Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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15 de fevereiro de 2013

Cavalgada das Valquírias

"Nós precisamos de um líder, e rodeá-lo com os mais brilhantes, os mais resistentes, os mais mortíferos aliados que pudermos encontrar. O time terá que ser forte, sua resolução inquestionável."

Illusive Man, Mass Effect 2

Nos primeiros dez minutos de jogo, há uma ruptura brutal com o primeiro Mass Effect. De imediato, os desenvolvedores da Bioware sinalizavam que esta rota seria diferente. Não apenas as mecânicas foram alteradas, mas também o tom da narrativa. Como um messias renascido, Shepard se deixa cercar pelos rejeitados do sistema, caçadores, bandidos, terroristas, assassinos, justiceiros, uma problemática reunião de apóstolos que irá segui-lo até o inferno ou a redenção.

Mass Effect 2 - My Screenshot 46

Apesar da jogabilidade simplificada, que abandona diversos elementos de administração de recursos mal-implementados no primeiro jogo. Apesar das perguntas mal-respondidas. Apesar das práticas comerciais questionáveis. Nada disso ofusca o brilho de uma jornada épica, que começa em morte e termina em sacrifício.

Odisseia

A grandeza de Mass Effect 2 reside no âmago da experiência humana. Sagas épicas de heróis se lançando rumo ao desconhecido para derrotar inimigos divinos existem desde o princípio dos tempos. Shepard entra neste hall de lendas ao se apropriar de tantos elementos recursivos de milênios, reciclá-los e moldá-los para uma audiência do século XXI. Neste sentido, a Bioware bebe do mesmo cálice que George Lucas uma vez consumiu e recria o mito do herói das estrelas. Temos o renascimento, a missão suicida, a convocação de seus novos argonautas, tragédia, romance, discursos de incentivo, um oponente de indiscutível maldade e um monstro final abominável que cospe no próprio sentido da Criação do Homem.

Exagero? Mitologia e cultura pop sempre andaram de braços dados. A mesma Odisseia de Homero, hoje estudada em cursos de faculdade, uma vez foi um poema cantado para o povo. E não se engane: os mesmos componentes desta fórmula serão misturados novamente para gerar novas sagas, seja no cinema, na literatura, nos jogos ou em qualquer outro lugar onde a narrativa exista. Precisamos de Heróis, de contos que nos movam para frente, que nos provem que é possível triunfar contra obstáculos aparentemente insuperáveis, que lutar, às vezes, se faz preciso.

Mass Effect 2 - My Screenshot 51 Mass Effect 2 - My Screenshot 48

Mas não havia isto no primeiro jogo da franquia? Sim. E não. Enquanto Mass Effect  nos trouxe uma desabalada corrida contra o tempo e contra um inimigo palpável, aqui nós temos uma trama que não tem pressa para se desenrolar, que se preocupa com cada um de seus participantes e que traz um oponente de que nada se sabe. Enquanto o primeiro jogo é carregado do otimismo clássico da space opera, de um sentimento palpável de que "iremos conseguir", o segundo é mergulhado na tragicidade da sombra perpétua da "missão derradeira". Talvez não consigamos a vitória, talvez alguns de nós não voltem. É esta certeza do primeiro jogo que torna tão chocante os momentos em que alguém morre. É esta incerteza do segundo jogo que torna tão aflitivo seu final.

Penso, inclusive, que a conclusão perfeita da série seria o sacrifício. Como doze condenados ou sete samurais, os integrantes do exército de Shepard tombariam um a um, catapultando o tom épico para níveis ainda mais dramáticos. Ao final de tudo, o próprio Shepard faria seu último suspiro em nome do que acredita, fechando o ciclo de renascimento e morte. Heróis são feitos para triunfar e sumir. Mas, com a possibilidade de um Mass Effect 3 no horizonte, a Bioware não mataria sua galinha dos ovos de ouro antes da hora. É até possível obter este final, mas por negligência do jogador e não por determinação de seus criadores, além de não ser considerado o final canônico.

