Retina Desgastada
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30 de novembro de 2013

Jogando: Harley Quinn's Revenge

A Loca!

Durante algumas semanas fiquei irritado com a impossibilidade de jogar o DLC Harley Quinn's Revenge para Batman: Arkham City. O conteúdo extra não vendia mais isolado e para desfrutar dele eu precisaria da versão GOTY do título. Comprar outra vez por causa de um DLC? Jamais. Quis o destino que o GFWL fosse removido do jogo e que a Warner tivesse a imensa gentileza de evoluir todas as versões do jogo para GOTY, liberando, assim, todos os DLCs para todos os jogadores.

Naturalmente, depois desta reviravolta, minha expectativa em relação a Harley Quinn's Revenge era alta. Alta demais para ser saudável. Mas, mesmo que fosse baixa, a grande verdade é que esta expansão é insípida. Aliás, como a maioria dos DLCs, segundo minha própria experiência.

A história se passa depois dos eventos fatídicos do final do jogo principal. Pode ser encarado como um epílogo? Falta fôlego e engajamento. Se fosse um filme, poderíamos dizer que todos os atores envolvidos estavam cansados e atuando no automático. Exceto a antagonista que dá nome ao título. Harley Quinn, esse fenômeno de popularidade que surgiu nos desenhos animados e fez o caminho inverso para entrar no universo de quadrinhos de Batman, brilha aqui como nunca e agarra a oportunidade com unhas e dentes. Os melhores momentos do DLC são aqueles em que a direção de arte, ou a dubladora, ou alguns truques inseridos na própria trama nos mostram o interior desta mente destruída, loucamente apaixonada pelo Coringa.

"Essa mulher não bate bem..."

Só que Harley não é o Palhaço do Crime. E Robin não é o Batman.

Por uma estranha decisão da Rocksteady, você controla o parceiro do Batman na maior parte do tempo. Entretanto, aquilo que deu certo com a Mulher-Gato não funciona tão bem aqui. Robin não transmite o mesmo poder de destruição de seu chefe e seus novos apetrechos estão bem aquém do bat-arsenal. Existe um motivo para ele ser o sidekick e ele está bem claro quando você é cercado por uma horda de bandidos.

"Socorro, cadê o Batman?"

Com coadjuvantes nos holofotes, pouquíssimas novidades, um cenário fechado por onde você dá várias voltas, curtíssima duração e praticamente nenhuma adição ao enredo, o que temos é um DLC que poderia ser definido como dispensável. Mas não paguei um centavo por ele, então, valeu a pena. Por breves momentos, o brilho estava lá.

Como conclui o Batman: "minha missão aqui terminou".

Batman perde a compostura...

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3 comentários:

Shadow Geisel disse...

não li o texto pq ainda nem terminei o city, mas um dúvida que tenho sobre esses DLCs do Batman é se eles conseguem fazer uma jogabilidade diferenciada do que já vemos com o homem-morcego. não acho que faça muito sentido uma louca como a Arlequina ficar se escondendo e esgueirando-se nas sombras...

Flávio Ricardo disse...

E eu até hoje nem consegui zerar o Asylum... me sinto looser agora.

Paulo Silva disse...

Eu só consegui zerar o Asylum depois de zerar o City. O primeiro contato com Asylum pode ser difícil, se acostumar com o gameplay, a dinâmica. Mas achei o desenvolver do ACity "amigável". Daí, zerei o 1o. Agora, achei os DLC legais. Depois de zerar, fica o gostinho de quero mais e o DLC da Quinn dá uma "jogabilidade diferenciada" como bem disse o Shadow Geisel. Eu gostei.

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