Caleb não foi esquecido. Blood, o clássico FPS da podreira pode estar se preparando para o merecido retorno após uma continuação morna, um anunciado (mas nunca concluído) remake de fãs e um forte renascimento pelas mãos do GOG. E quem anuncia a empreitada é Jason Hall, um dos fundadores da Monolith e designer de som e dublador do jogo.
Na semana passada, o veterano de mais de 40 jogos resolveu que era hora de acordar o pistoleiro do inferno, se registrou no site de fãs Postmortem, um dos mais antigos ainda em atividade, e lançou o desafio:
"Eu tenho pensado na ideia de trazer Blood de volta e estava imaginando como as pessoas iriam se sentir a respeito ou se elas estariam interessadas em me ajudar nisto.
Para ser claro, eu estou pensando em trazer o jogo Blood ORIGINAL como era, com alterações/aperfeiçoamentos de funcionalidade (...) também gostaria que funcionasse em todas as plataformas, não apenas no PC. Teria outras coisas também...
(...) Meu objetivo, é claro, é que tudo isso seja gratuito, e sobre jogabilidade e diversão. Vocês podem ficar seguros de que eu tenho os recursos para trazer Blood de volta da forma adequada mas, como eu disse, eu estou esperando que a comunidade participe em tudo se desejar para que nós possamos fazer isto juntos. Este site é incrível e seria fantástico ver a comunidade de Blood crescer!"
O resultado caiu como uma bomba em cima de uma comunidade que se manteve fiel mas que não via um jogo novo na franquia desde 1998. A identidade do autor da postagem foi questionada, mas ficou comprovado: era mesmo Jason Hall. E mais: em uma nova postagem, Hall garantiu que não haverá qualquer problema em relação aos direitos autorais da franquia, supostamente nas mãos da Atari. "Vocês não precisam se preocupar com isso. Não tem nenhum problema aqui. Resolvido". O desenvolvedor mão aberta também afirmou que vai pagar o custo do desenvolvimento do próprio bolso, então, nada de Kickstarter ou sacolinhas.
E tudo o que ele está pedindo é que os fãs e usuários do Postmortem publiquem o que gostariam de ver neste remake oficial do jogo. Seus próprios planos foram divulgados em um canal de IRC e podem ser resumidos em:
- Não é um reboot. É o jogo como originalmente lançado, mas adaptado para funcionar sem falhas em sistemas modernos.
- Os gráficos serão os mesmos (os sprites contra-atacam!), mas com suporte a resoluções altas.
- Tornar possível a jogatina multiplayer entre diferentes plataformas.
- Todos os dados do jogador, como número de segredos encontrados, número de tiros disparados e acertados/perdidos, tempo para completar um nível, número de vitórias, seriam armazenados em um servidor universal.
- Torneios na comunidade relacionados às estatísticas acima: quem é o mais rápido, quem mata melhor, quem acha mais segredos etc.
- Conquistas (obviamente).
Entretanto, Jason Hall revelou que não irá liberar o código-fonte do jogo, em hipótese alguma. Primeiro porque ele gostaria de evitar possíveis trapaças envolvendo o sistema de ranking. Segundo, porque esse direito não pertence a ele. Por enquanto, o projeto ainda está coletando sugestões e não tem prazos especificados.
Enquanto isso, sem aviso algum, o mesmo time que esteve envolvido na amaldiçoada versão moderna de Duke Nukem 3D conseguiu cumprir seu objetivo com o esquecido Rise of the Triad. Usando o poder da Unreal Engine 3, o jogo de 1995 ressurgiu das brumas do tempo e foi anunciado com pompa e circunstância durante a última Quakecon.
Juntando-se à Enhanced Edition de Baldur's Gate e à recauchutagem de Death Rally, parece que os mortos estão mesmo voltando.
19 Comentários
Pena ele não considerar melhorar os gráficos.
http://xlengine.com/?page_id=56
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
(de fato eu diria que evoluio,mas essa evolução não está no mainstream com os exemplares de COD)! Brutal DooM é um dos melhores FPS ja feito
Esses relançamentos cheiram a dinheiro facil! Baldurs Gate é o exemplo mais grave de necrofilia!
Pra mim, os FPSs que evoluiram são a excessão, e não a regra, vide jogos como S.T.A.L.K.E.R e ARMA 2-DayZ!
Jogos como COD e seus clones são um retrocesso para o genero,e não uma evolução! Da só uma olhada nesse video de Homefront:
http://www.youtube.com/watch?v=OFVz6-A75Fc
O jogador não consegue nem abrir as portas! E esse o tipo de evolução dos FPS?
Se vc quiser tirar a prova dos nove, tem diversas modificações de engine em jogos como Quake 1 e 2 que dá pra jogar com texturas em alta resolução e graficos melhorados:
http://www.youtube.com/watch?v=AGNTBjxU26g
Brutal DooM:
http://www.youtube.com/watch?v=Z2JTRsaHqyI&feature=related
Atualize os graficos e alguns elementos do jogo e derrepente vc tem um jogo superior as interações ultralineares de hj em dia!
Se fosse assim eu poderia citar só o Half Life 2 ou o Crysis 1 e 2.