Crônicas

A grandeza de Mass Effect 2 reside na superfície da experiência humana. Assim como um Deus Ex, é preciso observar este jogo com olhos atentos. Há histórias nas entrelinhas, há humanidade nos alienígenas, há sentimentos em conversas que flutuam no ar. Cada pequeno detalhe adiciona mais um tijolo na sólida construção de uma realidade plausível. A Bioware consegue a proeza de fazer com que você se importe com um par de engenheiros na parte mais baixa de sua espaçonave, que você ouça o cansaço na voz de uma policial Asari, que você reveja seus conceitos prévios sobre personagens que julgava já ter entendido, que você ria de um Volus chapado de drogas ilícitas ou sinta piedade de um velho Krogan que serve de amigo/troféu de uma ambígua chefe do crime. Riso, tristeza, raiva e até um número musical protagonizado pelo mais improvável dos aliados de Shepard.

Mass Effect 2 - My Screenshot 26

Ao contrário da maioria dos jogos de sua geração, o mundo palpável de Mass Effect 2 reage a você. Não ainda da forma que eu tanto sonho, mas da melhor maneira aplicada atualmente. O jogo não se contenta em importar sua aparência da aventura anterior, mas também suas decisões e altera o fluxo de certas partes da história de acordo com seu passado. Ações ou inações praticadas desta vez voltam para assombrá-lo em forma de diálogos ou mensagens eletrônicas. Shepard é cercado por uma bem-sucedida ilusão de pertencimento. Seus troféus não são apenas aqueles guardados em seu quarto virtual ou aquelas flâmulas distribuídas por um sistema que insiste em quebrar a imersão, mas também estes microcontos de triunfo ou perda, pequenas marcas de sua passagem pelo universo. E pensar que toda esta bola de neve de consequências irá explodir no terceiro jogo e ser descartada com leviandade, para desgosto de muitos...

Ao visitar o submundo do glorioso universo de Mass Effect, este segundo capítulo oferece um cenário que é um contraponto à utopia vibrante vista anteriormente. No lugar das promissoras colônias, vemos os piores antros onde o sonho de civilização fracassou. No lugar da radiante Citadel, um asteróide sem disfarces onde crime e hedonismo caminham juntos, onde o abismo social se estabeleceu e mercenários lutam pela supremacia. Até mesmo a organizada Illos é uma fachada para negócios escusos e escravidão camuflada com eufemismos legais.

Mass Effect 2 - My Screenshot 20

A atmosfera destes lugares serve de moldura para os dilemas dos aliados do herói. Se Shepard é uma folha em branco que o jogador sopra na direção que deseja, o mesmo não se pode dizer daqueles que o acompanham. Não há um único deles que não tenha sido tocado pela tragédia, em sua maioria, problemas envolvendo assuntos de família. Não importam o avanço tecnológico ou os horrores que se escondem no lado escuro da galáxia, o conflito entre pais e filhos continuará atormentando os seres conscientes, independente da cor e da textura de sua pele. Enquanto a Bioware navega pela falta de criatividade durante as missões de recrutamento, basicamente resumidas em entrar-matar-recrutar, o verdadeiro drama começa nas chamadas missões de lealdade.

Mass Effect 2 - My Screenshot 31 Mass Effect 2 - My Screenshot 35

Como fábulas contidas dentro da narrativa maior, essas missões foram feitas para testar a opinião do jogador sobre temas pesados: perdão, vingança, justiça, genocídio, dever, família. Não tenho o que esconder: fiquei sem reação durante a missão de Mordin e já não sabia mais se queria ou não sua lealdade. Falhei com Thane e me senti responsável pelo seu desmoronamento emocional. Mass Effect 2 tem o raro efeito de fazer com que você se importe com suas figuras virtuais, um novo acerto dos mesmos criadores de Baldur's Gate 2.

Epílogo

Mass Effect 2 - My Screenshot 25

Shepard sobrevive a sua jornada. Não sem carregar sua cota de feridas. Seu triunfo é passageiro e a última cena do jogo deixa claro que a batalha final ainda está por chegar. Não importa mais como seus escribas irão concluir sua epopéia, o ápice está aqui.

Ouvindo: SH2 - Restless Dreams
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24 comentários:

José Guilherme Wasner Machado disse...

EXCELENTE texto, Aquino. Achei muito bacana você ter dado preferência, na sua resenha, aos fatores emocionais da história, os personagens, a relação entre eles, as difíceis escolhas... E não apenas por que este é, de fato, o ponto forte do jogo, mas também por nos trazer uma visão diferente da que encontramos na grande maioria das resenhas por aí, mais voltadas para a jogabilidade, combates, aspectos técnicos, etc.

