Quando o novo Hitman foi anunciado, confesso que não coloquei fé. Não que eu seja um entusiasta da franquia, tendo jogado apenas o 2 até o final e as primeiras missões do original. Mas, a ideia de reiniciar a série, colocar o assassino em um jogo com episódios liberados a conta-gotas... acreditei que a Square-Enix não entregaria conteúdo o suficiente para justificar a mudança, que o jogo seria abandonado no meio do caminho em prol de um Hitman 2 ou Hitman: Revelations e que aquele seria o último prego no caixão da franquia.
Enganei-me redondamente. Não apenas a desenvolvedora continuou mantendo a chama do jogo acesso, com missões novas e desafios semanais, como ainda seguiu com atualizações, correções de bugs e interesse na comunidade. Os jogadores abraçaram a ideia e criaram milhares de contratos customizados, mantendo a roda girando e o Agente 47 bastante ocupado.
Para celebrar o primeiro aniversário do jogo, a Square-Enix publicou um infográfico lotado de informações (clique para ampliar ainda mais):
Mais de 100 horas de jogabilidade? Quem diria? Eu duvidei. E agora pago minha língua.
9 Comentários
Legal esse apoio da empresa. A Actvision devia aprender uma lição ou duas com a Square-Enix.
Quando ao comentário do Gledson, bem, tecnicamente as empresas estão cagando para "jogadores atrasados". Tanto que o contrato anti-pirataria delas com a Denuvo é "proteção de 3 meses ou seu dinheiro de volta", porque as vendas após o hype inicial não é relevante.
Ao menos é assim que a "industria" enxerga a coisa, salvo algumas raras exceções (que por serem exceções justamente comprovam a regra)
Então, a lógica da industria é a seguinte: no fim das contas ambos vão ter o mesmo conteúdo, piratadas e quem pagou. Mas quem pagou vai acompanhar a evolução do jogo e essa "experiencia" pare muito importante para os gamers hoje em dia. Ao menos tem funcionado, pelo momento
P.S: deixando bem claro que o meu elogio foi ao conteúdo do jogo, não ao formato. Não apoio esse formato de vendas por capítulos. Nunca comprei um jogo dessa forma e nem pretendo, tampouco jogos apenas online (desligou o servidor, tchau o investimento que você fez no jogo). Eu só compro jogos que usam essa tática quando sai uma edição completa (tipo Walking Dead da TTGames), e apenas se o valor for o mesmo de um jogo padrão.
E essa é uma tendencia moderna atual, vide Mass Effect Andromeda. A politica das empresas é "ah, lança de qq jeito que eles vão comprar e depois a gente arruma o que eles reclamarem" e os consumidores estão batendo palma e socando dinheiro aí, então de quem é a culpa realmente?
Realmente, não é uma coisa que faz sentido quando você pensa sobre isso logicamente, mas é como tem funcionado.
Claro, alguns casos estão além de qualquer salvação (tipo Assassin's Creed Unity e No Man's Sky - que dizem que até ficou um jogo bom agora, mas o estrago já está feito), mas isso está mais funcionando do que falhando para as empresas.
Isso, Tenho a mesmíssima sensação de que é assim que as coisas serão feitas daqui pra frente.