Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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20 de março de 2015

Jogando: S.T.A.L.K.E.R. : Call of Pripyat

A Ponte

Seis anos depois, estou de volta a S.T.A.L.K.E.R.. Estou de volta à Zona. Mudou o jogador, mudou o jogo. Mas algumas coisas continuam as mesmas: o medo, a solidão e a tristeza que permeiam essa sinistra recriação da verdadeira Zona de Exclusão de Chernobyl.

Este é o terceiro jogo da franquia e, até disposições em contrário, o último. Canonicamente é a continuação direta do primeiro jogo e, por esse motivo, pulei o mal-afamada Clear Sky. Graças aos esforços do protagonista de Shadow of Chernobyl, a arma de controle mental operando na região foi desativada e os saqueadores conseguiram acesso a regiões bem mais amplas da Zona. Até o Governo da Ucrânia se sentiu à vontade para enviar uma esquadrilha de helicópteros para explorar o terreno. Nenhuma aeronave ou seus tripulantes retornou ou fez contato. Sua missão é descobrir o que ainda pulsa na misteriosa área.

Se no primeiro título você encarnava o clichê do herói desmemoriado, aqui você trabalha para as autoridades e já começa a trama sabendo o que fazer, com equipamento de razoável qualidade. Essa segurança talvez tenha me causado uma impressão inicial ruim do jogo. Com pontos marcados no mapa indicando os locais das quedas dos helicópteros, o mundo aberto da franquia parecia limitado a cumprir objetivos palpáveis.

Ledo engano, obviamente.

Fauna LocalLuz e Sombras

Como veterano do mundo-cão que foi Shadow of Chernobyl, é inegável que este terceiro capítulo está mais suave no quesito dificuldade. Pelo menos na primeira área que explorei até agora, há bem menos facções hostis que atiram primeiro e perguntam depois. Mesmo os monstros, em sua maioria, assustam mais do que efetivamente matam.

Entretanto, na medida em que você vai se envolvendo com as nuances daquele microverso e mergulhando de cabeça na atmosfera mórbida do jogo, o medo vai se infiltrando em sua alma. A Zona está disposta a te matar e a segurança é uma ilusão. O ecossistema dinâmico característico da série se faz presente e cria situações de narrativa emergente de gelar o sangue. Do nada, um Bloodsucker cruza o facho de sua lanterna durante a noite em uma caminhada supostamente prosaica de volta à base e você corre sem olhar para trás. Um Snorkel pula na sua frente em plena luz do dia. Com pouca munição, passei a noite inteira no alto de uma colina esperando um chacal desistir do meu cheiro, em vão, apenas para mais uma vez correr pela minha salvação. Um alerta de Emissão radioativa te pega de surpresa no descampado e você se pergunta em desespero onde pode estar o abrigo mais próximo.

Emissão

As missões também brilham, mais refinadas do que me lembrava do primeiro jogo. Em uma delas, fiz algo que reflete perfeitamente o espírito da Zona: atirei pelas costas de quem confiava em mim. Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, essa é a lei, essa é a regra. Enquanto outra missão me enviava para o coração negro do pavor...

Por absoluta falta de tempo, não retornei a Call of Pripyat. A segunda região foi desbloqueada e sua aparente maior organização contrasta com uma nova fauna que parece ser ainda mais hostil. Não tenho tempo. Mas ouço o chamado. Anseio pelo retorno.

Pela segunda vez, a Zona me captura.

O Chamado

Raspando a Ferrugem

Tecnicamente falando, S.T.A.L.K.E.R. : Call of Pripyat tem dois problemas graves. O primeiro é sua estranha capacidade de fechar abruptamente e me devolver para a Área de Trabalho. O segundo é que o motor gráfico não envelheceu tão bem assim.

Consertar o primeiro problema foi relativamente fácil. Existem duas alternativas sugeridas por outros usuários em fóruns e, como apliquei as duas sugestões, não sei qual realmente resolveu. Ou se foi mesmo uma combinação de ambas. Sei apenas que o jogo nunca mais travou.

Uma das sugestões é encontrar o executável do jogo, normalmente em \Steam\SteamApps\common\Stalker Call of Pripyat\Stalker-COP.exe, clicar com o botão direito e marcar a opção "Desativar composição de área de trabalho" na aba Compatibilidade. Sabe aquelas firulas gráficas que o Windows coloca como barras transparentes e animações? Parece que atrapalham o jogo.

image

Outra sugestão foi entrar nas opções gráficas do jogo e habilitar o suporte ao DirectX 11, se o seu computador/placa de vídeo tem isso. Mesmo que não funcione para impedir travamentos, o jogo fica mais bonito assim.