Muito interessante você ter destacado o aspecto um tanto messiânico de Shepard. Tal impressão é reforçada no terceiro título, e mais ainda em seu final. Bem, talvez em alguns séculos, dentro do universo do jogo, seja criada a Igreja de Shepard, aquele voltou dos mortos para nos salvar! :) Tenho certeza de que alguns volus verão nisso uma excelente oportunidade comercial. Preparem-se para ver toalhinhas sagradas N7 inundando o mercado, hehehe...

Abração!

Raphael AirnMusic disse...

Muito bom o texto mesmo, parece que realmente eh esse o diferencial do jogo. Um dia jogarei e saberei =)

Volto mais tarde pra ler os rants do Breno.

Anônimo disse...

A referencia à ILIADA me lembra Shakespearre e Romeu e Julieta... 90% das novelas da Globo ainda usam a mesma temática mais de 400 anos depois... o casal que se ama e as familias não aceitam... e por aí vai.Nada se cria?

Jimmy Fischer disse...

Disse e reitero:
HL 2, Bioshock e Mass Effect 2 foram os jogos da atual geração que me fizeram cair o queixo!
ME3 foi o unico que comprei original da série.Não se difere muito do 2 em graficos e jogabilidade e adiciona um multiplayer legal(necessário joga-lo para completar a campanha satisfatoriamente)... mas meio que faz uns 2 meses não me sinto tentado a abri-lo de novo... Talvez esse texto me anime a zera-lo!

Susej Menegroth disse...

Preciso concordar com o Wasner, excelente texto! Finalmente uma resenha que foca-se no que realmente importa no jogo.

@Jimmy Fischer
O multiplayer não é necessário para completar a campanha de ME 3 de forma satisfatória. É só procurar que você encontra war assets o suficiente. Eu mesmo só joguei o multiplayer de ME3 duas vezes, só pra ver como era, durante minha campanha.

Shadow Geisel disse...

"Achei muito bacana você ter dado preferência, na sua resenha, aos fatores emocionais da história..."

realmente, a parte narrativa de ME 2 é o seu maior acerto. não é exagero dizer que aturamos os defeitos da "parte game" dele para podermos aproveitar as qualidades inegáveis da sua "parte novela de ficção científica".
Se superou, Aquino. li o texto de uma forma que nem percebi que acabou. parabéns pela (feliz( escolha de fazer uma análise abordando a parte mais subjetiva do game.

P.S.: você falhou com Thane? Tsc, tsc, tsc... caiu no meu conceito rsrsrsrsrs

Breno disse...

Finalmente alguem que escreve algo sobre o que realmente importa em Mass Effect: Cutscenes. Bleh, sinto quebrar o circulo de elogios de vcs mas se tem algo que foi discutido ate a morte na série Mass Effect são as suas cutscenes. O jogo em si fica em segundo plano.

Breno disse...

"Ao contrário da maioria dos jogos de sua geração, o mundo palpável de Mass Effect 2 reage a você. Não ainda da forma que eu tanto sonho, mas da melhor maneira aplicada atualmente."

Parei de ler aqui. Pesquise mais a respeito de jogos com consequencias, e jogue novamente os MEs com novas abordagens para vc ver se eles realmente fizeram um trabalho decente(melhor que outros jogos) ou simplesmente criaram ilusões para fazer o jogador pensar que o corredor linear tem ramificações.

Anônimo disse...

Mudam os jogos, mudam os tempos e também as opiniões, e certos visitantes continuam "se achando" e pensando de maneira tacanha. Tsc, tsc, tsc...

Breno disse...

"Mudam os jogos, mudam os tempos e também as opiniões, e certos visitantes continuam "se achando" e pensando de maneira tacanha. Tsc, tsc, tsc..."

Pode provar que eu estou errado ao inves de dizer que eu me acho...

Shadow Geisel disse...

o que o autor do texto quis dizer com "o mundo de ME2 reage..." foi exatamente isso: que ele reage.
Breno, todos que jogaram ME2 estão carecas de saber que o jogo é pra lá de linear. mesmo sendo linear o game apresenta algumas reações de acordo com as suas decisões. se elas são suficientes ou insuficientes para você, aí já é outra história.

"Parei de ler aqui. Pesquise mais a respeito de jogos com consequencias..."

dá pra você me explicar como se julga ou critica um texto do qual se parou de ler na metade?
e outra, sinto te avisar mas você se valeu de uma falácia nessa parte que diz para o autor pesquisar mais sobre o assunto. quer dizer que uma pessoa só pode falar de um sistema de resposta aos atos do jogador em um jogo se tiver jogado TODOS os outros jogos em que isso acontece?

