Segundo coluna publicada na Revista Época, a campanha de marketing da grife Cavalera está enfrentando resistência por fazer uma citação ao quadro A Santa Ceia:
A ideia era reunir os doze personagens que o diretor criativo Alberto Hiar elencou como inspirações para o Verão 2013 da Cavalera. Nomes como Fernanda Young, Emicida, Regina Guerreiro e Pitty posaram em um cenário semelhante a famosa Santa Ceia e estamparam diversos veículos. Mas a iniciativa acabou provocando alguns católicos mais fervorosos, como Paul Medeiros Krause, procurador do Banco Central em Belo Horizonte. Ele enviou um e-mail para a marca indignado e solicitando o cancelamento imediato da campanha. A história foi parar no CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que declarou a imagem sem nenhuma apelação provocativa. “Tenho muito medo desse radicalismo religioso. Namastê para todos vocês”, disse Alberto ao saber da decisão da entidade.
A Cavalera não está fazendo nada que já não tenha sido feito antes na cultura pop: Lost, Battlestar Galactica, Os Mercenários, House, Os Sopranos, Guerra nas Estrelas... e, por favor, não me façam apontar para a versão zumbi! O mundo dos jogos naturalmente não poderia ficar de fora da citação:
autor desconhecido (via Reddit)
por J4N3M3 (via DeviantArt)
autor desconhecido (certamente usando o Garry's Mod)
por EvGen1us
por enixtm
autor desconhecido (indicação do @gamesfoda)
por dnobody (via DeviantArt)
E agora, senhor Krause?
19 Comentários
Brincadeiras á parte, a polêmica é bem parecida com a do Procurador que quer apagar a inscrição "Deus seja Louvado" das notas de Real.É de uma imbecilidade enorme!Verdadeira falta do que fazer!Se de alguma forma estivesse ofendendo a religião alheia eu faria côro, mas definitivamente não é o caso.
A questão é que vai de encontro coma idéia de Estado-laico, que é constitucional.
Agora uma pergunta franca aos liberais do blog: O que voces acham de jogos como Rapelay o simulador de estrupo? só não vale dizer que é abominavel e depois chamar os cristãos de reacionarios... e sem desculpas de contexto ou mimimi do tipo também...
Você pode até achar justificativas ou estupros no reino animal, mas é uma pratica condenável em qualquer lugar do mundo.
É bem diferente dos devaneios religiosos, não vejo sentido em sua pergunta, poderia reformular?
Sobre Rapelay, acho um jogo desprezível focado em um nicho extremamente limitado no Japão (vide http://neogamerbr.blogspot.com.br/2012/11/a-verdade-por-tras-dos-jogos.html). Não instalaria, não jogaria. Mas não vejo nenhum motivo para censurar ou proibir: cada um faz o que quer da sua vida, desde que não prejudique terceiros. O problema de defender a liberdade de expressão é que essa defesa deve ser irrestrita (http://www.gamerview.com.br/2009/07/um-libelo-pela-liberdade-de-expressao/).
De fato, é hipocrisia defender a existência de jogos de "atropelamento" e tacar pedra em um jogo de "estupro". É tudo jogo, o que varia é o nível do bom gosto, e nenhum dos dois casos incentiva o comportamento no mundo real.
Pra mim pouco importa de um vereador, deputado, delegado, procurador, etc... recebam 50 mil por mês, contanto que com isso sejam HONESTOS.
No japão, mangás, jogos e outras mídias contendo pedofilia e estupro são permitidos, desde que não usem atores reias(algo assim).
Já em sociedades extremamente religiosas/conservadoras tudo isso é proibido.
Agora, onde é o berço da pedofilia, ou onde se acham mais casos desse tipo?
No Japão ou em instituições religiosas?
Não defendo nem um nem outro, é apenas um dado.
Essa coisa do dado que vc comentou eu não entendi. cade os números e porcentagens,junto de contexto e analise? só anedotas não vale, se for assim eu posso fazer as afirmações mais insanas, como dizer que negros tem predisposição a cometer crimes devido ao alto percentual da população carceraria entre outras coisas, mas ai o pessoal ia cair em cima porque eu estou sendo ofensivo...
Sou cristão e, sinceramente, não me sinto ofendido por nenhuma das imagens apresentadas no post. Muito menos dos seriados (nem vi o da Cavalera, mas acho que nem ia me ofender também, talvez, no máximo, acharia tosco). Pelo contrário, até gostei de algumas, principalmente a do Half-Life (ow saudade).
Mas acho que entendi o que o Breno quiz dizer. ACHO que o que ele quiz dizer é que o verdadeiro problema nessa história toda, e em muitas outras de diferentes religiões e diferentes vertentes ideológicas, é a HIPOCRISIA.
Deixo bem claro que foi o que eu entendi, de maneira alguma quero colocar palavras na boca de alguém. Se eu estiver errado, por favor, que alguém me corrija.
Caso seja essa a sua verdadeira opnião, Breno, eu concordo plenamente com ela. Não adianta nada criticar um determinado nicho de pessoas por seus custumes ridículos (para nós) sendo que também temos os nossos para nos preocupar em corrigir.
Laicismo é algo sujeito a debate também. Quais simbolos são validos ou não? a tal da semiramis da Rev. Francesa pode ser usada pra representar o estado laico? ou os diversos simbolos de maçonaria? Este não é um debate facil, embora seja bastante desnecessário ao meu ver...
Tirou?! E dai?!
Pelo menos ninguém ficará mais ofendido pela presença da frase... pelo menos, assim eu espero.
E mais uma coisa:
"a questão da nota do real não tem nada a ver com falta do que fazer ou por estar ofendendo religião de x ou y"
Não entendi se essa foi uma crítica ao comentário que eu fiz, Shadow, portanto, se não for, ignore a resposta, por favor.
Se sim, acho que você cometeu um pequeno engano pensando que eu me referia ao caso da nota... porque eu me referia ao caso do cara que foi contra a campanha da Cavalera.
Rs, como já disse, se aquela critica não foi a frase que coloquei, simplesmente ignore esse comentário.