Retina Desgastada
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16 de setembro de 2012

Brutalidade Máxima

Commissar A expansão Winter Assault de Warhammer 40,000: Dawn of War consegue a façanha de ser ainda mais truculenta que o jogo original. Ainda é cedo para uma análise completa, já que estou apenas na terceira missão da campanha da Ordem, mas já deu para perceber que o sangue corre em pixels e frases de efeito. Uma das características mais marcantes da série que nenhum de seus inúmeros imitadores ousou copiar é a brutalidade gerada pelo fanatismo religioso que é o cerne desse universo.

Um dos poderes no jogo dos Commissars, líderes de esquadrão, é executar um de seus próprios soldados por não cumprir direito suas funções! O resultado: todos os soldados na área passam a atirar por um tempo com o dobro da cadência de tiro por medo de terem o mesmo fim. Fosse Winter Assault o produto de outra desenvolvedora que não a Relic, talvez o botão que ativa essa habilidade não realizasse muito mais do que apagar um soldado e aumentar o ritmo dos outros. Mas aqui temos uma animação do Commissar sacando uma pistola, mirando na cabeça de um pobre infeliz e atirando enquanto diz uma frase mais ou menos como "se não serve para manter a frente de batalha, então vai para a linha de fogo". É dura a vida de um membro da Guarda Imperial.

Na tela de menu do jogo, sempre há uma frase no rodapé que reflete a filosofia de Warhammer 40K:

  • "Um bom soldado obedece sem questionar. Um bom oficial comanda sem duvidar."
  • "Mesmo um homem que tem nada ainda pode oferecer sua vida."
  • "É melhor morrer pelo Imperador do que viver por si mesmo."
  • "Queime o herege. Mate o mutante. Expurgue o impuro."
  • "A vitória não precisa de explicação, a derrota não permite nenhuma."
  • "Existe apenas o Imperador, e ele é seu escudo e protetor."

Há algumas perturbadoras similaridades com determinadas facções religiosas de nosso mundo, mais até do que o espectro do fascismo no qual Warhammer 40K também bebe. No distante ano 40.000, a Idade das Trevas renascerá.

Ouvindo: Midnight Syndicate - NightStalker
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3 comentários:

Fagner P. disse...

Maravilho jogo, maravilhosa narrativa (de um modo geral), maravilhoso universo. Minha série favorita no estilo espacial-futurístico.
Não sabia que estava jogando Dawn of War.
É um universo rico em conteúdo, muitas expansões, muitos jogos, e livros também. Só não gostei muito do novo Space Marine, meio sem graça.

Anderson disse...

Depois de muito tempo sem visitar o blog, voltei e acho um post sobre wh40k, fui obrigado a fazer meu primeiro post aqui.
Depois de jogar esse jogo fui atras dos livros e hj já virou minha série de ficção favorita, devo ter mais de 20 deles aqui :D
E se vc não leu ainda o terceiro livro dos Ultramarines é melhor parar e ler o livro Storm of Iron antes (ou comprar o Iron Warriors: The Omnibus) . As duas sagas se encontram a partir do terceiro livro, algo como a campanha da Ordem e do Caos dessa expansão do DoW.

C. Aquino disse...

Fagner, imagino que a esta altura você já tenha achado as postagens, mas eu já fechei o Dawn of War original (http://blog.retinadesgastada.com.br/2012/09/jogando-warhammer-40000-dawn-of-war.html e http://blog.retinadesgastada.com.br/2012/08/jogando-warhammer-40000-dawn-of-war.html).

Anderson, já estou quase acabando o Dead Sky, Black Sun e notei que tem várias citações a outro livro. Chegou esta semana o segundo Omnibus dos Ultramarines aqui em casa. Depois desta maratona, acho que vou colocar o Omnibus dos Iron Warriors na minha lista! É um excelente universo de ficção-científica. Onde eu estava com a cabeça que não tinha lido isso antes?!

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