Comprei o Lego Batman - The Videogame no Gamersgate, nem lembro mais por que motivo. Provavelmente, alguma promoção. Não ativava no Steam. Depois de deixá-lo estagnado um tempo na Biblioteca, resolvi instalar.
E não gostei do que vi.
Que jogo do Batman era esse em que ele lutava mal e precisava ficar montando coisas? Batman não monta coisas. Na melhor das hipóteses, ele quebra coisas. Para chegar nos bandidos e quebrar os bandidos. Em minha profunda ignorância, acreditei que meu filho também não gostaria e... [pausa dramática]... sequer mostrei para ele.
O tempo passou, meu filho ganhou alguns Legos de aniversário, viu algumas animações e amou The LEGO Movie - Videogame.
Percebi que tinha cometido um gravíssimo erro de avaliação.
Voltei no Gamersgate e descobri que durante esses anos, a Warner tinha chegado à conclusão acertada que não custava nada liberar chaves Steam para todo mundo e ali estava minha chave de ativação para outra loja. Era o batsinal que precisava.
Uma das últimas coisas que revelei para meu filho em The LEGO Movie - Videogame é que era possível jogar em dupla, cada um controlando um personagem. Só contei depois que tinhamos terminado o modo Story, outra decisão estúpida da qual me arrependo.
Mas em Lego Batman, foi tudo diferente. Pela primeira vez, jogamos juntos um título de ponta a ponta (ao contrário de Brothers - A Tale of Two Sons, onde ele entrou depois que eu já tinha começado e no final, ele completou sozinho). Não podia ter sido uma experiência mais hilária. Ele era o Cruzado de Capa. Eu, o Menino-Prodígio. "Eu sou só uma criança", virou meu bordão em várias sessões de risadas.
Não há muito o que dizer sobre a jogabilidade de um título Lego. Entre Lego Batman, de 2008, e Lego Movie, de 2014, ou mesmo vendo vídeos de exemplares mais recentes, nada muda. Quem jogou um, já conhece todos, variando apenas situações e personagens. Você quebra o cenário, constrói itens para passar por desafios, alterna habilidades ou poderes de personagens que você controla, é tudo muito divertido. Eventualmente não é divertido porque você não faz a menor ideia de como seguir em frente, mas basta quebrar tudo ao redor que a resposta acaba surgindo.
Talvez eu possa dizer que Lego Batman tem mais momentos de indecisão assim e o escopo de habilidades disponíveis é mais limitado. A história também nem de longe traz a complexidade de seu capítulo mais recente, até porque os personagens não falam nesse e o outro é a adaptação de um roteiro para o cinema. Mas o charme, esse permanece o mesmo.
Para nossa absoluta surpresa, após concluir o enredo do Batman e Robin, o jogo desbloqueia a hístória dos vilões, onde você joga os planos deles e tem acesso a uma ampla variedade de estilos de jogo, controlando a galeria de inimigos do Homem-Morcego. São dois jogos em um, onde o segundo é ainda mais engraçado.
Agora que perdi completamente meu preconceito com jogos Lego e aprendi a jogar de sidekick usando o teclado numérico (como os dedos doem... mas como é bom ser pai!), fico feliz de saber que a Lego tem um portfólio de títulos gigantesco e uma ainda maior generosidade para oferecer descontos no preço.
Lego Marvel é nossa próxima meta, mas é certo que os jogos da marca vão ter um lugar cativo nesse computador.

5 Comentários
Perguntei o porque desse meu amigo ter tantos jogos do Lego no Steam e ele explicou que sempre passa horas jogando com os filhos.
Você gostaria de participar? Seria uma conferência de voz no Skype de menos de uma hora (dá pra gravar até pelo celular).
O problema desses jogos é o baixo desafio, aos adultos. É praticamente impossível morrer, e quando isso acontece, você só perde bricks. Mas a quantidade de personagens destraváveis de cada título é sempre um atrativo.