Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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1 de janeiro de 2021

Sobrevivemos a 2020 (A.K.A. Lista de Melhores do Ano)

Qualquer coisa que eu escrever aqui sobre 2020 será redundante diante dos livros de História. Atravessamos (e ainda não saímos do outro lado) um evento que marcará uma geração, que será discutido, debatido e até, infelizmente, negado por alguns por décadas. Bem vindos ao elenco de apoio do apocalipse viral. Se você está lendo isso, você é um dos sobreviventes. Faça sua parte.

Parte de minha tentativa de compreender esse momento em sua plenitude esteve presente na série(?) Quarentena e permanecerá como um registro de parte das loucas semanas de 2020.

Falar sobre jogos eletrônicos em um ano tá desgraçado, que lida com a morte e a tragédia despejada em nossas retinas em praticamente todos os dias, é uma tarefa que beira o fútil, mas essa é a sina do bardo, o violinista da nau naufragada. Em contrapartida, não é segredo que nunca se jogou tanto quanto em 2020, seja no alento oferecido por um Animal Crossing, seja no soco no estômago trazido por um The Last of Us. Nosso refúgio, nossa catarse, nossa zona de escape, esteve presente no ano que desejamos esquecer.

Minha parceria com o Gamerview entrou em seu quarto ano, provando a inexorabilidade e a velocidade do tempo. A essa altura já não sei mais se o "Retina Desgastada" escreve para o Gamerview ou se o "Gamerviewer" Aquino mantém o Retina Desgastada. Do lado de lá, experimentei:

call-of-the-sea

Por iniciativa própria, passei por:

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Agora com treze anos, meu filho de peixe segue sendo meu maior parceiro, explorando universos, lutando ombro a ombro em diversos títulos cooperativos (além de dezenas de horas em Warframe):

Em 2020, o canal do YouTube seguiu funcionando como um complemento para o blog, trazendo na maior parte do tempo a jogabilidade de alguns jogos que foram analisados mas também funcionando como um ponto de despejo para dois tipos de jogos: aqueles que eram curtos demais para serem analisados e aqueles que eram ruins demais para merecerem uma análise mais profunda. Por lá, passaram com exclusividade:

Punhos de Repúdio

Fazendo a soma, de alguma forma testei ou completei 72 títulos, um novo recorde, sem sombra de dúvidas. É literalmente o dobro dos três primeiros anos do blog em um único ano, ou, em outras palavras, seis anos em um. De certa forma, foi mesmo essa a sensação de 2020. Pela primeira vez também, tive a ideia de colocar a lista de jogos em uma... lista, ao invés de texto corrido. Com certeza é uma grande melhora em termos de legibilidade.

Esse resultado é fruto de nove meses passados dentro de casa, sem necessidade de deslocamento. Ainda que a carga de trabalho tenha aumentado (e o faturamento também), sempre houve tempo para testar novidades ou jogar com o garoto. Abstenho-me de tentar prever minha rotina em 2021. Algumas mudanças irão ocorrer em minhas tarefas, mas não sei prever o impacto no meu momento de lazer.

Os Melhores de 2020

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Para quem viu o meu nome subindo no Steam jogando ou acompanhou o blog com atenção, deve ter percebido que um tema, um jogo, virou constante, virou vício. Já são 520 horas registradas, então seria injusto não admitir que Warframe marcou o ano. Ironicamente, ele surgiu por acaso na minha frente. Depois de uma bela jornada em Citadel: Forged With Fire, queria abrir o ano com algo que fosse o oposto, um título espacial de ficção-científica, depois da fantasia pesada do RPG.

E escolhi... Elite: Dangerous. O jogo não agradou, mas a ideia permaneceu. Depois dele, saltei em hipervelocidade por jogos similares, como Star Conflict ou Rogue Galaxy, que não permaneceram por tempo suficiente instalados para sequer receberem uma análise ou um vídeo. Disposto a abandonar a busca, cheguei a instalar Magic the Gathering, mas algo me disse para nem abrir, para dar mais uma chance a um jogo multiplayer de ficção-científica. Encontrei em Warframe, um título que abandonei sete anos atrás, mas constantemente indicado por @jaotavio, a experiência "casual" definitiva de 2020, um loop incessante de ação em meio a um contexto de cair o queixo.

  • Melhor Jogo: Warframe
  • Maior Surpresa: Call of the Sea
  • Maior Decepção: Need for Speed: The Run
  • Pior Jogo: Addle Earth
  • Melhor Título Cooperativo: Far Cry 5

(recapitulando os anos anteriores: 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019)

Para 2021, desejo a vacina mais do que tudo e o retorno a uma vida com mais abraços, menos medo. É uma expectativa muito mais realista do que um eventual Half-Life 3, mas, já que estamos falando nisso... que tal dar essa alegria para todos, Gaben?

Ouvindo: Iron Maiden - The Aftermath

Um comentário:

Marcos A.T. Silva disse...

Olá Carlos!

É impressionante a quantidade de jogos que você jogou em 2020! Impressionante também a quantidade de horas que você possui em Warframe.

Sobre 2020, verdadeiramente, trata-se de um ano que eu gostaria de apagar do calendário. Não fossem os games, não sei não. :( Bela forma de passar o tempo, principalmente em meio a uma quarentena e medidas de distanciamento social.

Sobre o Elite: Dangerous, confesso que estranhei o fato dele não ter agradado a você. Acho que é o título (pelo menos no que tange a jogos com temática espacial) no qual tenho mais horas acumuladas. Adoro o jogo, e estou aqui que não me aguento no aguardo da próxima expansão.

No mais, ótima lista, e ótimo conteúdo. E que em 2021 possamos passar por tudo o que vier de forma mais leve, e que tenhamos muita paz e coisas boas.

Abraços!

Retina Desgastada

Blog criado e mantido por C. Aquino

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