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21 de junho de 2011

Longa Vida ao Rei?

Recebendo críticas por todos os lados e com uma versão demo que não vale o gigabyte onde reside, é de se supor que Duke Nukem Forever enterrou a marca Duke Nukem, quatorze anos depois. Ou não?

DukeNukem_GloriousBastard_01_cov A Take-Two pagou caro pela aquisição da franquia e está correndo atrás do prejuízo até agora, seja processando a desenvolvedora 3D Realms ou imaginando formas de lucrar com um personagem que perde carisma a cada novo review. O diretor da produtora Strauss Zelnick declarou à Forbes que "vocês verão mais de Duke Nukem vindo desta empresa". Perceba que ele não disse isso em uma entrevista a um site ou revista de jogos, mas em uma revista de negócios, o que pode ser interpretado mais como uma garantia aos investidores do que palavras ao vento para alavancar vendas no presente. E Zelnick não está falando necessariamente de jogos: "se nós pudermos pegar algumas de nossas propriedades intelectuais e trazê-las para outra mídia de uma forma extraordinária com alta qualidade, que satisfaça os consumidores e represente uma oportunidade comercial para nós, nós faremos".

O famigerado filme de Duke Nukem está em pré-produção desde 2008, sem diretor, elenco, roteiro ou sinal de que realmente exista. E, mesmo isso, é assunto requentado. Em fevereiro de 1998, a 3D Realms anunciou para todo mundo que havia assinado um contrato global com a Threshold Entertainment para exploração do personagem no cinema, na TV e no mercado de vídeo. Até Duke Nukem Forever viu a luz do dia, mas o filme ou qualquer coisa levemente parecida jamais saiu do papel. Com a insinuação de Zelnick, aqueles que tem esperança de ver o anti-herói em outra mídia acabam de receber uma nova promessa.

Por enquanto, a única aventura do personagem fora dos jogos no horizonte é a revista em quadrinhos Duke Nukem: Glorious Bastard, a ser lançada no próximo mês pela IDW. Na história, o personagem é convocado para viajar no tempo e ajudar a Resistência Francesa a derrotar os nazistas e uma invasão alienígena.

De Volta para o Futuro?

Quem se lembra do projeto semi-independente que iria repaginar o bom e velho Duke Nukem 3D usando a engine Unreal? Em outubro do ano passado, o projeto de Duke Nukem: Next-Gen conseguiu a carta-branca dos donos da franquia e hoje caminha a pleno vapor. Entretanto, um detalhe ou outro foi alterado nos planos..

Frederik Schreiber, o fã responsável pelo pontapé inicial, reuniu uma equipe grande de profissionais e fundou sua própria empresa, a Interceptor Entertainment. O aval da Gearbox Software se transformou em algo mais próximo de uma apadrinhamento. Duke Nukem: Next-Gen agora se chama Duke Nukem: Reloaded. E o remake do jogo virou outra coisa também.

Duke Nukem 3D Reloaded

Segundo o site oficial, "Duke Nukem 3D: Reloaded não é um remake no sentido tradicional. Nós o chamamos de 'revisão'. É o que Duke Nukem 3D poderia parecer (e ser jogado) se fosse lançado hoje". Aparentemente ele será jogado como "a maioria dos shooters modernos", mas eles estão tentando manter a "atmosfera de Duke Nukem". Conseguiram até o dublador Jon ST. John para repetir o papel principal.

Duke 3D Segundo Barry Cogan, designer de níveis sênior, a idéia da recriação foi descartada: "Uma passada inicial foi feita que era uma cópia perfeita quase pixel a pixel do original, mas se tornou imediatamente aparente que este design não iria funcionar. A escala era visualmente idêntica. Tinha um jeito de atulhada, pequena e ainda mais ultrapassada. Como chefe dos designers de nível, a re-imaginação me ocorreu. Eu estabeleci que a maioria, se não todos, os principais componentes precisavam estar presentes. É essencial para os jogadores que eles se sintam como se estivessem andando em uma parte de um ambiente muito mais largo ao invés de uma caixa fechada". Eu gostaria de saber por que aquilo que funcionou com o High Resolution Pack não estava funcionando com o Reloaded...

Nem todas as mudanças foram divulgadas, mas sabe-se que cenários como Hollywood Holocaust e Shrapnel City estão sendo recriados com "sequências veiculares, NPCs, eventos gerados por script e experiências interativas totalmente novas". Considerando que o apelo da jogabilidade retrô era um dos charmes do projeto original e que a nova proposta descreve exatamente o que deu errado em Duke Nukem Forever (que está longe de ser chamado de ser uma unanimidade), eu diria que Schreiber perdeu o foco ou foi aliciado pelos gurus da indústria atual. Níveis lineares, sem chance de exploração? Cutscenes lindas de se ver a cada dez minutos? Apenas duas armas carregadas de cada vez? Vida regenerativa? Veículos que só esticam o tempo de jogo? NPCs? Tudo isso faz parte dos "shooters modernos". E nada disso funcionou em Duke Nukem Forever. Xixi, peitos e frases de efeito? Tudo isso faz parte da "atmosfera de Duke Nukem". E nada disso sustentou Duke Nukem Forever. Com a oportunidade de apresentar uma alternativa ao fiasco oficial de Duke Nukem Forever, Duke Nukem Reloaded corre o sério risco de "recarregar" os mesmos problemas.

O novo jogo não será lançado comercialmente e provavelmente será distribuído de graça. A primeira aparição dele será na forma de um beta multiplayer com quatro personagens(?) jogáveis e dois mapas.

Enquanto isso, a Croteam Games, que conseguiu colocar o nome de Serious Sam de volta no mercado com um relançamento em HD pixel a pixel dos jogos originais (e sem mexer uma vírgula na jogabilidade), prepara o terceiro capítulo de sua franquia e já colhe elogios da imprensa especializada. Rei morto, rei posto.

Serious Sam 3

Ouvindo: Dinosaur Jr. - Yeah We Know
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