Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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29 de janeiro de 2018

Me Chame Pelo Meu Nome

2018, 46 anos depois do lançamento de Pong e 70 anos depois do Rio Grande do Norte se tornar pioneiro no Brasil e liberar o voto feminino em eleições e ainda é possível encontrar quem hostilize jogadoras em partidas multiplayer pelo simples fato de elas terem um cromossomo diferente. Não porque estão jogando mal, não porque são do time adversário, não porque roubaram sua kill. Por. Serem. Jogadoras.

Por conta disso, muitas se escondem atrás de nicks masculinos ou neutros, mantém o microfone mudo e seguem em frente, negando-se o direito de usarem seus próprios nomes, sua própria personalidade, seu próprio sexo.

Para mostrar um pouco dessa realidade, uma campanha colocou alguns nomes famosos do YouTube, todos homens, para jogar usando apelidos ou nomes de mulheres. O resultado foi compilado no vídeo abaixo e dá vergonha:

Se #MyGameMyName vai mudar algo? Espero que sim, para o bem de jogadores e jogadoras. E para a própria sociedade, como um todo.

Mas vivemos em um estranho momento de polarização extrema e muitos preferem manter suas práticas equivocadas, mesmo diante das evidências. Uma passada rápida nos comentários do vídeo é o suficiente para compreender que o problema está presente, é difícil de combater e começa fora do mundo virtual. A esmagadora maioria das mensagens é ofensiva, carece de lógica ou traz o ranço de gerações passadas. Contra o "haters gonna hate" e o "só não vê quem não quer", não há debate, não há discurso. Resta o suspiro e a tristeza.

Ouvindo: Jay-Z, Lana Del Rey  - Baby, Who You Wit [Urban Noize Remix]
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4 comentários:

eu disse...

Isso só vai mudar quando for mais fácil identificar quem etá do outro lado, não tem valente que faça isso em publico

Raphael AirnMusic disse...

Não acho que tem que identificar pra forçar a parar, tem é que parar com a cultura de inferiorizar as outras pessoas por "x" razão.

Somxs todxs iguais, não faça para xs outrxs o que não quer que façam para você.

Marcos A.S. Almeida disse...

Enquanto não exigirem ID e/ou CPF nos jogos multiplayers, áreas de comentário ou fóruns de discussão,esses "valentes" se aproveitarão do anonimato.

Fausto Albertoni disse...

Não é apenas uma questão de anonimato e punição. Existe uma geração sendo alimentada com ódio e insensatez.

Passeando pelo Facebook em grupos de games e afins, é possível observar a hostilidade transbordar de uma forma nunca vista em fóruns.

Como diria Aquino, o cyberpunk é agora.

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