Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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14 de maio de 2021

"Você Está Energizado, Vá Para a Luta"

Depois de Among Us, League of Legends, Minecraft, Grand Theft Auto V e Doom, chegou a vez do Código Fonte se debruçar sobre as tecnologias por trás de um jogo muito querido aqui do blog: Overwatch. Sua popularidade pode ter minguado, mas seu lançamento foi um fenômeno e continua sendo muito divertido retornar para ele de tempos em tempos.

Com esse roteiro, eu volto a explicar a fantástica origem de Overwatch e seu time que não desistiu de acreditar, mas também me aprofundo em alguns aspectos mais técnicos do desenvolvimento.

Confira o resultado abaixo:

Eu sei que já é um clichê, mas não se esqueça de curtir e compartilhar para prestigiar meu roteiro e o trabalho de edição e apresentação do Código Fonte!

Ouvindo: Nick Cave - Do You Love Me?

10 de maio de 2021

Analisando: Rayman Legends

Por dor de cabeça, acabei esquecendo de publicar no site, mas foi para o YouTube no horário certo. Enfim, Segunda-Terça-feira, nova análise em vídeo no canal:

O importante em Rayman Legends é acertar pulos e rebatidas, derrotar inimigos e seguir em frente, essencialmente um jogo de plataforma que troca a lógica pela diversão, como deve ser no gênero.

Texto originalmente publicado em: https://blog.retinadesgastada.com.br/2019/07/jogando-rayman-legends.html

Ouvindo: Aphex Twin - Kesson Dalef

9 de maio de 2021

Calibrações!

Normandy Digital Lithograph

Meu entusiasmo por Mass Effect Legendary Edition diminuiu drasticamente depois que descobri que o jogo não irá contar com dublagem ou sequer legendas em Português. Ainda que eu domine o idioma inglês e tenha atravessado a saga sem problemas, a jornada do Comandante Shepard era uma dessas experiências que eu gostaria muito que meu filho compartilhasse. Se a Bioware/EA não entrega isso agora, então nunca mais será possível. Entendo a decisão de não dublar uma trilogia de RPG com tantas variáveis, ainda mais em tempos de pandemia, mas sequer incluir legendas em nosso idioma parece uma mistura de descaso e preguiça.

Por outro lado, conteúdo de graça todo mundo gosta. Para aumentar o hype sobre esse remaster, a produtora está disponibilizando gratuitamente um pacotaço para os fãs. Esse download de mais de giga contém 88 faixas da trilha sonora (incluindo a inédita "Resynthesis"), dois livros em PDF de artes digitais de Mass Effect 2 e Mass Effect 3, dois quadrinhos (também em PDF) e uma litogravura digital da Normandy (em altíssima resolução para mandar imprimir).

Art of Mass Effect 2 02Art of Mass Effect 2Art of Mass Effect 3

Lamentavelmente, os quadrinhos são apenas o primeiro volume de dois arcos diferentes. Boa sorte em encontrar a continuação em algum lugar de forma legal e/ou barata, dez anos depois.

Invasion #1Redemption #1

O download desse conteúdo bônus está liberado até o dia 31 de maio "ou até a capacidade de download ser atingida", seja lá o que isso significa. Então, corra para garantir seus mimos.

Ouvindo: Edge of Dawn - Lucid Dreams

3 de maio de 2021

Analisando: Wuppo

Segunda-feira, nova análise em vídeo no canal:

Vendo por alto, você não dá nada por Wuppo, mesmo em sua Edição Definitiva. Vamos ser francos: olhe esses gráficos, aparentemente criados no Paint por uma criança do primário que come giz de cera. Porém, aqueles que ousarem transpor suas concepções iniciais, serão contemplados com um charmoso jogo que transcende diversos gêneros, esconde uma grande complexidade e cativa com um mundo inesperado.