O segundo problema do jogo, ou de minhas memórias, é que Shadow of Chernobyl era belíssimo e à frente do seu tempo em termos de efeitos de luz, texturas e detalhes de objetos. E não senti nada disso em Call of Pripyat. Afinal, seis anos de diferença são seis anos de diferença. Mudou o jogador. O motor gráfico seguiu o mesmo.

Felizmente, para estes casos, sempre existem os mods. Há uma comunidade bastante ativa dedicada à franquia S.T.A.L.K.E.R. e muitas opções que melhoram e melhoram muito o visual do jogo. Infelizmente, a vasta maioria delas exige que você inicie um novo jogo do zero, então tenha isso em mente: é melhor primeiro instalar o mod e depois começar a jogar.

Como eu não queria começar tudo de novo, instalei apenas uma modificação: Absolute Nature 3 Lite. O resultado não é algo de se cair o queixo, mas satisfaz bastante. É possível inclusive influenciar a atmosfera do jogo, deixando um pouco menos depressivo ou muito, muito decadente.

A Ponte que Cai

Resolvidos os problemas, Call of Pripyat brilha como merece, um sinistro e feérico brilho nas trevas radioativas...

Ouvindo: Nosferatu - Lord of the Flies
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14 comentários:

Fausto Albertoni disse...

Sobre os quesitos técnicos, fazer rodar Call of Pripyat foi um desafio e tanto, tive que apelar a todo tipo de gambiarra que encontrei na internet, e pra minha surpresa, o game é monstruosamente pesado. A primeira impressão foi de susto e crer que a qualidade visual estava equivocada, mas logo percebi que era assim mesmo...Porém, o game tem o melhor e mais dinâmico efeito de Depth of Field que eu já vi.

Foi o meu primeiro game da série STALKER, e fiquei meio perdido, mas encantado com as mecânicas disponíveis, principalmente as de combate, que a meu ver, desbanca a de muitos jogos mais novos.

A solidão, o medo, e a desolação são constantes durante a jogatina desse título, mas trazem junto um punhado de mistérios cativantes e situações inusitadas.

Agradeço até hoje ao amigo que me indicou este game, e torço que mais pessoas tenham acesso a título incrível. Parabéns Aquino, por traduzir de forma tão perfeita a atmosfera do game.

Shadow Geisel disse...

esse problema do estranhamento com um jogo antigo é um dos meus maiores temores como jogador de videogame. estou jogando o Fallout clássico pra conhecer e fazer um review mas estou sofrendo horrores com a jogabilidade pra lá de datada e a resolução que não tem como aumentar. ossos do ofício...

Gledson A. disse...

Shadow, tu está com que versão? Se não me engano, existe um fix para a versão do GOG que conserta o problema de resolução.

Gledson A. disse...

Sabia que tinha. Loguei em um forum ao qual visito e peguei o link do fix que me enviaram por lá. Aqui está:

http://www.nma-fallout.com/downloads.php?do=file&id=1443

Anônimo disse...

Eu joguei Shadow of Chernobyl pela 1ª vez a menos de 2 meses atrás e sinceramente os gráficos foram o menor dos meus problemas com o jogo (se tem algo que eu não posso ser acusado é de ser graphic whore). Tanto que eu joguei ele vanilla e depois com o mod complete 2009 e ainda achei melhor ele vanilla.

A imersão do jogo é excelente mas...
Quando chega na reta final da campanha o jogo impõe um ritmo frenético de gameplay e "automaticamente" aumenta a dificuldade, que já é média\alta, para praticamente impossível (com tempo limite, radiação em todos os cantos e inimigos imortais), estragando assim toda a experiência de jogo, principalmente para alguém que curte olhar e passear pelos cenários "tranquilamente" (coisa que Fallout 3 faz com maestria).

S.T.A.L.K.E.R. : Call of Pripyat repete essa mesma "receita" do 1º?

Se sim, já vou excluí-lo da minha lista de desejos.

Shadow Geisel disse...

Gledson, estou jogando com aquela versão do GOG mesmo, de 2012, que liberaram grátis. Se você puder me indicar como faz eu te agradeço imensamente, pois não entendo muito dessas coisas. Mesmo tosco tô gostando demais do jogo. Só sinto por não ter conseguido jogar na época certa.

Shadow Geisel disse...

