Retina Desgastada
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22 de agosto de 2015

(não) Jogando: The Lost Vikings

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Este tem sido um final de semana curioso para mim e meu filho. Por pura coincidência, ao mesmo tempo em que começamos The LEGO Movie - Videogame, onde você precisa trocar de personagem de tempos em tempos porque apenas esse ou aquele pode realizar determinada tarefa, também começamos Brothers - A Tale of Two Sons, em que você precisa trocar de personagem de tempos em tempos porque apenas esse ou aquele pode realizar determinada tarefa.

Enquanto isso, The Lost Vikings está esquecido na Área de Trabalho, praticamente desde que a icônica foto foi tirada.

A criação seminal da Blizzard, o clássico que antecedeu Diablo, Starcraft e Warcraft que tornariam o nome da desenvolvedora famoso, está presente em cada fase desses jogos mais modernos. Sua semente floresce em Tiny Brains, em Three Dead Zed, em Project Eden, e provavelmente em outros que já passaram por aqui ou ainda irão passar. Sua fórmula é simples: personagens diferentes, cada um com uma habilidade única, alterne seu controle, resolva enigmas, abra caminhos.

No entanto, os outros jogos provocam gargalhadas em meu filho e sinto sua imensa vontade de jogar até o final.

Enquanto isso, The Lost Vikings segue perdido, ninguém clica. Quando pergunto sobre que jogo o guri quer jogar, é sempre outra opção. Quando pergunto diretamente sobre "o jogo dos vikings", obtenho uma recusa.

The Lost Vikings - Idade da Pedra

Seriam os 23 anos de idade do vetusto título da Blizzard cobrando seu preço? Idade faz diferença? Certamente não pelos gráficos ou pelos desafios. Ou meu filho teria desistido na primeira tela ou no primeiro obstáculo.

Mas The Lost Vikings é fruto de uma outra época, certamente. E esse anacronismo se reflete na forma cruel como o erro é punido. Nada de um retorno instantâneo ao checkpoint no meio da fase. Nada de uma animação engraçada e um tapa nas costas. Mas apenas a certeza implacável da falha: basta um único dos três vikings morrer na fase e você está fadado ao fracasso. Não há nada a fazer a não ser prosseguir com os outros até onde for possível, até o primeiro desafio que apenas o falecido poderia transpor. Então, jogar todos os sobreviventes no caminho da morte, para ver uma longa animação de derrota, para recarregar todo o nível novamente. É mais trágico do que incentivador.

Morte

Quantas tentativas e erros até meu filho conseguir sair da nave alienígena e cair na Idade da Pedra lascada? Inúmeras. Quantas tentativas e erros até meu filho decidir que não compensaria sair da Idade da Pedra? Inúmeras.

Agora os vikings estão mesmo perdidos. Uma outra geração veio e ela não é mais como era a anterior. Seu ícone some da Área de Trabalho.

Felizmente, o legado permanece, e é eterno.

Ouvindo: Theatre of Tragedy - Episode
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2 comentários:

Tais disse...

Aquino, tu tem/já jogou Trine? A premissa básica é igual e creio que será bem divertido jogá-lo com seu filho. Aproveita que o primeiro da série ganhou uns tapas no visual há pouco tempo.

Alex disse...

Poxa Aquino, me amarrava nesse jogo. Já estou mais pra um dinossauro hehe, posso estar enganado mas vejo as coisas de outra forma. Em minha humilde opinião, vejo uma necessidade dos mais jovens em tornar as coisas mais fáceis. Se uma determinada fase, um jogo fica mais complicado, cansam logo e partem pra outra coisa. Como há muitas opções hoje em dia, fica fácil mudar de opção. Mas ... e a perseverança onde fica?
Se bem que reconheço que algumas fases do TLV chegam a irritação como o final do Egito e principalmente o final do jogo.

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