Me lembro na época do PS1 quando eu jogava um Medal of Honour e dava pra mecher a mira e acertar a cabeça dos inimigos fazendo o capacete voar ou matar com 1 tiro... hj em dia é facil esquecer disso e achar um bug de uma porta o fim do mundo.
Nem com gráficos em HD vou voltar ao DOOM sendo que a jogabilidade e tudo mais está extremamente datada.
E dai em diante qual foi a evolução que vc tanto fala? Cade a inteligencia artificial aprimorada? Porque os niveis de um FPS estilo COD são tão lineares,onde o apice da "experiencia" e fazer o jogador assistir a um filme? Porque o sistema de dano ainda é saude regenerativa? Não conseguiram inventar nada melhor que saude regenerativa e medkits?
O multiplayer desses Fps moderno são melhores que o modo single player,mas os fps antigos conseguiam ser bons nos doi campos, ou então focavam só no multiplayer como Quake 3 ou Unreal tournament'
"hj em dia é facil esquecer disso e achar um bug de uma porta"
Não é um bug, é uma decisão de design que impede o jogador de avançar na história sem os NPCs para segurar a sua mão!
"Nem com gráficos em HD vou voltar ao DOOM sendo que a jogabilidade e tudo mais está extremamente datada."
Pros padrões atuais, DooM é pobre no que diz respeito ao combate, mas o design dos niveis ainda é superior a muitos FPS modernos por não ser tão linear e permitir exploração! A questão é que a jogabilidade de DooM FOI ATUALIZADA! Vc viu o video que eu coloquei? Faça um favor a si mesmo e tente jogar DooM com a modificação Brutal DooM e a engine Skulltag e veja a diferença! Se vc realmente não der importância aos graficos vc vai gostar!
Sobre half-life, na verdade eu acho que a serie retrocedeu do Half-life 1(+expansões) para o 2(+expansões)! Ainda consegue ser um FPS linear bem melhor que um COD,mas restringiram muito a liberdade do jogador!
COD não é o ápice dos FPS, agora, ao menos é uma franquia que se manteve fiel à sua fórmula sem estragar a franquia(alô capcom).
Já citei o Battlefield 3 lá em cima!Será que eu preciso enumerar todos os elementos de BF3pra provar que foi uma evolução fodástica?Citei Half Life 2 e Crysis tb!
Cara, sou eu que to fazendo a pergunta(quais são os elementos que fazem do FPS o genero mais evoluido?)! Vc diz do nada que FPS é o genero mais evoluido e não aponta nenhuma razão aparente, apenas cita alguns jogos! Dificil de te levar a sério rsrs!
@Marcos:
Sim, os Resident Evil classicos tinham raizes fortes de jogos de adventure(camera fixa, resolução de enigmas) com elementos de ação! Da pra se dizer que era um jogo hibrido de dois generos! Lembra do nosso debate onde eu disse que RE4 tinha mudado a direção da série? Era exatamente por conta desses fatores!
E quando se fala em evolução, nem sempre são os graficos que se levam em consideração,mas a complexidade do jogo tambem!
não acho que os elementos citados sejam um fator de estagnação no gênero. jogos de videogame precisam ser imediatistas (mas não necessariamente idiotas). imagina se você levasse um tiro na perna em COD e tivesse que começar o jogo do zero (ou esperar por dias pela recuperação do personagem) pelo fato de um soldado não poder lutar uma guerra mancando.
saúde regenerativa já é outra história: depende do jogo em questão,como no Mass Effect. num futuro em que cientistas conseguem literalmente trazer um cara de volta à vida, não faria muito sentido se não houvesse esse tipo de tecnologia sendo utilizada no campo de batalha.
acho que o problema está na generalização e na covardia dos estúdios em criar algo novo. será que um jogo de FPS vai ser ruim pela ausência de regeneração? isso já virou um ícone da preguiça de pensar.
No caso de Mass Effect, no primeiro jogo da série somente o escudo do personagem se regenera! Já no segundo jogo ambos regeneram(escudo e saude)!
Star Wars Battlefront faz isso.
Sobre a evolução nos FPSs, ela foi mais técnica mesmo, tanto nos gráficos quanto na jogabilidade. Em termos de design de cenários, estagnou ou até simplificou, em prol da aparência "hollywoodiana". Em jogos antigos como Doom, o jogador sempre fica com vontade de explorar cada canto do cenário, mesmo que o objetivo seja de puxar alavanca, apertar botão, ou descobrir áreas secretas. Por mais absurdo que o jogo pareça, o cenário é sempre mais orgãnico do que em jogos atuais (nao tá ali so pra enfeite) E Doom é o exemplo mais simples dessa época. Se pegassem System Shock 1 e refizessem com gráficos e jogabilidade moderna, daria um surra em qualquer Bioshock Ou Dead Space.
Batman Arkham Asylum era linear e era muito mais legal que o Arkham City que era mundo aberto... ué, todo jogo tem que ser em mundo aberto pra ser bom?
Digamos que o cara está no olho de uma guerra como COD e vai ficar explorando o mapa pra quê?
Em DOOM tinha que andar 300 kilometros pra achar uma chave pra abrir uma porta e tals... em quaqleur jogo isso iria funcionar?Ou ia ficar divertido?
Cada jogo na sua!