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22 de dezembro de 2012

Jogando: Mass Effect (Conclusão)

Mass Effect - Lua

Há pelo menos quatro anos rola uma conversa sobre uma versão cinematográfica de Mass Effect. Se colocarmos em um roteiro os melhores momentos da saga de Shepard, os personagens cativantes, a magnífica dublagem, os diálogos bem escritos, a trilha sonora imersiva e as pesadas escolhas, teremos um épico de ficção-científica capaz de arrebatar multidões, de fãs e de pessoas que sequer conhecem este universo. Entretanto, enquanto jogo, a Bioware deixou muito a desejar.

Sou defensor ferrenho do peso da narrativa em um jogo eletrônico, frequentemente batendo de frente com opiniões contrárias. Por isso tenho o primeiro Mass Effect em alta estima. Mas é imperdoável o trabalho confuso que seus desenvolvedores realizaram nas mecânicas: é o RPG mais confuso e travado que os mestres da Bioware produziram, um retrocesso em relação a Knights of the Old Republic, o título futurista anterior da empresa (que já não era perfeito em termos táticos). Além dos problemas apontados em minha análise inicial, ainda sou confrontado no minuto final com uma batalha de chefe que me consome 20 minutos de um tedioso jogo de gato e rato, de atirar e se esconder, atirar e se esconder, enquanto os pontos de vida do último inimigo caem a conta-gotas. A inteligência artificial de meus aliados é de chorar, atacando paredes ou não procurando proteção. Enquanto em KOTOR eu tinha a opção de pausar a luta e enfileirar uma sequência de instruções, aqui eu preciso manter o botão de pausa apertado e escolher UMA ação de cada vez para meus comandados. Ao contrário do que escrevi antes, não estava jogando no modo Casual, mas no modo Normal o tempo todo, porque minha seleção não tinha sido salva. É possível vencer e o nível de frustração é mínimo, mas há muitos pequenos detalhes que depõem desfavoravelmente.

Mass Effect - Sniper Mass Effect - Mako

A opção em imitar o sucesso dos jogos de cobertura, como Gears of War e similares, colocou a Bioware em uma posição que quebra a imersão. Se o cenário adiante não tem coberturas, pode passar que está tranquilo. Se tem coberturas, prepare-se para o pior. Se a música de luta começou, lá vem tiroteio. Se a música acabou, está tudo bem. Em determinado momento, avancei e a música começou. Recuei e a música parou. Repeti três vezes e me diverti com a cena cômica. As engrenagens da guerra estavam expostas. A princípio, cada batalha era apenas uma interrupção desagradável até a próxima decisão ou conversa apoteótica. A partir do momento em que meu rifle sniper parou de balançar e Shepard curou-se do alcoolismo, passei a decidir cada luta com precisos e mortíferos tiros de longa distância. Raríssimos foram os confrontos em que foi necessário assumir o controle cuidadoso de meus aliados.

A força de Mass Effect então não está na jogabilidade. Não há o peso tático de um Baldur's Gate 2 ou mesmo de um KOTOR. Tampouco há a ação frenética e contínua de um título de ação convencional. Indeciso sobre qual caminho tomar, a Bioware afoga o jogador em um mar de estatísticas nos bastidores como threshold, heat, shields, orgânico vs sintético, poderes psíquicos e tudo mais enquanto tenta agilizar tudo na linha de frente. Gerenciar o equipamento se torna um exercício de chatice.

Mass Effect - Arrependimento

Então, onde está a força de Mass Effect? Na história, como já foi dito. Nada que você já não tenha visto antes em um título da Bioware: vilões trágicos e memoráveis, grandes NPCs com histórias complexas que precisam ser escavadas, um compasso moral e áreas cinzas. Mas, como um artesão veterano, seu trabalho se aproxima da perfeição com o tempo. E eles introduzem um elemento novo na fórmula: decisões de vida e morte com impacto futuro. O ápice desta narrativa acontece pouco depois do "soco no estômago" mencionado anteriormente, quando é preciso escolher quem vive e quem morre no seu time. Não há volta, não há alternativa. De longe, os (dois) eventos de Virmire são o ponto alto do jogo e irão assombrar meu currículo de jogador por muitos anos.

