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16 de dezembro de 2012

Jogando: Mass Effect

Mass Effect Quanto tempo demora até um jogo enfiar um soco violento no seu estômago? Quanto tempo até você perceber que um determinado título tem aquele "algo a mais" que o destacará de similares no mesmo gênero? No caso de Mass Effect, o primeiro capítulo da saga espacial da Bioware, eu levei 17 horas até atingir este ponto.

Mass Effect foi lançado em 2007 como uma segunda tentativa da empresa em criar sua própria franquia, sem ter que pagar direitos de licenciamento para ninguém. A primeira tentativa foi o mal-recebido e já esquecido Jade Empire. Cinco anos depois, com uma trilogia concluída, histórias em quadrinhos, livros e uma promessa de filme, pode-se dizer que a Bioware conseguiu o que queria. A que preço, é algo ainda a ser desvendado. Seus fundadores não estão mais na empresa e um Mass Effect 4, que muitos consideram desnecessário, está em produção.

Para quem está entrando agora como eu no universo da franquia, alguns detalhes não funcionam bem. De imediato, você é apresentado a uma quantidade enciclopédica de informação sobre conceitos como Citadel, Alliance, raças alienígenas, tecnologias. Se você tem preguiça de ler, vai sentir um choque. Mas todo aquele material enriquece a trama e vai fazer falta para depois para sentir o impacto das decisões. Toda esta informação poderia ser introduzida de uma forma menos formal? Acredito que sim, mas tenha em mente que a Bioware aqui mostra o seu melhor lado: a construção rebuscada de um universo.

Charles Shepard Eden Prime

Os problemas começam mesmo quando você entra em combate. A interface de luta é complexa, não há um tutorial que dê conta de todas as variáveis envolvidas em acertar e ser acertado. Ao contrário de títulos anteriores da empresa, tudo acontece em tempo real sem quase nenhuma possibilidade de enviar comandos táticos para seus aliados. Ao contrário de títulos anteriores da empresa, a inteligência artificial de seus comandados é risível, para dizer o mínimo. Você verá seus aliados atirando em paredes, parando em obstáculos no chão incapazes de continuar te seguindo, caindo em lugares inacessíveis... fosse Mass Effect um jogo de ação, estes equívocos seriam o suficiente para condená-lo à irrelevância. Escolheu usar um rifle de sniper? Se deu mal: a arma balança mais do que um barco em noite de tempestade. Para complicar ainda mais este início, as primeiras batalhas são mais difíceis do que muitas que virão depois. A exemplo de Baldur's Gate 2, a Bioware permite alterar a dificuldade do combate sem recomeçar o jogo. Estou no modo "casual" e ainda sinto o sistema hostil.

Batalha

Não satisfeita, a Bioware criou um sistema de inventário que confunde mais do que explica. Comparar armas é mais trabalhoso do que precisa ser, saber com quais armas cada NPC se sai melhor só saindo da tela de Inventário, descobrir qual é a melhor modificação para cada arma implica em entender as vantagens e desvantagens entre diversas estatísticas.

E o que dizer do Mako, o veículo de combate que aparece no jogo? Na minha experiência é o segundo pior veículo que já dirigi em um jogo, só perdendo para os carros do odiado Enter the Matrix. O menor toque nos comandos e o Mako faz viradas abruptas, sobe nas menores elevações e se lança sobre abismos fatais. Isso quando não tenta subir em paredes verticais ou fica preso em objetos invisíveis.

Makoooooo

Então, o que funciona em Mass Effect? A narrativa. Mais uma vez, a Bioware prova que tem os melhores escritores do mercado e onde poderia facilmente entregar um amontoado de clichês de ficção-científica e nada mais, entrega um amontoado de clichês de ficção-científica, personagens palpáveis, atmosfera épica e decisões lancinantes. Ciente deste ponto forte, seus desenvolvedores também inventaram um eficiente sistema de diálogos que consegue ser mais fluido do que qualquer coisa que já vi antes: a impressão que passa é que a conversa corre em tempo real, além de não ser possível saber de antemão as palavras exatas do protagonista. A dublagem é excelente, assim como a sincronia labial. Se a mecânica do jogo falha em tantas partes, a trama é o que segura o jogador, instigando-o a voltar. Converse com seus NPCs, são alguns dos mais bem escritos que a indústria produziu. E acredite: o combate melhora com o tempo (ou você se acostuma, também é possível)

Mas nada disso se equipara àquele momento, às 17 horas de jogatina. Uma decisão inesperada, dura e resolvida da pior forma possível foi apenas o prenúncio para uma sucessão de eventos catastróficos que sinalizaram claramente para mim que eu já estava me importando com aqueles personagens virtuais. Este soco no estômago vai ser difícil de esquecer, Bioware.

