Retina Desgastada
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24 de abril de 2018

Não Fui Eu Que Joguei: Tasty Blue

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Tasty Blue nem tenta esconder sua origem nos dispositivos móveis. Lançado no Steam em 2015, o simpático título tem uma jogabilidade muito simples: coma tudo que conseguir na sua frente, para crescer e conseguir comer o que não podia antes.

A desenvolvedora Dingo Games não se esforça muito para introduzir uma história, como se a premissa absurda precisasse de uma trama. Mas, através de quadrinhos aqui e ali somos apresentados a um enredo tão inverossímil quanto a jogabilidade.

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Mas o público-alvo obviamente não são adultos preocupados com tramas de ficção-científica e jogadores hardcore determinados a triunfarem sobre um desafio. Se você sempre sonhou em controlar uma criatura marinha (desde um singelo peixinho dourado até um rancoroso tubarão, passando por um golfinho com cara de boa praça) que engole tudo que encontra, ao som de uma música relaxante enquanto sacia sua sede de poder se tornando um titã capaz de devorar icebergs, navios cargueiros e até cidades litorâneas, não precisa procurar mais: Tasty Blue é seu jogo. Em seus melhores momentos, o título remete a Tales from Space: Mutant Blobs Attack, se aquele fosse despido de toda a dificuldade e originalidade.

Comprei o título para meu filho, que já havia curtido jogos semelhantes no celular, mas sempre se frustrava com a barreira das evoluções pagas que outros desenvolvedores costumam impor e o grinding absurdo. Tasty Blue é quase à prova de frustrações em seus mais de 50 níveis. Há alguns níveis bônus que fogem da fórmula de devore-tudo-fique-maior-devore-mais e exigem uma jogabilidade enfadonha, mas não são obrigatórios e foram pulados sem dó nem pena.

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O resultado é que o guri conseguiu zerar o jogo e se divertiu por 5 horas, satisfazendo seus instintos sádicos e se tornando o flagelo aquático da espécie humana.

O jogo conta também com um modo para dois jogadores local, mas não é competitivo e os dois personagens controlados saltam de proporção juntos. Joguei com ele uma dezena de níveis e percebi as limitações do jogo: para o que se propõe, Tasty Blue é impecável, simples e divertido. Entretanto, percebe-se a preguiça da Dingo Games em buscar algo mais e, assim como seus personagens, crescer para o tamanho que poderia ocupar.

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Ouvindo: Combichrist - Without Emotions
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Um comentário:

Shadow Geisel disse...

Experimenta o Hungry Shark. Na mesma linha. Talvez o guri goste.

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