Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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28 de março de 2020

Uma Dúzia de Anos, Algumas Dúzias de Palavras

Silent Hill 4 The Room

Sem cerimônia, o Rainlendar me avisa que hoje é o aniversário de doze anos do Retina Desgastada. Não é a primeira vez que sou pego de surpresa pela data, mas certamente é a primeira vez em que não tenho ânimo algum para comemorar.

O momento que o mundo atravessa e, mais especificamente o nosso país, é daqueles que deixam sequelas. A repulsiva bolha informacional que se construiu ao redor de uma parte da população agora nos impede de uma aliança efetiva para superar uma crise que exige a participação de todos. O crescente desprezo pela Ciência e a ascensão do "achismo" sustentado por teorias absurdas vão cobrar um alto preço agora.

Se torna extremamente árduo manter o foco para realizar as tarefas diárias (trabalho em casa há anos). Mais árduo ainda é falar sobre jogos eletrônicos, em um período em que a voz de cientistas, infectologistas, reais especialistas, médicos e enfermeiros deveria ser a única voz a ser ouvida, sem a interferência de políticos, ignorantes e raivosos.

Porém, essa é a função do blog desde sua concepção: ideias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos. Está no cabeçalho da página, embaixo do título, há doze anos. E permanecerá assim pelo tempo que o blog existir, até o próximo aniversário ou o outro, ou o próximo. Se você procura um pouco de alento, uma distração, um debate saudável sobre o papel dos jogos em nossas vidas, estarei aqui.

E você: fique em casa.

Ouvindo: Shusaku Uchiyama - An Enemy to Fear

26 de março de 2020

Doom Eternal da Depressão

Serious Doom

Doom Eternal chegou para superar seu antecessor de 2016 e está sendo exaltado como um segundo renascimento da franquia e outro tiro certeiro da id Software.

Entretanto, duzentos contos no Steam em um momento de crise financeira e pandemia não é algo que cabe no orçamento de todo mundo. Portanto, como usufruir de toda sua truculência, seus inimigos e suas armas sem gastar nenhum tostão ou muito pouco? Se você pensou em "pirataria", pensou errado. A resposta certa é "mod".

O modder Danny S conseguiu transportar tudo que a nova franquia Doom tem de melhor para dentro do clássico Serious Sam, que pode ser comprado por uma fração do preço do outro jogo e você provavelmente já tem no seu acervo (ou deveria ter). Plataformas de saltos, Cacodemons, teleportadores, armamento brutal, motosserra e até o gancho de Doom Eternal foram todos adaptados e convertidos para os primeiros cinco níveis de Serious Sam em Serious DOOM: Hell In Egypt, disponível gratuitamente no Steam Workshop.

Para rodar o mod, será necessário possuir instalados também Serious Sam: The Second Encounter, Serious Sam BFE e mais alguns DLCs. Ainda assim, sai bem mais em conta do que o preço cheio de Doom Eternal, além de serem títulos que qualquer fã de FPS deveria experimentar na vida.

Vale lembrar também que é bom baixar e jogar antes que a passagem se abra e uma hoste de advogados infernais da id Software surja para obliterar a brincadeira.

Ouvindo: Shusaku Uchiyama - Confrontation

25 de março de 2020

Jogando: Super Hiking League

(publicado originalmente no Gamerview)

Quem joga hoje já foi criança um dia e sua infância muito provavelmente foi cercada de títulos de plataforma coloridos e desafiadores. Com sorte, seus amigos se reuniam na sala de alguém para ver quem era o mais "fera". Com isso em mente, Super Hiking League é um resgate dessas sessões vespertinas, com gosto de leite sabor morango, bolachas recheadas e cafuné de vó.

A desenvolvedora brasileira Bit Ink Studios acerta no tom e na jogabilidade, com um charmoso título de plataforma focado no público que até hoje curte um desafio e relembrar os bons tempos.

A premissa e a abertura de Super Hiking League são puro Sonic. Faltou ali o som inesquecível clamando "SÉ-GAÁ", mas nossa mente preenche a lacuna com perfeição. Ao se dirigir para fazer sua trilha normal, como um bom trilheiro, o jogador encontra um mago maligno que está sequestrando todas as montanhas do mundo e quer deixar o planeta liso, para alegria dos terraplanistas de plantão. Banido para uma realidade paralela ou algo assim, você  é obrigado a participar de disputas para, de repente, salvar o fino hobby de pegar trilhas. Afinal, sem montanhas, sem trilhas.