Normandy

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30 comentários:

José Guilherme Wasner Machado disse...

Aquino, mas dá para pausar a ação por quanto tempo for necessário, seja para analisar o campo de batalha, seja para dar ordens detalhadas aos seus comandados - o que compensa muito a fraca IA, aliás. A maior diferença deste para outros jogos da Bioware é que vc precisa manter a barra de espaço pressionada o tempo todo que for necessário, em vez de simplesmente tocar nela uma vez, como ocorria, por exemplo, em Baldu's Gate. Se você não fizer uso intensivo desse recurso, as batalhas serão BEM difíceis.

Eu gosto muito da série, mas os problemas apontados por você são realmente incômodos! Muitos deles são corrigidos em ME2, quando a série se assume de vez como um shooter com fortes elementos de RPG. Independente disso, sempre haverá a necessidade de pausar frequentemente a ação para analisar a situação e dar ordens bem calculadas aos aliados.

Abração!

Gyodai disse...

Eu concordo com você em duas coisas; o sistema de combate é muito mal explicado e implementado (os NPCs fazem muita cagada se deixados pra agir à vontade) e o Mako é um pé nas partes baixas. Tá certo que depois de algumas horas o combate fica até interessante e o Mako passa de ruim pra menos pior, mas ainda sim são dois pontos que podem afastar muita gente do jogo. Eu já zerei uma vez e comecei tudo de novo, porque quero maximizar meu personagem antes de transportá-lo para o ME2. Gosto muito do jogo, mas em alguns pontos ele fica até cansativo demais.
E acho que consigo imaginar qual é esse momento "soco no estômago"...

Cézar Felício disse...

O ME1 é o pior game da série de longe, tanto que eu me esforcei pra jogar ele mas desisti, li a história toda do 1 na internet e fui direto pro 2.

O ME2 e 3 são espetaculares!

Marcos A. S. Almeida disse...

Como eu já fui direto para o ME2, peguei a franquia já menos "RPGizada", como frisou o camarada Wasner , o que pra mim foi ótimo. Quanto ao companheiros do 2 a inteligência artificial também é ruim e eu nem contava com eles na maioria dos combates, pelo contrário, ficava tentando sempre protegê-los.Mas Aquino, como é a exploração por recursos no jogo?Sempre me disseram que neste é tarefa mais chata do mundo, principalmente se comparado ao segundo.

C. Aquino disse...

Camarada Wasner, o problema da pausa no combate é que não dá para automatizar a pausa (como era em Baldur's Gate) nem programar uma série de ações (como era em KOTOR). Mas já me acostumei em deixar os NPCs soltos e ir eliminando os inimigos com sniper, agora que a arma treme muito menos.

Gyodai, o "soco no estômago" é quando um personagem atira à queima-roupa em outro personagem durante uma conversa. Espero que tenha identificado. No meu caso foi pior ainda porque foi um personagem que eu NÃO empatizo matando outro que era o meu favorito!

Cézar, foi jogar os três na sequência, algo que nunca fiz com nenhuma franquia!

Marcos, por incrível que pareça, ainda não explorei recurso nenhum! Estou visitando só os planetas da missão principal, então nem sei como é!

Gyodai disse...

Hum... Sabe que eu não me lembrava disso? Achei que era uma outra parte. Mas acredito que aconteça mais pra frente. E a parte de exploração é meio chata mesmo. Tentei encontrar tudo, mas nem consegui. Faltaram aquelas insígnias (acho que é isso). Fiz as side quests, a quest do DLC Bring Down the Sky e terminei a principal, basicamente.
Seu post me fez sentir vontade de jogar esse jogo outra vez. Vou começar de novo e tentar terminar outra vez.

Eder R. M. disse...

Sabe o que eu odeio no ME? A maldita dublagem do Shepard masculino.

