Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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2 de agosto de 2020

Quarentena - Semana 20

plumbing-problems

Pela primeira vez em quase cinco meses, alguém de fora entrou aqui em casa. Foi menos assustador do que a imaginação ilustra, ainda mais em um momento em que parece que a pandemia normalizou. Ainda assim, foi por uma questão essencial e ele e eu permanecemos de máscara o tempo todo, com uma distância aceitável e uso liberado de álcool em gel.

Entretanto, essa história começa com um incidente doméstico. Tenho duas pias na cozinha, um exagero arquitetônico cometido por meus pais três décadas atrás ao erguerem essa casa. Por algum motivo que me escapa, os canos são interligados de uma forma que, se há um entupimento nas profundezas da terra, a água de uma pia sai pelo outra e os dois se nivelam por algum princípio que eu tenho uma vaga lembrança dos meus tempos de escola. E, sim, o cano entupiu. Ao bombear uma das pias com um desentupidor, exercendo a força normal que um nerd possui, a cuba de trinta anos entregou os pontos e desabou, despejando sua água suja pela cozinha. Resumindo muito, foi toda uma tarde de sexta-feira tentando desentupir os canos mesmo assim, lavando o chão da cozinha (que estava mesmo precisando) e puxando toda aquela água até a saída de casa (já que a cozinha tem duas pias e zero ralos).

Embora eu saiba colocar uma cuba de volta no lugar (tarefa que fiz no antigo apartamento), o resultado é grotesco: uma maçaroca de adesivo cinzento e uma pia manchada. Uma vez que o principal chuveiro de casa também havia pifado (fora outros problemas que brotaram nos últimos meses), não tive alternativa a não ser chamar a ajuda de um velho amigo de meu pai, um vizinho de confiança que ajudou a levantar essa casa.

Foi um evento, mas a cuba está de volta no lugar, o cano está desentupido, a fiação do chuveiro foi trocada. Resta saber se o inimigo invisível entrou junto, mas todos os cuidados foram tomados.

Rock of Ages 3

Por causa da análise do Gamerview, essa semana a jogatina entre meu filho foi dedicada a Rock of Ages 3. Voltamos a Warframe pouquíssimas vezes e o "jogo da bola" voltou a nos divertir. Particularmente, apesar de ter bons momentos únicos, esse terceiro jogo é muito parecido com Rock of Ages 2 e fico me perguntando se a franquia não encontrou seu limite.

Totally Reliable Delivery Service e Far Cry 3 no modo cooperativo foram completamente esquecidos e eu já sei o que isso significa: possível descarte. Por enquanto, não comento nada com o guri. Devemos seguir um pouco da próxima semana com Rock of Ages 3, mas será momento de começarmos juntos Bite the Bullet, também para o Gamerview.

Em termos de filmes, a semana poderia ser melhor. Para não dizer que foi um desastre completo, porque desastre completo é uma cozinha alagada de água suja. Enfim, vi A Sound of Thunder com meu filho. Bradbury rola na tumba. Não há um ÚNICO mérito nesse filme. É provavelmente um dos piores filmes de sci-fi que eu já vi nessa vida. É risível. Efeitos pavorosos, história ridícula, roteiro cheio de furos de lógica, elenco perdido, atores sem emoção. Bem Kingsley é o único se divertindo na trama, em um papel secundário. É quase uma comédia de tão ruim.

No sábado, eu, meu filho e minha esposa (tiete de Tom Cruise) assistimos The Mummy (2017), a fracassada tentativa da Universal de começar um universo cinematográfico compartilhado. No caso, com monstros (A Múmia, Jekyll & Hyde, Homem-Invisível, Lobisomem, Drácula, etc. O projeto parou por aqui mesmo e é fácil perceber o motivo. O filme não funciona. Seu roteiro é desnecessariamente expositivo, uma vez que é óbvio, as cenas de ação não impressionam, o horror é contido, a resolução é medíocre. Nem mesmo Tom Cruise salva a produção de ser um grande desperdício de dinheiro que tenta, desesperadamente, imitar a Marvel em um gênero em que isso não faz o menor sentido.

Através do Gamerview, entreguei a análise de Othercide. É um jogo que poderia ser muitas coisas, mas naufraga diante de sua pretensão excessiva e da repetitividade de seu progresso. Ainda assim, é tão bonito, tão elegante...

Bligthbound

Com os camaradas Caco Big Bear e Acid Jujuba (jornalistas de jogos tem nicks tão estranhos...), desfrutamos de uma sessão de Blightbound. Parte dessa brincadeira virou um "gameplay comentado" no YouTube. Não espere grandes elucubrações sobre o jogo, éramos apenas três jogadores se comunicando enquanto tentavam entender e sobreviver àquele universo. A análise vai sair pelo Gamerview, mas eu não serei o autor. O consenso entre os três é de que o título tem boas ideias, mas não vale o compromisso, se perdendo em mecânicas e ambientações muito genéricas.

Depois de muito adiar, passar por problemas de importação de saves e até mesmo travamentos, finalmente mergulhei em The Walking Dead: Final Season. Completei o primeiro capítulo e, se o resto mantiver a mesma qualidade desse primeiro quarto de jogo, poderei afirmar que estou diante do segundo melhor título da franquia (já que The Walking Dead seguirá eternamente imbatível). A reviravolta que surge com a força e a velocidade de uma locomotiva e o impacto da cena final do capítulo são a fúria da série em estado renascido.

Antevejo a grande conclusão e me preparo para me despedir de minha Clementine, sofrendo por antecipação.

The Walking Dead

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