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8 de janeiro de 2017

Jogando: Batman: Arkham Origins (Primeiras Impressões)

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Um criminoso famoso tem um problema cardíaco e usa marca-passo. O Batman alerta ele que decifrou as frequências do aparelho, pode interferir e provocar uma taquicardia no sujeito se ele não contar o que o herói precisa saber. O vilão, como convém ao seu papel, não se deixa levar pela ameaça. Então, o Cavaleiro das Trevas começa a chutar o infeliz que já está caído no chão. Depois de um tempo, avisa que, pelas suas contas, ainda faltam nove costelas para quebrar.

Não tem como não pensar nisso daqui:

malvados

Não é um caso isolado. Quer você goste, quer não, quer você seja adepto da doutrina do "bandido bom é bandido morto" ou tenha um viés humanitário, a questão é que esse Batman é o mais violento de uma série que sempre se caracterizou por ossos partidos, muitos ossos partidos. Em alguns momentos, me incomoda, mas, no geral, sigo em frente, pulverizando marginais, policiais corruptos e um eventual assassino profissional.

Acredito que esse tom faça parte da proposta de Arkham Origins: ao contrário dos outros títulos da franquia, aqui o Cruzado Encapuzado está em início de carreira, não tem o apoio da polícia, não sabe medir sua própria força e está, digamos assim, muito concentrado com esse lance de combater o crime a qualquer custo. É até possível que a questão da violência seja abordada mais à frente, mas não me espantaria se o tema passasse em branco.

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Ironicamente, é o primeiro jogo da série que aposta também em um modo detetivesco de solucionar crimes, com análise profunda do ambiente, reconstituição de cena e muitas deduções que o Homem-Morcego faz por você, porque a gente não tem tanto QI assim.

Em outras palavras, a WB Montreal, estreante no universo criado pela RockSteady, apresenta dois lados diametralmente opostos do mesmo Batman: o herói que prende e arrebenta, herança de Frank Miller, e o herói mais cerebral, herança dos anos 70 e de Dennis O'Neil.

Lamentavelmente, são os únicos dois aspectos novos adicionados pelos até esforçados desenvolvedores. Tudo mais é uma clara refogada no prato servido anteriormente pela RockSteady. Seria aquele velho caso de fadiga de fórmula? Quanto mais eu jogo esse terceiro jogo, mais fica claro que o ápice aconteceu antes com Batman: Arkham City.

Exceto, é claro, pela luta contra Slade Wilson. Possivelmente, um dos melhores combates da franquia inteira. Uma pena que é entregue logo no início: serve para empalidecer ainda mais o resto do jogo, que esbanja competência, mas carece de personalidade própria.

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Ouvindo: Junichi Nakatsuru - Immaculate Pledge
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Um comentário:

Shadow Geisel disse...

Eu joguei os dois primeiros Arkham, e acho que sou o único ser humano do planeta que gosta mais do primeiro (Asylum) que do segundo (City). Estou esperando o preço desse baixar pra ver se vale a pena. Na questão de requentar a fórmula eu nem me incomodo tanto, pois o sistema da série (apesar de simples) funciona muito bem, principalmente o combate e os gadgets. Também comecei a jogar o Arkham Knight, no PS4, mas deixei meio de lado por causa da enorme fila de jogos que comprei mas ainda não terminei.

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