Para minha surpresa, Mass Effect conclui seu arco narrativo. É uma gigantesca diferença para o primeiro Assassin's Creed, cujo final não apenas não respondia nada como também criava uma penca de novas perguntas. Há até um gancho para o segundo, mas a história poderia muito bem terminar onde terminou ou mesmo servir como piloto de série.

Reunindo tudo, o roteiro está pronto. Liguem as câmeras.

Salvador do Universo

Arriscando uma polêmica, gostaria de dizer que encontrei uma falha grave justamente onde Mass Effect é mais forte: sua narrativa. O que vou narrar a seguir está profundamente vinculado à minha experiência pessoal e forma de encarar RPGs, então desconsidere se não for o seu caso.

Quando jogo um RPG, seja de computador ou fora dele, entro de sola naquele universo. Gosto de me posicionar no lugar do outro, ter a mesma visão de mundo que ele teria, as mesmas dúvidas, as mesmas convicções e as mesmas prioridades. É um dos motivos porque eu jamais me aliaria aos Orcs em Gothic 3, por exemplo. E, por isso, não realizei quase nenhuma sidequest em Mass Effect.

Entenda: a trama principal do jogo lhe informa com todas as letras que TODA A VIDA NO UNIVERSO SERÁ EXTINTA a menos que o protagonista faça alguma coisa e, por um destes mecanismos clássicos da ficção, ele é o único habilitado para tal. Eu tinha duas opções: mergulhar no enredo e perseguir meu objetivo com todas as forças, ou jogar a imersão de lado e procurar aventuras pela galáxia. Escolhi a primeira opção. Em determinado momento, desviei-me um pouco do meu caminho e resolvi realizar umas duas ou três missões secundárias, porque vidas estavam em risco e Shepard foi literalmente abordado para realizá-las. Mais adiante, na trama principal, o herói chega atrasado para deter os planos do vilão por uma questão de minutos! Na minha cabeça, uma vozinha martelava: "viu, se não tivesse parado naquele planeta, tinha chegado HORAS antes do vilão e resolvido o problema".

Mass Effect - Batalha não precisava ter chegado a este ponto...

Sei que o enredo não avança um milímetro sem a intervenção do jogador e que não há, de fato, uma ampulheta contando o tempo (como havia nos primeiros Fallout, vale lembrar). Mas a história, a cativante história escrita pela Bioware, grita urgência a cada reviravolta. O diretor pode estar esperando os atores entrarem no palco, mas o texto diz o contrário. Como um metajogo, Mass Effect também me apresentou esta escolha difícil: explorar seu rico universo ou me deixar levar pela atmosfera do perigo da extinção iminente?

Este problema poderia e já foi evitado no passado. Em Anachronox, TODA A VIDA NO UNIVERSO SERÁ EXTINTA se alguma coisa não for feita. Mas o enredo começa devagar, sem dar ideia das proporções colossais que teria depois. Em mais de um momento, os heróis se perdem e precisam encontrar o caminho de volta para a rota principal. Todas as missões secundárias acontecem nos mesmos planetas onde a missão principal os leva e não no outro lado do sistema solar. "Matar" o vilão no meio do jogo também daria uma falsa sensação de tranquilidade para a busca de respostas, para a revelação no final de que ele estava vivo e continuava no páreo. São métodos testados e aprovados.

Mas, se a Bioware escolheu o tom épico de corrida contra a extinção, eu atendi o chamado. Missão cumprida. Mas sem sidequests desta vez.

Mass Effect - Missão Cumprida 

Ouvindo: Das Ich - Unshuld Erde
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34 comentários:

Cézar Felício disse...

Você fez mais do que eu, eu não aguentei terminar ME1 de ruim. Mas um amigo meu me encorajou a jogar o 2 e eu tive o prazer de jogar um dos melhores RPGs da minha vida, vá para o segundo jogo e mude completamente sua opinião!

José Guilherme Wasner Machado disse...

Excelente resenha, Aquino!!

É uma pena que vc não fez as missões paralelas... algumas delas são bem bacanas, e, com elas, vc obteria itens e experiência que fariam sua luta final na missão principal ser bem mais fácil. Essa luta final, por exemplo, poderia terminar em uns cinco minutos, dependendo do nível das habilidades do seu personagem e dos seus aliados.