E é isso. A história acaba por aí e está muito bom. Tem o selo de aprovação do Sindicato dos Encanadores e do Instituto dos Animais Antropomórficos de Cores Bizarras. Super Hiking League permite desbloquear e trocar de personagem principal, porque todos eles fazem parte da tal Super Liga dos Trilheiros bacanudos. Mais improvável seria impossível.

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O que podemos esperar em termos de jogabilidade são saltos e inimigos para serem derrubados, entretanto o jogo da Bit Ink Studios introduz um elemento extra e essencial para as partidas. Esse componente é o gancho de escalada, que permite agarrar determinadas bordas no cenário e obter uma movimentação vertical. Alcançar o topo do mapa é prioritário, ao contrário de jogos de plataforma mais tradicionais. E, para isso, o gancho é fundamental. Ele poderia ser um pouco mais preciso, principalmente quando você ainda está em movimento e acaba lançando o gancho na diagonal, mas ele cumpre seu objetivo ao longo das partidas.

O desafio aparece quando precisamos superar nosso "fantasma", uma versão de nós mesmos a serviço do mago trevoso, que também está escalando em direção ao topo. Se ele alcançar primeiro, é derrota após um determinado número de rodadas. Isso oferece uma dinâmica mais frenética a Super Hiking League, que foi pensado do zero para ser competitivo, não para ser um passeio com pulinhos. O título, inclusive, pode ser jogado em tela dividida com outro jogador, para ver quem é o melhor. A campanha solo é disputada contra a Inteligência Artificial, que surpreende com sua agilidade.

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A desenvolvedora recomenda o uso de um controle e frisa que Super Hiking League não tem suporte para teclado, o que não corresponde à verdade. Dá para jogar no teclado tranquilamente, desde que, claro, você tenha experiência. Para quem está acostumado com controle, segue no controle. Quem joga plataforma no teclado, segue no teclado.

Agora, para quem não aguenta a pressão e só quer curtir a trilha sonora 8 bit e o visual retrô, dá para jogar completamente sozinho em um modo contra o tempo. Seu único oponente, nesse caso, serão seus próprios recordes. Por outro lado, nem todos os mapas estão liberados, já que eles precisam ser conquistados na campanha.

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Por outro lado, se você é aquele "fera" que humilhava os primos e os coleguinhas no sofá da sala, vai achar Super Hiking League curto, mesmo com 27 níveis. Felizmente, o jogo apresenta diferentes níveis de dificuldade e você pode acabar se sentindo como sua patota se sentia e finalmente entender por que eles pararam de ir na sua casa.

Dependendo do grau de dificuldade, a Inteligência do jogo não vai apenas subir de forma impecável como também não vai hesitar em infernizar sua vida, te jogando ou derrubando de formas que vão te levar à derrota.

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Para aumentar a nostalgia, o título permite ajustes visuais através de shaders que são capazes de reproduzir aquela distorção de TV velha. HDR? 4K? V-Sync? O bom mesmo é chuvisco, curvatura do tubão da casa da vovó em dia de férias, cores saturadas.

Por tudo isso, Super Hiking League é uma declaração de amor a tempos mais simples e o molecote dentro de você (ou a próxima geração) irá se sentir eletrizado, como uma boa dose de achocolatado ou um boost de balas hiperdoces.

Ouvindo: Ace Combat Zero - The Inferno

24 de março de 2020

Promoção Raspa do Tacho

Depois da última The Ultimate Promo, aconteceu um fenômeno que se repete promoção após promoção: a maioria dos participantes se concentra em torno dos títulos mais conhecidos e os títulos mais obscuros acabam sem nenhum concorrente. Não dessa vez.

A Promoção Raspa do Tacho é o que o nome diz: todos os jogos que não tiveram interesse de ninguém na última promoção estão de volta para um sorteio relâmpago.

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Essa seleção de "rejeitados" não seria possível sem a colaboração dos camaradas JohnnyC, Daniel Puia, Shadow Geisel e Tais Fantoni. São pessoas como essas que ajudam a manter o fluxo de jogos rolando nos sorteios do blog e merecem muito nossa gratidão! Obrigado, vocês são demais.

