Retina Desgastada
Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos
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2 de março de 2012

Nomes de Curto Prazo

Delta Halo

Um time de desenvolvedores se reúne, diagrama idéias, rabisca conceitos, divide as tarefas, olham-se uns para os outros e descobrem que tem um bom projeto pela frente. Este projeto precisa de um nome, uma marca. Um rápido brainstorm e alguém sugere um título que agrada a todos, um nome forte e impactante que cai como uma luva para o jogo que virá e sua história. O desenvolvimento prossegue, o jogo é lançado e faz enorme sucesso, conquistando uma legião de fãs. A crítica pede, os jogadores exigem e a equipe topa que seja feita uma continuação. E aí, aquele nome tão bom já vira um entrave...

Halo: O primeiro jogo se passava 95% a bordo de uma estrutura alienígena colossal conhecida como Halo. Nos jogos posteriores, outros Halos aparecem mas a trama não é toda ambientada neles. Em Halo 3: ODST, a história se passa integralmente na Terra. Em Halo: Reach, o enredo é anterior à descoberta do primeiro Halo. Mas o nome continua.

Baldur's Gate: O primeiro jogo segue as andanças do personagem principal pelas cidades próximas e dentro da grande cidade de Baldur's Gate. Em sua continuação, a trama passa longe da região e a cidade principal se chama Amn Athkatla.

Legend of Zelda: O protagonista da série se chama Link, mas é a princesa em constante perigo que se tornou lendária...

'Me chama de Zelda só mais uma porra de vez"

Quake: Era para ter sido o nome de uma arma mágica do primeiro jogo, um martelo que provocava terremotos. Nenhum jogo da série teve terremotos até hoje. Para piorar, três dos quatro membros da franquia nem mesmo compartilham o mesmo enredo ou universo.

Final Fantasy: Para um jogo cujo nome significa "fantasia definitiva" é estranho que este "definitiva" tenha se estendido por quatorze títulos na série principal (triplique o número para saber a quantidade de derivados).

Alone in the Dark: Se nos três primeiros jogos da franquia o investigador do paranormal Edward Carnby está mesmo "sozinho na escuridão", nos episódios posteriores ele está sempre acompanhado.

Alone in the Dark "Oi? Tem alguém aí?" (silêncio) "Acho que não..." - Alone in the Dark (Sério) via Ctrl+Alt+Del

Prince of Persia é o exato oposto deste problema: o protagonista não é príncipe de nada, até a conclusão da trama e o casamento com a princesa salva. No jogo original de 1989, o herói nem mesmo tem um nome. Nos jogos seguintes, incluindo o reboot The Sands of Time,  o título já se justifica. Porém, em 2008, com um novo reboot, o protagonista passa a ser um aventureiro sem nome cujo apelido é Prince. Ao final, ele continua sem qualquer ligação com a nobreza...

Ouvindo: Raindancer - Sleepless (v2.0)
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18 comentários:

Breno disse...

"Halo: O primeiro jogo se passava 95% a bordo de uma estrutura alienígena colossal conhecida como Halo".

Talvez eu não tenha realmente prestado atenção no jogo,mas não seria o caso do jogo se passar 95%(ou até mesmo 100 % do jogo) em um planeta com o tal anel?

Sobre Baldurs Gate,vc tem razão,só não sei se seria mais interessante colocar o nome Forgotten Realms...

Valber disse...

Forgotten Realms é apenas o nome de um cenário de D&D, é abrangente demais. Pra resolver o problema do nome, poderia usar "baldur's gate trilogy", que é um mod que transforma os dois jogos em um único imenso jogo. Como a revelação do bhaalspawn ocorre no primeiro jogo, o nome ficaria valendo...

Aquino, so uma correção: Amn é o nome da região, o nome da cidade é Athkatla.

No caso de final fantasy, essa idéia de "fantasia definitiva" so mostra um título ambicioso. Nao tenho certeza, mas acho que o nome da serie Ultima tambem veio pq Garriott queria fazer "the ultimte RPG". Breno, me corrija se eu tiver errado.

Ah, um exemplo atual seria Diablo 3, ja que o ilustre cidadão bateu as botas no segundo jogo.

C. Aquino disse...

Breno, a informação de Halo procede. É que o Halo é tão gigantesco que, da superfície, se tem a impressão de estar em um planeta com um anel no céu.

