Os rumores se concretizaram e F.E.A.R. 3, foi oficializado. O "pavoroso" título de F.3.A.R. continua nos assombrando. E alguns outros detalhes também são "assustadores" nessa continuação.
Após um longo e desgastante embate jurídico, a Monolith, desenvolvedora do primeiro jogo da série, conquistou o direito de usar o nome F.E.A.R. para sua continuação, F.E.A.R. 2. Nada mais natural, mas nos escuros corredores da indústria dos jogos eletrônicos, injustiças costumam acontecer. Imaginei que, finalmente, o legado da Monolith estaria preservado e a empresa poderia continuar desenvolvendo sua merecida série de terror de sucesso. Eis que, sem aviso prévio, o terceiro capítulo da franquia é entregue à Day 1 Studios, responsável pela adaptação do primeiro jogo aos consoles. A Monolith, depois de tanta luta, se contenta com o papel de consultora de suas próprias idéias. Se isso significa uma imposição da produtora, a toda-poderosa Warner Bros., ou se é uma decisão estratégica da própria Monolith para se focar em outros títulos, só o tempo dirá. Teoricamente, foi tudo tranquilo. Nas palavras de Matthew Allen, da Monolith Productions:
“A franquia F.E.A.R. sempre foi parte central da Monolith desde o primeiro momento em que começamos a trabalhar nela quase oito anos atrás. Foi uma grande jornada assistir como a franquia cresceu e nós todos estamos muito animados com a Day 1 desenvolvendo F.E.A.R. 3 e explorando áreas da mitologia com uma nova perspectiva. Nós estamos ansiosos para ver o que Denny e seu talentoso time irão criar neste rico universo.”
E o novo capítulo trará novidades. Uma nova perspectiva, com certeza. Nada que não tenha sido introduzido antes em Resident Evil 5, mas quem liga? O terceiro jogo da série F.E.A.R. terá um modo de jogabilidade cooperativa, onde será possível jogar com os dois filhos mutantes da assustadora Alma.
Sem a Monolith à frente do projeto e com uma jogabilidade que anula a solidão do jogador, como fazer para manter o nível de medo dos primeiros capítulos? A Warner Bros. parece determinada a salvar esta continuação do perigo de se tornar uma bomba e chamou reforços. Entra em cena John Carpenter, lendário diretor de filmes de terror, para conduzir as cutscenes do jogo. Carpenter, criador da série Halloween e diretor de clássicos como Fuga de Nova York e Enigma de Outro Mundo, não tem um sucesso de público e crítica desde 1994, mas eu acredito que o talento ainda está lá. E para dar uma força no roteiro, foi convocado o quadrinista Steve Niles, responsável pelo antológico 30 Dias de Noite (a revista, não o filme) e pelo excelente quadrinho que antecede Dead Space.
Uma prévia do que nos espera pode ser assistida no vídeo de lançamento abaixo:
É interessante notar que a indústria está investindo pesado em cenas com atores de verdade. Temos uma tendência em construção... Por outro lado, de alguma forma, o nível de qualidade nesta apresentação do terceiro F.E.A.R. está aquém de outros trailers live action lançados antes e está aquém de outros trailers da própria série. Carpenter, o que houve contigo?!

3 Comentários
Já fiquei com um pé atrás em F.E.A.R. 2, que apesar de um bom game, ficou bem aquém do primeiro título. Quando o roteiro começa a ficar muito mirabolante, e invencionices tomam os holofotes do jogo em si, o sinal de alerta é ligado. Recorrendo novamente à série da Capcom, isso tá com cara de filme de Resident Evil...
[]'s!
Agora mudando um pouco de assunto, F.E.A.R ao meu ver não é um título memorável e até hoje não entendo o porque (assim como Half Life) o jogo se tornou sucesso, na época de lançamento eu ainda estava jogando Doom3 e não tinha comparação, mesmo sem enrredo Doom3 supera (meu ponto de vista que fique claro!)Quanto a um jogo e/ou filme se tornar cult é justamente por uma particularidade em si, salvo Matrix [Star Wars não foi plenamente um sucesso de bilheterias] não me recordo de nenhum outro filme que tenha sido sucesso de bilheteria tornar-se cult. Geralmente tornam-se cult por uma característica única e acabam sendo cultuados por um grupo seleto de pessoas (justamente por isso não são sucessos) geralmente são filmes de gosto duvidoso, mas que ao passar do tempo acabam sendo aceitos pela maioria justamente por ser venerado por outros. No caso dos jogos a fórmula se tonra contrária, pois são os jogos de grande sucesso que agregam seguidores em todo o globo. Foi isso que fez com que Half-life (olha eu mexendo em vespeiro)mesmo com toda a sua estupidez artificial, ao agregar árvores de diálogo com os npc´s fizesse grande sucesso. É a particularidade que fez com que Doom ainda seja um jogo cultuado, mesmo sem nenhuma complexidade agregada.
E é esse o caso de "The Thing", onde as pessoas isoladas, tem que enfrentar forças desconhecidas em um lugar inóspito. Se é original? não não é, nos dias de hoje. Mas 1984 o que botava medo nas pessoas era um Tubarão Branco....