Retina Desgastada
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30 de outubro de 2015

Jogando: Rig N' Roll - Parte 2 (Siga Bem, Irmão Caminhoneiro)

Entregando Frango

Depois de minhas (atrapalhadas) impressões iniciais de Rig N' Roll, entrei no ritmo da estrada e dominei o jogo.

Ou quase.

O simulador de vida de caminhoneiro (que não é Euro Truck Simulator) é, na verdade, três jogos em um. Por um lado, você pega missões pelo caminho para transportar cargas ou pessoas do ponto A para o ponto B. Não tem contrato com menos de 20 minutos e alguns ultrapassam os 40 minutos. Esse é o tempo real que você vai ficar dirigindo por longas estradas (é um mapa imenso, um dos maiores que já vi). Ou seja, temos aí um jogo para relaxar, já que a direção é muito simples e apenas a distração (ou o tédio da viagem) podem oferecer um perigo real.

Dura

Em todo o estado da Califórnia, são sempre os mesmos dois policiais. Devem dizer o mesmo de mim.

Por outro lado, o jogo também tem uma tela de gerenciamento da empresa, onde você abre filiais, compra caminhões novos, contrata motoristas para sua frota. Entrei nessa tela duas vezes só. Contratei dois motoristas para a empresa não ficar toda nas minhas costas. Cada frete que eles pegam rende uns 2 mil, eles ficam com a metade, eu fico com a outra metade. O que significa que eu arrecado uns dois mil por dia, mais ou menos o que eu gasto com multas, porque não sei mudar de pista direito e de vez em quando bato em alguém. Não vai ser terceirizando que esse jogo vai pra frente. Em contrapartida, isso também significa que meus motoristas estão tirando limpo uns mil dólares ao dia e, de repente, descubro que ser caminhoneiro contratado é o caminho da fortuna nos Estados Unidos. Ser dono da empresa, não.

Fechando as ambições do jogo, tem uma história rolando ali envolvendo o sumiço do seu amigo. Basicamente, você dirige até o ponto A, onde recebe uma pista que te leva ao ponto B e aí, um dia, o enredo deslancha. Eu acho. Não estou dando muita bola para esta parte tampouco.

San Franciso

"As luzes da cidade acesa, iluminando as fotos sobre a mesa..."

Nesse meio tempo conheci muitas paisagens americanas, cruzei desertos, vi as luzes de San Francisco, atravessei a Golden Gate, vi gado na beira da estrada, transportei trator, galos, frango processado, chapas de alumínio, peças de computador e nem lembro mais o quê. Também dei (ou tentei dar) cavalo de pau com um caminhão, bati no carro da polícia (várias vezes, gente chata!), arremessei literalmente um carro para fora da pista.

Acho que o ponto mais alto do jogo foi quando eu morri. Nem imaginava que dava para morrer.

Cruzando uma cidade construída à beira da estrada, sofri um acidente fatal. A cidade é tão, mas tão beira de estrada, que as marquises dos prédios quase tocam na linha do asfalto. Movido pela curiosidade, aproximei o caminhão. Ao encostar na marquise... uma explosão épica e a tela de Game Over.

Game Over

Não é o fim da minha jornada por Rig N' Roll. Não que eu tenha alguma ideia de quando será o final. Talvez quando eu enjoar de fazer entregas. Talvez quando eu resolver colocar a história para andar. Mas recarreguei um save game, completei meu contrato e peguei outro logo em seguida. Ainda tenho muita estrada pela frente.

Ouvindo: Covenant - Flux
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Um comentário:

Marcos A. S. Almeida disse...

Primeiro foi o Marcos A.T. no Euro Truck 2; Agora você nesse Rig N' Roll. Não vou aguentar o "hype" que vocês estão produzindo e vou arriscar em um dos dois pra ver se brincar de Pedro e Bino é legal mesmo. Espero que a parte do "entediante" seja força de expressão.

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