Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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10 de maio de 2020

Quarentena - Semana 8

speed-racer

Liguei para minha mãe hoje. Ela mora em outra cidade, sozinha desde a morte de meu pai. Felizmente, ela me revelou que tem 15 dias que não sai de casa. Fez todas as compras que precisava e está tranquila em seu cantinho. Não assiste telejornais, mas também não abre "mensagem de zap" para não se estressar. Conhece as medidas de isolamento e está levando a pandemia a sério. É mais do que se pode dizer de muita gente nesse país.

Chegamos aos 4 dígitos. São mais do que números, porém, são dez mil pessoas, dez mil histórias interrompidas, milhares de famílias afetadas. Nossa autoridade máxima passeia de Jet-Ski, como se em 1992 estivéssemos. Entretanto, aquele não foi um bom ano para o ocupante do mesmo cargo. O "cale a boca" virá ou seremos calados.

Nesse momento, estou instalando o Windows 8.1 em Yunica. O valente laptop não aguenta Windows 10, como eu já tive o desprazer de constatar. Porém, o suporte ao Windows 7 expirou e a máquina agora se encontra vulnerável. Doravante, sem a minha necessidade de se trabalhar remotamente, o notebook passará para minha esposa, uma vez que seu netbook já está defasado de longa data. Agora, com sua necessidade de videoconferência e atividades online, ela precisa de uma evolução. Espero que essa instalação não se torne uma novela desgastante como toda instalação de sistema operacional que atravessei nos últimos anos.

Meu filho e eu voltamos para Minecraft, com mods novos, o que ajuda a prolongar a sobrevida do jogo. Tivemos menos oportunidades de que gostaria de jogarmos juntos essa semana, mas já encontramos uma vila nova, nos estabelecemos e eu até mesmo já construí meus muros ao redor de nossa base. O guri está se empenhando em fazer uma casa do zero, com um visual impressionante.

Infelizmente, não tirei nenhuma foto dessa fase ainda e a tela abaixo é de nossa aventura de fevereiro:

Minecraft

Em termos de filmes, nesta semana foram fortes e antagônicas emoções com Frozen 2 e Speed Racer. Queria poder desver a animação. Visualmente é uma gritante evolução em relação ao primeiro (que já era de cair o queixo). Mas todo o resto beira o insuportável. A história é fraca e cheia de furos, os diálogos são constrangedores, as músicas ainda mais constrangedoras de tão bregas, até o humor foi reduzido. É uma tentativa de se fazer uma história épica e mágica mas onde você prevê cada cena.

Por outro lado, Speed Racer é monumental. Primeira vez que vi. Foi impactante demais. Me vi de novo molecote assistindo o desenho original. Cresci com todos meus carrinhos fazendo aquelas coisas. Que filme mágico. É impressionante o talento das Wachowski em ligar o "foda-se" pro realismo. Tem tanta cor que a vista dói. É um hiperuniverso onde tudo aquilo é possível. Pegaram minha imaginação de décadas atrás e colocaram na tela. Eu não lembro mais dos detalhes de cada personagem ou das tramas. Mas a atmosfera voltou toda. Sabe aquela cena de Anton Rego em Ratatouille? Era eu vendo Speed Racer.

Lembrei de meu pai, transformando um carro de Playmobil para ter uma  corda-gancho na frente. Era um cabo de nylon, preso a um carretel grudado na traseira por pinos metálicos. Na ponta do cabo, um pregadorzinho de metal, daqueles que você usa para pendurar crachá. Eu tinha meu próprio Mach 5 agora que subia paredes (não exatamente, mas...). Foram muitas "invenções" desse tipo em minha infância. Eu tinha um "Pops" em casa.

Pelo Gamerview, entreguei a prévia de Population Zero, que deverá vir para o blog essa semana. Foram 9 horas desperdiçadas dentro de um jogo que poderia ser bom, mais três horas escrevendo sobre essa experiência. No momento, estou sem títulos para analisar.

Legendary

Legendary finalmente engrenou. Gravei a sequência de abertura. E tenho pressa para atravessa-lo agora. Há dois bons motivos para isso acontecer: primeiro que estou curtindo o jogo (apesar de ser pouco mais do que mediano). O segundo impulso vem do belo gesto de Shadow Geisel, que me presenteou com Stardew Valley, um jogo mais do que recomendado para esses tempos tão sombrios. Quero completar Legendary e os horrores da Caixa de Pandora, para mergulhar na bucólica vida no campo.

Em Warframe, mais gratas surpresas. Completei a fabricação do meu primeiro Warframe Prime, o Wukong Prime. Meu filho está concluindo a dele (um Chroma) e determinou que estreemos juntos em breve. Nesse sábado, contei com a ajuda gloriosa do veterano @Jaotavio para uma série de missões de alto risco e grandes recompensas. É indescritível o sabor de poder jogar com um camarada que me acompanha desde as operações de Killing Floor e a criança que vi crescer ao mesmo tempo. Somos Super Ninjas Espaciais.

Na madrugada, completei outra Jornada em Warframe quase tão impressionante quanto o Segundo Sonho. A Guerra Interior me prendeu além da hora de dormir e rendeu belas capturas de tela. Tenho razões para acreditar que Warframe entrará para a Lista de Favoritos, o primeiro de seu gênero (multiplayer) a conquistar a façanha, tão logo eu consiga dar minha travessia encerrada e escreva o tributo que o jogo merece.

Warframe

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Um comentário:

Fernando Serra disse...

Descobri seu blog por acaso enquanto pesquisava curiosidades sobre EVE Online. É incrível e bem feito.

Muito bom poder ler as aventuras de um pai gamer. Acabei de me tornar um e confesso que quero muito ter essa relação com meu guri. :)

Tomara que ele se interesse pelos games assim como o seu! Volto em breve.

Aquele abraço!

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