Porém, engana-se quem acredita que essa nova lista é formada somente por jogos de qualidade duvidosa. Entre as opções temos pérolas escondidas, como Sattelite Reign e Zombie Night Terror, além de um jogo da franquia Star Wars, o esquecido Starfighter. Desta vez, ao contrário de todas as promoções anteriores, você pode escolher quantos jogos quiser na lista. Dependendo da sua sorte, você poderá levar um deles, dois deles, três deles, quatro deles ou até mesmo todos! Ou nenhum, a vida é dura, quem sabe na próxima?

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Já tem um bom tempo que não temos problemas, mas meu bolso pediu para avisar mais uma vez: em caso de falha na ativação (ocorreu em menos de 5% dos casos e zero vezes na última promoção), o ganhador deverá escolher um outro jogo entre uma seleção sugerida por mim entre aqueles que ainda estão no estoque. Ninguém vai ficar sem jogo e eu não vou ficar mais duro do que já estou.

Para participar, você precisa ir para a página da Promoção Raspa do Tacho e seguir as instruções. O sorteio será realizado já no dia 1º de Abril (não é brincadeira) seguindo as orientações dos Deuses da Aleatoriedade.

Ouvindo: VNV Nation - Carry You

23 de março de 2020

Jogando: WRATH: Aeon of Ruin

(publicado originalmente no Gamerview)

Quake foi um divisor de águas em 1996. A id Software demonstrava ali que era capaz de se superar não uma, mas duas vezes. Depois de Castle Wolfenstein e Doom, a empresa que fundou o gênero FPS surpreendia os jogadores com ambientes totalmente renderizados em 3D pela primeira vez e suporte ao que ainda se chamava de "placa aceleradora". Mais do que isso, o clássico consolidava uma estética própria com uma paleta de cores que iam do marrom ferrugem para o marrom degradação, passando pelo marrom sujeira e dando um ar mórbido ao seu universo.

Tanto essa atmosfera quanto a predileção por tons ocres ressurgem em seu mais genético sucessor espiritual: WRATH: Aeon of Ruin, lançado recentemente em Acesso Antecipado nas lojas digitais para PC. Não precisa de exame de DNA ou processo na Justiça, ele é filho legítimo do produto da id Software, mas a mãe dessa vez é a 3D Realms. Sim, a mesma 3D Realms que também teve um papel seminal na forja dos FPS, com sucessos como Duke Nukem 3D e o Shadow Warrior original.

O resultado dessa união profana é um título com cheiro de Quake, cara de Quake, sabor de Quake e poucos atributos para chamar de seu. Ele chega ao cúmulo de utilizar rigorosamente o mesmo motor gráfico de 1996. É um túnel no tempo para uma era repleta de brutal exuberância e pingos de sangue quadrados na tela.

WRATH: Aeon of Ruin começa como deve ser: sem história ou qualquer tipo de explicação. Ao contrário de sua ascendência, esse FPS não possui nem mesmo um arquivo de texto largado na raiz do diretório de instalação para contextualizar seu universo. Uma descrição no site oficial aponta que sou uma espécie de náufrago de outra realidade, aprisionado em uma dimensão de dor e sofrimento e blábláblá. Não que faça qualquer diferença no que virá a seguir: uma carnificina por longos, longos mapas.

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À exemplo de Quake, nosso ponto inicial é uma espécie de hub que conecta as diferentes fases. Nesse momento, o jogo apresenta apenas três mundos e é por isso que ainda está em Acesso Antecipado, já que novas regiões serão acrescentadas no futuro, assim como novos inimigos e armas. É um lançamento modular, que casa com a proposta do jogo.

Já nesse hub iremos conhecer uma das principais diferenças do FPS para sua fonte de inspiração: o tamanho dos níveis. Essa zona central é bastante grande, contém alguns segredos e exige uma certa dose de caminhada para se descobrir os portais, bem diferente do hub original e minimalista de Quake.

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Livres das limitações de hardware dos anos 90, os desenvolvedores de WRATH: Aeon of Ruin podem experimentar com mapas colossais. Enquanto cada mundo de Quake era composto por pequenos mapas que exigiam apenas alguns minutos para serem atravessados e continham um punhado de inimigos, aqui cada mundo é na verdade um único mapa que se expande em múltiplas áreas, andares, corredores e regiões abertas, com centenas de oponentes espalhados querendo seu sangue. Quake podia ser consumido em pequenas doses que ajudavam a manter um ritmo de constante desafio. Porém, WRATH: Aeon of Ruin exige fôlego do jogador.

