Confesso que tinha parado de comprar. Em algum ponto de sua dura transição de EGM para EGW, a mais antiga revista de jogos em circulação no mundo havia perdido de vez a conexão estabelecida comigo. Mudara eu ou mudara a revista? Diagramação confusa, proposta editorial perdida, textos sem charme ou mesmo escritos sem estilo. Rumores apontavam que a deterioração da publicação já vinha de mais tempo ainda. De uma hora para outra, ela ficou pesada em meu orçamento.
Neste meio tempo, redescobri a EDGE. Textos mais bem elaborados, análises profundas e matérias arrojadas que apenas uma consolidada matriz americana poderia bancar. O preço não era convidativo, mas o que se há de fazer? Quando a grana sobrava, eu comprava a EDGE. Para minha sorte, a revista baixou de preço! Era bom demais para ser verdade.
E a EDGE acabou. Eu esperneei, fui rude, procurei culpados. Mas a EDGE acabou.
Vendo a EGW 107 nas bancas, achei que seria um bom paliativo, "melhor do que nada", pensei. Ledo engano.
A EGW mudou. Logo de cara, um dos mais honestos textos do editor que eu já tive a oportunidade de ler, um pesado mea culpa que cortava na carne e prometia mudanças. E elas já estão aqui: novo visual mais enxuto, textos melhorados, análises mais maduras. De onde eu não esperava mais surpresas, a EGW mostrou que ainda é capaz de se reinventar e continuar relevante. Parabéns ao editor André Forastieri (macaco velho que eu acompanho desde a época da Bizz e da General) e toda sua equipe.
Longa vida à EGW.
3 Comentários
Fica a torcida, todavia, de que eles realmente melhorem.
Abração!
Uma das últimas edições trouxe outra pérola, falando - não me lembro as palavras exatas - que os RPGs ocidentais só se tornaram relevantes na geração Mass Effect e Dragon Age. Que piada.
Por fim, já chegou de ocorrer da revista COPIAR reportagem de outra e não dar o crédito devido, algo que me irrita sobremaneira. Foi o caso de uma reportagem sobre notebooks para games, totalmente chupada da PC Gamer, mudando apenas os modelos. Estou pensando até em escanear as duas revistas e postar no meu blog, para que os próprios leitores tirem suas conclusões.
Não, eu não gosto da EGM/EGW. Mas torço realmente para que eles melhorem, pois o público gamer brasileiro só teria a ganhar com isso. Ajudaria alguma coisa se eles contratassem alguém que entendesse minimamente de PC Gaming. Digo, de PC Gaming para além dos últimos 10 anos. Já evitaria que eles falassem besteiras sobre a plataforma, que é tratada como indigente por lá. Ou pelo menos que evitem dar opinião sobre o que não conhecem. Poxa, ao menos pesquisem, o Google serve para isso.
Abraços!