Retina Desgastada
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21 de novembro de 2011

(não) Jogando: Fallout 3 - Mothership Zeta

Mothership Zeta
Fallout 3 foi desinstalado. Com grande aperto no coração, fechei o ciclo, me despedi de meu assentamento no Super Duper Mart e removi da máquina. Não sem antes provar do desgosto com o famigerado DLC Mothership Zeta.

De imediato quero afirmar que não tenho nada contra premissa: uma abdução alienígena remove o protagonista das Terras Devastadas e o coloca a bordo de um filme B de ficção-científica. Seres de outros planetas aparecem marginalmente na franquia Fallout desde o primeiro título e fazem parte do mesmo imaginário retrô onde a série busca inspiração. Então, nada contra a premissa. O problema está na execução preguiçosa que reúne todos os elementos em um FPS com inimigos genéricos, sem o mínimo traço de RPG, com NPCs subaproveitados ou inconvenientes e um cenário rasteiro. O resultado final é uma repetição de batalhas insossas que não me senti impelido a terminar.

De imediato, Mothership Zeta remove mais uma vez todo o equipamento do jogador. Um recurso que foi criado para aumentar o desespero em The Pitt, aqui é usado de forma gratuita: cinco minutos depois, já estamos de posse de tudo novamente. Aprisionado, o protagonista se envolve no mais primário plano de fuga que existe no universo e os alienígenas provam que não existe vida inteligente fora da Terra. Após um rápido confronto onde dois humanos derrotam a socos um par de captores armados, estamos livres para explorar a nave.

Mothership Zeta - Alienígenas Burros!
Se você investiu pesado em perícias como Lockpick, Speech, Science, Barter ou qualquer outra necessária para a boa interação social, eu tenho uma novidade pra você: você morreu em Mothership Zeta. Não existem portas para arrombar, sistemas para burlar, pessoas para convencer. Se você investiu pesado em Energy Weapons, parabéns: você vai ter que aguentar o DLC inteiro. Com corredores iguais uns aos outros, todos repletos de alienígenas hostis, você terá muito tempo para matar, matar, matar. Infelizmente, seus oponentes possuem uma espécie de campo de força que neutraliza parte do dano recebido e você terá que dar uma quantidade absurda de tiros para derrubar apenas um deles.

Depois de ser guiado por um labirinto de corredores sem charme por uma menina chata e onipresente, finalmente você encontra outros e mais interessantes NPCs. Que servem apenas como bucha de canhão para o velho esquema do hub: um ponto central no mapa onde seus aliados esperam, enquanto você desbrava outros três lugares tentando explodir alguma coisa importante. Cada aliado só irá acompanhá-lo para um lugar específico, então nem escolher sua companhia direito você pode.

Mothership Zeta
No primeiro setor que eu visito estão congelados outros prisioneiros e soltá-los aumenta a confusão na hora da inevitável batalha com os alienígenas. Desastrosamente, soltei um Glowing One que não apenas ignorou o fato de eu trazer a Ghoul Mask, que me garante imunidade à sua espécie, como também era imortal. Um bug maldito da Bethesda tornava o inimigo invulnerável a qualquer tipo de arma. E eu tentei várias.

Enfurecido com aquele inconveniente e já desmotivado com o DLC, corri para cima dos próximos extraterrestres trazendo meu Glowing One a tiracolo. Tinha esperanças de que o imortal monstro exterminasse meus inimigos enquanto eu me escondia em um canto. Ledo engano. O Glowing One queria apenas minha pele e a de mais ninguém. Pela primeira vez, usei um cheat para eliminar alguém em Fallout 3. Enquanto isso, meu aliado tombava morto para os alienígenas. Eliminei a resistência e segui em frente. Mais adiante, mais alienígenas. Desisti.

Para todos os efeitos, apague meus saves de Mothership Zeta e guardei apenas os últimos, posteriores à gravação do vídeo do Super Duper Mart. Nunca estive em Zeta. Ainda estou lá em cima da marquise, em meu posto de observação, admirando minha obra. Possivelmente, para sempre.

