Em 10 de dezembro de 1993, a id Software lançou um divisor de águas no mundo dos jogos eletrônicos: Doom. Ultraviolência, partidas frenéticas de multiplayer, amplo suporte a mods, simplicidade em prol da diversão, tudo isso já existia antes da criação de Carmack, Romero, Hall e o outro Carmack (que não é parente). Mas em Doom todos estes elementos se combinaram em uma fórmula de sucesso que iria sacudir o planeta.
Vale a pena ler o tributo escrito pelo Arthur Zeferino para o Gamesfoda. Da minha parte, só fui tomar contato com Doom cinco anos depois e posso dizer que mesmo em meio a Quake, Shadow Warrior, Blood e Duke Nukem 3D, o bom e velho FPS ainda era um gigante. Demorou ainda mais tempo para eu conseguir a versão completa do jogo e terminá-lo, com um catártico tiro de escopeta na cara de Satã. Já tinha provado do gosto de Half-Life, Call of Duty, Medal of Honor e Halo. E ainda assim, o Doom ancião com dez anos nas costas se recusava a ser passado para trás.
Outra década se passou e eu puxo da memória os corredores tortuosos repletos de zumbis, suas abominações saídas de pesadelos, o estrondo gratificante de cada arma, a trilha em midi quase hipnótica, a velocidade da resposta dos comandos. Já estive na Zona, já enfrentei o Combine, derrotei o Patriarch tantas vezes, incendiei Tanks e invadi o planeta dos Stroggs. E Doom ainda não parece datado.
Na id software, não sobrou mais ninguém. Tom Hall partiu. John Romero partiu. Adrian Carmack partiu. John Carmack partiu. De Doom IV, ninguém sabe mais nada, enterrado em um ciclo infinito de redesenvolvimento, sem direção, sem esperanças. Mas nem precisava. Não precisávamos nem de Doom III! O primeiro Doom fez vinte anos. E parece que foi lançado ontem.
(todas as artes exibidas foram criadas por Eric Ridgeway)
5 Comentários
Excelente texto, Aquino!
E quanto as análises dos Ghotic's?
To muito ansioso pra ler seu texto de Ghotic "1" ;-;
E no aguardo pra saber o que você axou do New Vegas(isso é, se vc já jogou), alem de Skyrim!!