Forgotten Realms, embora genérico, seria uma boa opção: é uma das "marcas" mais famosas do AD&D e abrange todas as regiões visitadas, como Underdark, outros planos, diversas cidades etc. Poderia ser pior: poderia se chamar God of Murder ou Dark Warriors ou outra coisa mais apelativa.

Valber, grato pela correção! Já editei a postagem. Sobre Ultima, o nome original era para ser Ultimatum, mas Garriott descobriu que o nome já estava registrado para um jogo de tabuleiro. Ele encurtou o nome e o resto é história. Sobre Diablo III, eu não duvidaria se o dito cujo desse as caras novamente no jogo, junto com os outros Prime Evils... caso contrário, é mesmo mais um caso de nome fora da validade.

Breno disse...

Provavelmente irão ressussitar Diablo novamente! Vai acabar parecendo Dragon Ball Z! Dizem que a cidade de Tristam marca presença novamente!

Breno disse...

O que gerou essa confusão de halo para mim foi o fato de ele ser uma estrutura metalica a distancia e quando se aproxima vc ve um cenario verde,com atmosfera e com agua!
Fake Edit: Vi agora o verde de longe!

Mais contribuiçoes:
Dragon Age:Origins-Quase não se ve Dragões na serie
Splinter Cell:só faz sentido no primeiro jogo!
Half-life:O nome já explica

Fallout:O certo deveria ser "Fellout",pois o cataclisma nuclear aconteceu a muitos anos.
Mass Effect:Porque Gravidade em ingles e não invasão de Reapers?

Shadow Geisel disse...

Breno, Fallout significa poeira radioativa. o que não falta é poeria nos cenários daquele jogo rsrsrs.
o pior, pra mim, é Resident Evil. a maldita mania dos americanos de idiotizar as coisas estragou um nome que era bom: Bio Hazard, risco biológico, título esse que estaria atual até nos episódios de hoje em dia (que tratam da banalização de armas biológicas). aí resolveram transformar risco biológico em "hóspede maldito", que se encaixava bem no primeiro jogo, que se passava em uma mansão, mas ficou totalmente sem sentido a partir do segundo jogo...

Rodrigo Ghedin disse...

Eu realmente gosto da premissa de Final Fantasy — ao menos da original — e acho o nome bem adequado.

Cada jogo da série principal é único, grandioso e pomposo, o equivalente em video games a um grande épico literário ou cinematográfico. Tirando um ou outro elemento (Cid, chocobos, summons), todo o resto muda a cada versão. São "fantasias definitivas", jogos diferentes entre si, amarrados por um nome que, até FFXII (acho; parei no VIII), era sinônimo de RPG de qualidade.

Uma pena que a ganância (ou necessidade) tenha feito a Square-Enix deturpar essa ideia tão bacana várias e várias vezes nos últimos anos...

[]'s!

Jimmy666 disse...

Na realidade diz a lenda que o nome "Final Fantasy" tinha a ver com a situação da SQUARE na época... estava praticamente falidade e o jogo foi a sua ultima cartada... eis que virou um sucesso e o resto da história já sabemos.
Eu não me incomodo com os títulos, é muito dificil lançar uma franquia de sucesso hoje em dia, mudar o nome delas então nem pensar.

Shadow Geisel disse...

não é lenda não. essa história é confirmada pelo próprio hironobu sakaguchi, um dos fundadores da empresa (a original, não essa piada de mal gosto que está acabando com uma série de qualidade).
Rodrigo, que pena que você parou no 8. na minha opinião, você deixou de jogar o melhor da série, o 10. o 11 ninguém jogou, e provavelmente nem deve ter sido muito pitoresco, típico de mmorpgs. o 12 faz parte de uma época em que FF, mesmo quando não saía do jeito que a gente esperava, ainda assim dava um ótimo jogo de se jogar. o 12, mesmo tendo detestado a história e os personagens sem carisma, eu joguei por 155 horas. o 13, me desculpe quem gostou, mas aquele sistema de batalha eu nunca engoli. e aquela ideia dos summons virarem veículos... sem comentários.

Jimmy666 disse...