Para mim é simplesmente horrível, algo monótono, repetitivo e que incomoda, soa como o tom de voz de um soldado dizendo "Senhor, sim senhor!" o tempo todo. Pode parecer bobagem, mas isso realmente faz diferença pra mim.

Enquanto o resto da dublagem vai, no geral, de ótimo a melhor ainda, a do Shepard masculino beira o insuportável para mim. Sim, eu poderia começar de novo com a Shepard feminina, mas eu tava a fim de jogar com um personagem do mesmo gênero que eu.

No mais, até concordo com o Aquino aqui :) Um amontoado de clichês, mas bem escrito. E pra mim o mais interessante, principalmente no 2º jogo, são as missões secundárias de seus aliados, onde se poder ver mesmo o lado humano deles - pois a história principal, apesar interessante, não deixa de ser aquele tipo conto de ficção científica (com os citados clichês) que, de uma maneira ou de outra, já vimos antes.

Não sou particularmente um grande fâ da saga, mas é inegável que se trata de uma série excelente.

Só acho que a afirmação que a Bioware "tem os melhores escritores do mercado" acaba sendo enfática demais. Sim, mesmo o odiado DA2 tem diálogos ótimos, mas há games por aí que são muitíssimo bem escritos IMO, como o The Witcher 2 e Fallout New Vegas, só pra citar dois relativamente recentes.

(Off-topic: Se vc achou que esse "incidente" no ME foi um soco no estômago, fico imaginando o que dirá quando jogar o The Walking Dead da Telltale, que é, no mínimo, uma sucessão ininterrupta de socos e chutes no estômago - e também no coração).

Jimmy Fischer disse...

Quando eu joguei ME, simplesmente desisiti... as batalhas me eram muito estranhas e não consegui evoluir no jogo... desisti.
E os elevadores?Na época do lançamento tinha virado até piada!
-
Depois mesmo tendo jogado pouco e me frustrado com o jogo dei uma chance ao ME2, resultado:Foi um dos jogos da atual geração que mais me impressionou!
-
Comprei o 3 faz pouco tempo e estava jogando nas férias, agora está lá parado, estou bem perto do final... joguei algumas horinhas do multiplayer e gostei.Não me impressionou tanto quanto o 2 mas ainda é fantástico!
-
Quando acabar a trilogia jogue DRAGON AGE ORIGINS, o melhor sistema de batalhas que já vi!

Shadow Geisel disse...

é engraçado perceber que todos, basicamente, têm as mesmas dificuldades quando se fala em ME.
eu comecei logo pelo 2, pelo fato de não ter o primeiro para PS3. agora que saiu a trilogia para consoles eu perdi o interesse (no primeiro apenas).
é unanimidade que o primeiro ME é o pior de todos no quesito jogabilidade e exploração. o 2 corrige muitos dos problemas que você citou Aquino. comecei jogando esse jogo e odiando tudo (menos a história e os gráficos que são impressionantes). ele passou uns três ou quatro meses estacionado mas, quando fui entendendo o sistema de combate e me acostumando com as falhas, o jogo se tornou quase um vício. da história nem se fala. eu preferia conversar do que realizar missões rsrsrs.

José Guilherme Wasner Machado disse...

Eu entendo, Aquino. Claro que cada um deve jogar de acordo com o estilo que se sente melhor. Mas se me permite a ousadia... muito da graça do combate de ME está em vc fazer seus aliados trabalharem como um time... usando os poderes e habilidades em conjunto de forma tática e orquestrada. E isso não é possível se deixá-los agir por conta própria. Isso é particularmente verdade nos jogos seguintes. Em ME2 e ME3 (principalmente), faz toda a diferença direcionar os poderes dos aliados para alvos específicos, no momento certo, inclusive para expô-los ou deixá-los vulneráveis à mira de seu rifler sniper ou a um poder seu ou de outro companheiro (aliás, há combos de poderes bem destrutivos!). Sem isso, o combate vira um caos sem sentido, e, dependendo do momento, um obstáculo quase instransponível.

Concordo com vc em relação ao time de escritores da Bioware. Os caras são muito bons! Até agora, os únicos que se igualaram à Bioware nesse quesito são os escritores da Telltale, especificamente em The Walking Dead. Ô jogo envolvente, vou te contar! Nervos em frangalhos aqui...

Abração!