Em ME2, as missões paralelas são ainda mais importantes. Mas elas são melhor integradas na história principal. Sem realizá-las, vários dos seus companheiros morrerão e talvez vc seja até incapaz de completar a missão principal, quando o momento crítico chegar. É um jogo onde vc deve investir o máximo possível de tempo, pois o payoff final compensará amplamente. Ou seja, o final é um reflexo do seu jogo como um todo. Todavia, chega um certo momento da história onde a rapidez será essencial. Parece que os roteiristas, portanto, notaram essa mesma falha observada por vc e tentaram agir de acordo.

Em ME3, sua missão principal é juntar o máximo possível de recursos, daí todas as missões paralelas estão sintonizadas com tal necessidade. Faz todo o sentido, dentro desse contexto, vc investir tempo correndo atrás delas.

E que venha Mass Effect 2!! :)

José Guilherme Wasner Machado disse...

Errata: "É uma pena que vc não fez as missões paralelas" -> "É uma pena que vc não fez TODAS as missões paralelas".

Breno disse...

Se ele fizesse as missões paralelas ia perceber a quantidade de reciclagem que a Bioware fez com os planetas e bases inimigas. Side quests em Mass Effect não são tão diferentes de um MMO convencional, e ainde me vem Wasner defende-las, francamente...

Aquino valoriza as narrativas, mas não adianta elogiar narrativa se ela não entra em consenso com o jogo. Fica bem claro isso em ME, quando vc entra na quest principal, vc sempre entra "bem a tempo". Do mesmo modo são as chamadas "escolhas de soco no estomago". Se os NPCs que agente joga não servem para p.nenhuma, então pra que a vida deles teria alguma importância. Em jogos como Fallout, se eu me aliar a uma facção, terei que enfrentar os seus inimigos e realizar os seus objetivos(bloqueando o conteudo de outra facção). é como se o personagem estivesse marcado para isso. Agora me diz qual é a marca que uma escolha de Mass Effect nos dá? Cutscenes diferentes, apenas isso...Mas parece que esse metodo faz o maior sucesso...pena.

Bom, considerando que Transformers é campião de bilheteria nos cinemas, até que Mass Effect não estária tão ruim no pareo do cinema B.

E bem que Aquino poderia jogar mais jogos da série Elder Scrolls. Lá é o paraiso dos LARPERs. Eu parei de fazer isso na minha adolescencia, mas se tem gente que ainda faz na vida adulta quem sou eu para julgar, hehehe.

Breno disse...

Achei engraçado o Aquino dizer que ME é um retrocesso em relação a KOTOR! TODOS os RPGs da Bioware SÃO um retrocesso se comparados a trilogia Baldurs Gate...

Shadow Geisel disse...

já comigo acontece o contrário: não consigo terminar a campanha principal de um jogo grande sabendo que muitas side quests vão "morrer de inanição" se eu não completá-las. até porque algumas delas só podem ser feitas no turning point final da quest principal.

Aquino, ansioso pelo seu ingresso no ME2. só não vou ler quando sair, pois estou preparando um review supremo do ME2 e não quero ser influenciado. ainda assim, ansioso...

Gledson A. disse...

Sinceramente hein, Aquino; já me deixou com vontade de comprar Mass Effect...

u_u

Gledson A. disse...

Breno, tenta pegar leve cara. Cada um tem o seu tipo de imersão no jogo; se esse não serve para você, O.K., mas lembre que pode servir para outro.

Shadow Geisel disse...

não se engane, gledson: já peguei o Breno "confessando" que jogou os dois ME e se divertiu com eles (eu juro que isso não foi uma alucinação minha rsrsrs). mas eu entendo o ponto de vista do colega (Breno). concordo quando ele fala que só o que muda são as cutscenes. um jogo com um sistema raso e com poucas nuanças de enredo/jogabilidade deveria ter a honestidade de não se aclamar como um grande RPG best seller.

sobre os filmes, infelizmente concordo de novo: tudo é muito imbecilizado no cinema para que um filme possa dar bilheteria (o hobbit é comédia ou fantasia? boa pergunta...). espero não ver ME nos cinemas, pois ele ainda tem muito o que aprender antes de tomar voo em outras mídias diferentes da de origem.

P.S.: o que significa LARPER?

