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3 de janeiro de 2020

Em 2019 Eu Morri, Esse Ano Eu Não Morro

Para muitos, 2019 foi um ano de retrocessos. No campo social, na política, na economia, nas ciências, tudo parece caminhar para uma era de trevas e cisão. Terraplanismo, homofobia escancarada, censura, o retorno do fascismo sem máscaras, ameaças veladas ao tecido democrático. 2019 não foi um bom ano para se falar sobre games, um ano em que tantos pediram para não misturar jogos e política, como se isso fosse possível.

No entanto, aqui estou mais uma vez.

Minha parceria com o Gamerview emenda em seu terceiro ano, abrindo portas para jogos que não teria oportunidade de testar agora ou mesmo interesse, desafiando minha zona de conforto e apresentando novas possibilidades: Beholder 2, Himno, Interpoint, Zombotron, Infected Shelter, Tales of the Neon Sea, Draugen, Conan Unconquered, Riverbond, Heavy Rain, Summer Catchers, Beyond: Two Souls, Exodemon, RAD, The Dark Pictures Anthology: Man of Medan, Wuppo: Definitive Edition, Ni no Kuni: Wrath of the White Witch Remastered, WARSAW, Corpse Party: Blood Drive, Deliver Us the Moon, A Year of Rain e Citadel: Forged With Fire.

Por iniciativa própria, passei por NaissanceE, Human Resource Machine, Progress Quest, Clutch, Realm Royale, Conan Exiles, Islanders, Dying Light, Vampire The Masquerade - Bloodlines, Enslaved: Odyssey to the West, Ys Origin, Space Fuss, Far Cry 3, Blur, Space Hulk e Witch Hunt.

rock-of-ages-2De posse de seu próprio computador agora, meu filho declarou sua independência de vez, mas em 2019 também houve espaço para várias partidas cooperativas, seja dividindo a tela ou cada um no seu espaço: Dungeon Defenders, Rock of Ages 2, Rayman Legends, RAW - Realms of Ancient War e Final Exam. Em vídeo somente: Moonhunters, Quake, DC Universe Online, Warhammer 40K: Dawn of War e Sonic & All-Stars Racing Transformed.

Alguns títulos que testei não chegaram a ganhar postagem própria, seja por serem muito curtos ou muito ruins mesmo, mas acabaram aparecendo no canal do YouTube: Firestarter, No Players Online, Glitchhikers, September 1999, Mundo Lixo, The Night That Speaks, Super Wolfenstein HD, 0_abyssalSomewhere, Bernband e Hitchiker First Ride.

Juntando tudo isso, em 2019, foram experimentados 58 títulos, um número ligeiramente inferior aos 65 jogos do ano anterior, mas ainda impressionante. Em contrapartida, é fácil entender essa marca diante do volume de títulos experimentais curtos ou curtíssimos que ajudaram a manter o canal no YouTube.

Considerando mudanças na rotina que me tomaram mais horas do dia que eu supunha ser possível, jogos continuam ocupando uma fatia considerável de meu cotidiano. A Arte ou o Entretenimento ajudam a entender ou suportar os horrores de um ano que muitos prefeririam recomeçar.

Os Melhores de 2019

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Para minha total surpresa, a Quantic Dream se redimiu dos desastres de Indigo Prophecy. Liberta da influência da Sony, a desenvolvedora trouxe seus antigos exclusivos para o PC e tive o privilégio de testar todos pelo Gamerview. Heavy Rain agradou, Detroit: Become Human está ainda lutando para rodar em minha configuração e a jornada de Jodie Holmes conquistou o pódio em 2019.

  • Melhor Jogo: Beyond: Two Souls
  • Maior Surpresa: Conan Exiles
  • Maior Decepção: Vampire: The Masquerade - Bloodlines
  • Pior Jogo: Corpse Party: Bloody Drive
  • Melhor Título Cooperativo: Rock of Ages 2

(recapitulando os anos anteriores: 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018)

Para 2020, espero eflúvios melhores para nossa sociedade e para o mundo, um desejo quase tão inalcançável quanto um eventual Half-Life 3. Mas, se até a Valve nos trouxe uma promessa de retorno, então talvez tudo seja possível nesse ano que começa.

Ouvindo: Diablo 3 - Tamoe Highlands
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2 comentários:

  1. Massa, Aquino! Acabei não conseguindo acompanhar o blog tanto quanto nos outros anos e fiquei até surpreso com a quantidade de resenhas, perdi um bom tanto que vou lendo durante esse ano.

    Um ótimo 2020! (esperamos que sem mais retrocessos =()

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  2. A sua maior decepção me deixou um tanto triste, mas teve coisa boa, através do seu poste de decepção com o vampire the mascarade eu tive umas das maiores surpresas, li a postagem e resolvi experimentar, acabei me surpreendendo muito. Enfim, um ótimo 2020 e que venham mais jogos.

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