Retina Desgastada
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15 de dezembro de 2013

Jogando: Three Dead Zed

Quando o Gamersgate resolveu entrar na onda dos jogos independentes e montar o seu próprio bundle, o primeiro IndieFort, você podia escolher 5 jogos de uma lista e pagar um valor bem baixo. A oferta era toda composta de títulos dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Tive que ler a descrição de um por um, analisar telas, ver um vídeo aqui e outro ali. No final das contas, foi mesmo um tiro no escuro.

Felizmente, um dos tiros pegou em Three Dead Zed.

Three Dead Zed

Desenhado à mão com um forte pendor para a caricatura, neste jogo que mistura plataforma e puzzles, você não luta contra os zumbis. Você é o zumbi. Treinado em uma instalação científica para fins militares e alterado geneticamente para ser a combinação de três zumbis diferentes, você é bastante perigoso. E seu objetivo é fugir das experiências, deixando o caos no seu caminho e descobrindo a bizarra identidade de seu enigmático mentor.

A trama e o traço parecem não se levar a sério, mas procurando em algumas salas secretas por registros dos experimentos, deparei-me com alguns detalhes macabros que achei por bem não traduzir para o meu filho. E a jogabilidade também não é brincadeira de criança.

Como tudo no universo de Three Dead Zed é hiperbólico, as instalações por onde você perambula estão repletas de armadilhas. E por "repletas" eu quero dizer uma impressionante quantidade de serras, lasers mortais e compressores em meio a mesas de escritório, banheiros públicos, bebedouros e outros elementos normais de um ambiente de trabalho. Eu não sei como os funcionários convivem com tantos perigos espalhados, mas há uma boa dose de humor negro aqui, refletido em cartazes de segurança e na voz do alto-falante tentando explicar que há um zumbi à solta nos corredores.

Three Dead Zed Three Dead Zed

Para escapar destas armadilhas, você terá que alternar entre as três formas disponíveis para o zumbi: uma delas, a principal, consegue subir escadas e apertar botões, mas pula e ataca de forma mediana; outra forma é capaz de saltos acrobáticos, inclusive de uma parede para outra, mas não consegue fazer mais nada além disso e morre fácil; a terceira e última forma é feminina e, ao contrário do que ordenam os clichês, é justamente a forma mais bruta, com ataques devastadores e grande resistência, ainda que não pule nada e se mova bem lentamente. No começo, é tudo muito simples, mas perto do final você terá que fazer transformações bem rápidas se quiser sobreviver.

Three Dead Zed

A cada transformação, sua forma anterior explode em um jorro de gosma para emergir a nova forma. E nojeiras deste tipo não faltam no jogo. A cada morte sua, as paredes são cobertas de gosma. Cada inimigo morto deixa um pedaço de crânio e sangue no chão. E isso tudo é cumulativo: se você morrer várias vezes tentando o mesmo pulo, o lugar vai ficar bem sujo. Mas não é nada perto do gore realista de um Blood ou Fallout 3. Está mais próximo da estética dos desenhos animados, se os desenhos animados tivessem gosmas e sangue aos litros. Como todo bom zumbi, esse também se alimenta (e se regenera) com cérebros. Entretanto, a regra aqui em casa era só atacar os civis quando a vida estivesse baixa, o que salvou a vida de muitos faxineiros.

Three Dead Zed

Como já é comum nos jogos independentes, Three Dead Zed é bem curto também. Concluído a história, os níveis de Challenges são desbloqueados e eles fazem jus ao nome: desafio para aqueles que são mais pacientes e habilidosos do que eu ou meu garoto.

O jogo está tentando a sorte no Greenlight e eu acredito que vale o voto pela oportunidade de colocar você do outro lado dos jogos de zumbi, pela trama insana e pela boa combinação de saltos precisos e raciocínio.

Ouvindo: Broken Bells - Trap Doors
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