Essa simples decisão de design altera a forma como interagimos com seu mundo. Sem a possibilidade de um carregamento rápido em mapas curtos, confiamos nosso salvamento a raros Altares disponíveis no mapa e recursos consumíveis que podem ser utilizados para marcar uma posição naquela região. Por um lado, é interessante como essa última solução se integra com a narrativa ao literalmente deixar uma espécie de fantasma no ponto em que houve o salvamento. Por outro lado, ao introduzir esse elemento e remover a opção de Quick Save ou mesmo um Save tradicional, o jogo nos obriga a escolher o melhor momento para proteger nosso progresso.

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A opção por mapas imensos também desfavorece o layout do nível. Enquanto Quake era criativo na forma de apresentar novos mapas, precisando inventar para fugir da mesmice, aqui as regiões são costuradas por interligações que são fluidas mas não abrem espaço para novidades. Não espere genialidade nos níveis, algo que vi até mesmo no muito mais modesto Exodemon, lançado ano passado nessa leva de FPS retrô.

Ao se desviar do padrão estabelecido décadas atrás, o título perde na comparação. Entretanto, nos momentos em que ele copia direitinho, o resultado é primoroso. Cada criatura presente em WRATH: Aeon of Ruin poderia ter um paralelo em Quake ou outros FPS da época, assim como cada uma de suas armas. Ainda assim, seus desenvolvedores pegaram aquelas ideias originais e pensaram em formas de torná-las ainda mais radicais. A metralhadora de 1996 disparava pregos? A metralhadora de agora é uma maçaroca sangrenta que cospe dentes dos inimigos mortos. Um monstro flutuante que é basicamente uma cabeça com uma bocarra que dispara bolas de fogo? O Cacodemon daqui tem quatro faces, cada uma delas com muito mais presas que seu antepassado. O zumbi de mil novecentos e coquinho jogava pedaços de si mesmo? O novo zumbi de 2020 arremessa pústulas esverdeadas que você pode usar como munição depois.

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Ao contrário de Quake, o FPS traz também um sistema de artefatos que podem ser armazenados para liberar habilidades especiais temporárias aos jogadores. Embora o título de 1996 tivesse esses power-ups espalhados pelo mapa, a ativação era imediata. No seu "sucessor", é possível planejar e escolher o momento para usar essa vantagem (apesar do sistema de seleção ser desnecessariamente contra intuitivo).

Outro ponto em que WRATH: Aeon of Ruin brilha é um elemento que pode até parecer bobo, mas engrandece seu universo: ele traz um pequeno livro com artes conceituais de suas regiões, armas e criaturas. As artes realmente impressionam e permitem visualizar detalhes que passam despercebidos quando você está lutando pela sua vida e enchendo os monstros de chumbo.

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Ou eu não tenho mais os reflexos de vinte anos atrás ou WRATH: Aeon of Ruin peca em outro quesito: dificuldade. Felizmente isso não se traduz em pulos impossíveis ou situações de morte instantânea, mas em inimigos com força e resistência acima da média e escassez de recursos de cura próximo do final de cada mapa. Para alguns jogadores mais enferrujados, isso pode ser um problema.

WRATH: Aeon of Ruin teria brilhado nos anos 90, lado a lado com Chasm: The Rift, já esquecido pelo tempo. Lançado nos dias de hoje, é uma refrescante sessão da tarde, um retorno a uma era mais marrom e mais violenta dos jogos de tiro.

Ouvindo: Eric Clapton - Blues Leave Me Alone

22 de março de 2020

Quarentena - Semana 1

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Em 2016, o colégio do meu filho fez uma paralisação em luta por melhores condições salariais. Não era a primeira, então imaginei que duraria alguns dias. Durou dois meses.

Por conta da minha convicção equivocada, não instalei Minecraft no PC. A regra que ainda vigora por aqui é clara: o viciante e extremamente consumidor de tempo jogo da Mojang só pode ser instalado durante férias. A cada semana de paralisação, meu filho exigia que o título retornasse e eu insistia na sisuda visão de que as aulas poderiam retornar a qualquer momento e não compensaria a instalação. Esse foi um erro que meu filho não deixou cair no esquecimento, por anos.

