George Ziets começou na indústria dos jogos eletrônicos em 2004, mas em tão pouco tempo já acumulou um currículo invejável e uma paixão declarada por RPGs e boas histórias. O designer e roteirista participou de Lord of the Rings Online, Dungeons and Dragons Online e Neverwinter Nights 2, antes de se tornar o Líder Criativo da elogiada expansão Mask of the Betrayer. Durante sua segunda passagem pela Obsidian ocupou o mesmo papel no desenvolvimento de Dungeon Siege III, além de colaborar no roteiro de Fallout: New Vegas. Atualmente, ele está envolvido na produção do Project Eternity.
E novas ideias não faltam para Ziets. Indagado sobre como faria um hipotético Baldur's Gate III, se tivesse a oportunidade, o roteirista improvisou alguns conceitos interessantes. O novo jogo continuaria a partir do final do primeiro, seguindo a saga do Bhaalspawn após sua ascensão à divindade. Seria o que se costuma chamar em AD&D de Divine Campaign, onde Deuses enfrentam Deuses, os protagonistas viajam através dos Planos e nós mortais nem ficamos sabendo. Ziets descreve a continuação como uma batalha pela sobrevivência, uma vez que o personagem principal é uma divindade nova, sem seguidores, com poucos poderes e tendo Deuses maiores como seus inimigos.
Neste Baldur's Gate III, Cyric e seus aliados, vistos na enigmática cena de encerramento de Baldur's Gate 2, atacariam e tomariam o Throne of Bhaal, forçando o protagonista a fugir através dos Planos. Um de seus principais objetivos seria angariar seguidores, uma vez que, na lógica de AD&D, o poder de uma divindade é medido pela quantidade de indivíduos que o reverenciam. Ziets deixa a imaginação correr solta, fazendo o jogador visitar locais clássicos do universo de RPG que nunca foram vistos em um jogo eletrônico antes, como Mount Celestia, Limbo e Mechanus. E ele pensa grande: propõe que o personagem principal poderia iniciar uma guerra civil em Mount Celestia, conquistar uma camada do Abyss e montar um grupo inteiro de avatares de outros deuses. Provavelmente, nada de Minsc desta vez... A história culminaria em uma batalha pelo controle do Throne of Bhaal, a derrota de Cyric e a definitiva conquista de um lugar no Panteão cósmico.
Esta abordagem guarda semelhanças com o sucessor espiritual da franquia, o aclamado Planescape:Torment. Ziets chega a comentar que uma visita a Sigil, a Cidade das Portas que foi palco do outro jogo, não poderia ser esquecida. Da mesma forma que as aventuras do Nameless One, a morte não seria um problema para o jogador. Na posição de uma divindade, seria possível criar avatares para explorar os planos e a perda de um não provocaria necessariamente uma ida ao Load Game. Além disso, sonha Ziets, também seria possível criar avatares diferentes para diferentes situações, com novas habilidades ou formas.
O conceito de Ziets parece, a princípio, mais fiel à franquia do que o extinto Baldur's Gate III: The Black Hound. Entretanto, assim como o último suspiro da Black Isle, agora não passa de um delírio.
Mas, como velhos deuses que se recusam a morrer, enquanto existirem aqueles que acreditam, estes jogos continuarão flutuando por aí. Por muito pouco, um novo Baldur's Gate não foi feito em 2008. A Enhanced Edition do primeiro Baldur's Gate agora está no Steam. Chris Avellone já fala de um novo Planescape.
Bhaalspawn voltará.
10 Comentários
Abração!
Na verdade aquela cena pouco tem a ver com a expansão Throne of Ball. E o novo Planescape vai ser produzido pela InXile, que comprou os direitos autorais, embora não se ambientara no universo D&D. Tudo isso é hipoteticamente interessante, mas com a trupe de incompetentes da Beamdog querendo fazer um BG3 via kickstarter, é melhor deixar o Bhallspawn enterrado no mortuario de Sigil...
Mania de lançar jogo velho a preço de novo!Já não bastava a Microsoft lançando Age of empires a preço de ouro no STEAM.
O que justifica o preço?Os graficos foram remasterizados em HD?Botaram achievements?Alguma interatividade online?
Não, jogam o mesmo jogo do passado e acham que vão lucrar com essa sem-vergonhice!
Conveniencia parece ser o agravante no preço. para as pessoas que não querem instalar mods, essa parece ser a unica vantagem do BG:EE. Tem também o conteudo adicional e NPCs que eles incluiram no pacote, mas nada que vá revolucionar a forma de se jogar um Baldurs Gate da vida. Vale lembrar que dava pra jogar on-line na epoca em que Baldurs Gate foi lançado, se eles incluiram algum servidor, ai pode até ter uma vantagem, embora a graça nesse jogo esta no single player mesmo.
Quem não é hippie e não tem frescura em procurar mods pela net pode muito bem comprar o jogo original pelo GoG ao preço bem mais acessivel
Meu sonho agora é Fallout no ipad!
Esse é justamente o problema com a "nova" versão. Nada justifica deixar os fãs originais de lado em busca dos hippies de ipad, apenas estamos falando de um caça niquel. E tecnicamente falando, BG:EE não é um remake e sim um mod comercial feito por um bando de gente preguiçosa e incompetente.
Por sinal, se alguém se interessar, escrevi dois pequenos textos sobre o assunto:
http://www.planetoidex.com.br/2012/06/tablets-e-rpgs-old-school-goiabada-com.html
http://www.planetoidex.com.br/2009/08/arstechnica-tablet-pc-para-rpgs-antigos.html
Abraços!