Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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29 de janeiro de 2013

Hosana nas Alturas

CyricGeorge Ziets começou na indústria dos jogos eletrônicos em 2004, mas em tão pouco tempo já acumulou um currículo invejável e uma paixão declarada por RPGs e boas histórias. O designer e roteirista participou de Lord of the Rings Online, Dungeons and Dragons Online e Neverwinter Nights 2, antes de se tornar o Líder Criativo da elogiada expansão Mask of the Betrayer. Durante sua segunda passagem pela Obsidian ocupou o mesmo papel no desenvolvimento de Dungeon Siege III, além de colaborar no roteiro de Fallout: New Vegas. Atualmente, ele está envolvido na produção do Project Eternity.

E novas ideias não faltam para Ziets. Indagado sobre como faria um hipotético Baldur's Gate III, se tivesse a oportunidade, o roteirista improvisou alguns conceitos interessantes. O novo jogo continuaria a partir do final do primeiro, seguindo a saga do Bhaalspawn após sua ascensão à divindade. Seria o que se costuma chamar em AD&D de Divine Campaign, onde Deuses enfrentam Deuses, os protagonistas viajam através dos Planos e nós mortais nem ficamos sabendo. Ziets descreve a continuação como uma batalha pela sobrevivência, uma vez que o personagem principal é uma divindade nova, sem seguidores, com poucos poderes e tendo Deuses maiores como seus inimigos.

Neste Baldur's Gate III, Cyric e seus aliados, vistos na enigmática cena de encerramento de Baldur's Gate 2, atacariam e tomariam o Throne of Bhaal, forçando o protagonista a fugir através dos Planos. Um de seus principais objetivos seria angariar seguidores, uma vez que, na lógica de AD&D, o poder de uma divindade é medido pela quantidade de indivíduos que o reverenciam. Ziets deixa a imaginação correr solta, fazendo o jogador visitar locais clássicos do universo de RPG que nunca foram vistos em um jogo eletrônico antes, como Mount Celestia, Limbo e Mechanus. E ele pensa grande: propõe que o personagem principal poderia iniciar uma guerra civil em Mount Celestia, conquistar uma camada do Abyss e montar um grupo inteiro de avatares de outros deuses. Provavelmente, nada de Minsc desta vez... A história culminaria em uma batalha pelo controle do Throne of Bhaal, a derrota de Cyric e a definitiva conquista de um lugar no Panteão cósmico.

Planescape Torment Esta abordagem guarda semelhanças com o sucessor espiritual da franquia, o aclamado Planescape:Torment. Ziets chega a comentar que uma visita a Sigil, a Cidade das Portas que foi palco do outro jogo, não poderia ser esquecida. Da mesma forma que as aventuras do Nameless One, a morte não seria um problema para o jogador. Na posição de uma divindade, seria possível criar avatares para explorar os planos e a perda de um não provocaria necessariamente uma ida ao Load Game. Além disso, sonha Ziets, também seria possível criar avatares diferentes para diferentes situações, com novas habilidades ou formas.

O conceito de Ziets parece, a princípio, mais fiel à franquia do que o extinto Baldur's Gate III: The Black Hound. Entretanto, assim como o último suspiro da Black Isle, agora não passa de um delírio.

Mas, como velhos deuses que se recusam a morrer, enquanto existirem aqueles que acreditam, estes jogos continuarão flutuando por aí. Por muito pouco, um novo Baldur's Gate não foi feito em 2008. A Enhanced Edition do primeiro Baldur's Gate agora está no Steam. Chris Avellone já fala de um novo Planescape.

Bhaalspawn voltará.

Ouvindo: Christophe Heral - Unacceptable losses
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10 comentários:

Shadow Geisel disse...

não pude jogar nenhum Baldur's Gate (mesmo existindo uma versão para PS2. What a shame) mas só de ler esse cenário hipotético já fiquei com água na boca...

José Guilherme Wasner Machado disse...

Shadow, o Baldur's Gate do PS2 é um action RPG que nada tem a ver com os Baldur's Gates do PC!

Abração!

