No balanço do ano passado, eu falei que não iria fazer um ano temático. Mas eu menti. Em resposta às constantes reclamações dos jogadores de que a indústria não se renova, tem medo de apostar em franquias novas e vive de explorar sequências, reboots e remakes, eu resolvi me olhar no espelho e fazer alguma coisa. Em 2012, não joguei nenhuma sequência de qualquer jogo que eu já tivesse jogado. Resolvi pular no desconhecido e apostar no que era inédito para mim. E gostei muito do que vi.
Na ordem, joguei Giants: Citizen Kabuto, Nitronic Rush, Assassin's Creed, Borderlands, Legend of Grimrock, Dead Island, Plants vs Zombies, Warhammer 40,000: Dawn of War, Winter Assault, Thirty Flights of Loving, Bully (que ainda não comentei), Left Behind 3 (que também não comentei), Lone Survivor, Vivisector e o recém-terminado Mass Effect. Foram 15 jogos, uma pequena redução em relação aos 18 títulos jogados ou experimentados no ano anterior. Em contrapartida, ao lado do meu filho, conseguimos finalizar outros 8 jogos: Ice Age 2: The Meltdown, Manhole, Sonic & Sega All-Stars Racing, Botanicula, Toki Tori, Ice Age: The Continental Drift - Arctic Games, Machinarium, Sonic Generations, Breath of Death VII. A soma total dá 23 títulos, um recorde desde o lançamento do blog!
Apesar de nenhum jogo este ano ter conquistado uma vaga na lista de favoritos, posso afirmar que a média geral do ano foi muito positiva. Apesar de eu ter abandonado o sistema de notas... A experiência de descobrir novas franquias ou explorar terrenos indie rendeu frutos. Seguindo a tradição iniciada em 2008, segue minha relação dos melhores e piores que joguei em 2012:
- Melhor Jogo: Warhammer 40,000: Dawn of War
- Maior Surpresa: Vivisector
- Maior Decepção: Borderlands
- Pior Jogo: Left Behind 3
- Melhor Jogo Infantil: Sonic Generations
- Pior Jogo Infantil: Ice Age: The Continental Drift - Arctic Games
(recapitulando os anos anteriores: 2008 | 2009 | 2010 | 2011)
Outra promessa do balanço anterior é de que haveria uma redução no ritmo das postagens "em virtude de um novo projeto criativo". O mistério só foi revelado em 12 de Janeiro: estava publicando um livro e me dedicaria a terminar outro. Infelizmente, a fraca resposta de público e o aparente descaso da editora (assunto que prefiro não comentar), jogaram um balde de água fria em meus sonhos literários. Durante todo o ano de 2012 não escrevi uma única linha nova em meu livro engavetado. E no final do ano, sofri um revés profissional que colocou em risco meus planos de trabalhar em home office. Um ano de altos e baixos.
E em 2012 eu tive a chance de testemunhar na primeira fila o pleno desabrochar de um novo jogador: meu filho. Aos cinco anos, ele já domina os mecanismos dos jogos de plataforma como eu não conseguia. Jogar já faz parte de sua rotina diária, entre desenhos animados, brincadeiras com bonecos de Pokémon e Max Steel e desenhos no papel. Nada supera o brilho no olhar quando eu conto que há um novo jogo instalado no computador. Ou quando eu nem falo nada e ele acha um novo ícone na Área de Trabalho...
Para 2013, meus planos de jogatina são o inverso de 2012: experimentarei somente continuações de títulos que já joguei. Exceto aquilo que jogar com meu filho porque ele não é obrigado a seguir as regras birutas de seu pai... Será minha chance de concluir a trilogia Mass Effect, em sequência, por exemplo. O que mais poderá aparecer na minha máquina? Um novo S.T.A.L.K.E.R., o segundo Assassin's Creed, Fallout: New Vegas, Overlord 2, Max Payne 3, Deus Ex: Human Revolution, mais Dawn of War, Dead Space 2, tantos lugares que não visito já tem um certo tempo.
E Half-Life 3, pode ser?

32 Comentários
Parágrafo perfeito, na minha opnião; esperando ansioso pelo seu novo projeto.
"E Half-Life 3, pode ser?"
Quem sabe...
Assassins Creed eu considero um não-jogo dispensável, Deus Ex: HR mediocre(STALKER é superior em todos os sentidos), Dead Space 2 mais do mesmo, só que mais linear.
Max Payne 3 é interessante pela violencia e apresentação grafica, mas só isso mesmo. os anteriores são melhores.
Vc ainda tá devendo pra vc mesmo Betrayal at Krondor e Planescape: Torment. Pro defensor da narrativa em jogos não apreciar o que há de melhor em narrativa de jogos não dá né? Lembrando que Betrayal at Krondor é superior a Planescape em todos os aspectos, exceto graficos, e é bem facil de aprender e jogar.
planescape é único, irreparável e perfeito. Acho que é o única RPG de verdade da infinit engine: quer dar porrada, ok. quer acabar o jogo sem uma briga sequer? ok também. quer mesclar? ok, tudo certo. as magias, inclusive, tem animações lindas pra época (e ainda hoje legais).
diferente do BG e IWD, que a porrada é inevitável.
uma pena que ele é mais falado que jogado...
