Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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29 de maio de 2014

Não Gostou? Faz Melhor!

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O novo Call of Duty do ano foi anunciado, com a tradicional fanfarra e também com a tradicional crítica à fórmula cansada.

Não adianta muito malhar a franquia multiplatinada porque, entra ano e sai ano, ela continua rendendo tubos e mais tubos de dinheiro para a Activision. A empresa mandou beijinho no ombro dos invejosos e colocou mais um estúdio no tronco para produzir novos jogos da série.

Um dos argumentos mais usados por quem defende Call of Duty é o igualmente tradicional "não gostou, então faz melhor", que críticos de qualquer coisa vem ouvindo desde que Grunk não curtiu muito o desenho do mamute que Grok fez na parede da caverna.

Pois o jornal The Guardian levou o argumento na esportiva e ligou mesmo para vários desenvolvedores independentes para perguntar como eles melhorariam Call of Duty. Não passa de uma brincadeira, mas algumas ideias bem que poderiam sair do papel:

Dan Pinchbeck, da The Chinese Room, participou da criação de Dear Esther e Amnesia: A Machine for Pigs. Ele afirma que com um orçamento ilimitado transformaria Call of Duty em um jogo de "mundo aberto, não-linear, incrivelmente vazio com longos períodos de tenso nada pontuados com ação insanamente frenética, caótico e confusa onde você realmente não sabe o que diabos está acontecendo e você está basicamente gritando e entrando em pânico e detonando tudo que se move e então tudo volta a ficar completamente calmo outra vez e você volta a vagar por um grande mundo hostil que é verdadeiramente difícil de prever."

Mike Bithell não tem estúdio e desenvolveu sozinho Thomas Was Alone e outros. Sua visão para um Call of Duty estaria focada na perspectiva de um civil, pego no meio de um conflito e que precisa manejar armas para evitar os dois lados e proteger sua família. Talvez não seja um jogo impossível de se fazer: a 11 bit Studios está neste momento desenvolvendo uma premissa idêntica com o título de This War of Mine.

Andrew Smith, da Spilt-Milk Studios, também apostaria em um Call of Duty mais pé no chão e acrescentaria duas facções além das convencionais "soldados do bem" e "soldados do mal": civis e jornalistas. Estes últimos não usariam armas e teriam que monitorar o trabalho dos outros, segurando a sede de sangue dos "bonzinhos" e inflando o ego dos "malzinhos". Os civis? Seriam controlados pela AI e precisariam ser protegidos, filmados ou destruídos dependendo do lado.

Ricky Haggett, da HoneySlug, aproveitaria o centenário da Primeira Guerra Mundial para levar a franquia para as trincheiras do conflito. Mas com uma abordagem inusitada: a rotina do jogador envolveria os momentos entre batalhas. Atividades como queimar carrapatos no colchão, praticar tiro ao alvo em ratos, remover lama, jogar cartas, escrever para os familiares em casa... Na hora de sair da trincheira e dar carga na linha inimiga, o título daria um fadeout para reaparecer momentos depois na mesma rotina, mas com soldados a menos.

Ian Bogost, lenda-viva do jornalismo de jogos e desenvolvedor indie nas horas vagas, pensa em um Call of Duty: Fallen. Nesta versão, o jogador assumiria o papel de soldados feridos ou incapacitados em diferentes guerras em diferentes épocas, desde os primórdios até a era dos drones e dos bombardeios ditos cirúrgicos. "Em cada caso, após um confronto, a morte leva ele – de uma forma diferente em cada cenário. O dever definitivo do soldado não é liberar nem defender nem mesmo matar, mas morrer, e o jogo resume a guerra a este princípio único".

James Parker, da Opposable Games, acredita que a série poderia retornar à qualidade narrativa do primeiro Modern Warfare, mas admite que o forte da franquia é o multiplayer. Ele acrescentaria uma camada tática ao jogo, onde seria possível controlar um esquadrão ao invés de um único soldado. Mas, no final das contas, confessa: "eu gosto do jeito que está".

Com a próxima iteração do concorrente Battlefield assumindo uma direção diferente , estariam os títulos de guerra atingindo o ponto de saturação? Os ventos da mudança estão soprando. Ou, como sempre nos lembra Ron Perlman, a guerra nunca muda?

O que você faria com Call of Duty?

Ouvindo: Akira Yamaoka - Until The Stars Go Out
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7 comentários:

Helder disse...

Calem a boca e peguem nosso dinheiro...

Todas as propostas são fantásticas. Acho mesmo como disse o James parker, se eles voltassem para o modo de se contar a história como em Modern Warfare, já melhoraria bastante. Lágrimas saíram dos meus olhos com a morte de um personagem no 2. Maravilhosa aquela série =P

Shadow Geisel disse...

"A empresa mandou beijinho no ombro dos invejosos e colocou mais um estúdio no tronco para produzir novos jogos da série".

kkkkkkkkkkkkkkkkk. sem comentários.

Shadow Geisel disse...

pra quê mudar se ainda rende muito dinheiro do jeito que está? o que eu não entendo (mentira, na verdade entendo sim) é como os desenvolvedores separam o modo campanha de um excelente modo online. tem muito jogo bom por aí que consegue conciliar os dois sem lesar o cérebro do jogador com tanta repetição. o melhor exemplo que me vem à memória é o Bioshock 2. em contrapartida, jogos como bioshock infinite provam que um jogo mais voltado ao modo campanha (ou até mesmo SÓ com um modo campanha, sem multiplayer) pode se um excelente game. o mesmo vale pra RAGE e seu pé no freio diante da sanha de headshot dos jogadores.

aRexxx disse...

O complicado do CoD é que lançando um por ano vc acaba queimando muitas idéias, alem de eu achar um tempo meio curto de um jogo para o outro.

Acho q eu tentaria melhorar o multiplayer (que o pessoal não gostou nesse ultimo CoD) e fazer uma campanha com coop e uma boa história, o que é provavelmente o que eles vão tentar fazer.

Para inovar seria melhor criar uma outra franquia mesmo.

William Schutz disse...

Continuem o jeito que esta, isso é Call of Duty, critica sempre vão existir,no caso deles mudarem algo, sempre vai ter um que vai falar: PÔ, ISSO NÃO É CALL.
Concordo com o aRexxx, outra franquia, pq mudar um produto se você pode fazer 2.

Shadow Geisel disse...

essa brincadeira foi bem interessante mas conta com dois problemas básicos: o primeiro é que nem sempre uma ideia que parece boa é exequível em um game (a do fantasma é um exemplo). às vezes é o oposto: uma ideia que parece terrível dá muito certo (um ótimo exemplo que me vem à mente agora é o Katamari Damacy). o segundo problema, mesmo que a conjectura pareça meio distante de se tornar realidade, é o de uma das ideias serem "aproveitadas" sem que o devido crédito seja dado. a última coisa que uma empresa multimilionária precisa é de trabalho voluntário.

Luis Felipe Vitte Soligueti disse...

Pra mim, eles só tem que melhorar os map designs do multiplayer e balancear as armas pra não ter nenhuma apelona. De resto, mesmo não tendo gostado de CoD:Ghosts, eu joguei mais de 100 horas dele e pretendo totalmente comprar esse novo CoD, pra um cara que nem eu, viciado no jogo desde Modern Warfare 1, não tem como parar de jogar, por mais "batida" que a formula esteja, ainda é revigorante pegar uma arma e sair correndo pelos mapas disparando tiros.

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