuiu em jogos como Darklands, Sword of the Samurai e o primeiro Civilization, Sandy Petersen encontrou um novo lar na id Software.

Em dez semanas no emprego, criou 11 níveis de Doom e adaptou outros 8 níveis rascunhados por Tom Hall. Só não produziu mais porque o jogo foi lançado logo em seguida. Isso não impediu que Petersen participasse com nada menos que 17 níveis para Doom II, seguidos por 7 níveis de Quake.

Sempre me perguntei porque o chefe final de Quake tinha um nome lovecraftiano e parecia uma aberração saída da mente do sorumbático escritor americano. Sandy Petersen é a resposta. Ele misturou Cthulhu no caldeirão de referências que fervia nos porões da id Software.

Shub-Niggurath

O mais irônico de tudo isso? Carl Sanford Joslyn Petersen é Mórmon. Praticante. Do seio de um dos segmentos mais controversos do cristianismo, de onde já saíram radicais de todo tipo, brotou aquele que espalhou Cthulhu por quase todo o lugar onde passou. Como isso é possível? Para Petersen, não há dicotomia ou ironia. Certa vez ele explicou para John Romero, durante o desenvolvimento de Doom: "Eu não vejo problemas com demônios no jogo. Eles são apenas desenhos. E, de qualquer forma, eles são os vilões".

Um nível de coerência que não se costuma ver fora da indústria.

Petersen poderia ter encerrado sua participação no grande esquema cósmico por aí. Mas ainda escreveria História ao migrar da id Software para a Ensemble Studios onde seria um dos designers responsáveis por toda a franquia Age of Empires e um dos integrantes da desenvolvedora mais ativos nos fóruns, onde adotou a alcunha de ES_Sandyman.

O escritor e criador de jogos ficaria na Ensemble até o último suspiro da desenvolvedora. Desde então, ele se tornou professor universitário de game design, editor de uma revista literária de horror, produtor executivo do filme The Whisperer in Darkness (obviamente um tributo a Lovecraft) e ainda arranjou tempo para criar um jogo móvel e uma bem-sucedida campanha no Kickstarter para um jogo de tabuleiro baseado em...Cthulhu.

O Grande Antigo que cochila em Rlyeh poderia ter libertado a alma de seu mais devotado cultista por serviços prestados. Mas o Chamado foi ouvido mais uma vez e agora Sandy Petersen está de volta para a Chaosium, onde tudo começou, para criar a próxima edição do RPG Call of Cthulhu. O alinhamento permanece e tudo caminha como deveria ser de acordo com Seu plano.

Call of Cthulhu

Ouvindo: Nine Inch Nails - Sin (Long)

25 de junho de 2015

Feira da Fruta

batman-bombDepois do Coringa, do Espantalho, de Bane, do Crocodilo, do Senhor Frio e até mesmo do Exterminador, a Warner finalmente conseguiu o que muitos julgavam improvável: destruiu o Batman.

A tragédia anunciada por um bug aqui e outro ali em Batman: Arkham Asylum, pelos vários bugs de Batman: Arkham City, finalmente se concretizou no terceiro trabalho da Rocksteady. Pela primeira vez em minha memória recente uma produtora voltou atrás e suspendeu as vendas de um título devido a falhas graves de versão.

Por um lado é preciso elogiar  a iniciativa da Warner de oferecer a cara para bater e até mesmo sugerir o caminho do reembolso para os jogadores que estiverem enfrentando dificuldades para rodar Batman: Arkham Knight em seus PCs. Isso, logo no dia seguinte do lançamento de um dos títulos mais aguardados do ano, se sujeitando a perder dinheiro a curto e médio prazo. É uma coragem que a Ubisoft não teve diante dos problemas de Assassin's Creed: Unity. É uma coragem que a SEGA não teve diante das críticas de Aliens: Colonial Marines.

Por outro lado, é preciso entender que tal nível de problemas não sai da fábrica sem que alguém perceba. Ou houve uma falha atroz no processo de teste do jogo ou alguém tomou a decisão de manter a data de lançamento e não adiar (novamente). Em ambas as hipóteses, boa parte da responsabilidade recai na Warner e não nos ombros da Rocksteady.

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Lembrando também que a desenvolvedora que ressuscitou o Batman nos jogos eletrônicos é diretamente responsável pelas versões de consoles do jogo. O desenvolvimento da versão para PC ficou ao encargo da Iron Galaxy Studios. O estúdio de Chicago já havia trabalhado anteriormente na franquia, portando Batman: Arkham Origins para PC e foi a escolha natural para o novo episódio da saga. Em algum ponto da linha de produção, Arkham Knight desandou.

Então, a Rocksteady é inocente? Difícil saber sem uma visão profunda dos bastidores e esse é o tipo de informação que não costuma vazar. Considerando as reclamações dos jogadores sobre Mortal Kombat X no computador, também portado por uma outra empresa diferente da desenvolvedora original e produzido pela mesma Warner, e dada a tendência histórica de jogos serem apressados para obedecerem calendários determinados por suas produtoras, eu arriscaria dizer que a Warner foi com muita sede ao pote.

Sem o mesmo alarde que seus problemas de performance, Batman: Arkham Knight esconde outro problema e esse sim determinado pela Warner: a dublagem nacional mais uma vez não está à altura do original. Com o agravante que, mais uma vez, o jogador não tem uma opção nativa na interface para alterar o áudio ou inserir legendas. Assim como em Mortal Kombat X, o jogo detecta o idioma da sua versão do Steam e aplica o áudio equivalente. A era do dublado chega oficialmente aos jogos eletrônicos, negando a alternativa de ouvir o som original (com ou sem legendas).

Apesar do desastre, tive a felicidade de ganhar uma chave de ativação do jogo do camarada Marcos A. T. Silva, do XboxPlus. Agradeço imensamente a gentileza. Não faço ideia de quando conseguirei testar o título, uma vez que estou abaixo da configuração mínima e tem muita gente acima da configuração máxima que ainda não conseguiu.

E, sim, estou olhando os dentes deste cavalo.

De um jeito ou de outro, a Warner vai pagar caro com o bolso pela última aventura do Batman. E a Rocksteady corre o risco de se despedir da franquia com a reputação manchada. Por essa, nem o Coringa sonhava.

Ouvindo: Radiohead - Street Spirit

24 de junho de 2015

Zerg Rush

Jogos de estratégia sempre oferecem uma visão em macro escala dos horrores da guerra, com algumas notáveis exceções, e sempre ignorando a população civil. Esse curta da RocketJump tenta quebrar um pouco essa tradição e nos apresenta uma visão diferente do mundo de StarCraft:

Sem heróis. Sem Marines. Sem Ghosts. Sem Battlecruisers.

Ouvindo: Concrete Blonde - Your Haunted Head

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