Jimmy Fischer disse...

Nos cinemas, MAss Effext tem tudo pra ser um sucesso ao estilo de um Star Warsm Star Trek ou Senhor dos Anéis... potencial pra isso ele tem.
-
Já o jogo repito o cara que fez o primeiro comentário, me decepcionei com o 1 e o 2 me fez cair o queixo, jogaço!
-
Bom, eu acredito que o "grosso" da história de ME seja contado durante as cutscenes, então se as escolhas do jogo afetam as cutscenes, qual o problema?è a forma que o jogo possui de contar a história... jogos antigos não possuíam esse recurso, então é bem mais simples mudar a fala do NPC ou o diálogo dele, dá na mesma!

Gledson A. disse...

"[...]já peguei o Breno "confessando" que jogou os dois ME e se divertiu com eles[...]"

Rs, gostaria muito de ver o bendito comentrário, mas deixemos as conspirações de lado antes que Breno fique zangado... como de costume.

Larper, pelo que entendo, é a pessoa que realmente fantasia a vida do personagem. Acho que o que passa a impressão de Aquino ter esses traços nos jogos em que ele joga está justamente nesta frase: "[...]Quando jogo um RPG, seja de computador ou fora dele, entro de sola naquele universo. Gosto de me posicionar no lugar do outro, ter a mesma visão de mundo que ele teria, as mesmas dúvidas, as mesmas convicções e as mesmas prioridades[...]"

E, por favor Shadow, nem mencione O Hobbit... gastei dinheiro à toa naquilo. Bem que poderia ter resistido e guardado para comprar um jogo na Steam mas não, eu tinha que seder a tentação de assistir na estréia, tsc tsc.

Breno disse...

Gostar de um jogo não significa necessáriamente achalo "high art", assim como Shadow comentou. Já me diverti com animes do tipo cavaleiros do zodiaco que embora divertidos são bem mediocres se analisado de um ponto de vista artistico e narrativo, por exemplo.

Minha opinião sobre os LARPERs(no portugues, brincar de faz de conta) é que eles fazem, digamos, um certo disserviço aos jogos, a medida em que deixam de criticar a falta de profundidade de um jogo e passam a imaginar que o jogo faça sentido no pensamento deles. Do mesmo jeito que Aquino faz isso com Mass Effect ao negar as side-quests por causa dos NPCs dizendo que a missão é urgente(dica: não é), tem gente que faz de conta que é um manco em Elder Scrolls e se nega a dar um pulo no jogo, rsrs...

"Se o cenário adiante não tem coberturas, pode passar que está tranquilo. Se tem coberturas, prepare-se para o pior. Se a música de luta começou, lá vem tiroteio. Se a música acabou, está tudo bem. Em determinado momento, avancei e a música começou. Recuei e a música parou."

Isso é bem mais aparente em ME2, diga-se de passagem.

Breno disse...

@Gleidson e @Shadow

Gostei tanto do Hobbit quanto da trilogia Senhor dos Aneis. Sinceramente não vejo o que a de errado com o filme,hehe.

Gledson A. disse...

Jimmy, acho melhor não se arriscar um filme, sabe. Ele pode ser vitima daquela "maldição" de "jogos dão horriveis filmes". Pode dar a má sorte de acontecer.

Breno, para mim o único problema do filme O Hobbit foi ele não ser tão épico como O Senhor dos Anéis. Mas como estamos falando de uma nova trilogia, eu posso mudar de idéia quando ela estiver completa... o tempo dirá.

"[...] tem gente que faz de conta que é um manco em Elder Scrolls e se nega a dar um pulo no jogo, rsrs[...]". O.K., isso seria um pouco estranho de se fazer, rs.

Jimmy Fischer disse...

Bom, mas um filme de ME não precisa ser o filme de um jogo, o universo de ME é rico o suficiente para dar uma trilogia nas telonas de muita qualidade...
Minha esperança é que esqueçam que ele é um jogo e façam um filme baseado no universo da série!
Mas como voce disse, as chances de uma coisa decente acontecer são poucas!

Shadow Geisel disse...

