Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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26 de maio de 2013

Serenata

O MAGFest é um festival de quatro dias dedicado à celebração da música nos jogos eletrônicos e acontece todos os anos em Washington. Na 11ª edição, em Janeiro deste ano, Kan Gao, compositor e criador de To The Moon, fez um medley ao vivo da trilha sonora do jogo:

A mágica trilha pode ser adquirida pelo Steam ou pelo Bandcamp. Metade da renda das vendas é revertido para instituições que lidam com a questão do autismo.

Ouvindo: To The Moon Medley - Kan Gao Live @ MAGFest 11
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11 comentários:

Marcos A. S. Almeida disse...

A trilha sonora do jogo é realmente muito boa, um pouco melancólica, mas muito boa.Depois de terminar o jogo fiquei imaginando se primeiro ele compôs a trilha e depois pensou: -"tenho que encaixar essas músicas em alguma coisa"
-"Filme?"
-"Não"
-"Clipe?"
-"Não"
-"Jogo?"
-"Bem, um jogo é muito caro pra se produzir..."
-"E se fizesse no RPG Maker?Ia ser rápido e fácil!Não precisa nem muita jogabilidade.Tira as batalhas,a exploração de cenário e coloca uma história triste."
-"Mas se tirar isso tudo continua um jogo?"
-"Não, mas o que importa é vender a trilha sonora!"
-"Feito!"

Bem , não precisa nem dizer que não achei o jogo tãaaao bom assim...

C. Aquino disse...

ahaHAHAahahaha!

Gledson A. disse...

Jogo maravilhoso.
Trilha sonora maravilhosa.

Tristes lembranças...




Na minha humilde e insignificante opinião, To The Moon é uma daquelas obras que transcende, ou pelo menos alcança, aquilo que comumente chamados de "arte".

Chega a ser uma honra tê-lo no meio dos jogos.

Marcos A. S. Almeida disse...

Gledson A., em vários aspectos To The Moon é uma obra única , que têm um apelo sentimental forte , uma história muito boa e bem contada, embaladas por uma trilha sonora de primeira.Mas em momento algum eu senti estar no controle das ações,estava sempre sendo guiado, assistindo e acompanhando a história ser contada.Há alguns poucos momentos em que tomamos as rédeas (até literalmente) mas acho que é apenas pra justificar.Assim como Dear Esther , são obras magistralmente executadas e merecem todos os elogios, mas não as considero jogos.Não no sentido que me habituei á jogar.Enfim , quem quer ver uma boa história e ouvir uma boa música , encontrará em To The Moon; quem quer ação, interatividade que exija reflexos e/ou raciocínio, fuja dele.Talvez seja até um novo gênero de jogo e eu com a minha visão estreita não o aceite como tal, mas só o futuro dirá.Lembrando sempre que é uma visão pessoal e não tenho a pretensão de ser o dono da verdade.

C. Aquino disse...

Não tiro a razão do Marcos. Na minha análise mesmo eu escrevi: "(...) Porque To The Moon não é um jogo. Não há desafios, não há escolhas, não há enigmas, não há reflexos coordenados. É impossível perder. É impossível travar. (...) A experiência criada por Kan "Reives" Gao é uma história contada a partir da linguagem dos jogos eletrônicos, mas não é um jogo. A ação do espectador não difere do virar da página de um livro, de avançar os diálogos ou posicionar os personagens no lugar certo no palco. Gao nos convida a assistir e domina a cena com precisão de mestre."

To The Moon, assim como Thirty Flights of Loving e (imagino) Dear Esther são narrativas multimídias que brincam com aquilo que classificamos de jogo. Apesar de provocarem a ira de alguns detratores (não estou falando de você, Marcos!), suas ousadias podem ensinar alguns truques novos para os jogos tradicionais.

Marcos A. S. Almeida disse...

Exato!E a verdade é que li sua análise e o meu comentário só confirma o que você disse.
Se você têm gosto pelo olhar contemplativo , experimente Dear Esther.Também é uma experiência interessante.Não vou falar mais sobre, pois por incrível que pareça é possível passar "spoilers" mesmo num jogo tão minimalista.
Acredito que lançamentos pontuais desse tipo de jogo podem ter um espaço,até pra variar um pouco do "nosso-FPS-de-cada-dia", como um escape.Mas a produção em série é improvável , porque a lufada de competência embutida nesses jogos é algo raríssimo e até por isso são tão aclamados.É algo novo, que proporciona uma experiência interessante mas são poucos que pagarão pra "contemplar" um jogo.
Quanto aos "detratores", Aquino, infelizmente estamos em uma época em que confundem a palavra DISCORDÂNCIA com INTOLERÂNCIA.A discordância é legítima , um direito de todos nós;já a intolerância deveria ser aplicada apenas contra o mal-feito, contra quem descumpre leis e regras, mas hoje ela é aplicada até contra quem está certo , contra quem está no seu direito , contra quem é discordante.Não, não estou falando sobre intolerância sexual ,apesar de estar em voga e esse não é o espaço adequado( e não têm o porque falar) ; estou falando da intolerância praticada contra as pessoas que externam seus gostos, demonstram inabilidade ou com ponto de vista diferente e são agredidas verbalmente.Isso é preciso ser combatido, não pra acabar , pois "espírito-de-porco" sempre existirá, mas pra que não se sintam á vontade pra praticar sua intolerância.A internet favorece essa postura por conta do anonimato mas é preciso coibir.

Gledson A. disse...

Levando em consideração todos estes pontos apresentados por vocês, Marcos e Aquino, daí podemos sim dizer que To The Moon e outros parecidos não podem ser considerados jogos, mas sim "experiências". Mas isso só será válido se, na sua visão, um jogo tiver a obrigação de ter um nível de interação alto.

Disse o que disse por considerar, também, mídias que exigem pouca intervenção do ator como jogos.



Mas, para fins de não criar burburinho, seria mais ético chamá-los de filmes-jogáveis.

O que, acho eu, podemos concordar é que, independente de em qual mídia eles vieram a ser concebidos, essas obras nasceram e deixaram sua mensagem... Uma ótima e/ou linda mensagem.


Como levantou Marcos, a ideia de ser uma nova tendência, um novo gênero, me anima. Espero que realmente surjam mais jogos do tipo.

Ás vezes é bom deixar a ação frenética de lado e parar para apreciar uma boa estória; melhor ainda quando essa experiência pode ser experimentada em seu tipo de mídia favorito.

Marcos A. S. Almeida disse...

Aquino, seu post também teve repercussão internacional!Veja o comentário acima!Hehehehehehehe!

Gledson A. disse...

Não consegui entender o seu comentário, Marcos.

=S

Gledson A. disse...

Ahhhh!

Disfarça, galera!

https://twitter.com/desgastada/status/339875610539196416/photo/1

Marcos A. S. Almeida disse...

Pra quem não entendeu as minhas palavras acima e pra não ficar achando que debochei do Gledson A. , leia primeiro este link => http://caiohostilio.com/2013/05/28/materia-do-blog-sobre-a-situacao-da-grecia-repercute-internacionalmente/ (leiam o comentário no final do texto) e depois leiam isso => https://twitter.com/desgastada/status/339875610539196416/photo/1

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