ATUALIZADO: depois vi que vc tinha colocado o link Gledson. Consegui instalar. NOOOOOOOOOSSA! é outro jogo. Muito obrigado mesmo. Agora que deu mais vontade de jogar ainda.
Só mais uma coisa, abusando da sua generosidade: toda vez que eu começo o jogo aparece uma imagem diferente. eu adoro essas screens da série. tem como copiar essas imagens?

Fausto Albertoni disse...

"Anônimo", eu sinceramente acho que este último título é bem temperado, a zona é divida em partes, a 1ª e 2ª possuem certas semelhanças...Na terceira, a coisa fica mais "militarizada", mais tiroteios e menos criaturas. Sinto o final como algo mais "habitável" e humano, mas a curva de dificuldade acentuada, já que o ritmo do jogo toma outros rumos. Não desinstale...Vai adorar seguir em frente.

Anônimo disse...

Valeu a dica Fausto, vou manter ele em standby e na próxima promoção da steam em que ele esteja incluído vou compra-lo com certeza.

O 1º jogo tinha tudo para se tornar um clássico para mim mas, como eu já disse, a conclusão da campanha comprometeu todas as boas experiências que eu estava tendo com o jogo desde o ínicio da campanha.

Isso não é um exclusividade desse jogo, já joguei outros em que a dificuldade é moderada durante todo o jogo e no final os desenvolvedores enlouquecem e multiplicam a dificuldade milhares de vezes. O pessoal não sabe dosar a dificuldade. É normal a dificuldade aumentar conforme se avança na campanha, mas esse aumento tem que ser PROPORCIONAL a difuldade normal do jogo e não uma coisa absurda.

Marcos A. S. Almeida disse...

Anônimo, a minha impressão foi a mesma: quando se chega em um ponto específico do jogo - acho que é um um estádio - o jogo fica realmente mais difícil.Desisti nesse mesmo ponto.Até porque , uma das coisas com que eu lutava , mas insistia em ficar, era a dificuldade. Quando aumentou ainda mais,foi um basta. Mas a atmosfera desse jogo é o que mais me atraiu.Ainda assim, gostaria de voltar a jogar qualquer um dos três da série.

Anônimo disse...

Pois então Marcos, eu sei que o assunto "dificuldade dos games" já deu muito o que falar por esse mundo afora, inclusive já li vários xingamentos (não direcionados a mim diretamente mas sempre a alguém que acha determinado jogo "too hard" ou com uma curva de aprendizado muito alta) e discussões nos foruns gringos. No final o argumento dos gamers hardcores termina quase sempre assim: - "go back to super mario you filthy casual". Eles simplesmente culpam o gamer casual pelo "emburrecimento" dos jogos. O que, para mim, equivale a "culpar" a inclusão digital pelo fato dos computadores estarem cada vez mais baratos e, consequentemente, mais acessíveis.

Eu jogo desde a década de 90 e já tive a minha fase hardcore, mas hoje eu jogo para me distrair, para fugir da rotina diária. Da mesma maneira que algumas pessoas vão para o boteco da esquina tomar uma cerveja depois do expediente. Eu posso afirmar que os jogos eletônicos (sejam no PC ou no console) são a minha cachaça, o meu momento de fuga da realidade.

Então tudo que eu quero de um jogo é uma boa história, uma boa jogabilidade e gráficos que sejam coerentes com esse conjunto (isso não quer dizer que eles tenham que ser de ponta).

Quero um jogo que consiga me teletransportar para o seu universo e que me proporcione algumas horas de lazer, da mesma maneira que um bom livro e um bom filme. Até porque, o tempo que eu tenho disponível para jogar é muito escasso. Eu não tenho horas e dias vagos para, muitas vezes, apenas aprender como se joga determinado jogo. O meu tempo vago é curto e tudo o que eu menos quero é gastá-lo lendo toneladas de textos em inglês ou caminhando (muito lentamente) horas e horas (numa monotonia que faz a pessoa quase dormir com a cara no teclado) para descobrir como se chega em determinado local ou como se encontra determinado NPC, como acontece em Morrowind por exemplo. Eu sei que o jogo é bom (no caso de Morrowind) mas a pessoa tem que ter muito tempo *disponível para, 1º aprender como se joga (se vc montar e upar seu personagem erradamente vc corre o sério risco de não conseguir finalizar o jogo e ter que começar tuuuuudo de novo) e depois efetivamente jogar (ou ela é um adolescente que só estuda ou um aposentado que passa o dia no ócio sem ter o que fazer).

