Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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23 de janeiro de 2017

Fhtagn!

call-of-cthulhu-dezember-01

Com Resident Evil 7 conquistando elogios rasgados por toda parte ao retornar a suas raízes de horror perturbador, fica fácil esquecer que tudo isso começou lá nos anos 20 com a obra de H.P. Lovecraft. Afinal, o principal pai do survival horror é Alone in the Dark, inspirado na obra do esquisito escritor. E onde houver criaturas rastejantes que provocam insanidade e monstruosidades acima da compreensão humana, haverá ali uma manifestação de Cthulhu e seus mitos.

Então, onde estão os jogos baseados nas obras de Lovecraft? Basicamente no mesmo lugar que os filmes baseados na obra de Lovecraft: mortos, mas sonhando. Sonhando pela oportunidade de finalmente gravar seu nome nos pilares da racionalidade com suas garras e instilar o mais puro medo no coração dos desavisados.

Houve tentativas, como Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth (2006) ou Call of Cthulhu: The Wasted Land (2012), mas, a menos que você seja um entusiasta dos Grandes Antigos, as chances são de que você sequer tenha ouvido falar deles. Enquanto títulos como Amnesia - The Dark Descent ou mesmo Bloodborne se refestelam nos restos mortais de conceitos, aberrações e mitos estabelecidos lá na década de 20, Lovecraft mesmo permanece indócil em sua tumba, nutrindo um profundo ódio por todos nós.

Tudo isso pode mudar da noite para o dia. Simplesmente batizado de Call of Cthulhu para não haver dúvidas sobre do que estamos falando, o próximo jogo da Cyanide promete ter tudo o que é necessário para saciar essa fome cósmica:

Um detetive é chamado para investigar as circunstâncias misteriosas envolvendo a morte de um artista em uma comunidade isolada e avessa a forasteiros na Ilha Darkwater. Sim, você já viu essa história antes, mas estamos falando aqui do "Jogo Oficial" de Call of Cthulhu, então não espere que se fuja da trilha demarcada por Lovecraft.

O jogo ainda não tem data marcada, mas chega às lojas esse ano para PlayStation 4, Xbox One e PC. A espera foi longa. Mas pode estar terminando.

call-of-cthulhu-dezember-02

Ouvindo: Jessica Curry - The Worlds Ends Fast
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7 comentários:

Eder R. M. disse...

Espero que finalmente tenhamos um grande jogo de Cthulhu!

PS.: Ouvindo Jessica Cury, Aquino? Eu acho ela uma artista fabulosa. Metade do charme do estúdio chinese room é a música dela. A outra metade é a prosa fantastica do Den Pinchbeck.

C. Aquino disse...

Curioso... a música é da minha pasta de trilhas sonoras de mods de Half-Life 2! Essa faixa é do Korsakorvia (http://blog.retinadesgastada.com.br/2009/10/mais-modificacoes-de-half-life-2-ou.html), então parece que a Jessica Curry não apenas conseguiu um emprego formal na indústria como ainda conseguiu fazer seu nome (merecidamente)! :)

Shadow Geisel disse...

Eu joguei um jogo de Call of Cthulhu para celulares, que era dividido em capítulos. Acho que poucos conhecem, mas ele era basicamente um adventure de quebra-cabeças. Não consegui avançar, pois os capítulos não estavam disponíveis em nenhuma loja oficial. Mesmo recorrendo à pirataria não consegui encontrar, e desisti. De Lovecraft, minha história preferida é Entre as Paredes de Eryx, pois mistura sci-fi com terror psicológico de uma maneira magistral. Fingers crossed pra que esse jogo não leve os fãs à loucura no pior sentido da expressão...

C disse...

Existe um ótimo jogo inspirado em Lovecraft, chama— se Darkest Dungeon. E aliás eu nunca entendi essa coisa de "retorno as origens" de Resident Evil. Pq o primeiro jogo não era de terror, era um filme b em forma de jogo. Retorno as origens seria fazer uma pichorrada muito tosca hehe

Raphael AirnMusic disse...

Alegria de ver que já citaram Darkest Dungeon, vim aqui exatamente para falar dele. Outro ótimo jogo lovecraftiano é The Last Door, que abre mão de gráficos detalhados para construir a experiência na mente dx jogadorx.
Aquino, The Last Door pode tranquilamente entrar para o outubro do horror, hein? ;)

Shadow Geisel disse...

Darkest Dungeon está na minha mira. Sobre o retorno de Resident Evil às origens, concordo plenamente (por sinal estava falando exatamente a mesma coisa conversando com meu irmão, hoje cedo). Ele nunca foi um jogo de terror de verdade.

JClove disse...

Mas o que os fãs querem dizer com o "volta as origens" não é a volta do "terror" e sim dos elementos que caracterizavam o gênero survivor horror definido pela Capcom nos REs clássicos (aprimorando o que se via em alone in the dark e Sweet Home):

-clima de filme B com gore a vontade
-Jump scares
-Administração de inventário
-Itens escassos (principalmente munição)
-Saves em pontos determinados e "salas seguras"
-Backtraking
-puzzles simples baseados em lógica ou combinação de itens
-baús mágicos
-portas com trancas mirabolantes que não fariam sentido no mundo real
-Ameaças biológicas
-experimentos mal sucedidos
-Final dramático com ajuda na hora "H"

O novo jogo traz de volta todos esses elementos, adaptando eles aos padrões atuais. Só faltou ser em terceira pessoa pra ser perfeito pra mim, mas da pr relevar.

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