Retina Desgastada
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13 de janeiro de 2016

Quem É Rei Nunca Perde a Majestade

Ele já foi a voz de Big The Cat nos jogos do Sonic, vários marines nos primeiros Half-Life e até hoje ainda pode ser ouvido em Dota 2 ou Guild Wars 2. Mas certamente, Jon St. John é mais conhecido por ser o Duke Nukem.

"Come get some", "shake it, baby", "piece of cake" e outras frases históricas do clássico FPS que completa 20 anos esse mês saíram da voz desse dublador profissional.

Jon St. John pode não estar mais no topo da popularidade, mas não é por isso que vai aceitar qualquer trabalho. Em sua página no Facebook, a voz da lenda afirma que rejeitou uma proposta de dublagem vinda diretamente do Partido Republicano, em plena corrida presidencial norte-americana. Queriam utilizar sua voz para a campanha de um pré-candidato... Sua resposta? "Eu tenho uma consciência e não poderia aceitar o trampo para ser a voz que propagandeia o candidato líder do partido Republicano para presidente. Obrigado pela gentil oferta, mas eu vou dormir muito bem de noite sabendo que fiz uma escolha com a qual eu posso viver".

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Sem citar nomes, Jon surpreende o eleitorado. O homem que deu voz e personalidade a um dos personagens mais controversos, truculentos e, por que não dizer?, americano da história dos jogos de tiros se recusou a vender o talento para promover Donald Trump e sua agenda direitista. Vindo de um dublador que recentemente também trabalhou no igualmente polêmico e paranoico Hatred, entendam como quiserem.

Em contrapartida, Jon St. John esclarece na mesma postagem que "estou feliz de estar gravando um novo jogo hoje". Pode ser outro título obscuro, pode ser um MOBA ouo algo que nunca verá a luz do dia. Mas também pode ser o ainda não anunciado retorno do Rei...

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2 comentários:

Shadow Geisel disse...

Um profissional que recusa trabalho por questão de princípios? Coisa rara de ser ver nos dias de hoje. Me lembrou do incidente da dublagem da Pity, no MKX, quando as pessoas ficaram passando a mão na cabeça dela, dizendo que "a Pity não tem culpa de aceitar o trabalho". Atitudes como a desse cara servem pra provar que o meu ponto de vista estava certo.

Marcos disse...

não cara, você ta fazendo comparações erradas. Um caso é de um dublador profissional que dispensou um trabalho por princípios políticos. O outro é uma cantora que foi convidada a dublar um jogo. Não teve nada na ação da Pitty que viola-se um ponto de vista particular dela. Quem tu deves criticar são as produtoras e Publishers, no caso da Warner, que usam de métodos baratos para atrair um público novo.

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