E... Sinceramente... Eu não consigo achar graça nenhuma em repetir as mesmas coisas (e, em alguns casos, para piorar, ter que assistir sem poder pular a mesma cutscene) várias e várias vezes sem chegar a lugar nenhum. Isso para mim é loucura. Chega um determinado momento que o prazer vai se transformando em raiva e daí a experiência deixa de ser prazerosa e passa a ser dolorosa.

E... De dolorosa já bastam as várias situações e experiências desagradáveis que temos que passar(sem direito a escolha ou restart) na vida real.

Mas... Essa é só a minha opinião é claro.

Abçs

Luiz

*E se vc quiser montar um mago, provavelmente vai ter que frequentar uma faculdade de química, alquimia e astrofísica para aprender para que servem e como se mistura e usa todas ervas, itens e spells do jogo. Além de ter que saber ler fluentemente o inglês para ler as toneladas e toneladas de texto do jogo onde cada simples NPC é uma bibilioteca ambulante. :)

Marcos A. S. Almeida disse...

Ehehehe! Luiz, Se eu tinha esperança de um dia jogar Morrowind você acabou totalmente com ela agora! Ahahahahaha!Na verdade eu tentei ,mas também sou avesso á RPGs por isso, são um tanto complexos em sua maioria. Mas o Fallout, que você gosta, não é exatamente assim?
A questão da dificuldade é realmente bem relativa mas sinceramente nunca fui fã de jogos com dificuldade acima do normal.Cansei de ver amigos esmurrando sofás , joysticks ou até gabinetes de pc por conta da frustração em determinado jogo e não entendia o porque disso.Eu simplesmente fugia de jogos difíceis pois a minha intenção sempre foi a diversão.Não que eu não goste de desafios mas não a ponto de ficar extremamente irritado com um jogo (ou com alguém , como é o caso nos jogos on line hoje).Mas é aí que entra a relatividade , pois se pra mim a complexidade dos jogos é algo ruim, sem diversão, pra outros pode ser algo prazeroso.Existem muitos fatores que influenciam isso , como a própria personalidade de quem está jogando, tempo disponível (como você disse) , ambiente , etc.Recentemente joguei - e recomendei bastante por aqui - o jogo PATH of EXILE, que é um RPG multiplayer on line de visão isómétrica( e gratuito , o que é melhor). Ótimo jogo sem sombra de dúvidas , mas quando percebi que teria de lidar com toda a sua dificuldade vinda da sua complexidade , desisti.E isso depois de ter jogado mais de 100 horas nele!Resumindo:quando a diversão virou sofrimento, desisti.

Anônimo disse...

Marcos você sintetizou exatamente o que eu acho hoje a respeito da dificuldade de um jogo: "Não que eu não goste de desafios mas não a ponto de ficar extremamente irritado com um jogo (ou com alguém , como é o caso nos jogos on line hoje)".

Fallout 3 e New Vegas (e também pode-se incluir TES Oblivion e TES Skyrim que são sucessores diretos de TES Morrowind), apesar de serem basicamente o mesmo estilo de jogo e inclusive da mesma desenvolvedora tem uma experiência de jogo muito diferente e, para mim, muuuuito mais prazerosa do que Morrowind por vários motivos. E já lhe adianto que nenhum desses motivos tem absolutamente nada a ver com o fato de Morrowind ter gráficos datados em comparação com os outros jogos. Vou citar alguns motivos que fizeram eu gostar tando de Fallout 3 e NV (que juntos com a franquia Bioshock são os meus prediletos) e me frustar tanto com Morrowind apesar de ambos terem um mesmo estilo de jogo:

Já começa que as toneladas de texto foram reduzidas drasticamente e, se vc quiser, é possível até finalizar o jogo sem ler praticamente nada, é obvio que vc não vai entender a história do jogo (que é a melhor parte), mas é possível.

A complexidade foi reduzida drasticamente também, vc não precisa ser PHD em química ou um nutricionista para saber para que serve e qual o efeito vai ter cada item do jogo (erva, fruta, bebida, etc...) no corpo do seu personagem. E se entrar na parte das magias então... Aí sim, uma faculdade só vai ser pouco. :)

O fast travel (transporte rápido) te leva instantaneamente a qualquer lugar do mapa (desde que este lugar já tenha sido descoberto). Você não precisa mais caminhar monotonamente na velocidade de uma lesma de ponta a ponta do mapa por várias vezes ou então decorar onde estão cada Silt Strider ou Mages Guild (as únicas maneiras de "fast" travel de Morrowind) e aonde cada um deles te leva.