Quatro anos depois, após muita insistência do garoto, comprei Ark - Survival Evolved, um título de sobrevivência do qual ele já viu, sem nenhum exagero, perto de mil vídeos no YouTube. Volto a frisar: sem nenhum exagero. Comprei duas licenças, uma pra mim, outra pra ele, porque seu sonho era obviamente jogar ao meu lado no mesmo mundo. Isso aconteceu no final de fevereiro, na última semana de férias escolares. Eu avisei: "só vou instalar nas próximas férias". Imaginava, com razão, um título tão exaustivo quanto Minecraft

Aos primeiros sinais de que o coronavírus era uma ameaça clara e iminente, percebi que as aulas seriam novamente canceladas. Não seria algo passageiro ou com possibilidade de ser revertido repentinamente. Prometi a ele que se eu estivesse certo sobre a suspensão das aulas, Ark seria nosso refúgio.

Queria estar errado. Queria jogar Ark por 15 dias ou nem mesmo precisar instalar. Ao invés disso, me vejo nos próximos meses construindo um império em meio a dinossauros e quarentenas, monstros horripilantes colossais e um perigo horripilante e nanoscópico.

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Então, estamos jogando Ark -Survival Evolved. E como desprezo esse jogo. Não apenas pelo contexto que me fez iniciá-lo, que nada tem a ver com o trabalho de seus profissionais, mas também por suas mecânicas. Até onde vi é um título de sobrevivência que perde em vários aspectos para Conan Exiles ou mesmo Citadel: Forged With Fire. Sessões de uma, duas horas, não rendem quase nenhum progresso. Colidir um centímetro em um dinossauro é garantia de ter seu movimento interrompido, isso em um mapa lotado de dinossauros, alguns deles imensos. O chão de nossa base treme com as passadas de um brontossauro que circula sem rumo pelos mesmos dez metros. Nossa base é um casebre de palha e fibra, uma vez que fazer uma construção de madeira exige uma quantidade irreal de toras.

Não consigo construir nada. Para piorar, não posso me afastar mais de 200 metros do host da sessão, meu filho, o que limita imensamente minha eventual contribuição. Divirto-me dando nomes engraçados para os animais que domamos: Maroto, Gracinha, Dengosa, Frangolino e o finado mascote Chapado.

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Todos os jogos que eu tinha para analisar pelo Gamerview já foram analisados.

Paralelamente, sigo mergulhado em Warframe. Mais de cem horas no jogo e ainda não encontrei tempo para escrever minhas impressões "iniciais". Ele é frenético, viciante, brutal e responde bem às minhas necessidades atuais de me sentir invencível. Não é o que queremos todos?

Iniciei essa semana Magrunner Dark Pulse, uma mistura não exatamente bem feita de Portal com Cthulhu. Os diálogos são exageradamente expositivos, o mundo não faz muito sentido, os puzzles são mais cansativos do que inteligentes e a introdução de elementos sobrenaturais é realizada sem nenhuma sutileza. Não tenho certeza se ele sobreviverá a uma segunda semana em minha máquina.

Tomei a decisão de abandonar Darkest Dungeon. Não é o tipo de jogo que me vejo jogando, com ou sem quarentena, por um longo tempo. Ele exige demais e entrega frustração e fracasso. É um título que não mente para seu jogador, ele realmente apresenta um mergulho no desespero com uma dificuldade que poderia ser chamada de injusta, se a proposta não fosse exatamente essa. Com treze vídeos gravados para o canal no YouTube, devo lançar um último vídeo nessa semana que se inicia, trazer uma análise completa para o blog e rolar de novo os dados para ver o que a aleatoriedade me traz em seu lugar.

A infelicidade (ou felicidade?) de ter um projeto exaustivo até o final de março me impede de alçar voos mais longos em outros títulos ou mesmo descansar, aproveitar a quarentena para ver filmes, jogar, ler, dormir de tarde. O resultado é que minha rotina em pouco mudou: as mesmas tarefas online dia após dia, quase que da hora em que acordo até a hora em que vou dormir, tentando manter o foco em meio a notícias ruins, familiares em pânico, um guri querendo jogar junto ou debater sobre o último vídeo, desenho que assistiu. Eles não entendem: eu não estou isolado com eles, eles é que estão isolados comigo.