"Finalmente alguem que escreve algo sobre o que realmente importa em Mass Effect: Cutscenes. Bleh, sinto quebrar o circulo de elogios de vcs mas se tem algo que foi discutido ate a morte na série Mass Effect são as suas cutscenes".

aqui você já está caindo na redundância propriamente dita, meu caro. o artigo é justamente sobre isso: cutscenes, narrativa e história em geral. o autor nunca afirmou que ME2 é o simulador definitivo da vida. ele enaltece justamente a maior qualidade que o jogo tem, que é a sua história (mais a forma de contar que originalidade propriamente dita) e as cenas (interativas ou não).
pergunte para dez jogadores e nove irão apontar a narrativa do game como a sua maior qualidade, além dos gráficos.

Breno disse...

Relaxa Shadow, eu li o texto todo. Minha primeira critica foi mais aos comentaristas que elogiaram o texto de Aquino como algo pioneiro,nunca antes feito, o que não é verdade. E o segundo comentario é em relação a Aquino dizer que em relação a mundos reativos, ME faz melhor do que os outros, o que tambem não é verdade.

Esqueci de comentar essa parte:

"Mass Effect 2 tem o raro efeito de fazer com que você se importe com suas figuras virtuais, um novo acerto dos mesmos criadores de Baldur's Gate 2."

Eu não comparei os creditos finais do jogo de ME2 com Baldur's Gate 2, mas a unica certeza que tenho é que o dublador do Sheppard homem trabalhou em BG2 dublando o Deus do assassinato. È bom lembrar que a Bioware hj tem varias subsidiarias. Por exemplo os criadores de Dragon Age(que venderam o jogo como "sucessor espiritual de BG2") não estão envolvido com o time de produção de ME. Então a pergunta é, tem como saber se o time de produção de ME foi responsavel pela produção de Baldur's Gate? Se for, só tenho que lamentar pela decadencia dos mesmos.

Sobre a parte de se importar com personagens virtuais, ei, muita gente chorou com a morte de Aeris em FF7 sabia?


José Guilherme Wasner Machado disse...

O Breno é aquele cara que quando o amigo chega todo contente, por ter ganho uma medalha de ouro na Olimpíada, diz "bah, grande coisa, um monte de gente já ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas antes de você, pfff...". Ou "pare de elogiar o fulano por ele ter passado em segundo lugar na medicina, é um incompetente, eu conheço um que passou em primeiro". :D

Abração!

Breno disse...

honest feedback

Susej Menegroth disse...

"honest feedback"
Ou seja, a hipótese de John Gabriel se confirma: http://i486.photobucket.com/albums/rr226/Dragoon_Jett/Funny/Dickwad.jpg

@Wasner e Geisel
É só não alimentá-los com atenção que os trolls migram para outro lugar.
Façam o experimento. Funciona todas as vezes. ;)

Breno disse...

Definição de troll: Pessoa que tem uma opinião diferente da minha. Minha arma contra trolls é justamente o oposto: Criar uma opinião concisa e sem falhas de logica(ou seja, criar um texto que não seja igual a história de Mass Effect).

é bem simples: é só mudar essa parte do trecho "o mundo palpável de Mass Effect 2 reage a você. Não ainda da forma que eu tanto sonho, mas da melhor maneira aplicada atualmente." para "o mundo palpável de Mass Effect 2 reage a você(explicação de como o mundo reage aqui seria bem vinda). Não ainda da forma que eu tanto sonho, mas de uma maneira que satisfaz as minhas expectativas." Bem melhor do que colocar o jogo em um patamar acima de outros jogos que ele não jogou ainda.




Shadow Geisel disse...

"modo anti-Breno: off".

quem disse que eu estou nervoso, meu caro? só estava argumentando contra as suas afirmações. se você não quiser que alguém pense que você está criticando um texto que nem leu por completo, então não diga coisas como "nessa parte eu parei de ler..."

infelizmente não tive a chance de jogar Baldur's Gate. vi apenas um clone modificado para PS2 que não tinha muito a ver com o original. mas se esse jogo foi tudo isso mesmo em questão de originalidade, interatividade, reação do mundo aos atos do jogador, narrativa e fator replay que todos dizem (ou parecem o fazer), então eu concordo com você com relação à decaída nos criadores do ME2.

sinceramente, ter que estar muito imerso no clima do jogo pra chorar por uma personagem clichê que nem sangue solta quando enfiam uma espada de dez metros no peito dela. mas cada um tem a sua experiência com um jogo...