Gledson, o comentário tá aqui:

"E eu me diverti muito com os dois jogos da serie ME,só que ele ta longe de ser meu favorito!"
O Breno fez esse comentário em um post do meu blog sobre as primeiras impressões de ME3. agora ele não tem como negar kkkkkkkk.

obrigado a todos pelas explicações, mas acho que não consigo ser um Larper quando jogo.

sobre o Hobbit, acho que entendi o que o Breno quis dizer com ele seguir a mesma linha do senhor dos anéis (e acho que não foi um comentário positivo...).
o que eu não gostei nele é que é muito palhaço. tem aquele típico humor exagerado feito para leigos rirem no cinema. pra piorar, tem cenas de ação muito forçadas até para o padrão da série (a da árvore que nunca cai; a do passeio na armação de madeira que aguenta quedas de penhasco...). algumas coisas não fazem sentido, como Bilbo não ter nenhum motivo para participar da empreitada e sair correndo só pq viu que seu nome não estava no contrato.
muitas cenas são exageradamante poser.
de resto, os efeitos são perfeitos e as locações e figuração são impecáveis.

meu problema em ver um filme de Me é que ele nunca vai ser fiel e fazer jus aos jogos.

Breno disse...

Sobre ME eu acredito que já coloquei minha posição nos comentarios acima.

Sobre o Hobbit, bem o livro é infantil, então é obvio que Peter Jackson tente ser fiel ao que o livro apresenta, tanto em termos de humor quanto em partes mais serias. O enredo do filme fez bem feito mesmo com as dificuldades( elenco muito grande, 13 anões + o hobbit e gandalf, bem melhor que Prometheus em Shadow,rsrs).

A recepção critica foi meio esquizofrenica, muitos apontando a comicidade do filme como um defeito, e outros não gostando do tom sério do filme, que tenta fazer uma ponta com o Senhor dos Aneis. Eu pelo menos gostei muito do filme.

Shadow Geisel disse...

"...bem melhor que Prometheus em Shadow,rsrs"

ou, seja, o Breno é fã de O Senhor dos Anéis.
só estando de brincadeira mesmo pra afirmar uma coisa dessas.
cadê o seu senso crítico para julgar os filmes que outras pessoas gostam, heim moço? por que não discute as falhas lógicas e de enredo que eu apontei?
não vou falar sobre a adaptação porque não li O Hobbit. apenas li A Sociedade do Anel e Mestre Gil de Ham. as falhas que apontei foram gerais. e o exagero de gracejos do filme é sim um defeito.

Gledson A. disse...

""E eu me diverti muito com os dois jogos da serie ME,só que ele ta longe de ser meu favorito!"
O Breno fez esse comentário em um post do meu blog sobre as primeiras impressões de ME3. agora ele não tem como negar kkkkkkkk."

Faço minhas as suas palavras, kkkkkkk.


Brincadeiras a parte...

Jimmy, O.K., ME tem um ótimo e vasto universo dando toda a base necessária para um grande filme se (e esse é um grande "se") ele cair nas mãos certas. Sinceramente não faço a mínima idéia de quem está produzindo o filme e nem sei se estão, de fato, produzindo. O que sei é que será realmente difícil agradar todo mundo porque, se o filme for fiel ao jogo então ele ficará restrito aos fãs e, provavelmente, não fará muito sucesso. Porém, se eles seguirem a maré que os outros longas baseados em jogos seguiram, ou seja, produzir um filme que não segue explicitamente a estória do jogo mas se passa no mesmo universo, então o efeito tem grandes chances de ser o inverso (agradar o público "normal" e não aos fãs).

Só sei que se eles criarem uma exceção, será um choque não somente para mim mas, também, para todo mundo que está com um pé atrás com essa história de filme de ME.

Breno disse...

Eu concordo com algumas de suas ponderações a respeito de o Hobbit Shadow, mas se compararmos o enredo de o Hobbit vs Prometheus, o Hobbit leva de lavada. O cast de Prometheus é realmente muito nonsense, cientistas que não respeitam regras basicas de segurança, estupidez exagerada, inconsistencia com a realidade(talvez se o filme desse um background dizendo que a civilização retrocedeu em termos de IQ eu poderia até aceitar,hehe).
E o que vc falou não são necessáriamente falhas lógicas a não ser as cavernas de orcs que ficou meio surreal(divertido,porém surreal). Não sou tão fã de Alien como sou de SdA,mas eu bem que queria que Prometheus fosse melhor nesses termos.