Texto originalmente publicado em: https://blog.retinadesgastada.com.br/2019/09/jogando-wuppo-definitive-edition.html

Ouvindo: Sugarcubes - Motorcrash

29 de abril de 2021

Turista Acidental

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E minha análise de TASOMACHI: Behind the Twilight, escrevi a seguintes palavras: "seria até mais fácil trocar essa análise por um grande álbum de viagem com os melhores momentos de seu universo".

Essa é então a análise de um universo paralelo, não com parágrafos, mas com registros visuais.

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Ouvindo: Oasis - Be Here Now

27 de abril de 2021

Jogando: Magic the Gathering Arena

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Minha relação com Magic the Gathering é praticamente ancestral. Acompanhei o surgimento do card game desde o início, na época em que consumia avidamente a revista Dragão Brasil para saber as novidades de RPG. Ainda assim, demorei anos para pegar gosto pelo jogo da Wizards of the Coast...

Comprei as primeiras cartas físicas quase por insistência de um amigo que estava começando a jogar. Depois de gastar um dinheiro razoável, ele olhou para as minhas cartas e falou que aquilo nem dava para brincar e que a maioria delas não valia nada. Com filmes para assistir, VHS para alugar, hambúrgueres para comer e, principalmente, revistas em quadrinhos para comprar, não havia espaço em meu minguado orçamento de quem ainda recebia mesada para um jogo de cartas, por mais que estivesse virando febre.

Ironicamente, me apaixonaria por Spellfire, o rival de Magic the Gathering criado pela finada TSR. Anos depois, investiria um bom dinheiro comprando "pacotinhos" importados em lojas cada vez mais raras. Até que a Wizards of the Coast comprou a TSR e ficou claro quem venceu aquela disputa. Ainda tenho minhas cartas de Spellfire até hoje e jogo em família, mas isso é assunto para outro dia.

Até que nos anos 2000, vasculhando sites de abandonware, descobri o jogo de Magic the Gathering da Microprose. Foi uma longa jornada de frustração para fazê-lo funcionar em sistemas mais modernos, sobreviver ao seu brutal início, evoluir com um número quase infinito de batalhas randômicas e finalmente vencer seu chefe final com impressionantes mil pontos de vida. Evidentemente, isso também é assunto para outro dia.

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Quase duas décadas se passariam para a franquia entrar na minha frente outra vez. Curiosamente, foi o sucesso de Hearthstone que me fez experimentar Magic the Gathering Arena, depois de ignorar todos os outros títulos online da Wizards of the Coast. Mesmo tendo jogado Thronebreaker: The Witcher Tales, o gênero não me atraía. Porém, depois de ter passado por MMOs, game as service e títulos de sobrevivência com meu filho, precisávamos dar uma variada em nossas partidas online. Por que não jogos de carta? Hearthstone era tentador com o selo de qualidade Blizzard, seu marketing maciço e sua crescente popularidade.

Ainda assim, resolvi dar uma nova chance ao pioneiro de tudo isso. Como estaria Magic the Gathering agora? A resposta é simples: fantástico.

Decks Matadores e Matadores de Decks

Com um grande pesar no coração e depois de muitas partidas contra meu filho, eu posso afirmar com certeza que Spellfire foi uma decisão errada da TSR e outra ainda mais errada minha. O card game de Dungeons & Dragons tem seus atrativos indubitáveis, mas o nível estratégico permitido por seu rival é incomparável. Não há muito o que dizer sobre Magic the Gathering nesse sentido, sua longevidade é uma prova que desafia dúvidas, mas o fato é que o jogo permite uma combinação ilimitada de combos e táticas ao longo de uma partida. Junte isso com a possibilidade de enfrentar qualquer oponente online desconhecido e temos uma fórmula para grandes surpresas, derrotas homéricas e vitórias sofridas.

Talvez uma das grandes vantagens de Magic the Gathering Arena é que o jogo é bastante amigável para quem está começando. Meu filho, que nunca tinha pego em um carta de MTG na vida, rapidamente assimilou seus princípios, atravessou o tutorial e já passou a editar os decks iniciais que o jogo oferece. Em uma semana já estava criando seu baralho do zero.

