Após 1.7GB de download do demo restrito de Duke Nukem Forever, o que eu tive em mãos foi um desfile de cutscenes egocêntricas, uma patética e fácil batalha com um único monstro em um estádio e um nível inteiro de profundo tédio e cópias descaradas de Half-Life 2. Se isto é uma seleção do que há de melhor no jogo, se isto deveria ser uma amostra do seu potencial, estou desapontado. Apenas a ironia servirá como consolo para concluir esta postagem (clica que amplia):
As animações de movimento estão perfeitas, assim como o serrilhamento das imagens.
Cycloid, depois de ter seu currículo rejeitado em Doom 3, finalmente consegue uma oportunidade de emprego, sete anos depois.
A exploração está de volta! Percorra este curto e linear caminho entre montanhas, dirigindo seu veículo e perseguindo a aeronave do Combine.
Acertando inimigos marrons em um cenário marrom com uma arma marrom.
O eletrizante ponto alto do demo, onde Gordon Freeman enfrenta uma aeronave do Combine em uma luta de vida e morte.
Nosso herói desbrava a única mina de plástico do mundo!
É estranho um demo de um jogo de ação onde o único momento realmente interessante é quando o herói é conduzido literalmente sobre trilhos por cima de seus inimigos. Meia hora depois de começar, o demo termina com um ótimo trailer, muito bem editado, com trilha do Prodigy ("Space Invaders Must Die") e algumas cenas dignas de figurar em um filme de verão. O abismo se abre, entre aquilo que se jogou e aquilo que se vê. Desinstalo.
Em 2012, quando Duke Nukem Forever estiver sendo vendido a dez dólares, eu darei outra chance ao jogo. Até lá, eu tenho mais o que jogar.
3 Comentários
Vou esperar que o preço abaixe um pouco e que seja liberado a SDK para Mods. Aqui reside minha espectativa de diferencial do Duke para os outros fpses: Os mods podem consertar os "modismos" que mencionei e tornar a experiência mais agradável ou, caso não exista ninguém disposto a fazer isso, podem provar que Duke deveria ter ficado mesmo sepultado nos anos 90.