Retina Desgastada
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8 de janeiro de 2016

(não) Jogando: Uprising44: The Silent Shadows

AI

Contemplemos por alguns minutos a imagem acima. É a tela que o próprio YouTube escolheu para ilustrar o vídeo de 8 minutos que eu gravei de jogabilidade de Uprising 44: The Silent Shadows. Não poderia ser mais ilustrativa de um dos piores defeitos do jogo.

Na cena, meu personagem se agacha desesperado pela sua vida atrás de uma barricada com texturas de baixo orçamento. Do outro lado da rua, emobra não dê para ver no tamanho reduzido da tela, há quatro soldados do exército nazista querendo me matar e sustentando um fogo pesado de metralhadora. Do meu lado, olhando na direção errada, completamente alheio ao combate de vida ou morte e segurando seu próprio rifle como se fosse um carrinho de supermercado, está um de meus aliados. As balas passam por ele, que permanece inabalado. É o ser de maior sangue-frio da História dos conflitos humanos ou simplesmente a mais patética inteligência artificial a pisar em um jogo.

Box CoverInsisti no título por um par de horas. Cheguei a ter dois aliados, como você pode ver no canto inferior esquerdo da imagem. Tenho sérias dúvidas se algum deles, em qualquer momento do jogo, tenham matado algum inimigo.

A primeira vez que Uprising44 apareceu no blog foi para comentar como ele supostamente recria um episódio obscuro mais importante da Segunda Guerra Mundial: o Levante de Varsóvia, uma mal-sucedida tentativa da população civil da cidade polonesa de expulsar os invasores alemães. Infelizmente, valor histórico e ambições não compensam a absoluta falta de talento da desenvolvedora amadora.

Além da desastrosa inteligência artificial das unidades que você comanda, o jogo comete o pecado grave de oferecer pouquíssimas informações históricas. A dublabem em Inglês é sofrível, os diálogos piores ainda. Meu aliado masculino não perde a oportunidade e tenta xavecar a aliada feminina não em uma, mas em duas ocasiões, sendo que joguei tão pouco com os dois do meu lado. Atirar, que seria uma ótima ideia, eles quase não fazem.

Uprising44 tenta realizar o que Freedom Fighters tinha de mais interessante: controlar guerrilheiros contra um regime opressor. Mas a única ordem que posso dar para essas antas digitais é ir para determinado ponto e buscar cobertura. Só que nem isso eles fazem direito. Ou eles não vão. Ou vão e não se protegem. Ou vão e no mesmo instante retornam para meu lado, como se sentissem saudades. Fogo de cobertura? Distração? Efetivamente pesar na batalha? Nunca. É de fazer os verdadeiros combatentes do Levante se revirarem em suas tumbas.

Um outro modo do jogo oferece uma "visão tática" do alto, em que é possível "coordenar" mais tropas para tomar determinadas posições. Você pode ordenar avançar, se abrigar e atirar. E só. Sendo que por atirar, eles entendem disparar à esmo mais ou menos na direção que você pediu. Felizmente, de tempos em tempos, uma metralhadora mágica posicionada sabe-se lá onde é desbloqueada e permite que eu realmente mate algum nazista nesse tipo de visão. Então, eu mando os combatentes se abrigarem ou atirarem, já que tanto faz, enquanto aguardo paciente a metralhadora encher sua invisível barra de poder.

Desisti do jogo logo depois da cena que abre essa postagem. Depois de eliminar todos os nazistas no fim da rua por meu próprio mérito, fui surpreendido duas vezes por tiros vindos de algum lugar que não descobri. Provavelmente, o exército alemão também tem a tal metralhadora mágica...

Ouvindo: Star Wars Episode I - Duel Of The Fates (Dialogue Version)
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2 comentários:

Martim disse...

Puts cara, pior que o jogo é até bonito.

Dé Pokemon Fire Red disse...

Prefiro o Mafia, é muito mais legal ;s

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