Retina Desgastada
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1 de junho de 2016

Orcs, Mechas, Espada, Magia e Acho Que Já Vi Isso Antes

elex-keyart

2 de Junho de 2015 foi a última vez que comentei sobre ELEX, a primeira investida da Piranha Bytes em um RPG de temática de ficção-científica. Na época, escrevi que minha aposta era sobre o jogo era que "o protagonista não tem nome, naufragou em um planeta inóspito e precisa conquistar a confiança das diferentes e opostas facções que controlam o lugar, enquanto uma ameaça aterradora maquina nas sombras para destruir todo mundo".

Um ano se passou e praticamente acertei. Piranha Bytes não engana mais ninguém, estão requentando as mesmas ideias desde o excepcional Gothic, seu título de estreia no agora distante ano de 2001.

Em ELEX, a desenvolvedora nem mesmo ousa fugir totalmente da sua zona de conforto e abandonar a estética de fantasia gótica: no planeta Magalan, espada e feitiçaria convivem no cotidiano com ciência, robôs e armas de plasma. Novamente, temos um mundo brutal dividido em facções, novamente o protagonista está fora do seu lugar de costume e precisa escolher seu caminho, suas perícias e com qual das forças presentes no jogo terá que se juntar.

A-dangerous-situationBerserker-in-GolietVertical-Exploration

Sim, são todas cenas do mesmo jogo!

A liberdade de ir e vir que sempre marcou as obras da desenvolvedora alemã está de volta: "você tem acesso a todas as cinco regiões do jogo desde o início. Vá onde quiser, escolha suas batalhas e seus aliados (...) se você pode ver, você pode alcançar". São frases que soam como música para meus ouvidos de explorador, apesar da Piranha Bytes exagerar um pouco no marketing também: "mundo aberto de RPG nunca foi tão aberto", afirma ela, ignorando que vem sendo assim em todos os seus jogos anteriores. Não dá para ser mais aberto do que Gothic ou Risen foram.

O mundo de ELEX era um planeta convencional de ficção-científica, com grandes civilizações e um futuro tecnológico pela frente até que um meteoro caiu em sua superfície. E trouxe consigo o tal Elex, um misterioso elemento capaz de alterarar organismos vivos, energizar máquinas e libertar a Magia. Mas a queda do meteoro também foi catastrófica e o que sobrou da população de Magalan está dividida sobre o que fazer com o Elex.

Na trama, o protagonista é um membro dos Albs, um grupo que consome o Elex como se fosse café com pão para suprimir suas emoções e se fortalecer. Como sempre acontece em um jogo dos alemães, você naufraga em território inóspito, longe de sua gente e precisa aprender a se virar para não acabar morto. É praticamente certo que, no desenvolvimento do enredo, o jogador acabará descobrindo uma trama sinistra que ameaça a existência de todos e o que era só uma questão de sobrevivência vai se tornar uma jornada épica etc etc. Eu conheço as cordinhas que a Piranha Bytes puxa, mas não consigo resistir.

Elex-Combat

No jogo, será possível se aliar aos Bersekers, que, apesar do nome, são o oposto dos Albs. Enquanto esses últimos são frios e calculistas e vistos como um instrumento de destruição, os Bersekers estão transformando Elexe em Mana e usando-o para transformar a paisagem devastada do planeta em florestas verdejantes e repletas de esperança.

Confirmando que os nomes estão todos errados, os Clerics são uma facção que abomina magia e acreditam ser o consumo de Elex um pecado terrível. Eles utilizam o elemento misterioso para alimentar suas máquinas e são guardiões da tecnologia e da indústria.

Por último, existem os Outlaws, que, para serem diferentes, são foras-da-lei mesmo. Eles vivem livres pela devastação e não prestam favores a nenhum dos lados ou deuses envolvidos. Só querem tocar a vida deles.

Qualquer semelhança com diversas facções já vistas em Gothic ou Risen é mera coincidência e já me vejo me alinhando com os Outlaws.

Warmachine

Segundo a Piranha Bytes, o combate será balanceado e haverá espaço para diferentes tipos de personagens. O jogador será livre para escolher usar somente tecnologia, somente magia, somente a força de suas armas brancas ou qualquer combinação dessas opções. É uma promessa que a empresa vem cumprindo bem nos jogos que já experimentei de seu portfólio.

Elex deve sair somente no início do ano que vem, para consoles e PC. O que poderia, a princípio, colocá-lo em rota de colisão com Mass Effect: Andromeda, mas são títulos tão díspares que não me parecem concorrentes. Resta saber se as fórmulas da Piranha Bytes aguentam mais uma iteração ou se a estranha mistura de espada, feitiçaria e tecnologia vai mesmo funcionar.

Ouvindo: The Qemists - Stompbox
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6 comentários:

Shadow Geisel disse...

Eu também vejo as cordinhas, mas sempre caio no mesmo truque. Espero que ele seja melhor que Risen 2. Joguei no PS3 e me arrependo até hoje, mesmo que só tenha passado dos tutoriais. Ser massacrado por um trio de caranguejos dentro de uma caverna, no começo do jogo, é o tipo de coisa que não se espera de um RPG.

Loris Simon disse...

Anem Aquino. Agora vou ficar na espera...

Loris Simon disse...

Joguei 20h de Risen 2 no PS3 também Shadow Geisel. E os problemas to tipo continuam, coisas irritantes, bugs, mau balanceamento. Mas ainda joguei 20h porque estava gostando demais da história hahahah

C. Aquino disse...

Eu olho para Risen 2 e me dá uma preguiça de começar... eu penso: "piratas? piratas, Piranha Bytes?!". Um dia eu encaro.

Sobre ser morto por três caranguejos... bem, tem uma pegadinha nos Open World da desenvolvedora: você PODE ir para qualquer lugar desde o começo do jogo. Mas vai morrer em 95% deles. Com a evolução, você vai encarando melhor os pepinos. E já morri para um encontro randômico com um louva-deus no primeiro Fallout, logo depois que saí da caverna!

Rabisco Virtual disse...

Só pra constar, fui morto por aranhas logo da introdução de Skyrim (sim, aquele RPGzinho camarada).

Faz algum tempo que ensaio jogar Risen. Se eu continuar postergando, capaz de ingressar direto em Elex, que apesar do "lugar comum", desperta certa curiosidade.

Loris Simon disse...

Pois é. Aí a esperta aqui resolveu ir para o lugar mais difícil do jogo e nem conseguiu sair de lá depois. Como meu ultimo save estava muito looonge, larguei...

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