Dead Space 2 "mais do mesmo"?E era pra ser como?
Max Payne 3 é inferior aos anteriores?
Breno, porque vc não baixa um emulador de nintendinho ou Mega Drive e fica pro resto da vida suspirando em como antigamente os jogos eram superiores a hoje em dia?
Fanboy detected. O combate em Planescape Torment é o pior de todos os jogos da Infinity Engine. Planescape ta mais para um jogo de aventura do que um RPG, isso todo mundo sabe.
Betrayal at Krondor tem uma história tão boa quanto ou até melhor que Planescape, além de ter um combate 1000x melhor. Não tem escolha de dialogos mas tem mais exploração.
P.S Eu AMO Planescape, mas não sejamos fanboys cegos, e antes de dizer que eu não joguei um jogo tenha a decencia de perguntar primeiro...
"Breno, porque vc não baixa um emulador de nintendinho ou Mega Drive e fica pro resto da vida suspirando em como antigamente os jogos eram superiores a hoje em dia?"
Basicamente eu faço isso. só que jogo emuladores de Arcade, que são melhores que consoles, hehehe.
Comparado a outros jogos do genero(Thief, Sistem Schock, Deus Ex) o considero mediocre mesmo. Logico que para uma pessoa que só tem COD como referencia ira achar esse jogo uma obra prima, mas não tenho culpa se vc tem uma baixa referencia no genero.
"Dead Space 2 "mais do mesmo"?E era pra ser como?"
Menos repetitivo, menos linear talvez?
"Max Payne 3 é inferior aos anteriores?"
Menos armas para carregar, Max anda mais lento, muita adição de cobertura e ausencia de granadas faz de MP3 um jogo inferior.
Estou no último capítulo e adorando, merecia entrar sério na briga pelo GOTY
1º-Qual o problema em um jogo ser linear?Depois que GTA apresentou um mundo aberto e rico, muita gente começou a achar que linearidade é um defeito.
Como deveria ser então?Mundo aberto?Ou aqueles estilos tipo Zelda que o mundo de começo é intransponível em certas partes mas conforme vc desbloqueia ferramentas/poderes vai conseguindo chegar a novos lugares/areas/niveis?
Qual o problema em ser linear?
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2-repetitivo?O que tira a repetitividade de um jogo estilo Dead Space?Puzzles?Gravidade zero?Quick time events?
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Já o MAx Payne está velho, gordinho e bebado/drogado, não tem como ser tão rapido...(tais falando sério que ele está mais lento?Ou ele era irrwalmente mais rápido antes?
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BRENO DISSE:
Basicamente eu faço isso. só que jogo emuladores de Arcade, que são melhores que consoles, hehehe.
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Estou juntando tudo no "dossiê Breno"... :P
Detesto quando um jogo está legal e de repente te botam no meio do jogo pra controlar um tanque, ou uma metralhadora montada num jipe, ou num QTE chato, ou outras coisas que os desenvolvedores acham que é legal mas é um saco...deixa ser repetitivo então!
Você bem que podia um dia deixar ele fazer uma resenha. Perguntar para ele o que mais gostou no jogo, mas depois você redigi o texto, seria algo interessante.
@Jimmy Fischer
Linearidade pode ser além do espaço físico, pode estar na jogabilidade, que te deixa trancado em uma mecânica repetitiva e em um ambiente sem vida, sem improvisação. Só contribuindo para o debate, e não criticando o DS2, até porque eu não joguei.
Po, as "armas" do jogo na verdade são intrumentos de trabalho... e o desmembramento dos alíenígenas?
O Dead Space^2 apenas deu mais fluidez à mecanica do DS1, não teria porque mudar ou "revolucionar" se a coisa já era original e legal e tinha dado certo!
quando os outros daqui jogarem krondor e verem que não passa de um jogo esquecível e extremamente datado(só pra exemplificar, não tem 1% da fan base dos jogos da infinit engine), quero ver o que o chilique do breno.
e o combate do planescape não é nada ruim, essa eu realmente não te entendi. ele é do nível dos outros jogos com a mesma engine, talvez um pouco pior, mas nada disso. e além do mais, o combate é opcional! nçao gostou, não luta! simples assim!
isso só prova que tu não jogou ele, só viu vídeo no youtube entre um jogo de megadrive e outro...
http://www.youtube.com/watch?v=-w2kXXTR5yI&feature=share&list=UUddYq41_tZ1FnLlguLT6-Ow
hahaha, senti falta desses velhos argumentos com o João.Bem, vamos lá.