Nenhum Final Fantasy chega perto do FF6, pra mim um dos jogos mais marcantes da minha vida!
Quando eu vi que cheguei ao último chefe de FF6 a tristeza foi maior que a alegria de terminar o jogo...eu estava tão envolvido no jogo que eu não queria que ele terminasse!Uma epopéia, tudo nesse jogo é perfeito!
O FF7 que me perdoe, mas tem que comer muito feijão pra chegar aos pés do 6.

Jimmy666 disse...

Só de ouvir essa musica me arrepio dos pés à cabeça:
http://www.youtube.com/watch?v=NGC_EzojK6E&feature=related

Jimmy666 disse...

Só de ouvir essa musica me arrepio dos pés à cabeça:
http://www.youtube.com/watch?v=NGC_EzojK6E&feature=related

Breno disse...

Eu ja joguei o 4,quase terminei mas não consegui por motivos de força maior! Terminei o 6(um dos melhores),7 e o 8!Final Fantasy 12 teve muito controle externo para atender ao publico adolescente,vide o protagonista androgino!Uma pena,pois o cabeça de Vagrant Story estava no comando,mas acabou tendo que desistir em parte de suas ideias por causa dos chefões!
Os jogos da Square preferidos,baseado nos jogos que eu joguei é FF4,6,7,8, CT,CC, Xenogears,Einhander e Vagrant Story.Teve o The Last Remnant,mas a unica coisa que se salvava era o combate!Os Crpgs oldscholl costumam ser bem mais complexos que os jogos da Square,mas eles sabiam trabalhar com as limitações dos consoles!

Bons tempos em que os japas dominavam os RPGs para consoles,sem existir essa dicotomia decadente de Bioware e Bethesda! A variedade naquela época era bem maior!

Aquino acho que o spam comeu um comentario meu!

Breno disse...

é até engraçado que um cara da Bioware falou que JRPGs não são rpgs de verdade,mas a verdade é que os Jrpgs da Square tinham muito mais variedade,escolhas e consequencias e customização em relação ao portfolio atual da Bioware! Qualquer duvida é so jogar Chrono Cross ou Saga Frontier!

Jimmy666 disse...

Acho que os JRPGs e os atuais RPGs "ocidentais" podem conviver.
O problema é que os JRPGs sumiram...
O último JRPG que tentei jogar foi um Star Ocean para PS2...deplorável, nem de longe lembrava a série fantástica que tinha no SNES.
Pra PC além do last remnant que eu me lembre foi o Grandia 2, e ainda assim não era aquilo tudo.
Enfim, me criei jogando JRPG e atualmente jogo os jogos da Bioware e Bethesda com o maior prazer.
A questão é:Onde estão os bons JRPGs?

Breno disse...

"Onde estão os bons JRPGs"?

Mas vc joga em consoles?Os JRPGs de sucesso dessa geração que eu me lembro foi o Lost Odyssey,Nier e a serie Souls(embora esse lembre mais um aRPG ocidental a moda antiga)!Se vc curte emulação ou tem algum portatil,o nintendo DS e o PSP ainda são fortes em materia de JRPG!

Eu ja tentei jogar Grandia 2 no computador,mas os graficos 3d daquele jogo ficaram muito datados(mais um port lixo da Ubisoft) e a história não me cativou! Grandia 1 envelheceu bem melhor!

Shadow Geisel disse...

e a resposta da questão é bem simples: não estão. rsrsrsrs
é como disseram, os JRPGs sumiram. tem um star ocean para ps3 e 360, mas ele é tão sem sal que eu parei no tutorial. uma coisa que irrita muito é que os caras têm liberdade para criar qualquer coisa, mas preferem se ater aos clichês mais enjoados, como o do adolescente desleixado que acaba se deparando com um perigo que ameaça a terra/universo/existência e, a partir daí, ele tem que levar as coisas a sério para proteger quem ama... me poupe
uma coisa que eu gosto na história de FF10 é que ela não tem nada a ver com destruição de mundo. muito pelo contrário. se os personagens não tivessem a iniciativa própria de derrotar Sin, o mundo de Spira ia continuar existindo da mesma forma de sempre.

Breno disse...

Shadow: Ja jogasse Nier,Lost Odissey(bom esse acho que não da visto que vc não tem um xbawx)?Ha de se observar que muitos jogos Niponicos não conseguem a localização para o ocidente!

"Acho que os JRPGs e os atuais RPGs "ocidentais" podem conviver."

Poderiam se um estivesse trabalhando para consoles e outro estivesse nos PCs!

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