Retina Desgastada
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13 de dezembro de 2022

Eu Li: Elite: The Dark Wheel

Comprei um Kindle. É da geração anterior, mas é meu. É a concretização de um sonho que já durava 20 anos: ter um ebook reader, um dispositivo dedicado somente a leitura. Curiosamente, também tem sido um excelente tratamento para insônia: meia hora na cama ajuda a relaxar a mente e promover um sono tranquilo.

elite-the-dark-wheelPorém, o objetivo principal era derrubar uma coleção de cerca de 150 textos eletrônicos acumulados em uma pasta sem qualquer critério ao longo das últimas décadas. Alguns arquivos são coletâneas com mais de mil páginas (lembro que existe um com 6000!), outros são fanfics de poucas páginas. Não me recordo mais da origem da maior parte deles. Portanto, adotei uma prática lúdica: executo um random e deixo a sorte escolher qual será minha próxima leitura. É claro que, se eu não gostar do livro, não sou forçado a ler e o arquivo será apagado sem dó nem pena. Porém, a prática me levou a Elite: The Dark Wheel.

Não é um texto excepcional, preciso ser franco. Talvez sequer seja atraente para aqueles que não se aventuraram pelo menos por Elite Dangerous. Há uma profusão de termos técnicos tirados diretamente do universo do jogo, como nomes de naves e equipamentos. É basicamente uma história de vingança que pincela uma grande trama por trás, mas se encerra prematuramente com a promessa de novos horizontes. Cheguei a imaginar que se tratasse de uma fanfic de qualidade ou material promocional para o jogo mais recente. Ledo engano. Depois que completei a leitura, fui atrás de sua origem.

Elite: The Dark Wheel é um marco histórico. Ele foi o primeiro livro na História a ser incluído como complemento na venda de um jogo eletrônico. O material de 48 páginas foi lançado originalmente em 1984 para o primeiro título da franquia Elite e vinha na caixa do jogo. Era um indicativo para o público de que aquilo ali era muito mais do que um mero "brinquedo de navinha", mas um universo inteiro de aventuras mergulhado na ficção-científica. Talvez tenha sido o primeiro sinal de que os tais videogames estavam se tornando "coisa séria". Para tal empreitada, foi convocado o autor de fantasia e ficção-científica Robert Holdstock, que tinha certo prestígio na época, embora eu admita que esse foi meu primeiro contato com sua obra.

Uma continuação foi prometida para o ano seguinte, mas nunca foi publicada. Quase quarenta anos depois, a trama segue com perguntas não respondidas. Esses mistérios terão que ser solucionados jogando mesmo.

O livro original pode ser encontrado legalmente no site oficial de Ian Bell, um dos fundadores da franquia.

Ouvindo: DC Universe Online - Gotham City BGM 4

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