"quando os outros daqui jogarem krondor e verem que não passa de um jogo esquecível e extremamente datado(só pra exemplificar, não tem 1% da fan base dos jogos da infinit engine), quero ver o que o chilique do breno."
Considerando que temos poucas pessoas por aqui que sequer chegaram a jogar os jogos da Infinity Engine, talvez eles não gostem do jogo. Mas quem deixar de lado o preconceito com os gráficos e prestar atenção na história, combate, uso de skills e exploração vai encontrar um grande jogo, sem duvida.
"e o combate do planescape não é nada ruim, essa eu realmente não te entendi. ele é do nível dos outros jogos com a mesma engine, talvez um pouco pior, mas nada disso. e além do mais, o combate é opcional! nçao gostou, não luta! simples assim!"
Não, ele é o pior da Infinity Engine em termos de combate. Icewind Dale e Baldurs Gate da de 10 a zero no combate de Planescape. e nem todos os combates podem ser evitados. A força de Planescape como jogo se dá somente em escolher as milhares de opções de dialogo existentes. Ele tá mais para uma novela grafica ou jogo de aventura point and click do que um rpg. Quem procura rpg tá melhor servido em Betrayal at Krondor.
"isso só prova que tu não jogou ele, só viu vídeo no youtube entre um jogo de megadrive e outro..."
Espero que vc não seja um investigador policial, pois sua dedução é beeem fraquinha.
Vc é fã de crepusculo João, pois se pra vc popularidade=qualidade então Crepusculo deve ser uma obra prima não?
E nem é tão moderno assim!
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Só detestei as piscadas na tela e o constante desfoque, no começo até entendia pois Payne não larga a cachaça, mas estou quase no final e tá um saco esse efeito!
acho estranho o senso crítico do Breno: uma hora ele ostraciza um jogo por causa de sua jogabilidade (tipo ser mais de ação quando deveria ser RPG, ou RPG com elementos de ação) e na outra chama uma série como Silent Hill (péssima jogabilidade até no mais novo episódio) de "uma obra de arte".
concordo sobre Deus Ex HR: ele é bem medíocre.
sobre dead space 2, não há como negar que ele é mais do mesmo. mas isso, nem de longe é um defeito. nem sou fã da série e consegui levar muito susto e me divertir. o problema é que inventei de jogar no hard e morri, praticamente, em cada tela do jogo. fiquei preso no final boss e quase desisti, mas finalizei. gráficos soberbos.
LocoRoco, gostei da ideia do review do pimpolho do Aquino, mas botar o moleque pra jogar Fallout? aí o Aquino seria padrasto e não pai rsrsrs.
é nessa horas que sinto o peso de ser um jogador de consoles. queria ter jogado esse Krondor para poder ataca os argumentos do Breno rsrsrsrsrs.
Aquino, deixa de ser insensível e faz uma enquete descompromissada para saber qual o jogo os leitores do blog queriam ver vc jogando. meu voto vai pro New Vegas de atemão rsrsrs.
Veredito:Muito bom, intenso do começo ao fim.Pena que ficou meio de lado na briga pelo jogo do ano.
E nem é tão moderno assim!"
STALKER não é necessáriamente um survival horror, mas mesmo nesse quesito ele dá de dez a zero em Fallout 3(Fallout só tem alguns momentos tensos na expansão The Pitt). Vc provavelmente não jogou o suficiente para ver o ataque de um bloodsucker no escuro, ou do grotesco pseudogigante. E o ultimo STALKER lançado data de 2010.
"Silent Hill (péssima jogabilidade até no mais novo episódio) de "uma obra de arte"."
Cumpre muito bem o seu papel Silent Hill, que é dar medo e apresentar uma atmosfera surpreendente.
Abraços e boas festas de final de ano.
Você *precisa* jogar Outcast - game de 1999. Para alguem q curte historia e um universo bastante desenvolvidos é essencial. Isso sem contar o excelente design que ainda serve como aula para mtos jogos atuais. O jogo é um action adventure com toques de RPG altamente nao linear. Pra mim foi uma revelaçao qdo o joguei em 2001, e ainda hoje, apesar dos graficos mega defasados o gameplay é sólido. E nao é conversa de fanboy :)
"[...]Max Payne 3 trouxe um Max alcoólatra quase emo, com o climão noir dos jogos antigos completamente perdido e uma história completamente desconexa. A adaptação do bullet-time pros tempos modernos e a sua combinação com um sistema de cobertura não poderia ficar melhor, a ponto de eu poder dizer que Max Payne 3 tem o melhor gameplay em um jogo de tiro que eu já joguei, mas Max Payne sempre teve a narrativa como um ponto forte. Com certeza não era o que os fãs de Max Payne esperavam.[...]"
Fonte: GAMESFODA
Link: http://www.gamesfoda.net/2012/12/2012-o-ano-da-decepcao/
É isso que penso sobre aquele jogo. Não vale a pena, se comparado com seus antecessores.