João Luiz disse...

o mako é uma cópia do moon patrol...

ME1 falha como RPG e como shooter, mas isso melhora nos 2 últimos.

a única coisa legal desse jogo é uma escolha que tu faz, que interfere na série inteira (em especial no 3). aguarde e confie...

Breno disse...

Então basicamente o jogo é ruim, mas a história e boa?

"Mais uma vez, a Bioware prova que tem os melhores escritores do mercado e onde poderia facilmente entregar um amontoado de clichês de ficção-científica"

lol, é basicamente isso que ela faz. Vai ter tanta inconsistencia na narrativa que não se conta nos dedos...

"Ciente deste ponto forte, seus desenvolvedores também inventaram um eficiente sistema de diálogos que consegue ser mais fluido do que qualquer coisa que já vi antes"

Triste ver um jogador de PC fazer apologia a um sistema de dialogo inventado para consoles.

"além de não ser possível saber de antemão as palavras exatas do protagonista."

Por que alguem iria querer isso em um jogo onde se controla um avatar?

"Mas nada disso se equipara àquele momento, às 17 horas de jogatina. Uma decisão inesperada, dura e resolvida da pior forma possível foi apenas o prenúncio para uma sucessão de eventos catastróficos que sinalizaram claramente para mim que eu já estava me importando com aqueles personagens virtuais."

Não se preucupe, não haverá eventos catastróficos. As concequencias em jogos da Bioware são imediatistas. jogue um nivel até o final e sempre terá decisões que só afetam cutscenes. Até um jogo como Street of Rage remake tem mais concequencias que um jogo da Bioware...



Breno disse...

Alias, se vc gostava do personagem, porque deixou ele morrer? dialogo na diagonal para cima é o sheppard bonzinho. Dialogo na diagonal em baixo sheppard fica malzinho. Provavelmente vc usou as opções do mal no dialogo entre o individuo. tem também as opções vencedoras em dialogos, mas ai tem que distribuir pontos em persuação(opção bonzinha cor azul) e intimidação(opção malzinha cor vermelha).

Lucs disse...

A manipulação de inventário tão criticada no 1º é toda cortada no 2º.Felizmente as poucas armas presentes SÃO diferentes. Os lugares repetitivos também foram cortados.E a exploração.
No final,os dois jogos são tão diferentes a ponto de opiniões se dividirem na hora de dizer "qual o melhor"

Quanto ao controle do time:A grande graça está em desativar o uso de poderes ofensivos automático e você mesmo,com a pausa estratégica, decidir como seguir e quando usar os poderes.A IA fraca deve ser proposital :P

Essa resenha me lembrou das minhas (inalcançáveis) expectativas sobre o ME3
:(

E o Wrex é foda.Meu personagem favorito.E toda sua foderosidade está melhor representada no 1º jogo.

Breno disse...

A escola de design da Bioware é mais ou menos assim: se vc fez uma mecanica mal implementada e incompetente, ou que esta mecanica não agrade ao público alvo que ela queira alcançar, corte esta mecanica no jogo seguinte. Fica bem claro isso em ME2, o jogo virou um clone de Gears of War com desbloqueaveis, ala Call of Duty(obviamente poucos perceberam isso, pois as longas cutscenes dão mais "profundidade" ao jogo). é sempre hilário ver discussões de ME1 vs ME2, pois são sequencia somente em termos de história. Mecanicas sólidas não são um prerequisito hj em dia...

Me irrita ver o quão superestimada esta série é. Parece que todo jornalista de jogos/blogueiro de jogos tem que dizer o quão fodasticos, pioneiros e best evers os caras da Bioware são(sem justificativa plausivel, obvio), quando na verdade depois de BG2 eles fazem jogos medianos a ruins...

Anderson disse...

Perdi o save desse jogo com 6 horas e deixei pra jogar depois, mas minhas primeiras impressões foram boas (depois de pegar o jeito pro combate). Mas depois de perder o save do Dragon Age com 44 horas , só vou jogar algo da Bioware depois de benzer o PC daqui XD.

Já tenho o ME2 mas não consigo pular direto pra ele, tenho q seguir a historia toda começando do primeiro.

breno disse...

Anderson, youtube é seu amigo XD.

Anderson disse...

Mas não é mesma coisa. Assim como filmes educativos não são a mesma coisa ;)

Breno disse...