Breno disse...

"Cyric e seus aliados, vistos na enigmática cena de encerramento"

Na verdade aquela cena pouco tem a ver com a expansão Throne of Ball. E o novo Planescape vai ser produzido pela InXile, que comprou os direitos autorais, embora não se ambientara no universo D&D. Tudo isso é hipoteticamente interessante, mas com a trupe de incompetentes da Beamdog querendo fazer um BG3 via kickstarter, é melhor deixar o Bhallspawn enterrado no mortuario de Sigil...

Jimmy Fischer disse...

R$34,99 por BG?Não obrigado!
Mania de lançar jogo velho a preço de novo!Já não bastava a Microsoft lançando Age of empires a preço de ouro no STEAM.

O que justifica o preço?Os graficos foram remasterizados em HD?Botaram achievements?Alguma interatividade online?

Não, jogam o mesmo jogo do passado e acham que vão lucrar com essa sem-vergonhice!

Breno disse...

"O que justifica o preço?Os graficos foram remasterizados em HD?Botaram achievements?Alguma interatividade online?"

Conveniencia parece ser o agravante no preço. para as pessoas que não querem instalar mods, essa parece ser a unica vantagem do BG:EE. Tem também o conteudo adicional e NPCs que eles incluiram no pacote, mas nada que vá revolucionar a forma de se jogar um Baldurs Gate da vida. Vale lembrar que dava pra jogar on-line na epoca em que Baldurs Gate foi lançado, se eles incluiram algum servidor, ai pode até ter uma vantagem, embora a graça nesse jogo esta no single player mesmo.

Quem não é hippie e não tem frescura em procurar mods pela net pode muito bem comprar o jogo original pelo GoG ao preço bem mais acessivel

Shadow Geisel disse...

então eu não perdi nada não jogando a versão do Ps2. Deviam deixar logo de frescura e fazer uma sequência (à altura) do Baldur's Gate. por isso que eu não reclamo do Fallout 3: se fossem ficar esperando o dream team do jogo original pra fazer uma continuação eu nunca teria o prazer de disparar uns tiros de Alien Blaster no cabeção de ETs...

José Guilherme Wasner Machado disse...

Para mim, a maior vantagem foi portarem o jogo para o ipad, permitindo que eu jogue um dos melhores rpgs de todos os tempos numa plataforma móvel, usufruindo dele em viagens ou numa confortável poltrona. Mas também senti falta de um remake mais consistente. Pouco justifica sua compra na plataforma PC.

Meu sonho agora é Fallout no ipad!

Breno disse...

"Para mim, a maior vantagem foi portarem o jogo para o ipad"

Esse é justamente o problema com a "nova" versão. Nada justifica deixar os fãs originais de lado em busca dos hippies de ipad, apenas estamos falando de um caça niquel. E tecnicamente falando, BG:EE não é um remake e sim um mod comercial feito por um bando de gente preguiçosa e incompetente.

José Guilherme Wasner Machado disse...

O problema / caça-níquel de uns é a solução de outros, Breno... para vc, o público de ipad (ou qualquer tablet) é só um bando de "hippies" a ser ignorado. Para mim, trata-se de uma plataforma excelente para trazer de volta alguns grandes títulos do passado, e que possibilita jogá-los em qualquer lugar, com uma interface altamente intuitiva. Só porque algo não interessa pessoalmente a você, não significa que não tenha valor para o resto do mundo... ;)

Por sinal, se alguém se interessar, escrevi dois pequenos textos sobre o assunto:

http://www.planetoidex.com.br/2012/06/tablets-e-rpgs-old-school-goiabada-com.html

http://www.planetoidex.com.br/2009/08/arstechnica-tablet-pc-para-rpgs-antigos.html

Abraços!

Edgar Menezes disse...

Até hoje tenho Baldurs Gate 1 e 2, recetemente peguei o Baldur's Gate - Enhanced Edition para jogar, sem dúvida o melhor RPG para PC já feito. Seria muito bom se tivesse continuação, NeverWinter Nights foi bonzinho, mas não chegou aos pés.

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