Quanto a ME, seria interessante levar em consideração o contexto da conversa que eu tive com Shadow. ME é tido como um dos marcos dessa geração de consoles. Eu o considero apenas um jogo ok, então tento mostrar as falhas que o jogo possui.

Jimmy Fischer disse...

Gledson:
Qual a diferença para um "não-fã", se o jogo seguir ou não a história do jogo(sendo que pra ele vai dar na mesma porque a história do jogo é muito boa).
Pra mim existem duas opções:

1-Fazer uma trilogia épica que conte a história de Sheppard da mesma forma que foi nos games.O problema é que todo mundo que já jogou sabe o final e o desenrolar da história... mas também já sabia quem tinha lido os livros de Tolkien na trilogia do Senhor dos anéis.

2-Aproveitar a fama da série e fazer um único filme "pra ver no que vai dar" com uma história dentro do universo rico porém diferente da do jogo... esse parece que deve ser o rumo que vão tomar.Eu acho um único filme muito pouco para apresentar de forma decente o universo de ME para o público leigo.E fica meio esquisito apresentar a luta contra os reapers por outro protagonista que não seja Sheppard...

Enfim, mesmo saindo uma porcaria ninguém tem nada a perder com isso, na época eu me diverti com o Filme do Street Fighter com Van Damme, qualquer coisa que vier de um filme de ME pode dar certo, seria legal ver as raças do ME em um filme, sei lá.Eu não tenho nada contra!

Breno disse...

"qualquer coisa que vier de um filme de ME pode dar certo"

Acho que suas expectativas estão bem baixas...

Jimmy Fischer disse...

Sei lá Breno... curto cinema e odeio filmes de Hollywood.
mas existem algumas propostas não-comerciais que deram certo nos últimos tempos.Clube da luta, Watchmen e até o próprio Batman dark night provaram que enredos mais profundos podem sim dar filmes lucrativos.
Eu acho meio que impossivel acontecer um desastre com um filme de ME, não tem como reduzir o universo dele a um "velozes e furiosos futurista"...
Positividade ae po! kkkkk

Gledson A. disse...

"[...]Positividade ae po!"

Rs, é tudo o que nos resta mesmo né?!

=S

Shadow Geisel disse...

acho que um há um grande problema quando se tenta transpor uma obra de uma mídia para outra, como no caso Game/filme.
é só ver o caso de Castlevania: assim como Megaman e god of war, o maior atrativo dos jogos está em sua jogabilidade e sentimentos que o jogo desperta nos fãs. ninguém dá a mínima pro fato de formatarem o HD do megaman no começo de cada novo jogo. o que os fãs querem é um novo "pretexto" para jogar mais um jogo com a mesma qualidade. GOW idem (toda vez tem uma desculpa pra Kratos perder os poderes. acho que no Ascension ele vai levar uma topada e sangrar até ficar mais fraco que um gato...).
esse tipo de fator fica tão evidente que o diretor dos antigos Castlevanias, Koji Igarashi admitiu que criava o roteiro do jogo por último.

já no cinema, uma obra como Castlevania perderia todo o charme e graça acumulados em sua mídia de origem, apenas para ser "mais um filme de vampiro", isso na melhor das hipóteses.
o que estou querendo dizer é que, por melhor que seja a história de ME, provavelmente ele seria tomado como um filhote de Guerra nas Estrelas ou Jornada nas Estrelas. foi o que aconteceu com silent hill: apenas um clone de O Chamado...

Jimmy Fischer disse...

Eu não assisti SIlent Hill, mas dizem que é bom...

Lucs disse...

Vale lembrar que já está saindo um longa de Mass Effect em animação,o Paragon Lost.
Ele centra no passado do James Vega.
E vai ter Krogans,então já me sinto na obrigação de ver issae.

Breno disse...

Ah, é o anime de ME não é? pensei que já tinha saido. Teve um livro bem criticado pelos fãs, além de um HQ. é tanta miscigenação de midias que fica complicado para absorver, mas nem é interessante o esforço devido a mediocridade destas tentativas de "universo expandido".

Osama disse...

Se você gosta de RPG, fique longe de Mass Effect. A história é sofrível, não sei o porque da reclamação sobre o final.
Ah, o 2 é muito bom, como jogo de tiro obviamente.

