Retina Desgastada
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29 de agosto de 2016

Jogando: Warhammer 40,000 Kill Team

Pai e Filho

Depois do fiasco de Fire Warrior, eu precisava de mais Warhammer 40K na minha vida. A sede ainda não havia sido saciada e, em nome do Imperador, mais sangue teria que ser derramado nessa tela.

Nesse quesito, com todo o respeito aos honoráveis Tau e seu Bem Maior, nada substitui os Space Marines e suas eternas bravatas, sua brutalidade blindada, sua espada-serra, suas metrancas e seu espírito de camaradagem. Consegui encontrar tudo isso em Warhammer 40,000: Kill Team, um jogo com muitos defeitos, mas também com muitas qualidades.

No jogo, você sozinho (ou com um camarada em cooperativo local) invade uma nave colossal tomada pelos Orks que emergiu do Warp e está indo em direção a um dos planetas do Império em uma cutscene que estabelece bem o tom do que virá a seguir. Essa nave não pode chegar ao seu destino, custe o que custar. E o que vai custar aqui são cinco níveis lotados de inimigos e muita, muita carnificina. A história começa e termina na abertura e você sequer tem um nome ou voz. Um servo do Imperador não precisa dessas coisas, apenas ordens e alvos e é isso que você irá receber ao longo da jogabilidade.

Techmarine

Inicialmente, me aventurei nessa sozinho, conduzindo um Techmarine com a habilidade de plantar torres automáticas. O jogo não é difícil, mas também não é fácil. Há powerups espalhados em áreas estratégicas, é possível desbloquear bônus fixos para seu personagem e a munição é infinita e nunca interrompe o tiroteio para recarregar. Mas o inimigo surge em hordas constantes e sem temor, incluindo Orks com equipamento especial e uma raça surpresa que pode fazer o coração de muitos gelar...

Mas tinha muito "Kill" nesse jogo e pouco "Team", até meu filho me ver jogando e se interessar em participar. O título oferece suporte a um segundo jogador, na mesma tela, bastava plugar um controle. Foi quando eu lembrei que eu tinha não um, mas dois controles genéricos de PlayStation guardados acumulando poeira de uma velha fase com emuladores...

Levamos uma hora para configurar os controles. Descobri que a Microsoft odeia os controles da concorrência. Um controle para Xbox? Basta conectar e o Windows reconhece no mesmo instante. Um controle do PlayStation? Você irá cruzar o Inferno e sacrificar parte de sua sanidade permanentemente. E para quê? Tudo para convencer o Windows de que aquele controle, na verdade, é um controle do Xbox...

Mas uma hora depois de constante frustração, os Espíritos da Máquina ouviram nossas preces e nos concederam essa dádiva: meu filho, um Space Marine, lutando ao meu lado em nome do Imperador. O deleite de participar de batalhas furiosas em tão boa companhia não tem igual.

Infelizmente, o tal controle genérico de PlayStation, que o Windows acreditava ser um do Xbox, não permitia mirar uma arma de fogo. Não que isso impedisse meu filho de escolher um Librarian e exterminar a escória mutante com a serra de sua espada e poderosas explosões psíquicas, enquanto eu seguia com meu Techmarine, plantando torres e oferecendo o suporte necessário.

Kill Them All

Kill Team tem graves problemas de câmera: em duas ocasiões o ângulo de visão era tão ruim para qualquer um de nós movimentar o personagem que a única alternativa era reiniciar um checkpoint para resetar o bug. E, na batalha final, o último chefe não fez a parte dele e não desbloqueou a fase seguinte da batalha, com ele travado em uma área do mapa e nós na outra.

Entretanto, a heresia definitiva do jogo é ser curto, exageradamente curto. São apenas cinco níveis de campanha, dos quais dois joguei sozinho e três com meu filho. Em duas horas e meia, no máximo três, é possível concluir o "enredo". Teoricamente, você pode repetir cada um dos níveis com diferentes personagens, mas não é a mesma coisa que um jogo maior. Você também vai desbloqueando arenas para um modo de sobrevivência contra hordas infinitas, mas é muito chato, limitado a uma única tela.

Mas valeu a pena. Ao final da missão, minha alma estava exultante: havia apresentado meu filho a uma faceta de Warhammer 40K, havia descoberto um companheiro de batalha e havia ressuscitado meu controle encaixotado.

Um universo acabara de se abrir diante de nós. Obrigado, Imperador.

Boss

SEGA - Billy’s Courage (Billy Hatcher and the Giant Egg)
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Um comentário:

Anônimo disse...

Voltou com tudo Aquino! Amém! rs

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