"Somente os mortos viram o fim da guerra"
Platão
Eu tenho 128 horas jogadas de Killing Floor. Possivelmente, de todos os jogos experimentados nos últimos anos, o título da Tripwire Interactive foi o que obteve a melhor relação custo/benefício ou custo/diversão. Foi um longo percurso em menos de um ano, desde minha análise inicial, ainda usando um passe de convidado para o jogo, gentilmente cedido pelo Marcos A. S. Almeida, vulgo Dellphos. Travei batalhas homéricas, experimentei o gosto da vitória e o amargor da derrota. Fiz amigos, companheiros de combate dentro e fora do jogo.
Mas a guerra nunca acaba. Operação Wyre, Operação God Save the Queen, Operação Roadkill, Reconquista do Wyre e tantas outras que não foram documentadas.
Nestas 128 horas consegui escalar do nível 0 em Support Especialist até o nível 6, o máximo disponível para qualquer classe. Como um título multiplayer sem história, a jogatina é infinita, a horda nunca acaba. Estabeleci uma meta para mim de completar todos os mapas oficiais no modo Normal. Ultrapassei a meta e estabeleci que iria parar quando chegasse ao último nível em minha habilidade ou completasse todos os mapas no modo Hard. Ganhei a insígnia dourada e continuei. Faltam apenas dois mapas para fechar todos os cenários oficiais em Hard. Mas criei uma nova meta: vencer pelo menos um mapa no modo Suicidal. Hoje, com a ajuda inestimável de outros veteranos, consegui romper mais um limite.
E vou parar.
Apesar de todas as aventuras, da adrenalina, das estratégias e riscos, é preciso parar. Há outros jogos esperando em uma fila que não cessa de crescer. Pode ser que não encontre mais outro custo/diversão tão poderoso. Pode ser que encontre outra pérola escondida.
Agradeço a todos que jogaram comigo nessas 128 horas, conhecidos e desconhecidos, mas especialmente aos lendários Dellphos (que deu início à infecção), Fagner P. (quantos mapas fechamos apenas nós dois?), Gyodai (o hilário Homem Frango, sharpshooter mortal), Jimmy666 (Senhor de Todos os Mapas), Jobs (a lenda viva), NaldoDias (eficiente matador de monstros), Iguuu (cujo entusiasmo gerou o grupo oficial do Retina Desgastada), Estacado (aparecia pouco, mas aparecia para decidir) e V de Burrice (sempre pronto para entrar no meio de qualquer partida). Espero encontrá-los em outras guerras.
Se você está começando agora, confira algumas dicas de quem já esteve lá. Ouça os mais experientes. Trabalhe em equipe. E não irrite o Scrake.
Apesar da despedida, manterei o jogo instalado. Afinal, a guerra nunca acaba.

26 Comentários
Sério, espero que você, de vez em quando, jogue uma partida com a gente. Passei a gostar muito mais do jogo depois de conhecer você, o Fagner, o Dellphos e a galera toda.
E como diria a squad voice do KF:
Cheers, big ears!
Bem, foi legal. Vou reistalar o jogo novamente e sempre que tiver uma vaga no grupo vou pongar na batalha!hehe
Abraço a todos.
Gyodai me conhece: eu voltarei uma vez ou outra. Mas a rotina quase diária será suspensa. Talvez nos eventos? Talvez um final de semana por mês? Não sei. Por enquanto, é um "até breve".
Breno, a escolha do próximo jogo é uma decisão tão complexa que acaba sendo determinada por impulso... E deixar para os leitores escolherem vai gerar mais flame war do que benefício!
JC, tenho certeza de que será sempre bem-vindo às batalhas!
Killing Floor foi um dos poucos jogos que me pegou de surpresa (conheci por aqui) e até hoje; por mais que comecei jogar mais raramente ainda por causa dos compromissos da idade jovem/adulta, e do pré matrimonio do final de semana; ainda tenho uma grande estima por ele.
raramente você se diverte com amigos sem ter aquela ansia de evoluir mais que o outro para ser o melhor. Em killing o que vale é a habilidade do jogador, não necessariamente sua perk e nivel. e contar com amigos no jogo vale muito.
