Retina Desgastada
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6 de novembro de 2015

Jogando: Shelter

Shelter 01

Meu filho é louco por animais. De todo tipo ou tamanho, selvagens ou domésticos. Embora tenha um certo receio do contato físico, é fascinado pelo tema. Pensando nele, comprei Shelter em um Humble Bundle destes muito tempo atrás. Acreditei que ele iria gostar de controlar um texugo.

Não deu outra.

No jogo, você assume o papel de um texugo. Não de um texugo antropomórfico que pula em plataformas e dispara armas ou coisas assim, ou um texugo de desenho animado que cai de alturas incríveis sem se machucar e coloca dinamite nos seus oponentes. Estamos falando de um texugo mesmo, aquele mamífero onívoro selvagem demais para ser usado como animal de estimação mas pequeno demais para ser exatamente ameaçador para o Homem.

No caso de Shelter, você controla uma mamãe-texugo e isso faz toda a diferença. Com cinco filhotes totalmente dependentes de você, é necessário alimentá-los, guia-los e protegê-los dos perigos do mundo enquanto você perambula pela natureza em estado bruto.

Shelter 02Shelter 07

Definitivamente, não é o tipo de situação que aparece nos jogos eletrônicos todas as semanas.

Mas as mecânicas são simples, seja para encontrar comida, se esgueirar de predadores ou caçar suas presas. É bastante fácil de aprender.

O difícil mesmo é a lição que Shelter ensina: a Natureza pode ser um lugar cruel para se viver, totalmente alheia a quem vive e quem morre e onde a Morte está aguardando em cada esquina. Você vai perder seus filhotes e vai se torturar por isso e vai tentar dar o melhor de si na próxima vez e vai perder novamente. A realidade está bem exposto aqui, sem as cruezas de um documentário do Animal Planet (que meu filho adora!), mas com uma paisagem belíssima criada com gráficos que remetem à arte low poly e uma trilha sonora que evoca a tristeza que te aguarda.

Shelter 05

Shelter é um jogo curtíssimo. Mas com um impacto duradouro ao final. Mais um daqueles "jogos tristes" que cruzaram o caminho do meu filho este ano e um daqueles que ele não desistiu, não saiu da frente do computador até o término da jornada.

Dica: fique até o final dos créditos para a cena extra e mais uma lição sobre o ciclo da vida.

Ouvindo: Revolting Cocks - Dirt
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3 comentários:

Gyodai disse...

Eu adorei esse jogo por razões diversas. É bonitinho, é simples e é uma daquelas coisas que fazem a gente parar pra pensar, nem que seja por alguns minutos. Como eu sou uma manteiga derretida, não contive as lágrimas no final do jogo. Me senti uma mãe-texugo horrível, mas o pós-créditos me deixou menos decepcionado.
Tô esperando o segundo jogo entrar em promoção, pra chorar e me sentir uma mãe horrível outra vez.

Tais disse...

Bom saber do lance dos pós-créditos, no dia que terminá-lo levarei isso em conta.

Eder disse...

Jogo bastante simpático mas que não me prendeu até o final; nunca o terminei. Acabei achando repetitivo e um tanto sem propósito.

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