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Outro grande mérito de Magic The Gathering Arena é o acesso quase imediato a centenas de opções de cartas. O sistema de Coringas permite que você "crie" uma cópia de uma carta que você sequer possui. Partidas disputadas e metas cumpridas desbloqueiam novos pacotes que trarão cartas novas e mais coringas. É um sistema que incentiva o jogador a se manter jogando, se aprimorando e recebendo recompensas, sem forçar gastos com moedas virtuais. Um jogador com bolsos largos terá acesso mais rápido a mais pacotes, mas não há muito que algumas semanas de jogabilidade intensa não nivelem. Com mais jogadores online, as partidas acontecem o tempo todo, sem muita espera, e o pareamento de jogadores é satisfatório (embora não seja perfeito).

Então, o universo antes arcano e protegido por muralhas financeiras de Magic the Gathering se torna ao mesmo tempo compreensível e acessível. Com dezenas de horas, criamos decks matadores, disputamos centenas de partidas e não gastamos nada com o jogo.

Ao contrário do próprio jogo físico ou do ancestral título de 1998, tudo é muito rápido em Magic the Gathering. Várias regras são automatizadas, as animações são incrivelmente fluidas e acompanhadas de efeitos sonoros impactantes. É um espetáculo veloz e furioso na sua tela. Em dez minutos, a vitória ou a derrota estará em suas mãos.

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Coincidentemente, Magic the Gathering Arena acaba se tornando o jogo casual definitivo para aqueles vinte minutos depois do almoço ou quando só tínhamos meia hora disponível para uma jogatina de pai e filho. Virou até tema de trabalho escolar.

Em uma fase de minha vida em que trabalhos e responsabilidades se acumularam, o card game estava lá. Se cabe aqui mais uma anedota, Magic the Gathering Arena também é perfeito para se jogar com uma gata filhote dengosa no colo, uma vez que é o único título instalado no meu PC que dá para ser disputado apenas com uma mão. Leia se tornou assim uma gata gamer desde seu segundo mês de vida, um amuleto ronronante da sorte ou uma testemunha silenciosa de meus fracassos.

Por essas características, Magic the Gathering Arena tampouco é um título para se jogar por horas a fio. Enjoa rápido, pois esse não é o seu foco. Completamos nossa temporada pelo jogo, em busca de novas experiências, mas, com a certeza de que esse também será um título que irá retornar diversas vezes para nossos PCs, à exemplo de Overwatch ou Warframe.

Ouvindo: Blood Omen 2 - Question of Faith

26 de abril de 2021

Analisando: Lost Words: Beyond the Page

Depois de um longo hiato, provocado pela falta de tempo e pelos obstáculos que a pandemia nos impôs, a série Analisando retorna para mais uma temporada. Existem pelo menos cinco episódios com o áudio já gravado, faltando apenas a edição. Experimentei dessa vez o microfone interno do novo notebook de minha esposa, então não estranhem a diferença no som.

Para abrir essa nova temporada, escolhi a dedo o magnífico Lost Words: Beyond the Page, analisado recentemente por mim. Os próximos episódios da série foram selecionados (bem) aleatoriamente e deverão estrear nas próximas segundas-feiras.

O sentimento de perda é um dos mais brutais que o ser humano conhece. A ausência. O vazio gerado. A inevitabilidade daquilo contra o qual não temos qualquer tipo de controle. Poucos são os jogos que se aventuram em explorar uma das maiores certezas da vida. Mais raros ainda são aqueles que conseguem atingir o grau de perfeição obtido por Lost Words: Beyond the Page.

Texto originalmente publicado em: https://blog.retinadesgastada.com.br/2021/04/numa-folha-qualquer.html

Ouvindo: Twisted Metal - Downtown

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Blog criado e mantido por C. Aquino

Cyanide & Happiness - Freakapocalypse