Breno disse...

"A história é sofrível, não sei o porque da reclamação sobre o final."

Considerando a quantidade de inconsistências, buracos de roteiro e má atuação de voz, realmente é dificil entender porque sómente o final da trilogia foi criticado,embora seja justificaveL: Se vc promete uma história reativa ao jogador a cada interação de história, para no final dar uma de politico, então é justificavel a ira e loucura dos fãs...

Osama disse...

É Breno faz sentido isso que você disse... mas sei lá, a grande maioria das alternativas que você pode escolher eu achei bem superficial... sei lá, a história é toda fraca. Mas por um lado, talvez o pessoal só reclamou do final por achar que no final as pontas iam se amarrar...

José Guilherme Wasner Machado disse...

Sobre decisões e consequências limitadas em Mass Effect: realmente as grandes decisões em Mass Effect não resultam em grandes desvios da história como um todo. Mas representam sim momentos dramáticos, que tem forte peso emocional para aqueles que se envolveram com os personagens. É doloroso testemunhar a morte de um amigo (e, talvez, de sua civilização como um todo), cujo destino e cujos anseios vc passsou a se importar, graças à habilidosa escrita da Bioware. Pior, ainda saber que a vida ou morte desse amigo estará em suas mãos... e ter que optar, talvez, por sua morte, mesmo assim, pq a alternativa seria pior. Muito pior.

Não interessa se as consequências em questão impactarão na jogabilidade que virá a seguir... o fato em si basta. A decisão em si basta. Ela já produz um payoff emocional que coloca esse jogo bem acima da maioria do que se vê por aí. Mesmo quando a Bioware substitui um personagem morto por outro, isso tem consequências sim. As motivações desse novo personagem podem ir contra tudo o que vc acredita. E isso afetará suas decisões.. e os destinos de muita gente, ainda que esses destinos não sejam incluídos no jogo em si, mas apenas em cutscenes, no final. Os argumentos do Breno são bem colocados, mas acho que às vezes ele fica tão preocupado com algoritmos e lógica que se esquece que, antes de mais nada, há ali uma história que está sendo contada.

No elogiadíssimo (e merecidamente) The Walking Dead, é assim também. As consequências pouco afetam a linha geral da história. E, se pensarmos bem, não deveria ser assim, não é? Deixar esse cara ou aquele vivo no primeiro episódio, ou escolher esse ou aquele destino, deveria mudar TUDO, com grande probabilidade. Mas a não ser que inventem um algoritmo que escreva, on the fly, o desenrolar da história de modo convincente, é impraticável, do ponto de vista monetário e de tempo, produzir um jogo que realmente tenha grandes desvios da história, já que as linhas narrativas (e, por consequências, produção de cenários, diálogos, meshes, texturas, contratação de atores para fazer as vozes, etc) se multiplicariam exponencialmente. Sim, literalmente exponencialmente.

Mas não importa. The Walking Dead emociona e volta e meia nos dá chutes no estômago por conta das dolorosas decisões que ele coloca em nossas mãos, ainda que as decisões, em termos de linha narrativa geral DENTRO NO JOGO, não façam tanta diferença assim. Não importa. Aquele personagem morreu por nossa causa, ou morreu daquela forma em vez de outra, e isso faz toda a diferença.

A série Mass Effect não é unanimidade. Nenhuma é. Nem todos vão gostar, e certamente ela está longe da perfeição. Mas, para mim, valeu cada minuto. Os defeitos, para mim, foram releváveis. E me emocionei como poucos jogos atualmente foram capazes de me emocionar. Aguardo o próximo com ansiedade.

Breno disse...

"Os argumentos do Breno são bem colocados, mas acho que às vezes ele fica tão preocupado com algoritmos e lógica que se esquece que, antes de mais nada, há ali uma história que está sendo contada."

Provavelmente Wasner nem vai ver essa resposta, mas eu só consigo enxergar ironia nessa afirmação, vindo de um cara que não gosta de jrpgs pelos mesmos motivos citados. Muita enfase em história e pouca enfase em jogo.

Breno disse...

E outra coisa que Wasner não enxerga é que teve outros jogos que fizeram melhor tb.

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