Em Fallout (3 e NV e também pode-se incluir TES Oblivion e TES Skyrim) tem também a presença da quest mark (a marcação no mapa que te indica onde vc tem que ir), tão odiada pelos gamers harcore e para mim tão fundamental. Em Morrowind não existem quest marks, vc simplesmente conversa com um NPC e ele lhe diz (tudo na base do texto pois praticamente não existem vozes em Morrowind) que vc tem que procurar um determinado item que fica num determinado lugar que fica entre tal e tal cidade e pronto (as vezes a explicação é mais específica mas em muitas vezes ela é bem vaga assim). Só que a área em que vc tem que procurar é gigantesca e não tem indicação nenhuma, vc literalmente vai ficar dias caminhando, falando com NPCs (lembre-se, é só texto, está tudo em inglês e cada NPC é uma biblioteca ambulante) e procurando o tal do item e provavelmente nestas conversas vc vai acabar disparando outras sidequests com a mesma ou maior complexidade. Para vc ter uma ideia, uma vez eu cheguei ao absurdo de jogar Morrowind com dois computadores ligados, um rodando o jogo e outro na página da http://www.uesp.net/ (Unofficial Elder Scrolls Pages) olhando nos mapas para saber onde que eu tinha que ir porque eu não aguentava mais ficar zanzando que nem barata tonta pelo mapa sem chegar a lugar nenhum sendo atacado e morto por vários tipos de inimigos.

Outra melhoria nos jogos Fallout (3 e NV e também pode-se incluir TES Oblivion e TES Skyrim) é o fato dos inimigos serem proporcionais ao seu level. O que quer dizer que vc sempre vai encontrar inimigos com um level proporcional ao seu. Em Morrowind se vc por acaso se meter (ou se perder) em uma região que supostamente só deveria ser visitada quando vc estivesse com o seu personagem com um level mais alto é morte certa, um tapinha do inimigo e vc já era.

Continua na próxima postagem devido ao limite de caracteres...

Anônimo disse...

Continuando...

E para encerrar, o creme de la creme das melhorias implantadas em Fallout (3 e NV e também pode-se incluir TES Oblivion e TES Skyrim): O sistema de combate. O sistema de combate em Morrowind é tão complicado que até mesmo os seus mais fervorosos defensores admitem que ele é "um pouco" frustante no início. Se vc não souber montar e depois upar os atributos certos do seu personagem vc vai se encontrar varias vezes tentando matar um insignificante ratinho com uma marreta(ou um machado, ou uma espada) durante varias tentativas e errando todas, enquanto o maldito ratinho com dois míseros ataques te mata. :(

Para encerrar, quero dizer que eu zerei a main quest de Morrowind, também zerei a DLC Tribunal e cheguei até a metade (ainda pretendo termina-la) da main quest de Bloodmoon mas somente por 2 motivos: 1º Uma vontade enorme de gostar e entender o jogo (é uma relação de amor e ódio pq o jogo simplesmente não demonstra a mínima intenção de ser entendido ou amado) e 2º Pura teimosia (eu simplesmente não consegui admitir que não seria capaz de zerar um jogo que foi o antecessor espiritual de jogos que são tão especiais para mim quando Fallout 3 e NV (comecei a jogar TES Oblivion a poucos dias e estou gostando muito, pois é como um Fallout 3 medieval.

Existe um fator presente em quase todas (com raríssimas exceções) as opiniões positivas na Steam sobre Morrowind que se chama NOSTALGIA. Eu acho que, se eu tivesse jogado TES Morrowind quando eu era adolescente numa época em que eu não trabalhava, não tinha mulher e filhos, só estudava e tinha todo o tempo do mundo para gastar com apenas um jogo, com certeza eu estaria aqui hoje defendendo e enaltecendo todo o esplendor de Morrowind que na realidade é um bom jogo só que ele exige (muito) tempo e dedicação integral do jogador e esses são luxos que não posso dispor hoje em dia, quem sabe na minha aposentadoria.

Se vc cair na asneira de citar qualquer um desses motivos em um fórum gringo vão chover defensores de Morrowind e sempre vai ter alguém que, para encerrar a discussão de maneira "inteligente", ira dizer: - Go back to playing Skyrim, you filthy casual (volte a jogar Skyrim seu (gamer) casual imundo).

E eu, que ainda não joguei Skyrim, não vejo a hora de jogá-lo, pois já sei que é o meu tipo de jogo.:)

Abçs

Luiz

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