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6 de fevereiro de 2018

Jogando: Minecraft (Quarta Temporada)

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As férias foram curtas esse ano, por conta de uma greve mais longa que o normal e um calendário reajustado. Pouco mais de 30 dias de Minecraft e tinha terminado a aventura novamente...

Retornamos à Torre de Julho, por que sentia que era um mundo ainda inacabado, uma obra que desafiava minha vontade de construção.

E, apesar do tempo reduzido, vi crescendo em meu filho o desinteresse. Afinal, por quantos anos mais ele ainda pode se manter apaixonado pela obra-prima de Notch? Era uma pergunta que me martelava há muito... Para complicar, a migração para a versão 1.10.2 se provou uma decisão equivocada, uma vez que a grande maioria dos mods ficou lá atrás na inesquecível 1.7.2. O que ganhamos em troca? Diferentes tipos de pedra, um coelho insosso e templos submarinos que nunca exploramos. Aparentemente, há mudanças também no The End, um lugar ao qual jamais retornamos desde nossa primeira (e épica) jornada. Da lista de mods de Julho, um ou dois foram acrescentados, um puramente cosmético e outro que havia esquecido de adicionar um complemento e introduziu cemitérios e novos tipos de criaturas no mundo.

Sem novidades, o guri ficava irrequieto. Não que não tenhamos passado por grandes momentos: arrastar um urso preguiçoso por dois dias seguidos para levá-lo para nosso lar, dar asas a nossa pantera negra, conseguir um gato problemático. E gastamos um bom tempo saqueando tumbas, uma atividade bem menos empolgante que as longas explorações do passado, as minerações aterrorizantes ou a caça de animais selvagens. A ironia não me escapava: estávamos tentando extrair as últimas gotas do cadáver já enterrado de Minecraft?

Entretanto, se ao meu lado o guri não demonstrava mais o mesmo ímpeto de outros anos, vi que ele também criara asas. Pela primeira vez, ele administrava seu próprio mundo, se movimentando em três dimensões por conta própria, fazendo plantações, construindo, criando animais, sobrevivendo. E também com suas obsessões: construiu uma estrutura que chegou às nuvens, porque sim.

E então pediu para eu ativar o Criativo, percebendo nesse modo uma forma de expressão que eu até então havia ignorado. Não se chama "Criativo" por acaso. Se na campanha em dupla a euforia havia arrefecido e eu estava próximo de perder um co-piloto, via nascer um criador, um explorador, um jogador pleno.

cabaninha

Minecraft nunca mais será o mesmo.

Nem nós: o computador dele está mais próximo do que nunca. A nossa Quinta Temporada será única.

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