Wasner, acho meio precipitado julgar o comportamento de uma pessoa por meio de uns meros comentários em um blog. o que eu sei sobre o Breno é que ele exagera um pouco às vezes, provavelmente por ter muito senso crítico e gostar muito de games, assim como todos os frequentadores assíduos deste blog.

Susej, não acho que o Breno seja um troll. acho que ele é um experimento do governo para aferir a capacidade dos civis em sair do sério quando se tem a própria opinião contestada. rsrsrsrsrrs.

bem, o fato é que alguns dos debates mais divertidos que já aconteceram aqui no Retina não seriam tão engraçados sem a rabugice do Breno.

"modo anti-Breno: standing by..."

Susej Menegroth disse...

@Geisel
"Rabugice" e "attentionwhorismo" são duas coisas diferentes. E é exatamente isto que um troll faz: usa todos os artifícios possíveis para chamar atenção. Para o troll, usar argumentos sem sentido é muito comum e não há como discutir de forma racional com eles. Portanto, não há sentido em sequer tentar.
Ao respondê-lo, você está fazendo justamente o que ele quer, alimentando-o com a atenção que tanto almeja. Se simplesmente ignorá-lo, ele irá buscar atenção em outro lugar.

E este será meu último post sobre o troll. Chega de alimentá-lo, não é mesmo? ;)

Breno disse...

"Para o troll, usar argumentos sem sentido é muito comum e não há como discutir de forma racional com eles. Portanto, não há sentido em sequer tentar."

Eu acho até ironico o que vc fala, pois vc é o cara que vem aqui falar de minha personalidade e tirar a sessão de comentarios fora do topico. Eu posso ser chato como sou, mas pelo menos sempre tento comentar as coisas dentro do topico. Se Aquino quiser, ele pode muito bem deletar os meus comentarios. Então, para mim, se tem um troll aqui é vc querendo dizer como eu sou e deixo de ser, quando o topico em questão é ME2. Há, e se quer acusar que meus argumentos são sem sentido ao menos tenha a decencia de dizer PORQUE eles são sem sentido...

José Guilherme Wasner Machado disse...

Sim, Shadow, concordo 100% com você quando diz que não devemos julgar alguém meramente por comentários em comentários em blog (claro, dentro de certos limites normais). Mas não foi essa minha intenção. Meu comentário acima foi mais para o lado da brincadeira, daí fazer até questão de colocar um ":D" ao final. Acho que o Breno não ficou chateado.

Acho que classificar o Breno como um troll seja injusto, Susej. Ok, ele é bem radical, ácido e poderia, às vezes, ser um pouquinho mais simpático. Também acho que em algumas questões ele parece esquecer que existe algo como gosto pessoal. Mas sempre respeitou as regras de civilidade e procurou embasar seus pontos de vista com argumentos - concordemos ou não com suas linhas de raciocínio. Quando escrevemos um blog, existirão aqueles que irão concordar com você e outros que não concordarão. Quem dera que todos que não concordam elaborassem os motivos em vez de simplesmente partirem para a ofensa pessoal. E, quem sabe... algumas vezes, podem muito bem mostrar que estão corretos, por que não? Eu sei que muitas vezes estive errado, e foi bom ter alguém que me apontasse aonde...

Abração!

Breno disse...

Ok, vou tentar ser menos chato! Prometo a vcs...

C. Aquino disse...

Paz, enfim. \o/\o/\o/

Shadow Geisel disse...

"Ok, vou tentar ser menos chato! Prometo a vcs..."

nossa! pelo visto o Breno recebeu a visita de três fantasmas durante a noite... rsrsrsrs

Osama disse...

Caramba como é bacana a genialidade humana.
Pessoalmente eu achei esse jogo a proposta mais rasa e vazia de ficção científica dos games atuais, um simulacro de RPG. Agora vejo esse texto (muito bonito por sinal) mostrando coisas que eu não vi, e continuo sem ver no jogo.
O texto é bacana, mas permita discordar por completo de você.
Boa sorte no capitulo final. E cuidado com as expectativas...
Viva as diferenças!

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