Adeus, Fallout 3.

Super Duper Mart
Ouvindo: X-Men 3 - Attack On Alcatraz
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7 comentários:

João Luiz disse...

as dlcs do FO3 são ruins, com exceção do pitt e da broken steel.

essa zeta é horrível, também não consegui acabar.

tu vai fazer um post com a análise geral do FO3, aquino?

e qual a próxima empreitada, digo, jogo pra análise?

será que o oblivion entra nessa? hehehe

Shadow Geisel disse...

"...os alienígenas provam que não existe vida inteligente fora da Terra". kkkkkkkk.
Pensei que só eu tinha detestado esses ets estúpidos e aquela menina chata. pra mim, a Zeta só serviu pra uma coisa: evoluir o personagem e abrir trofeus. os ets são engraçados (os diários em áudio valem a pena), mas essa expansão tem tantos buracos de enredo que fica difícil levar a sério.
quanto a só ter ets pra matar, discordo um pouco. O que você esperava encontrar numa nave alienígena além de... alienígenas? e não tem só ets como inimigos não, Aquino. Mas realmente, a Zeta só não consegue ser mais superficial que a Anchorage.

C. Aquino disse...

João, eu já analisei a missão principal de Fallout 3 (e achei magnífica). E analisei cada DLC separadamente, além de alguns mods e outras curiosidades do jogo. Não devo juntar tudo em uma análise só. O próximo jogo ainda é segredo, para não entregar parte do conteúdo de minha coluna do Gemind de amanhã. Mas adianto que é um jogo independente e curto. Depois desse, há 90% de chances de eu finalmente encarar o Assassin's Creed que comprei meses atrás na Fullgames! A menos que me dê uma vontade súbita de jogar outra coisa, o que acontece.

Shadow, os registros em áudio são bem legais mesmo. Mas não justificaram meu interesse em continuar. Repare que eu não reclamei de só ter alienígenas para enfrentar, mas de os inimigos serem genéricos. Um pouco mais de variedade nos ETs teria caído bem. Mas não teria salvo o DLC.

Poa Kli-Kluu disse...

Concordo que não haviam muitas razões para seguir em frente no Mothership Zeta, mas segui em frente mesmo assim.

Os relatos em audio me cativavam a tal ponto, que eu sentia uma sede crônica pelo próximo log. Eu ja comentei que sou muito entusiasmado com Fallout? Bem, isso me impediu de lembrar de ser imparcial. Joguei toda a DLC, sem piedade matei cada alienígia. Mas confesso que depois das horas gastas nessas chacinas de cabeças-de-repolho, ponderei a qualidade da DLC.

Caraca Aquino, como sou lerdo! Não havia reparado que escrevia para o Gemind até agora. Eu ja havia me inscrito nele, e lia posts esporádicamente, mas não sabia que você também escrevia por lá.

Provavelmente ja discorri sobre isso também, mas deixarei claro - de novo: Adoro a forma como discorre detalhadamente sobre cada experiência em particular com cada DLC, cada período nos jogos, cada MOD. Isso é cativante, imagina então pra um fanboy assumido que nem eu. Haha o/

OBS: Aquino, fiz um mention em ti no twitter na esperança de conseguir falar contigo; Te adicionei no Steam e gostaria de trocar algumas palavras rápidas contigo, uma vez que elas são sobre seu trabalho no Retina e sobre minhas ambições com o meu blog.

Marcus Gonzallez disse...

O Mothership Zeta só não é bom porquê não presta, se é que você me entende.

Breno disse...

"Um recurso que foi criado para aumentar o desespero em The Pitt."
Fallout 3 não é um titulo dificil com rarissimas excessões. Melhor seria uma versão stand-alone para vc criar um personagem no DLC.

E as reclamações sobre a falta de utilidade das skills,além de ser pessimo level design, só se aplica a personagens de nivel baixo. Vc se transforma em um Deus na terra no nivel 30.

Marcos disse...

joguei essa DLC antes de fechar o FO3, era tão chata que eu tava desesperado para fechar fiquei umas 3hs para fechar essa dlc

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