(não) Jogando: Orcs Must Die! 2

orcs-must-die-2

As portas estão sendo sacudidas. É apenas questão de segundos para uma horda avassaladora cruzar o limiar e avançar com sede de sangue. Cabe ao jogador e seu eventual parceiro resistirem a essa investida, plantando armadilhas e lutando diretamente contra os invasores.

Não é Dungeon Defenders. Infelizmente, não é Dungeon Defenders. Estamos falando de Orcs Must Die! 2, o primeiro título cooperativo de sua franquia. Enquanto Dungeon Defenders divertiu a mim e a meu filho por cerca de 15 horas, até que enjoamos, Orcs Must Die! 2 não chegou a registrar nove horas por aqui e isso somente porque eu insisti em vencer esse ou aquele mapa no modo solo.

Há um pouco de mais do mesmo nesse título, aquela sensação de que já passamos por isso antes e nem curtimos tanto assim na primeira vez. Por outro lado, não há como negar que Orcs Must Die! 2 é visivelmente inferior a Dungeon Defenders, nos quesitos variedade de armadilhas e inimigos, assim como no próprio balanceamento dos confrontos. Novamente, há um fio narrativo que nós solenemente ignoramos, uma vez que a premissa se basta: Orcs estão vindo, detenha todos eles.

Graficamente, o jogo supera na comparação. Não é nada excepcional, é apenas porque Dungeon Defenders tinha um ar de jogo de PS1 e aqui temos algo melhor trabalhado. Porém, a superioridade para por aí.

Orcs Must Die! 2 apresenta poucas diferenças entre suas armadilhas, não há uma escala aceitável de poder em que paga-se mais por armadilhas claramente melhores, muitas delas são inúteis. Estrategicamente, o jogo tem um diferencial significativo: barricadas que permitem direcionar os inimigos para funis de abate. Entretanto, não só essa tática deixa de ser opcional e se torna obrigatória em muitos mapas, como ela também cai por terra muito fácil com unidades suicidas que avançam em velocidade absurda e explodem, levando suas barricadas e seu dinheiro investido junto.

Ainda assim, insisti, levantando a bandeira junto ao meu filho, porque estava me divertindo de alguma forma e porque existem poucas opções cooperativas no mercado (que ainda não tenhamos tentado). Infelizmente existe um limite para quantas derrotas seguidas um ser humano pode suportar, seja no coop, seja solo, então o desbalanceamento e o stress acabam sendo uma barricada que não conseguimos contornar.

Orcs Must Die! 2 abre a possibilidade de fazer grind para evoluir armadilhas (e até mesmo reinvestir todos os pontos gastos, alterando completamente a tática). Porém, grind raramente é prazeroso, a quantidade de pontos necessários para fazer alguma diferença na batalha é absurda e mudar táticas se resume a escolher entre opções muito parecidas.

Até que não dava mais para fingir que estava tudo bem e que estávamos curtindo. Ele pediu para remover o jogo e agora partimos para outra jornada, deixando os Orcs para trás.

Ouvindo: Tyler Bates - Sword Fight

Postar um comentário

0 Comentários