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Ouvindo: Lana Del Rey, Jay-Z - Hello [Urban Noize Remix]

16 de março de 2020

Resultado da The Ultimate Promo 7

Com um certo atraso em relação à data do sorteio e uma longa distância desde a versão anterior da Ultimate Promo, o blog está de volta sorteando 100 jogos para Steam.

Essa iniciativa não seria possível sem a doação gigantesca realizada por JohnnyC, a quem devemos agradecimentos eternos. Também colaboraram e merecem nosso carinho os camaradas Corraide, Daniel Puia, Raphael Neto, Shadow Geisel e Tais Fantoni.

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O delicioso A Hat in Time arrebatou a liderança entre jogos com muito mais nome no mercado e revelou ser o jogo com o maior número de interessados. No total foram 24 concorrentes disputando o título de plataforma. Mas foi Italo Lopes Oliveira o grande ganhador!

Apesar da intensa divulgação, a adesão foi novamente abaixo do esperado, com apenas 53 concorrentes, um a mais em relação à promoção anterior.

A quantidade de jogos sem concorrentes também foi extremamente elevada, um resultado que, porém, não foi inesperado. Com 100 títulos para escolher e tantas opções excelentes chamando a atenção, títulos desconhecidos voltaram para a reserva. Os seguintes jogos ficaram sem interessados e serão utilizados para um próximo sorteio: Bone: Out From Boneville, Zen Bound 2, Osmos, Jack Lumber, AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! for the Awesome, Star Wars Starfighter, Tetrobot and Co., Toast Time, Tormentor X Punisher, Rivals of Aether, The Norwood Suite, Mr. Shifty, Splasher, Serial Cleaner, Acceleration of SUGURI 2, Bear With Me, Crazy Machines 3, Running with Rifles, Desert Thunder, Knightshift, Memories of a Vagabond, Ampu-Tea, DarkEnd, Ionball 2: Ionstorm, Numba Deluxe, Pester, Super Killer Hornet: Ressurrection, Terra Lander, The Culling of the Cows, Alien Spidy, Pressured, RADical ROACH, Speed Kills, Uriels Chasm, Uriels Chasm 2, Sattelite Reign, Forward to the Sky, The Swindle, Mushroom Wars, Caveman Craig, Collider, SWR JST DX Selective Memory Erase Effect, 3 Stars of Destiny, Solar Flux, Zombie Night Terror e Ticket to Ride.

Segue abaixo a lista completa de vencedores de cada jogo.