Espero que um dia volte a jogar Aquino, ou teremos que encontrar um outro a altura. Ou faça igual a mim, pegue Skyrim e esqueça do mundo por umas horas :]
Nesse exato momento estou com 408 horas de jogo e 156 das 176 conquistas.Me faltam 7 mapas no modo Hell on Earth e alguns achievs de evento...
Killing Floor me custou pouco mais de 3 dólares em outubro do ano passado e desde lá o jogo quase todo dia.
Diferente de outros jogos que é só ter habilidade e sair matando, Killing Floor tem vários componentes estratégicos interessantes.Para se jogar os níveis mais difíceis é fundamental conhecer para que serve cada perk, conhecer o mapa, conhecer cada monstro.
Discordo do Estacado quando ele diz que o que vale é a perícia do jogador, pra mim é o elemento menos importante.
Tenho 250 horas de Modern Warfare 2 multiplayer e meus números são desastrosos, o mesmo com BF BC2 e BF3... em matéria de FPS sou uma negação apesar de adorar o estilo.
Enfim, possuo alguns jogos que me custaram mais de 100 reais no STEAM e nenhum deles me divertiu e ainda diverte como o KF que me custou pouco mais de 3 dólares.
Ainda pretendo jogar bastante, embora esteja estudando e trabalhando...
Ter habilidade não é tudo, mas ajuda quando você é o último sobrevivente e tem que se virar com 100 criaturas tentando te devorar. Nesse vídeo (http://bit.ly/zM7Gsc), por exemplo, o cara consegue sobreviver. É bonito de se ver.
Ah, dei uma lida no seu twitter. Avisa pro Gyodai que no Suicidal e Hell on Earth são necessários 2 tiros de crossbow pra matar o scrake, mesmo no nível 6. O primeiro deixa ele tonto e o segundo explode a cabeça. Nesses níveis acaba a mamata de um tiro só :P
Mais um motivo pra eu desistir de jogar com ss em dificuldades mais altas.
Vou subir ss pra lvl 6 só pra vender o crossbow. Ser o matador de scrakes é um trabalho muito ingrato... huahauhauahuauhuahauuhauuhauhau
Bom, como o Gyodai disse, espero que tenha mais umas partidas casuais, aqui e ali, e podem me chamar que to dentro.
PS: Na torcida pra que um dos jogos da sua fila seja Silent Hill: The Room. O seu texto sobre SH2 foi um dos mais incríveis que já li, adoraria ler suas impressões sobre The Room também (mesmo que num futuro distante).
Então, respondendo ao camarada Jimmy 666, quem topa uma despedida oficial nesta sexta-feira de noite? Mapas: Bedlam e Hospital of Horrors no modo Hard? Com direito a screenshots da galera e relatório de batalha no fim de semana!
Rebeca, realmente The Room é incrível.Ele quebrou a mecânica dos anteriores ao nos manter num quarto claustrofóbico que têm de ser exorcizado e talvez por isso muitos fãs não gostaram dele.Mas particularmente , depois do SH1 o The room foi o que mais gostei.O SH2 apesar da narrativa melhorada manteve basicamente a mesma mecânica do primeiro e pra mim foi "mais do mesmo".Já o três comecei mas não me empolguei.Isso só pra falar dos que saíram pra PS2.Ok , eu sei que Origins e Shatered Memories também saíram pra PS2 , mas foram ports tão porcos que não os considero.
Jobs, 23hs me parece um bom horário para eu ter certeza de que meu filho pegou no sono!
Se tiver muita gente, podiamos dividir em um mapa mais dificil pra quem joga muito e um mais basico pra quem quase nao joga hehe
Valeu pela resposta e desculpa o off-topic, Aquino. =)
Como a maioria já é lvl 6 ao menos em suporte, jogando no hard não tem problemas de ter um ou dois jogadores de lvl muito baixo, fica até bom pra não ficar fácil demais.
Sexta a noite eu posso pois folgo no sábado!
No blog tem uns posts sobre a nossa participação na Campus e na N3rdcon, se quiser dá uma passada lá pra conferir.