Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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24 de junho de 2015

Zerg Rush

Jogos de estratégia sempre oferecem uma visão em macro escala dos horrores da guerra, com algumas notáveis exceções, e sempre ignorando a população civil. Esse curta da RocketJump tenta quebrar um pouco essa tradição e nos apresenta uma visão diferente do mundo de StarCraft:

Sem heróis. Sem Marines. Sem Ghosts. Sem Battlecruisers.

Ouvindo: Concrete Blonde - Your Haunted Head
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3 comentários:

Luiz Antônio disse...

Bem legal essa ideia de mostrar como seria se "tudo aquilo" fosse real e com pessoas reais.

Sabe... Esse lance de realismo em jogos é meio complicado.

Eu nunca procurei por realismo em jogos do mesmo jeito que não procuro realismo em filmes do tipo os vingadores. Eu procuro é diversão e entretenimento por alguns minutos ou horas e quero justamente é fugir da realidade.

Esse é o motivo porque eu nunca me senti atraído por nenhum tipo de simulador.

O melhor simulador de carros do mundo, por exemplo, jamais vai me dar a mesma experiência de estar dirigindo um carro de verdade em todos os seus "mínimos detalhes".

É claro que, mesmo sendo ficção, é sempre bem vinda (e acho que obrigatória) a tal da coerência dentro da ficção. Uma boa coerência entre os argumentos de um filme de ficção é muitas vezes o que separa um ótimo filme de ficção de um trash movie.

Eu sempre achei os jogos que tentam ser realistas demais os mais chatos e desinteressantes.

Uma vez, lendo num fórum sobre como era o realismo do jogo Battlefield 3 estava um fã do jogo ARMA 2 (que eu acho um porre de tão chato que é) defendendo o realismo do jogo e, tipo, depreciando a falta de realidade dos jogos Call Of Duty e Battlefield até que alguém largou uma frase que lavou a minha alma e, pelo jeito, a de muitos que estavam ali:

"you want realistic? sign up with the army and go to afghanistan."

Para ficar mais perfeito eu apenas acrescentaria: "I want fun!!!" no final da frase. :)

Acho que um pouco de realismo e coerência (dentro da história do jogo) é nescessário mas nada exagerado que comprometa a diversão.

Marcos A. S. Almeida disse...

Eu completaria de outra forma: " You want realistic? sign up with the army and go to afghanistan. And wait fun..."

C. Aquino disse...

Um dos desenvolvedores do Elite original escreveu que "jogos são para serem jogados e jogatina é sobre diversão não realismo" (http://blog.retinadesgastada.com.br/2014/11/movimento-da-elite.html) e esse foi um dos motivos da briga dele com o outro desenvolvedor de Elite e de por que Elite II e III venderam pouco.

Achei interessante o vídeo mostrar um pouco mais do realismo da guerra, mas não acredito que todos os jogos possam lidar com isso o tempo todo. Ou seriam bem depressivos.

Também prefiro a diversão ao realismo quando se trata de mecânicas de jogo e cenários. Corrida pra mim tem que ser arcade ou é aquele desastre.

Testei o Operation Flashpoint (primeiro jogo de guerra da Bohemia, do ARMA 2) e fui morto por uma bala em 30 segundos(!) de combate. Nem vi o atirador. Tentei de novo. Morri em 20 segundos. Abri o jogo outra vez e CORRI para uma cobertura. Durei um minuto inteiro, se muito. Até hoje estou procurando o soldado inimigo que me matou. Teria mais chances no Afeganistão!

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