Retina Desgastada
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4 de fevereiro de 2013

Agora Vai?

Em um Domingo cheio de estranhas surpresas no Steam e ainda sob os efeitos do viral de Prey 2, duas outras bombas aterrissara no meu colo: um projeto insinuado do mestre Tom Hall e notícias do quase esquecido A Luz da Escuridão.

A Luz da Escuridão Para quem não sabe, A Luz da Escuridão foi o primeiro projeto que apoiei no Kickstarter e o único de um jogo nacional. No começo era tudo empolgação e festa, mas o escorrer dos meses transformou a euforia em um amargo desespero. O silêncio faz isso às vezes. Mas ontem dois e-mails sinalizaram que o sonho continua em frente.

Um dos e-mails, explicando o que vai acontecer com o A Luz da Escuridão daqui para frente, foi traduzido para o português e está disponível online. Resumindo bastante, os desenvolvedores prometeram uma demo mais ou menos jogável para daqui a duas semanas. Apesar da descrição detalhada do que virá contido na demo, o prazo não espantou a triste dúvida já enraizada na minha mente. Afinal, em 11 de junho de 2012, eles também anunciaram uma demo para duas semanas depois...

O melhor e-mail é o segundo, que na verdade é uma republicação de um texto que já estava no site desde 28 de Janeiro. É pura lavagem de roupa suja, onde a colaboradora Seven Game Studio (SGS) é crucificada pelos atrasos. A escola de desenvolvimento de jogos, que foi saudada como uma forte aliada para a conclusão do jogo se revelou uma fonte de dor de cabeça para os criadores de A Luz da Escuridão. Até fevereiro do ano passado, estava tudo correndo bem entre as partes e o jogo conseguiu até uma equipe de dublagem composta por nomes como Ricardo Schnetzer, Luiz Carlos Persy e Dário de Castro, veteranos da área. Com a trilha sonora exclusiva de Andrew Kalu, parecia que o projeto iria decolar. Mas começaram os problemas.

A Luz da Escuridão

Nas palavras de Fernando Rabello, criador do jogo, "os envolvidos com o projeto dentro da SGS não tinham o conhecimento necessário e esperado desde o começo; Não havia interesse suficiente dos envolvidos, tão pouco respeito com o trabalho que estava sendo feito, onde alguns receberam remuneração e pareciam não ter trabalhado". Aparentemente, a SGS consumiu uma parte respeitável dos recursos levantados pelo Kickstarter, não contribuiu como deveria e Rabello e seu time tiveram que reescrever uma grande quantidade de código. Um mês depois do projeto romper relações com o SGS, o próprio estúdio foi fechado pela Escola Seven. Rabello pede desculpas aos apoiadores do jogo por ter demorado em tomar a decisão de tirar a SGS da produção e por ter demorado em informar as dificuldades ou dar qualquer outra atualização do jogo por meses.

Qualquer um que já trabalhou em projetos que dependem de terceiros em algum momento já passou por isto. Acontece em qualquer indústria, em quase qualquer país. Se A Luz da Escuridão conseguir entregar uma demo satisfatória até 17 de fevereiro, o jogo terá feito justiça ao seu nome.

E... Não é Anachronox. Não Ainda.

Como fã incondicional de Anachronox, a menor migalha de informação funciona como um combustível da esperança. No sábado, o criador Tom Hall publicou um enigmático tuíte escrito "Two days". Que foi seguido no domingo por outro dizendo "One day". Naturalmente, senti cheiro de jogo a caminho.

Nesta segunda-feira veio o banho de água fria: Tom Hall começou um kickstarter para um criador de jogos de plataforma e um sucessor espiritual de... Commander Keen?! Depois do triste fiasco de Shaker em angariar fundos, o veterano desenvolvedor parece ter resolvido mirar em alvos mais baixos.

Secret Spaceship Club

Apesar de todas as potencialidades que uma ferramenta competente de criação de jogos pode ter, confesso que não fiquei empolgado. A meta de 400 mil dólares também me pareceu alta demais para uma proposta com pouco apelo. Ou estaria sendo rabugento por sonhar com Anachronox 2?

Um certo David Lambert também ficou decepcionado e perguntou na lata: "Alguma chance de que algum dia veremos uma sequência de Anachronox?". Tom Hall nem piscou e respondeu: "Yeah nós temos! Bem, se este Kickstarter funcionar, definitivamente irei me empenhar nos jogos que eu amo fazer!". Não é exatamente a resposta que um possível apoiador quer ouvir sobre seu projeto atual, mas vale pela honestidade e pela fagulha de possibilidades. E Hall volta a responder a Lambert dizendo que continua tentando pegar os direitos de Anachronox de volta e promete que fará um divertido e maluco RPG de ficção-científica no futuro, com ou sem a marca.

Por enquanto, Worlds of Wander acumulou mais de 10 mil dólares em seu primeiro dia. Que venha mais. Que venha Anachronox 2.

Anachronox

Ouvindo: White Lies - Death
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2 comentários:

Eder R M disse...

É, fiquei empolgado com o "mistério" do Tom Hall tb até a "revelação":D

Mas a questão mesmo do Anachronox se refere aos direitos do game, que são da Eidos (ou Square Enix agora) como vc bem disse, e o Hall já mencionou diversas vezes.

Se fosse só pra fazer o game, sem nenhum impecilho legal / judicial no meio, já teríamos o 2 há mtooo tempo atrás.

Bacana essa referência ao Commander Keen. Embora, pessoalmente eu mal conheça a série, si que há uma pequena legião de fãs leais por aí.

Shadow Geisel disse...

vixe! se depende da Square-Enix pra sair um RPG, boa sorte aos fãs do game dada a péssima lista de lançamentos dessa empresa rsrsrsrsr

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