O primeiro Assassin's Creed da Ubisoft foge do lugar comum dos jogos de ação, que sempre nos mostram lugares fictícios, uma invasão alienígena no futuro ou a maldita Segunda Guerra Mundial mais uma vez. Graças às maravilhas da imersão virtual, é possível conhecer o período histórico das Cruzadas, o polêmico e sangrento embate entre as forças da cristandade e as culturas existentes no antigo Oriente Médio. Somos apresentados à Ordem dos Templários e à Ordem dos Assassinos e às suas conspirações. Conhecemos as cidades de Acre, Jerusalém, Damasco e Masyaf. É quase um livro de Dan Brown interativo.
Graças à Assassin's Creed eu aprendi que:
- No século XII, é normal andar para cima e para baixo com uma espada na cintura e um facão nas costas, que ninguém se assusta. Se você andar na feira livre hoje com uma AK-47 pendurada, não vai sobrar um do seu lado.
- A Ordem dos Assassinos foi uma das primeiras franquias da História. Todas as suas sedes regionais eram rigorosamente idênticas, na arquitetura, na decoração e na falta de uma porta de entrada.
- Além do Fogo Grego, os antigos tinham outras tecnologias que causam espanto nos dias atuais. Uma delas é a Palha Mágica, capaz de absorver o impacto de um homem de oitenta quilos caindo de uma altura de trinta metros.
- Havia outra tecnologia surpreendente: a Roupa Invisível. Produzida com um tecido imaculadamente branco que não mancha nunca, ela permite que você não seja notado se estiver parado.
- Os costumes eram muito diferentes naquela época. Você poderia provocar uma briga de socos no meio da rua sem ser incomodado pelos guardas, mas, se olhasse para um deles de forma atravessada, recebia uma sentença de morte instantânea.
- Cavalos eram abundantes na região. Mas ninguém usava.
- O principal motivo para ninguém usar cavalos provavelmente era a lei que proibia qualquer um de cavalgar mais rápido que um ser humano andando. A pena era a morte.
- Devido às limitações legais do uso de cavalos, a Ordem dos Assassinos inventou o fast travel, séculos antes da Bethesda.
- As pessoas eram fisicamente mais resistentes do que hoje em dia. Muitas poderiam suportar um ferimento fatal por longos minutos, onde não gemiam ou sentiam dor, mas discursavam despreocupadamente sobre suas mortes.
- Corrupção policial é um problema antigo. Em todas as cidades havia pelo menos dez grupos de guardas achacando cidadãos honestos.
- Esconder bandeiras era o passatempo favorito da população local.
- Assassinos seguiam o horário comercial, trabalhando de dia e descansando depois que o Sol se punha.
A série Assassin's Creed mais adiante aborda outros períodos com igual rigor científico, incluindo a famosa asa-delta de Da Vinci e o vindouro período da Independência Americana, onde a Ordem dos Assassinos exerceu papel fundamental.
Assassinos: Disfarçados em todos os momentos da História
9 Comentários
Esse negócio da briga de socos na rua me lembrou a experiência que tive com Assassin's Creed.
Da série inteira, joguei apenas o comecinho do segundo jogo. Estava achando meio monótono e comecei a distribuir porrada nos transeuntes. "Pelo menos os guardas vão vir me pegar, isso vai dar uma animada", pensei. Doce ilusão. rsrs
Não joguei o AC, mas as coisas que vc relata no post são bem típicas de jogos de videogame mesmo. Como ele não é tão grande como um Elder ou outros jogos sandbox, bem que eles poderiam melhorar mais alguns aspectos da interação como os NPCs, como a percepção, campo de visão, balança de julgamentos para as suas ações (hoje em dia não se pode nem matar uma galinha à surdina sem ter de encarar uma "cidade" inteira na sua cola).
posso até estar errado, mas AC sempre me passou a impressão de ser uma revisitação (essa palavra existe?) do Prince of Persia. mas, como não joguei, não posso falar. aquela ideia do game se passar em um simulador eu gostei. só não sei se foi usada da maneira correta.
Um dia dou mais uma chance a ele.