Retina Desgastada
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16 de dezembro de 2015

Jogando: Samorost e Samorost 2

Uma vez que já passamos por Botanicula e Machinarium, não sobrou muita coisa da Amanita para meu filho experimentar. Depois de ele ter fechado Finding Teddy e Lilly Looking Through me pareceu óbvio que o gênero dos adventures com um toque de fantástico poderiam funcionar com o guri e resolvi visitar os primórdios da desenvolvedora tcheca.

O que nos levou primeiro a Samorost 2. Que é um jogo pago e que está disponível no Steam, mas essencialmente é um Flash game em suas raízes e traz um vislumbre de obras mais complexas e coesas da desenvolvedora.

Na trama, seguimos um pequeno habitante de um asteroide , que, na falta de alguma explicação, chamamos de Samorost mesmo. Uma noite, alienígenas pousam no seu quintal e sequestram seu cachorro. Samorost parte em uma viagem por paisagens surreais para recuperar o animal e voltar para casa.

Os puzzles não são tão elaborados quanto os vistos em Machinarium e o universo apresentado está mais próximo de uma viagem de alucinógenos do que do respeito ao tema visto nos trabalhos posteriores da Amanita. Em Machinarium, temos robôs e mais robôs. Em Botanicula, animais e vegetais minúsculos. Em Samorost 2, temos um pouco de tudo, passando por um humano fumando um narguilé pra lá de suspeito a criaturas que só poderiam ter saído do consumo de ácido. Lembra Monty Python em seus melhores momentos e isso é um elogio.

Resolvemos emendar logo para o primeiro Samorost, disponível de graça na Internet para ser jogado no navegador. Como era de se esperar, é ainda mais curto, ainda menos coeso e nem mesmo traz a figura do cachorro, apenas o "Samorost", desta vez lutando para tirar um outro asteroide da rota de colisão com sua casa.

Os puzzles são incrivelmente simples. Se você simplesmente sair clicando em tudo que há na tela, eles irão se resolver, embora haja elementos que estão ali apenas para decoração. Em menos de meia hora, chega ao fim e você viu de novo (ou pela primeira vez, na verdade) o humano fumador de narguilé "queimando tudo até a última ponta".

As duas aventuras insinuam o talento da Amanita que, felizmente, desabrochou em sua plenitude nos jogos seguintes. O próximo projeto da desenvolvedora é justamente Samorost 3 e será muito interessante saber o que eles irão aprontar, com anos de experiência nas costas, para cima do pobre "Samorost":

Ouvindo: The Psychedelic Furs - The Ghost In You
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2 comentários:

Shadow Geisel disse...

Os visuais parecem ser bastante orgânicos. Dá vontade de jogar.
"...queimando tudo até a última ponta." KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.
Qualquer associação a Monty Python SÓ pode ser um elogio, Aquino. Os caras fizeram escola.

Fausto Albertoni disse...

Botanicula é uma das coisas mais lindas que já vi no mundo dos jogos, não ha como resistir ao "oooooooooohhhh" dos protagonistas, Kkkk... certamente preciso conhecer melhor os demais trabalhos desse estúdio.

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