Depois de muitos anos de luta na Justiça, a luta titânica entre a Bethesda e a Interplay pelos direitos do hipotético Fallout Online terminou com a derrota dos criadores da série. O juiz bateu o martelo e passou todos os direitos da franquia para a desenvolvedora de Fallout 3. Em troca, a Bethesda liberou mais 2 milhões de dólares para a Interplay, depois de já ter comprado parte dos direitos por 6 milhões. Isso já é notícia velha agora, mas vale dizer que o antigo site do MMO, que nunca mostrou nada além de meia dúzia de artes conceituais e um maroto formulário para ser "beta-tester", já redireciona para a página institucional da Bethesda. FO, o famigerado Projeto V13, foi varrido da existência e é pouco provável que seus novos donos se aventurem no arriscada terreno dos jogos com milhares de jogadores. Os sonhos de um Fallout 6 nas mãos da Interplay também foram por água abaixo.
No acordo original entre as partes, a Interplay retinha o direito de produzir o MMORPG se, e somente se, provasse ser capaz de sustentar financeiramente a empreitada e se tivesse algo para mostrar em tempo hábil. Com diversos empréstimos e manobras, a grana foi levantada. Para a tarefa de criar o jogo, foi contratada a empresa búlgara Masthead Studios, que NUNCA havia feito um MMO na vida. Aliás, fundada em 2005, até 2009, ano em que assumiu Fallout Online, a desenvolvedora não tinha lançado título algum! Desconfiada, em Janeiro de 2011, a Bethesda enfiou um processo na Masthead, alegando que ela não poderia usar nenhuma imagem, símbolo ou elemento do universo de Fallout em seu jogo: Fallout Online poderia até ser pós-apocalíptico, mas só teria Fallout no título.
Curiosamente, o primeiro jogo da Masthead seria mesmo um MMORPG pós-apocalíptico sem nenhuma referência a Fallout: Earthrise. Lançado em fevereiro de 2011, um mês depois da Bethesda colocar a empresa na Justiça, o jogo trazia os sobreviventes do fim do mundo tentando reconstruir a civilização em um futuro controlado por um poderoso regime totalitário e disputado por diversas facções armadas. Na prática, tinha muitas diferenças do universo de Fallout, incluindo uma ênfase maior no desenvolvimento tecnológico neste em contraste com as ruínas radioativas daquele, mas é impossível não imaginar que ideias fluíam entre os dois projetos, até porque ambos compartilhavam a mesma engine, a Earthrise Engine.
Com a decisão judicial de suspender a produção de Fallout Online, foram dois os jogos afetados. No final de dezembro, a Masthead concordou em parar o que quer que estivesse fazendo em relação a FO. Menos de dois meses depois foi a vez de Earthrise ter suas atividades encerradas. Em 9 de fevereiro, um ano e cinco dias após o seu lançamento, a Masthead tirou o jogo do ar.
Sem nenhum jogo em seu portfólio e sem o dinheiro da Interplay, o destino da Masthead Studios é incerto.
3 Comentários
Outra coisa que eu indago é se realmente valeu a pena essa aquisição da Bethesda!Será que não seria mais barato simplesmente lançar uma franquia nova,mesmo com o risco que uma nova IP possui!é só o caso de lançar uma sequencia com o n°2 que as vendas se alavancam!
A Bethesda devia estar ciente da M que isso podia dar :D (interplay botando a série na mão de novatos???)
Sujar nome da série deve dar um certo prejuízo (vide NFS)
concordo com o Breno:Por que a Bethesda fez essa aquisição?Será que Valeu a pena? Para depois ainda ter que zelar pelo nome...