Os Ganhadores

  • Italo Lopes Oliveira triunfou sobre os outros 9 adversários e vai aproveitar o jogo Beholder.
  • Daniel Zanco triunfou sobre os outros 3 adversários e vai aproveitar o jogo Poker Night at the Inventory.
  • Ernani Feskiu não teve concorrentes e levou o jogo Hard Room.
  • Dori Prata derrotou 11 camaradas e ganhou o jogo 7 Days to Die.
  • Luiz Alberto Franco teve mais sorte que os outros 6 oponentes e embolsou o jogo X-COM: Complete Pack.
  • Takeshi sapatateou na cova dos 6 participantes e faturou o jogo XCOM: Enemy Unknown.
  • Thiago dominou os 8 competidores e embolsou o jogo Mafia II.
  • Douglas Denardi venceu seu único concorrente para ganhar o jogo The Darkness II.
  • Fernando P. triunfou sobre os outros 8 candidatos e faturou o jogo BioShock.
  • Michel S Oliveira venceu outros 6 participantes e levou o jogo BioShock 2.
  • Rodrigo Flausino não teve concorrentes e levou o jogo Super Hexagon.
  • Takeshi foi o vitorioso sobre 8 interessados e recebeu o jogo Star Wars Knights of the Old Republic.
  • Michel S Oliveira venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Star Wars Jedi Knight II: Jedi Outcast.
  • Rodrigo Flausino não teve concorrentes e levou o jogo Star Wars Jedi Knight Dark Forces II.
  • Fernando P. não teve concorrentes e levou o jogo Star Wars: Dark Forces.
  • Marcio Vinicios Da Rocha Pereira derrotou 5 oponentes e conquistou o jogo Kane and Lynch Collection.
  • Thiago França triunfou sobre os outros 4 concorrentes e ganhou o jogo Lara Croft and the Guardian of Light.
  • Michel S Oliveira triunfou sobre os outros 9 competidores e levou para casa o jogo Sleeping Dogs.
  • Marcus Mauro De Oliveira Conor Moraes foi o vitorioso sobre 3 adversários e embolsou o jogo Startopia.
  • Dori Prata não teve concorrentes e levou o jogo Supreme Commander 2.
  • Daniel Zanco não teve concorrentes e levou o jogo The Inner World + Soundtrack.
  • Daniel Zanco sapatateou na cova dos 3 concorrentes e faturou o jogo Eufloria HD.
  • Lucs venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Might and Magic: Clash of Heroes + DLC.
  • Carlos Augusto derrotou 6 leitores e vai aproveitar o jogo Heroes of Might and Magic 3 - HD Edition.
  • Aleandre Pereira Faustini derrotou 5 candidatos e levou o jogo Dark Messiah of Might and Magic.
  • João Carlos Iora não teve concorrentes e levou o jogo Poly Bridge.
  • Diogo Freire venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Getting Over It with Bennett Foddy.
  • Daniel Zanco não teve concorrentes e levou o jogo Scanner Sombre.
  • Gabriel Barbosa não teve concorrentes e levou o jogo Emily is Away Too.
  • Gabriel Barbosa venceu outros 10 participantes e levou para casa o jogo The Elder Scrolls Online: Tamriel Unlimited.
  • Lucs venceu seu único concorrente para ganhar o jogo STRAFE: Millennium Edition.
  • Gustavo teve mais sorte que os outros 15 candidatos e levou o jogo Life is Strange Complete Season (Episodes 1-5).
  • Lincoly Azevedo De Medeiros Silva dominou os 9 candidatos e recebeu o jogo Snake Pass.
  • Leonardo Cantini não teve concorrentes e levou o jogo Nex Machina.
  • Daniel Zanco dominou os 5 adversários e vai curtir sozinho o jogo Aviary Attorney.
  • João Carlos Iora dominou os 4 concorrentes e faturou o jogo Last Day of June.
  • Marcus Mauro De Oliveira Conor Moraes venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Overgrowth.
  • Joe De Lima não teve concorrentes e levou o jogo Black the Fall.
  • Rafael triunfou sobre os outros 8 camaradas e ganhou o jogo Titan Quest: Anniversary Edition + Titan Quest: Ragnarok DLC.
  • Paulo Airaghi sapatateou na cova dos 16 concorrentes e embolsou o jogo Dead Rising 4.
  • Bolívar Dandrea venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Jalopy.
  • Marcos Aurélio Tadeu Da Silva sapatateou na cova dos 3 candidatos e ganhou o jogo NBA Playgrounds.
  • Filipe Marques Sathler Guimarães não teve concorrentes e levou o jogo Figment.
  • Nelson venceu outros 14 camaradas e ganhou o jogo Sniper Elite 4.
  • Italo Lopes Oliveira nem viu nenhum dos outros 24 candidatos e faturou o jogo A Hat in Time.
  • Gabriel Barbosa venceu seu único concorrente para ganhar o jogo TSIOQUE.
  • Gustavo não teve concorrentes e levou o jogo Battleplan: American Civil War.
  • Vagner mandou beijo no ombro pros 4 camaradas e ganhou o jogo Broken Sword 5.
  • Marcus venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Tesla Effect: A Tex Murphy Adventure.
  • Nelson não teve concorrentes e levou o jogo Lucius.
  • Italo Lopes Oliveira venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Mini Ninjas.
  • Lucas não teve concorrentes e levou o jogo Insurgency.
  • William Schutz venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Panzer Corps+ DLC.
  • Ernani Feskiu venceu seu único concorrente para ganhar o jogo Dead Age.
  • Como é muita gente, pode demorar um pouco para cada um dos ganhadores receber sua(s) chave(s) ou link(s) de ativação por e-mail ou diretamente pelo Steam. Tenham paciência, por que para os vencedores essa semana terá jogo inédito garantido!

    Quem insistiu em cadastrar uma conta de Hotmail ou Outlook, talvez tenha que dar uma olhada na caixa de Spam para ver se o email não caiu lá. Desculpe o incômodo!

    Conseguiu sair da The Ultimate Promo 7 sem levar nada? Não se preocupe. Em breve, o blog fará um novo sorteio relâmpago...

    Ouvindo: Wataru Hokoyama - Eccentric Rhapsody

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