Ai depende do jogo! ME sofre severas criticas na jogabilidade, então não veria porque somente assistir a história(será que a história se segura bem sem a parte jogavel?). Um jogo que eu me arrependi de jogar, embora eu tenha gostado da história é Legacy of Kain:Defiance. Se a jogabilidade entedia, então porque não somente assistir as cutscenes e partes criticas do jogo, evitando assim o filler?

Anderson disse...

Eu sempre que possivel termino os jogos q começo, no caso de ME se eu não gostar do jogo eu vo pro youtube procurar alguma linha na historia diferente da que segui, mas se tiver gostado (e estiver com paciencia) vou jogar pra ver algum novo final.

Mas depois de pegar o jeito em ME não tive tantos problemas com combate, como só joguei 6 horas pode ser q não deu tempo de pegar uma situação mais complicada.

Pra vc ver como eu sempre termino os jogos eu cheguei a ir até o fim de Garshasp. Instalei só pra fazer achievement de evento do steam, mas uns meses depois voltei pro jogo. E eu tenho a prova q conclui ele sem tomar game over :P

http://steamcommunity.com/id/anderson_silveira/stats/Garshasp

Jimmy Fischer disse...

O Universo de ME é fantástico, as críticas ao sistema de escolhas só veio por causa do final do 3º episódio!
Lá vem o Breno criticando sem ter jogado de novo!
ALPHA PROTOCOL tb lembra muito ME embora a jogabilidade não seja grandes coisas, o sistema de diálogos é até mais interessante!

bre disse...

"Lá vem o Breno criticando sem ter jogado de novo!"

Engano seu, joguei os dois titulos

Jimmy Fischer disse...

Po, jogou os dois até o fim e não gostou? ;)

Shadow Geisel disse...

Breno, não é que o jogo seja ruim só com a história de bom.
pelo menos no meu caso, o problema foi entender o sistema do ME2, já que o tutorial não ensina a jogar, apenas a apertar botões. o excesso de informações também não ajuda.
um problema que senti no jogo foi a previsibilidade dos combates: não importa quão alienígena seja o planta que vc está visitando, pois todos eles têm salas quadradonas com caixotes espalhados por tudo que é canto. fica fácil saber que vai vir uma cambada de soldados pra te atacar.

Breno disse...

"Po, jogou os dois até o fim e não gostou? ;)"

haha, se não gostou é pq não jogou e se jogou até o fim é pq gostou.

Breno disse...

"um problema que senti no jogo foi a previsibilidade dos combates". Bioware não tem muita experiencia com jogos 100% ação, então a parte de ação é totalmente linear e previsivel para a jogabilidade cover shotter( bem mediocre por sinal).

Jimmy Fischer disse...

Foi só falar no JADE EMPIRE que entrou em promo no STEAM!

C. Aquino disse...

Se tem interesse no Jade Empire, compre agora porque só lembram de dar este desconto para ele uma vez a cada 5 anos...

Susej Menegroth disse...

Aquino, concordo contigo. No primeiro fiz exatamente a mesma coisa. O menu da pausa estratégica é confuso e bem complicado de se acostumar, então simplesmente mando meus companheiros na frente como distrações eatiro com meu rifle sniper em tudo que se move.

Mas como o Wasner disse, grande parte destes problemas com o combate se resolvem no 2. Como, quando e em que inimigo usar as habilidades de seus companheiros se torna crucial. Ao ponto de ser quase impossível tentar resolver tudo sozinho, como no primeiro.

Agora, já que está em Virmire e sentiu um soco no estômago nesta situação logo depois de chegar no acampamento, prepare-se... Tem coisa BEM pior vindo por aí. E não esqueça: tudo o que acontece tem consequências nos jogos posteriores. Com exceção do final do 3, mas aí já é chutar cachorro morto.

Susej Menegroth disse...

Ah, por um tweet seu já vi que está no final do jogo, na última batalha.
Dependendo de quem levou com você, tente usar Overload para acabar com o escudo do maldito lá e granadas sempre que der.

Essa luta é bem chata mesmo mas é muito satisfatória. Acredite.

Quero ver o update de quando transferir seu save pro ME 2, onde os socos no estômago, alguns derivados de suas próprias escolhas, começam já nos primeiros minutos.

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